Regina Duarte aceita convite para ser secretária de Cultura

Regina Duarte foi convidada pelo presidente para assumir o cargo de secretária especial da Cultura após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim. Foto: Marcos Corrêa/PR

A atriz Regina Duarte, de 72 anos, será a nova secretária especial de Cultura do governo federal. Após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta-feira (29), ela confirmou a jornalistas ter aceitado o convite para o cargo, que integra o Ministério do Turismo.

“Sim [aceitei], só que agora vão ocorrer os proclamas [trâmites formais] antes do casamento”, afirmou ao deixar a sede do Executivo federal, sem dizer a data em que deverá ser nomeada. Ela estava acompanhada da reverenda Jane Silva, que foi nomeada secretária especial adjunta de Cultura.  

O presidente Jair Bolsonaro também confirmou o “sim” de Regina, sem dar prazo para que ela assuma as funções. “Está tudo certo, está caminhando, ela está acertando as questões pessoais dela. Não tem prazo”, afirmou ao chegar ao Palácio do Alvorada, residência oficial, depois do encontro com a atriz. 

Regina Duarte foi convidada pelo presidente para assumir o cargo de secretária especial da Cultura após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim, no último dia 17 de janeiro. Na semana passada, ela veio a Brasília conhecer a estrutura da pasta e voltou esta semana para definir com o presidente se assumiria mesmo o cargo.

Ontem (28), Bolsonaro afirmou que Regina Duarte terá liberdade para montar sua equipe. “Para mim seria excepcional, para ela, ela tem a oportunidade de mostrar realmente como é fazer cultura no Brasil. Ela tem experiência em tudo que vai fazer. Precisa de gente com gestão ao seu lado, tem cargo para isso, vai poder trocar quem ela quiser lá sem problema nenhum. Então tem tudo para dar certo a Regina Duarte”, disse Bolsonaro.

Regina Duarte aceita convite para secretaria de Cultura

Regina se reuniu nesta segunda-feira 20 com Bolsonaro no Rio de Janeiro.

A atriz Regina Duarte aceitou o convite para comandar a Secretaria de Cultura do governo de Jair Bolsonaro e deverá começar amanhã o que segundo ela seria um período de testes. Regina se reuniu nesta segunda-feira 20 com Bolsonaro no Rio de Janeiro.

“Nós vamos noivar, vou ficar noiva, vou lá conhecer onde eu vou habitar, com quem que eu vou conviver, quais são os guarda-chuvas que abrigam a pasta, enfim, a família. Noivo, noivinho”, afirmou a atriz à coluna da jornalista Mônica Bergamo.

Mas já anunciou seus planos para a pasta: “Quero que seja uma gestão para pacificar a relação da classe com o governo. Sou apoiadora deste governo desde sempre e defendo a classe artística desde os 14 anos”.

Na semana passada, a atriz contestou a indicação do documentário brasileiro ‘Democracia em Vertigem’, de Petra Costa, ao Oscar, dizendo que “Oscar nenhum vai reescrever a nossa História”.

Em outra postagem, uma imagem trazia a seguinte frase, ainda em crítica à indicação do filme de Petra, que narra o golpe que tirou a ex-presidente Dilma Rousseff do poder. “A verdadeira história sobre o impeachment foi feita por milhões de brasileiros nas ruas e Oscar nenhum vai reescrever nossa história”.

Em nota, PPS defende filiados e diz não se responsabilizar mais por Ester Marques

Depois de indicar Ester Marques para a Cultura, deputada anuncia que não mais se responsabiliza pelo que a secretária fizer na Cultura

Depois de indicar Ester Marques para a Cultura, deputada anuncia que não mais se responsabiliza pelo que a secretária fizer na Cultura

Parece que a deputada federal e presidente do diretório estadual do PPS, Eliziane Gama, deixará mesmo de lado a “cana de braço” com a secretária estadual de Cultura, Ester Marques, indicação pessoal da parlamentar ao governo Flávio Dino (PCdoB). Em nota pública, divulgada nesta quinta-feira (29), a Executiva do partido declara não ser mais responsável pela auxiliar. Em outro trecho, defende os militantes e quadros pepessistas e diz que eles têm, sim, “capacidade intelectual” para exercer qualquer função pública.

A reação do PPS veio depois de declarações de Ester Marques, dando conta que não poderia substituir certas pessoas na Secretaria por quadros pepessistas porque “eles não teriam capacidade” para assumir tais funções.

Por outro lado, a eleição de Ester Marques para o Conselho Estadual de Cultura também caiu como um “balde de água fria” nas  pretensões do PPS. Há poucos dias, Eliziane Gama pediu ao governo a demissão da secretária por não apoiar decisões e nomeações feitas na pasta. Pessoas ligadas aos ex-secretários Olga Simão e Luís Bulcão estavam ocupando cargos estratégicos, o que também causou insatisfação dos pepessistas.

“Diante da evidência de uma orquestração que tenta desqualificar o Partido Popular Socialista junto à opinião pública, fato este até criminoso, que esconde interesses não revelados que estão para além do presente, o PPS, mesmo tendo feito anteriormente a indicação da titular da Secretaria de Estado da Cultura, declara não ser mais responsável por esta”, diz trecho da nota abaixo:

PARTIDO POPULAR SOCIALISTA – PPS

NOTA PÚBLICA

Em razão das informações infundadas e plantadas diariamente na imprensa e nas redes sociais sobre a relação entre o comando do Partido Popular Socialista – PPS, a Secretaria de Estado da Cultura e o Governo do Estado do Maranhão, envolvendo, sobretudo, a sua maior liderança maranhense, a deputada federal Eliziane Gama, temos o dever de esclarecer que:

1 – O Partido, ao longo de sua trajetória, sempre pautou sua atuação na defesa da ética na política, na defesa dos direitos humanos e na luta pela igualdade social;

2 – Nossa bandeira está historicamente registrada com a nossa participação em todas as lutas lideradas por Maria Aragão, William Moreira Lima, o ex-governador Jackson Lago e o atual governador Flávio Dino, em favor de um Maranhão mais justo e igualitário para todos os maranhenses;

3 – O PPS sempre buscou a unidade das forças de oposição, renunciando inclusive a uma candidatura própria no pleito passado em favor da unidade das oposições, por compreender a necessidade de uma ação conjunta de todas as forças políticas progressistas em favor de outro modelo de desenvolvimento que combata o atraso, a corrupção e o “patrimonialismo” que é fruto das velhas práticas políticas entranhadas nas estruturas do Estado;

4 – Desse modo, o Partido Popular Socialista repudia, de modo veemente, a sórdida tentativa de desqualificação intelectual, moral e religiosa de seus quadros e militantes, pois o PPS detém, entre seus membros, pessoas com inquestionável formação técnica e política, aptas ao exercício de qualquer função pública, todas comprovadamente qualificadas pelos órgãos de controle;

5 – Os problemas gerados na Secretaria de Estado da Cultura não partiram do PPS. Em momento algum, a direção partidária fez qualquer indicação ou ação que pudesse contrariar o interesse público, a moralidade administrativa e os princípios éticos que são tão combativamente defendidos pelo Partido. Nem tampouco, tentou-se aparelhar a instituição pública ou mesmo se utilizar de suas estruturas em favor de qualquer segmento religioso. Não é da tradição do PPS o aparelhamento da máquina pública, prática que sempre combatemos de modo veemente;

6 – Diante da evidência de uma orquestração que tenta desqualificar o Partido Popular Socialista junto à opinião pública, fato este até criminoso, que esconde interesses não revelados que estão para além do presente, o PPS, mesmo tendo feito anteriormente a indicação da titular da Secretaria de Estado da Cultura, declara não ser mais responsável por esta;

7 – O PPS deseja que o governador Flávio Dino promova o diálogo com as forças políticas que contribuíram para sua vitória e que possa realizar as mudanças tão sonhadas pelo povo do Maranhão.