Prefeitura de São Luís promove ação de saúde voltada para as famílias de áreas impactadas pelas fortes chuvas

Dados apontam que o índice pluviométrico do mês de março chegou perto dos 800 mm. Para este mês a previsão é de mais chuvas. Até a última sexta-feira (05) já choveu mais de 100mm

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), deu prosseguimento às ações realizadas em área de risco da capital e promoveu, na manhã deste sábado (6), no bairro Salina do Sacavém, assistência médica às famílias desabrigadas em virtude das chuvas na cidade. No total, foram atendidas aproximadamente 100 pessoas que receberam serviços de avaliação médica e comprovantes de encaminhamento para exames laboratoriais. A iniciativa é parte do pacote de serviços que o prefeito Edivaldo Holanda Junior tem levado às comunidades que mais sofrem com as consequências das chuvas na capital.  

O trabalho de assistência médica integra o programa de Ações Comunitárias da Semus e neste sábado (6), contou com o apoio da Associação das Donas de Casa da Salina do Sacavém. O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, ressalta que o apoio aos desabrigados com as chuvas faz parte de um trabalho constante da gestão do prefeito Edivaldo. “Desde as primeiras chuvas, a Secretaria Municipal de Saúde deu toda a assistência, em parceria com outras pastas, aos desabrigados. Nosso trabalho é zelar pelo bem-estar destas pessoas e garantir o acesso, nos casos necessários, a medicamentos de uso essencial”, afirmou.

Além da verificação clínica, os assistidos também se submeteram à verificação da pressão arterial, realizaram testes de glicemia e receberam medicações. Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) deram ainda orientações para evitar que os moradores adquiram doenças, como leptospirose por exemplo (doença bacteriana presente na urina de ratos).

Prefeitura implantará sistema que mostra em tempo real fluxo de atendimento no Socorrão II

A ação reforça a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde

A Prefeitura de São Luís está trabalhando na implantação de um novo dispositivo de alerta luminoso que indicará o real fluxo de pacientes do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II). A ação reforça a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus). A medida visa orientar os profissionais de cada setor na tomada de decisões imediatas visando à agilização do atendimento aos pacientes e à fluidez dos serviços no hospital que tem diminuído drasticamente a permanência de pacientes nos corredores. O dispositivo é mais uma ação que integra um conjunto de melhorias concretas executadas pelo município para a otimização do fluxo de atendimento no Socorrão II resultado da implementação do projeto Lean nas Emergências, instituído pelo Ministério da Saúde com consultoria do Hospital Sírio-Libanês para dinamizar o atendimento em emergência de hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, conta que o dispositivo é físico e composto por lâmpadas indicativas por cores (branca, verde, amarela e vermelha), que serão colocadas em pontos estratégicos do hospital para que todas as equipes dos setores envolvidos tenham visibilidade. Elas serão acionadas para alertar a real situação da lotação do hospital naquele exato momento. O dispositivo integra o Plano de Capacidade Plena (PCP), que está sendo implantado no Socorrão II elencando um conjunto de ações que devem ser adotadas para a diminuição da superlotação da unidade.

“Nesse plano identificamos alguns gatilhos que vão mostrar em que nível de capacidade o hospital está. Em cada nível vai acender uma luz específica. A de cor branca, por exemplo, mostra que a lotação está em nível 1, o que indica que há pacientes entubados no pronto-socorro aguardando leito de UTI. O trabalho é feito de forma integrada e cada setor ou profissional saberá agir em cada situação em sua área, para melhorar o fluxo ao ser alertado da lotação da unidade. Todas estas medidas integram o plano de ação da gestão do prefeito Edivaldo para a área da saúde”, explicou Lula Fylho.

Já em nível 2 de superlotação, por exemplo, acenderá a luz amarela, conforme observa o secretário. Esse é o nível intermediário de superlotação. A vermelha alerta a lotação máxima permitida, o que acarretará um envolvimento ainda maior de todas as equipes do hospital. A luz verde indica que o hospital está atendendo dentro se sua capacidade normal. O sistema será operacionalizado pelos enfermeiros do pronto-socorro, que têm uma visão geral da lotação.

A ação reforça a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde

Para discutir a operacionalização do Plano de Capacidade Plena (PCP) do Socrrão II, a equipe de profissionais do Hospital Sírio-Libanês realizaram esta semana reunião do Projeto Lean nas Emergências. Participaram do encontro profissionais de cada setor do pronto-socorro, e o dispositivo de alerta luminoso foi um dos pontos discutidos.

Segundo o médico do projeto Lean nas Emergências, Gustavo Schulz, os resultados obtidos a partir da implantação das medidas do projeto são gigantescos. “A melhora do atendimento aqui no Socorrão II é perceptível. Da primeira reunião que tivemos aqui até hoje, percebemos a imensa diferença, com fluxo muito mais ágil e as decisões sendo tomadas em um processo muito mais rápido e eficaz. E o Plano de Capacidade Plena é crucial para melhoramos ainda esses fatores, pois o pronto-socorro não lota de uma hora pra outra, mas sim com o aumento gradual e a falta de saída de pacientes. Então, com a medida, conseguimos identificar isso em tempo ágil e todas as equipes saberão o que fazer para devolver o hospital aos índices normais de rotina. As ações são previamente elencadas para que cada um tome decisão acertada”, disse Gustavo Schulz.

Segundo Schulz, a melhoria do fluxo na unidade pode ser traduzida em números. Segundo ele, antes da implementação do projeto Lean nas Emergências, o Socorrão II já chegou a apresentar um índice NEDOCS de 2.100 (indicador americano de superlotação em emergência hospitalar, validado no Brasil, cujo índice aceitável é abaixo de 50). Após à implantação das ações na unidade, esse índice já chegou a registar um pico de 49. “Um valor que para a realidade brasileira é espetacular”, frisou Gustavo Schulz.

O médio do Lean nas Emergências também aponta outro indicador positivo apresentado no Socorrão II: o indicador LOS – Lenght of Stay, outra sigla internacional que mede o tempo de espera nas unidades de emergência. No Socorrão II, esse índice caiu 50%, no quesito ‘tempo do paciente que não interna’, que era de quatro horas e meia e baixou para cerca de duas horas.

Além desse novo dispositivo luminoso de alerta sobre a lotação da unidade, outras medidas também foram executadas para a melhoria do fluxo de paciente no Socorrão II. Entre elas estão a inauguração de novos setores assistenciais inéditos na saúde do Maranhão, como a criação da Sala de Curta Permanência e a Sala de Decisão Médica.

Sobre os novos setores criados para melhorar o fluxo de pacientes e evitar filas de espera, o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, explicou a funcionalidade desses espaços. Segundo ele, a Sala de Curta Permanência é o local onde o paciente que teve indicação de internação fica hospitalizado por até 72 horas, período em que é avaliada sua permanência. Dependendo da necessidade do paciente, este poderá seguir também para um leito dentro do próprio hospital ou de transferência, de cirurgia ou obter alta médica.

Também foi implantada a Sala de Decisão Médica, um novo espaço onde o paciente fica após ser atendido nos consultórios do pronto-socorro, aguardando a realização de exames laboratoriais ou de imagem. Quando os resultados dos exames são disponibilizados, o médico sai do consultório e reavalia o paciente nessa sala para decidir sobre o desfecho do seu tratamento. Na Sala de Decisão Médica, também permanece uma equipe de enfermagem realizando os cuidados na área e acompanhando os pacientes na realização dos exames. O paciente é acomodado de forma confortável nesse ambiente até nova avaliação de seu quadro clínico.

Agora, com a nova dinâmica de trabalho implementada no Socorrão II, o paciente que chega em situação de emergência e necessita de intervenção imediata de até 10 minutos terá atendimento realizado nas salas vermelha e laranja. A equipe responsável pelo atendimento está treinada para atender pacientes graves e dar a melhor condução ao tratamento necessário.

Prefeitura de São Luís reforça controle de endemias na capital com ações de saúde preventiva

O reforço no trabalho dos agentes visa prevenir que algumas doenças, como a malária e a doença de chagas, por exemplo, voltem a acometer a população

Para reforçar o trabalho de combate a endemias como esquistossomose, leishmaniose visceral humana, malária e doenças de chagas, por exemplo, a Prefeitura de São Luís tem intensificado o trabalho de campo executado pelos agentes de endemias nos bairros da capital. Entre as ações estão a realização de visitas domiciliares, trabalho de recolhimento e identificação de insetos, realização de exames e acompanhamento de pessoas vulneráveis a estas doenças, bem como aparelhamento das equipes de saúde. A iniciativa integra as ações de saúde preventiva desenvolvidas no município por determinação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), por meio da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária.

O reforço no trabalho dos agentes visa prevenir que algumas doenças, como a malária e a doença de chagas, por exemplo, voltem a acometer a população. Para reforçar este trabalho, a Prefeitura entregou Equipamento de Proteção Individual (EPI) para os agentes comunitários. O titular da Semus, Lula Fylho, destacou a importância dos paramentos entregues como reforço no combate de doenças que ainda afetam a população. “Além de garantir a realização de um trabalho de campo mais efetivo e eficiente para controle dessas doenças, como bem determina o prefeito Edivaldo, também proporcionamos aos nossos agentes de saúde mais segurança e melhor qualidade no exercício de suas funções”, afirmou Lula Fylho. Entre os materiais entregues estão máscaras e filtros de máscaras faciais inteiras, que promovem a segurança por completo evitando a aspiração de componentes químicos utilizados na eliminação dos insetos transmissores das doenças.

Segundo o coordenador municipal de Endemias, Raimundo Nonato Farias Rodrigues, há quatro anos não há um único registro de malária na capital maranhense, com transmissão do tipo autóctone, que é quando a contaminação se dá no próprio território. Para coibir a ação do inseto transmissor da malária, o trabalho se concentra principalmente na zona rural da cidade, com a realização de visitas domiciliares nas áreas consideradas focos da doença e coleta de sangue nos moradores para avaliar as localidades, descartar acometimento do problema e tomar providências de controle na região.

O reforço no trabalho dos agentes visa prevenir que algumas doenças, como a malária e a doença de chagas, por exemplo, voltem a acometer a população

“Fazemos isso porque, às vezes, a pessoa é portadora do protozoário que causa a malária, mas ainda não tem sintomas. Quando identificamos esses casos, fazemos a investigação entomológica e encaminhamos o paciente à unidade de saúde para realizar o tratamento. E o trabalho de campo com ações in loco e de conscientização junto à população acerca dos problemas também tem sido fundamental nesse processo”, observou Raimundo Farias.

Já a doenças de chagas não é registrada na capital desde a década de 80. Mesmo assim, o trabalho de controle e prevenção do problema integra a programação de ações da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária. Para evitar a ocorrências de casos, é feito o trabalho de identificação do barbeiro, inseto transmissor da doença, nos locais de possível infestação, e a eliminação das colônias. “Quando encontramos o inseto, este é encaminhado à analise laboratorial para verificarmos se este está contaminado pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de chagas”, explica Raimundo Farias, acrescentando ainda que em mais de 95% dos casos analisados na capital não verifica-se a contaminação do inseto pelo protozoário.

O trabalho também tem sido executado de forma intensiva para impedir o avanço dos casos de outras endemias como a leishmaniose visceral e a esquistossomose humana. “Estamos fazendo trabalho de identificação de possíveis criadouros, que são os caramujos, para realizamos a captura e a realização dos exames laboratoriais para analisar a ocorrência de infecção nesses hospedeiros”, salientou o coordenador de endemias.

A esquistossomose humana, também conhecida como barriga d’água, é transmitida quando as pessoas entram em contato com água doce onde há caramujos infectados com as formas larvais de parasitas da espécie Schistosoma. Os vermes adultos microscópicos vivem nas veias de drenagem do trato urinário e dos intestinos, causando danos à saúde e, muitas vezes, levando a óbitos. A doença tem cura na fase inicial do problema.

A preocupação também se estende para prevenir o avanço de casos de leishmaniose visceral humana. Para coibir a ação do inseto vetor do transmissor da doença (que é transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto denominado flebotomíneo), são colocadas armadilhas próprias para captura, nas áreas mais suscetíveis. Tanto para a prevenção da malária, como a leishmaniose e a doenças de chagas, a Semus também realiza o trabalho de controle químico com o borrifamento espacial de inseticidas próprios.