PV do Distrito Federal repudia indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo

A indicação do deputado federal Sarney Filho (PV-MA) – feita pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) – para assumir a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal não foi bem aceita nem mesmo por seus correligionários.

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo.

Nota Oficial

A Diretoria Executiva do Partido Verde do Distrito Federal, após tomar conhecimento pela imprensa, nesta terça-feira, 13 de novembro, de que o ex-ministro e deputado federal não reeleito do PV (MA), Sarney Filho, irá compor o novo governo do DF, assim se manifesta:

Considerando que o Partido Verde do DF tem uma atuação de cerca de 20 anos na capital, sempre norteada pelos bons valores da honestidade, transparência e companheirismo;

Considerando que, nas eleições de 2018, o Partido Verde do Distrito Federal elegeu um deputado federal e um primeiro suplente para a Câmara Legislativa;

Considerando que compôs a chapa majoritária adversária ao futuro governador, em um intenso embate ideológico e programático, disputando ainda o segundo turno eleitoral;

Reitera seu total repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão, principalmente em se tratando de desrespeito a esta executiva regional, bem como ao trabalho acumulado, aos resultados eleitorais alcançados, às trajetórias de seus membros e à absoluta falta de respeito pelo Partido Verde.

Por fim, esta Executiva solicita que a Executiva Nacional do PV tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos.

Executiva PV/DF

Sarney Filho será secretário de Meio Ambiente no DF, diz governador eleito Ibaneis

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral

O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) foi anunciado nesta terça-feira (13) como futuro secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB).

Sarney se reuniu nesta terça com Ibaneis e o vice-eleito, Paco Britto (Avante), na Câmara dos Deputados. A indicação dele como secretário foi confirmada pela assessoria de Ibaneis.

O político, filho do ex-presidente da República José Sarney, tem cadeira na Câmara Federal desde 1983. Ao todo, foram nove mandatos consecutivos por diversos partidos. Nas eleições deste ano, foi candidato ao Senado pelo Maranhão, mas não se elegeu.

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral.

EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA – PF cumpre mandados e um deles envolve secretário de Meio Ambiente do Estado

Policiais federais estão à caça de Marcelo Coelho

Policiais federais estão à caça de Marcelo Coelho

Marcelo Coelho está sendo procurado pela PF

Marcelo Coelho está sendo procurado pela PF

O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcelo Coelho, foi procurado por agentes da Polícia Federal, nesta quinta-feira (14). Eles cumprem uma série de mandados em uma operação batizada de “Hymenaea”, que acontece em conjunto com o Ibama e Ministério Público Federal, para investigar uma organização criminosa que atuava extraindo ilegalmente madeira das reservas indígenas.

Marcelo Coelho tinha entrevista ao vivo no Bom Dia da TV Difusora desta quinta (14), mas deixou a emissora e assessores, que o aguardavam, esperando. O governo do Maranhão disse que o secretário se encontra em missão no Estado.

Viaturas da Polícia Federal estão, constantemente, rondando a sede da Secretaria de Meio Ambiente, na Avenida dos Holandeses. A residência do secretário também está sendo monitorada pela Polícia Federal.

Mais de 300 policiais federais, apoiados por servidores do Ibama e por policiais do BOPE de Brasília e do Rio de Janeiro, estão dando cumprimento a 77 medidas judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 56 mandados de busca e apreensão, bem como à suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras nas cidades de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Açailância, Zé Doca, Alto Alegre do Pindaré, Bom Jardim, Governador Nunes Freire, todas no estado do Maranhão. No Rio Grande do Norte: Tibau, Mossoró, Parnamirin e Natal, e em Capuí no estado do Ceará.

A organização criminosa atuava extraindo ilegalmente madeira das reservas indígenas. Esse material era “esquentado” por meio de documentação fraudulenta para o transporte e retirada das áreas protegidas. Um membro da quadrilha era o responsável por emitir documentos destinados a microempresas laranjas, cadastradas como construtoras em pequenas cidades no interior do Rio Grande do Norte. Essa manobra servia para desviar a madeira para receptadores em todo o Nordeste brasileiro.

Os desmatamentos causaram danos ambientais gigantescos no último reduto da floresta amazônica na região nordestina. A organização criminosa fazia o corte seletivo de madeira nobre e espécies ameaçadas de extinção, de forma a acobertar o crime sob a copa das árvores de menor valor monetário. Segundo estimativas, o grupo teria movimentado valores da ordem de R$ 60 milhões.

As autoridades sequestraram mais de R$ 12 milhões de diversas pessoas físicas e jurídicas. Esses valores são provenientes da lavagem do dinheiro auferido com a extração ilegal da madeira.

Os investigados responderão por crimes como participação em organização criminosa, lavagem de capitais, roubo de bens apreendidos, obstar a fiscalização ambiental, desmatamento na Terra Indígena Caru, desmatamento na Reserva Biológica do Gurupi, receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, corrupção ativa, tráfico de influência, dentre outros.