Anvisa suspende testes de vacina contra Covid-19

Na segunda-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes em humanos da vacina Coronavac contra a Covid-19.

A Anvisa determinou que nenhum novo voluntário poderá ser vacinado até que a agência possa avaliar os dados e “julgar o risco/benefício da continuidade do estudo”.

Nesta terça-feira (10), o laboratório chinês Sinovac Biotech disse estar “confiante” na segurança de sua vacina. Em entrevista à TV Cultura, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que a Anvisa foi notificada de um óbito não relacionado com a vacina.

Além do Brasil, os testes clínicos da Coronavac também ocorrem na Indonésia e na Turquia, mas não há relatos de suspensão nestes países.

A Coronavac é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a produção do imunizante no Brasil por meio do Instituto Butantan. O Ministério da Saúde chegou a anunciar que compraria doses da vacina, mas foi desautorizado na sequência pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o Butantan informou que “foi surpreendido” pela decisão da Anvisa e que está “apurando em detalhes o que houve com o andamento dos estudos clínicos da Coronavac”.

Fiocruz estima iniciar a vacinação contra a covid-19 em março de 2021

Até março de 2021 acontecerá a imunização contra a Covid-19 com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Em agosto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou um acordo para transferência de tecnologia e produção dessa vacina no Brasil. Segundo a presidente da Fundação, Nísia Trindade, a produção deve começar entre janeiro e fevereiro. 

“A nossa expectativa é que possamos encaminhar todo esse processo da vacina que precisa ter a validação da pesquisa. Entre os meses de janeiro e fevereiro estaremos iniciando a produção. Todo trabalho acompanhado pela agência Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e, assim, temos toda a esperança que possamos, no primeiro trimestre de 2021, iniciar esse processo de imunização, como um dos instrumentos importantes para que nós possamos lidar com essa pandemia e todos os impactos na nossa sociedade”, disse Nísia.

6 milhões de doses da CoronaVac são autorizadas pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A licença, por enquanto, é apenas para importação do imunizante. A distribuição das doses, ainda sem registro, depende de autorização da própria Anvisa. O pedido de importação em caráter excepcional foi feito pelo Instituto Butantan.

A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Atualmente, 9.039 voluntários participam dos estudos clínicos da vacina, feitos com profissionais da área da saúde de sete estados. Como a Anvisa já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o governo paulista decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, placebo.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, será submetido a uma avaliação da Anvisa para registro e só então a vacina estaria liberada para aplicação na população.

Flávio Dino critica “guerra das vacinas” entre Bolsonaro e Dória

Em suas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) criticou a “guerra das vacinas” entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória.

Segundo Dino, Bolsonaro “está possuído por uma espécie de ódio a Dória”, o que justificaria o fato de ele se negar a comprar a vacina chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

“Não queremos uma nova guerra na Federação. Mas com certeza os governadores irão ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras. É urgente que haja responsabilidade, diálogo e coordenação nacional. Saúde é um bem maior que disputas ideológicas ou eleitorais”, declarou o governador.

Na última terça-feira (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou um possível acordo com o estado de São Paulo para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. A afirmação foi feita em reunião com Dória e mais 23 governadores, inclusive Flávio Dino. Contrariando a decisão, o presidente Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (21) que a vacina não será comprada.

Segundo a OMS, vacina contra Covid-19 estará pronta até o final do ano

“Até o final do ano, uma vacina contra a covid-19 estará pronta”. Essas palavras foram ditas pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Sem dar muitos detalhes, ele pediu solidariedade e compromisso político de todos os líderes para garantir a distribuição igualitária de vacinas, assim que elas se tornem disponíveis.

O órgão regulador da União Europeia lançou uma análise em tempo real da potencial vacina desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech. O anúncio da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pode acelerar o processo de aprovação de uma vacina bem-sucedida no bloco.

Nove vacinas experimentais fazem parte da iniciativa global Covax, que visa a distribuir 2 bilhões de doses até o fim de 2021. Até agora, cerca de 168 países se juntaram à Covax.

Brasil adere a aliança para aceleração da vacina contra a Covid-19

Governo de São Paulo inicia testes com vacina contra o novo coronavírus.

Nesta quinta-feira (24), o governo federal anunciou a adesão ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility), ação administrada pela Aliança Gavi e a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões para viabilizar o ingresso do Brasil nesta iniciativa.

Dessa forma, espera-se que o Brasil possa comprar imunizantes para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias.

Com a adesão, será permitido o acesso a nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em análise. Com a diversificação de possíveis fornecedores, aumentam as chances de acesso da população brasileira à vacina no menor tempo possível. Caberá à Covax Facility negociar com os fabricantes o acesso às doses das vacinas em volumes especificados, os cronogramas de entrega e os preços.

Com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19 a partir da alocação global de recursos para que todos os países aderentes à iniciativa tenham acesso igualitário à imunização, a Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gavi Alliance e da Coalition for Epidemic Preparedeness Innovations (CEPI).

Governo do Maranhão adere a protocolo com a Rússia para obtenção de vacina contra Covid-19

Durante entrevista coletiva por videoconferência, o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou que o Governo do Maranhão aderiu, via Consórcio do Nordeste, ao protocolo com o Governo da Rússia para a obtenção de vacina contra o novo coronavírus. As tratativas ocorrem em caráter preliminar.

“O governador da Bahia está, em nome dos nove estados do Nordeste, tratando com empresas e Governo da Rússia sobre a assinatura de um protocolo que garanta o acesso a esse momento de experimentos. Temos buscado esse diálogo visando o futuro abastecimento do nosso estado para a possível vacina produzida, seja naquele país ou em qualquer outro”, afirmou Dino.

Se concretizada, esta será a terceira tentativa do Maranhão e do Consórcio Nordeste de fazer negócios internacionais relacionados à pandemia do novo coronavírus.

“O primeiro lote da nova vacina contra a covid-19 foi produzido no Centro de Pesquisas Gamaleya”, anunciou o ministério da Saúde da Rússia em um comunicado citado pelas agências de notícias do país.

Em associação com o ministério russo da Defesa, o presidente Putin afirmou que uma primeira vacina “bastante eficaz” foi registrada na Rússia pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, em Moscou.

Fundação recebe R$ 100 milhões para produção de vacina contra Covid-19

Em nota divulgada na página da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi anunciado o recebimento de R$ 100 milhões em doação de um grupo de empresas para investir na produção de vacina contra a Covid-19, que será desenvolvida pela Universidade de Oxford, por meio do acordo com a AstraZeneca.

Em função da grande demanda de testes que a nova vacina irá gerar, a doação também auxiliará na expansão de controle de qualidade e na realização dos testes do imunizante, desde a sua primeira fase de incorporação, que consiste no recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem), dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo.

A doação de R$ 100 milhões foi feita pelas empresas Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation. Será formado um comitê composto por todas as empresas e fundações para acompanhar as iniciativas.