Cidades cortadas por ferrovia no Maranhão terão policiamento reforçado

A ideia é intensificar o combate à criminalidade nas cidades maranhenses por onde passam linhas da Estrada de Ferro Carajás

Parceria celebrada nesta semana entre o Governo do Maranhão e a Vale vai garantir cerca de R$ 60 milhões em investimentos para vários setores, incluindo a Segurança Pública. A ideia é intensificar o combate à criminalidade nas cidades maranhenses por onde passam linhas da Estrada de Ferro Carajás, uma das mais importantes ferrovias do país, que liga o Porto da Madeira, em São Luís, à maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, na Serra dos Carajás (PA).

O acordo de cooperação assinado entre o governador Flávio Dino e o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, prevê a cessão, em regime de comodato, de quatro imóveis ao logo da ferrovia, para que as Policiais Civil e Militar instalem bases operacionais, administrativas, centros de treinamento e alojamentos.

Os imóveis estão localizados nas cidades de Vitória do Mearim, Alto Alegre do Pindaré, Açailândia e São Pedro da Água Branca.3

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a Vale já atua em parceria com o governo maranhense no setor de segurança. Como exemplo, Portela citou a doação que a mineradora fez de seis casas na área Itaqui-Bacanga, em São Luís, que resultou na instalação do Complexo Policial da região em agosto de 2017. O Complexo hoje reúne forças das Polícias Civil e Militar, que atuam na segurança e investigação criminal em 53 bairros.

Deputados prestigiam cerimônia de assinatura de parceria entre Governo do Maranhão e Vale

Para o deputado Othelino Neto, o protocolo é um ganho para o Maranhão

Os deputados Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Vinicius Louro (PL), Zito Rolim (PDT) e Duarte Jr. (PC do B) participaram, na tarde de terça-feira (2), no Palácio dos Leões, da assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo do Maranhão e a mineradora Vale, que resultará em investimentos em torno de R$ 60 milhões, nas áreas de educação, saúde, patrimônio cultural e segurança.

Para Othelino Neto, o protocolo é um ganho para o Maranhão. “O estado deu mais um grande passo com a oficialização dessa parceria com a Vale, que deverá ajudar na ampliação de programas sociais, aquisição de equipamentos, melhorias dos serviços de abastecimento de água e recuperação de imóveis históricos, entre outros investimentos. Os maranhenses só têm a ganhar”.

Na área da educação, os investimentos incluirão a construção e reforma de escolas, assistência-técnica pedagógica, formação continuada para professores, entrega de kits e livros escolares e alfabetização de crianças. Ainda será possível ampliar o programa “Escola Digna” e incrementar os Institutos Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia (Iema), que também serão contemplados com novos laboratórios.

“O ato mostra que a união faz a força e o governo sempre age em parceria com aqueles que querem ajudar. São serviços e programas que têm um aproveitamento imediato, a exemplo do que será investido em educação, com a alfabetização de crianças e o aprimoramento do conhecimento dos professores, por exemplo”, disse o governador Flávio Dino.

A parceria resultará ainda na recuperação de prédios do Centro Histórico de São Luís, por meio do programa “Nosso Centro”, gerenciado pela Secretaria Estadual das Cidades e Desenvolvimento Urbano.

“O governador Flávio Dino está de parabéns por esta parceria tão importante com uma empresa privada, que só terá pontos positivos para o povo do Maranhão nas mais diversas áreas. Tenho certeza de que o Governo do Maranhão usará esse benefício com muita sabedoria”, ressaltou o deputado Zito Rolim.

Governo e Vale firmam parceria para investimentos de R$ 60,3 milhões

Cerimônia da Assinatura do Protocolo de Intenções entre a Vale e o Governo do Maranhão

A Vale anunciou nesta terça-feira (2) um conjunto de investimentos no Maranhão nas áreas de educação, saúde, patrimônio histórico e segurança. Um termo de cooperação foi assinado pelo governador Flávio Dino e o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, no valor de R$ 52,2 milhões. O investimento inclui a construção e reforma de escolas, novos laboratórios técnicos, apoio na formação de educadores, alfabetização de crianças e restauro de prédios no centro histórico da capital. As ações devem ser iniciadas ainda este ano. Além da parceria com o Governo, a Vale anunciou a doação de R$ 8,14 milhões ao Corpo de Bombeiros, em reconhecimento ao serviço prestado pela corporação à população do estado.

“Hoje estamos assinando um importante documento de parcerias com a empresa que atua no Maranhão, a Vale, acordo esse que implicará a realização de investimentos em várias áreas. Destaco a adesão da empresa ao programa Nosso Centro, recentemente lançado. Só nessa área de restauração de patrimônio histórico são R$ 15 mi. E esse é um protocolo que tem consequências práticas e muito significativas girando em torno de R$ 60 mi”, pontuou o governador Flávio Dino.

Os investimentos em educação ampliarão o alcance do programa Escola Digna, com a construção de cinco novas escolas com mobiliário e sistema de abastecimento de água nas cidades de São Pedro da Água Branca, Igarapé do Meio, Tufilândia e Vila Nova dos Martírios. Além da construção, haverá reforma em três escolas nos municípios de Arari, Monção e Bom Jesus das Selvas. Os Institutos Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMAs) também serão contemplados com a implantação de 12 novos laboratórios nas unidades de São Luís (Centro e Itaqui-Bacanga) e Santa Inês.

Com foco estruturante, a Fundação Vale atuará no processo de alfabetização plena de crianças de até 8 anos em 23 municípios do Maranhão, ao longo de 10 anos, alcançando mais de 200 mil estudantes, 1.500 escolas municipais e estaduais e mais de sete mil educadores da pré-escola e dos anos iniciais do ensino fundamental formados. Outra linha de atuação está relacionada à promoção do livro e da leitura no Ensino Fundamental e Médio e projetos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), incluindo a doação de acervo às escolas. Apoiará, ainda, a Secretaria de Estado da Educação com diagnóstico e melhoria dos fluxos e processos.

A identidade da cultura maranhense está intimamente ligada aos casarões do Centro Histórico, patrimônio de todos os maranhenses e do mundo. Em uma parceria com o programa Nosso Centro, desenvolvido pelo Governo do Estado, a Vale será responsável pela execução de obras de reforma em casarões emblemáticos, selecionados em comum acordo com o Governo, que será responsável pela elaboração dos projetos executivos.

O investimento em saneamento contempla um diagnóstico de abastecimento de água e esgotamento sanitário em São Luís e Raposa. Para contribuir com o combate à criminalidade ao longo da Estrada de Ferro Carajás, a Vale cederá quatro imóveis da empresa, em regime de comodato, à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para que as Polícias Militar e Civil instalem bases operacionais, administrativas, centros de treinamento e alojamentos. Os imóveis estão localizados nas cidades de Vitória do Mearim, Alto Alegre do Pindaré, Açailândia e São Pedro da Água Branca.

Tragédia em Brumadinho completa um mês, com mais de 130 desaparecidos

De acordo com informações, a barragem, localizada a 57 quilômetros de Belo Horizonte, rompeu-se por volta das 12h20, de sexta-feira, 25 de janeiro

Passado um mês da tragédia causada pelo rompimento da Barragem 1 da Vale em Brumadinho (MG), os trabalhos de buscas tentam localizar 134 desaparecidos. O número de mortos chega a 179.

De acordo com informações, a barragem, localizada a 57 quilômetros de Belo Horizonte, rompeu-se por volta das 12h20, de sexta-feira, 25 de janeiro. Sobreviventes relatam que um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e, sobretudo, da área da Vale, empresa responsável pela barragem. Como era hora do almoço, muitos funcionários ficaram retidos no restaurante.

O misto de perplexidade, tristeza e indignação se instalou no país. As dificuldades causadas pela lama e riscos de contaminação aliados à chuva intensa aumentaram ainda mais a tensão nas buscas por vítimas. Famílias inteiras desapareceram. Nem todos foram localizados.

Ontem (24), ocorreram manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos.

Pela estimativa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os trabalhos deverão se estender por três a quatro meses após o rompimento.

Os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba, e o governo de Minas proibiu o consumo da água, devido ao risco de contaminação. Não há estimativa de suspensão da medida.

O presidente Jair Bolsonaro determinou uma ação rápida após a tragédia. Ele sobrevoou a área que se transformou em um mar de lama e orientou uma força-tarefa a atuar na busca por soluções. Pelo Twitter, ele lamentou o rompimento da barragem.

“Nossa maior preocupação neste momento é atender eventuais vítimas desta grave tragédia”, disse Bolsonaro na época.

No último dia 18, foi publicada resolução no Diário Oficial da União por recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM). O Ministério de Minas e Energia definiu uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida prevê a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante”, exatamente como a que se rompeu em Brumadinho, até 15 de agosto de 2021.

Investimentos bilionários criaram milhares de empregos no Maranhão nos últimos 4 anos

De acordo com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), o Maranhão tem atualmente R$ 10 bilhões em investimentos privados em andamento ou projetados

O Maranhão conseguiu atrair, desde 2015, bilhões de reais da iniciativa privada para gerar novos negócios, emprego e renda no Estado. Isso foi possível em grande parte graças aos estímulos garantidos pelo governo e pelo bom ambiente de negócios construído ao longo destes quatro anos.

Além dos investimentos já feitos, outros já foram anunciados para 2019 em diante, também na casa dos bilhões.

De acordo com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), o Maranhão tem atualmente R$ 10 bilhões em investimentos privados em andamento ou projetados.

Destes, R$ 4,4 bilhões estão em andamento. E R$ 5,6 bilhões, projetados. Os recursos privados correspondem a 65,8% do total de investimentos em andamento e projetados para o Estado.

Os valores estão distribuídos principalmente no setor portuário, elétrico e da indústria de transformação. Essa conta não inclui os projetos que já foram concluídos e geraram milhares de empregos.

Veja abaixo alguns dos grandes empreendimentos já concluídos, em andamento e alguns que vêm por aí:

BrasilAgro – É uma das maiores empresas brasileiras no desenvolvimento de terras agrícolas. Anunciou que vai investir R$ 1,4 bilhão nos próximos anos no Maranhão. O novo empreendimento tem capacidade de gerar 3 mil empregos diretos. O investimento será realizado em parceria com a empresa AgroSerra, na Fazenda São José, no município de São Raimundo das Mangabeiras. Serão produzidos grãos e etanol.

Eneva – São investimentos previstos de R$ 1,3 bilhão na ampliação da geração de energia, com 2 mil empregos diretos.

Ômega Energia – A empresa construiu o Parque Eólico de Paulino Neves, da Ômega Energia, e já está com obras de expansão. Os investimentos são de R$ 1,5 bilhão. Com apoio do Governo do Estado, a companhia é responsável pela instalação do primeiro parque eólico (que usa a força do vento) no Maranhão.

Porto do Itaqui – O complexo portuário é administrado pelo Governo do Maranhão, mas recebe muitos investimentos privados. Para se ter uma ideia, o volume estimado até 2022 é de pelo menos R$ 1,4 bilhão.

Porto São Luís – O empreendimento está em andamento e é fruto da colaboração entre o Governo do Maranhão e China Communications Construction Company (CCCC). As obras estão na fase de terraplanagem, supressão vegetal e condução de detalhes geográficos. O prazo máximo de entrega é fevereiro de 2022. O investimento beira os R$ 2 bilhões, e a previsão é de geração de 5 mil empregos. O terminal privado de multicargas vai escoar milhões de toneladas de grãos e minério de ferro.

Raízen – No ramo de tancagem, a empresa investe R$ 200 milhões na construção de um terminal para armazenamento de combustíveis. O empreendimento fica próximo ao Porto do Itaqui, área industrial de São Luís.

Suzano – Com os investimentos de R$ 500 milhões da Suzano Papel e Celulose, foram gerados aproximados 1,3 mil novos empregos diretos e indiretos no Maranhão na construção e no funcionamento de uma nova fábrica de papel, em Imperatriz, Região Tocantina. Agora, a empresa prevê investimentos de R$ 300 milhões no estado, por meio do Porto do Itaqui, para aumentar sua participação, produção e, consequentemente, a geração de empregos.

Vale – A companhia retomou a operação da usina de pelotização na área Itaqui-Bacanga. A usina estava parada havia anos. São mais de R$ 100 milhões, que geraram 370 postos de trabalho. Pelotas são bolas de minério de ferro, utilizadas na fabricação de aço e têm alto valor agregado por garantir mais produtividade às usinas siderúrgicas. Entre os produtos que usam o material, estão pontes, carros e aviões.

Incentivo

Desde 2015, o Governo do Maranhão tem estimulado pequenas e grandes empresas com uma política de incentivos, a fim de gerar empregos.

Entre eles, estão os Parques Empresariais, que são grandes espaços para reunir empresas e indústrias. Já foram entregues, por exemplo, o de São Luís, o de Imperatriz, o de Caxias, o de Pinheiros e o de Timon

Outra iniciativa é a Caravana do Desenvolvimento Empresarial, que em sua edição de estreia atendeu 10 mil empreendedores em dezenas de cidades.

Nas caravanas, os empresários receberam diversos tipos de serviços e puderam tirar dúvidas e resolver exigências burocráticas.

A desburocratização também está em toda a política de estímulo aos empreendedores. Hoje, mais de 280 mil empresas estão ligadas à RedeSim, que facilita os negócios, poupa dinheiro e economiza tempo.

Além disso, com o Jucema Digital, os serviços para os empresários também ficaram muito mais rápidos. O sistema permite que todos os procedimentos executados pela Junta Comercial sejam feitos online.

Governo anuncia parcerias com Vale e MRS para construir ferrovias

Dois projetos terão prioridade. O primeiro será a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), de 383 quilômetros, entre Água Boa (MT) e o entroncamento com a Ferrovia Norte–Sul em Campinorte (GO). O segundo será o Ferroanel de São Paulo, de 53 quilômetros

O governo recorrerá à iniciativa privada para construir ferrovias consideradas estratégicas. Em troca, as empresas terão outros contratos, como concessão de linhas férreas, renovados por 30 anos. A iniciativa foi anunciada hoje (2) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca; pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro, e pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos.

Dois projetos terão prioridade. O primeiro será a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), de 383 quilômetros, entre Água Boa (MT) e o entroncamento com a Ferrovia Norte–Sul em Campinorte (GO). O segundo será o Ferroanel de São Paulo, de 53 quilômetros, entre as estações de Perus, na capital paulista, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, na região de Mogi das Cruzes (SP), com traçado paralelo ao trecho norte do Rodoanel paulista.

Orçada em R$ 4 bilhões, a Fico será construída pela mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057. Mesmo descontando o que a mineradora gastou para duplicar a estrada de ferro Carajás, a empresa teria de desembolsar R$ 4 bilhões, mas vai construir a Fico em contrapartida.

“A prorrogação [dos contratos de Carajás e Vitória–Minas] vai dar um valor positivo, que será revertido em contrapartida de a Vale fazer a Fico. Isso traz uma nova dimensão para o país, com marcos claros, condicionados ao êxito de prorrogação”, explicou Vasconcelos. Depois de construir a Fico, a ferrovia será devolvida ao patrimônio da União, que licitará a linha ao setor privado pelo valor de outorga. Inicialmente, a Fico teria 1,6 mil quilômetros e ligaria Goiás a Rondônia, mas apenas o trecho até Água Boa será construído.

Em relação ao Ferroanel, o procedimento será semelhante. A empresa MRS Logística terá a concessão de diversas ferrovias renovadas em troca de construir o ramal de 53 quilômetros. Com a obra, os trens de carga que seguem para o Porto de Santos (SP) deixarão de compartilhar os trilhos das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que transportam passageiros na Região Metropolitana de São Paulo. Assim que a linha for concluída, a União concederá a ferrovia à iniciativa privada.

Vale inicia operação da usina de pelotização em São Luís

A unidade, que teve suas atividades paralisadas em 2012, tem capacidade anual de produção de 7,5 milhões de toneladas.

A Vale retomou a operação da usina de pelotização em São Luís nesta sexta-feira (4), durante evento que marcou o início do funcionamento dos sistemas de transportadores de correia e prensa da planta.  Pelotas são pequenas bolinhas de minério de ferro usadas na fabricação do aço. Elas são feitas com uma tecnologia que utiliza os finos gerados durante a extração do minério, antes considerados resíduos.

A unidade, que teve suas atividades paralisadas em 2012, tem capacidade anual de produção de 7,5 milhões de toneladas. Com a retomada, serão gerados 370 postos de trabalho, entre próprios e terceiros, em áreas técnicas como mecânica, elétrica, eletroeletrônica, eletrotécnica, metalurgia, química e eletrônica. A usina conta com aproximadamente 59 fornecedores no processo de revitalização, dos quais 40% são formados por empresas maranhenses.

Localizada na área Itaqui-Bacanga, próxima ao Boqueirão, a pelotizadora de São Luís é a primeira da empresa construída pela Vale no Maranhão. Foi inaugurada em 26 de março de 2002, um investimento na época de US$ 408 milhões que gerou 2.500 empregos diretos e indiretos em sua construção. Em 2007, a unidade atingiu seu pico máximo de produção: 7,05 milhões de toneladas. Para a renovação da planta foram investidos US$ 104,5 milhões.

A Vale decidiu retomar a operação da usina em 2017, quando foram iniciados os estudos de viabilidade da planta.

Entre os investimentos realizados para a retomada da usina, e como parte das etapas de controle ambiental, destaca-se a instalação de medidores de gases nas chaminés, que permitirão o monitoramento e controle das emissões de gases gerados durante o processo, com o objetivo de atuar de forma rápida e preventiva. Depois de prontas, as pelotas recebem supressores de pó, uma camada de proteção formada por um composto de glicerina e água para dificultar o desprendimento de pó causado pela força do vento ou durante a movimentação das pelotas.

Considerada um marco da retomada da operação, o acionamento dos sistemas foi acompanhado pelo diretor-presidente, Fábio Schvartsman, e contou com a presença do governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, além de autoridades municipais e estaduais.

Presidente da Vale reconhece os êxitos do governo Flávio Dino

O governador Flávio Dino (PCdoB) participou do início da operação da usina de pelotização da mineradora Vale em São Luís. Nesta primeira fase, estão sendo gerados 370 postos de trabalho. A retomada das atividades contou com a presença do governador e do diretor-presidente da Vale, Fábio Schvartsman.

Na cerimônia, o presidente da Vale afirmou que a inauguração da Usina está acontecendo em um estado que vem sendo dirigido com mão firme e exaltou os feitos do governador Flávio Dino.

Ele ressaltou o crescimento econômico do Maranhão em 2017, o maior em todo o país, comtinou falando que a inauguração está acontecendo porque existe um quadro político estável que garante a consistência e a justiça no tratamento das empresas no estado.

O governador Flávio Dino afirmou o quanto é bom e importante para economia do Estado a retomada da pelotização, que estava interrompida desde 2012. Há um cenário internacional favorável a esse tipo de produto, o que significa crescimento das exportações, fato que é positivo para o Brasil e para o Maranhão.

Maranhão ofertará primeiro curso de vulcanização do país

O curso de vulcanização é o reflexo dos investimentos realizados em educação integral e profissional no estado.

O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), em parceria com a Vale, está implantando o primeiro curso de vulcanização do Brasil, no IEMA do Itaqui-Bacanga. Previsto para iniciar no final do primeiro semestre deste ano, o edital de inscrição para a primeira turma deve ser divulgado até o final de março, no próprio site da instituição.

A grade curricular do curso de vulcanização será de mil horas e está sendo elaborada pela equipe multidisciplinar e educacional do IEMA e por profissionais da Vale. O documento com os módulos será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) e inserido no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do MEC, oficializando a implantação do primeiro curso no país. A divisão e o tema dos módulos serão divulgados no edital. As aulas acontecerão no período noturno.

O primeiro curso de vulcanização é o reflexo dos investimentos realizados em educação integral e profissional no estado, com a expansão dos IEMAs.

Outro curso que está sendo oferecido pelo IEMA Itaqui-Bacanga é o de Portos. A especialidade é resultado da parceria firmada entre o IEMA e a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), e estará ligada à logística portuária. O curso atenderá uma demanda reprimida do setor portuário que está em expansão no Maranhão.

Todos os cursos foram escolhidos de acordo com demandas coletadas nas comunidades em que serão instaladas e visam a qualificação dos estudantes, que além de garantirem colocação nos mercados locais, contribuirão para o desenvolvimento regional de todo o Maranhão.