Jornalistas sofrem ataques de Wellington por noticiarem fatos e reagem a intimidações

Por Clodoaldo Correa

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O candidato a prefeito de São Luís, Wellington do Curso (PP), ao que parece, ficou furioso com o trabalho de alguns profissionais da imprensa que, pautados em documentos, resolveram escancarar a sua fama de caloteiro e sonegador de impostos.

No programa eleitoral, o progressista, sem elementos substanciais para apresentar em sua defesa, agrediu os jornalistas Jeisael Marx e Raimundo Garrone, qualificando-os como mentirosos por terem levado ao conhecimento da população notícias sobre o seu débito de IPTU e a ação que responde na Justiça por invadir terreno público.

O que o candidato W11 parece ou finge não saber é que todas as dívidas noticiadas foram baseadas em documentos oficiais que comprovam a veracidade das informações. Pra quem não sabe, Wellington acumulava dívidas de R$ 120 mil de IPTU (parcelada nesta semana em 60 prestações), é réu em processo de apropriação irregular de área ambiental, responde na justiça por não fazer o recolhimento do ISS e ainda possui dívidas nos estados de Minas Gerais e Ceará. (Todas as denúncias com documentos).

Para tentar blindar a sua má fama, Wellington busca, ainda, intimidar os blogueiros que não rezam em sua cartilha por meio de ataques dos comunicadores que fazem parte do arsenal do seu maior aliado, o golpista Roberto Rocha. A ordem é trabalhar diariamente para desqualificar a vida profissional dos jornalistas Jeisael Marx e Raimundo Garrone.

Mas parece que não funcionou ou melhor, não intimidou. Garrone afirmou que vai ingressar com uma ação na justiça contra o candidato, ao mesmo tempo, em que desafiou o mesmo a apresentar as certidões negativas do Tribunal de Justiça e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Já Jeisael fez um inflamado desabafo em seu programa de TV a respeito do seu nome noticiado na propaganda eleitoral do 11.

A polêmica envolvendo Wellington do Curso em denúncias graves de calote também foi aproveitada em inserção eleitoral. O candidato à prefeito Fábio Câmara (PMDB) desqualifica WC e questiona o débito do IPTU do candidato empresário.

Wellington do Curso comporta-se como se fosse um político inatingível, blindado e desvinculado de erros de qualquer natureza. Porém, os seus atos provam o contrário.

O candidato achava que iria intimidar a imprensa com falsas acusações. Não vai!

Debate

Da série dos “fujões” do debate público, o candidato Wellington do Curso (PP) mostrou que também não encara todos os desafios do debate. O candidato participaria nesta quinta-feira (22) da série de entrevistas do jornal O Imparcial. Mas o lugar ficou vazio.

A alegação de Wellington é que ele teria ficado preso em outro compromisso e não pode ir à sabatina, Uma descortesia com um veículo da tradição de O Imparcial.

A entrevista seria transmitida ao vivo na Fan Page do jornal no Facebook.

JÁ PAGOU? À Mirante, “Wellington Sem Curso” diz que não deve mais IPTU; E à TV Guará, ele admitiu a dívida

Em entrevista à TV Mirante, na manhã desta quarta-feira (21), o candidato do PP à Prefeitura de São Luís, Wellington do Curso, agora “Wellington Sem Curso”, entrou em contradição e disse que não deve mais R$ 120 mil de IPTU ao município. No entanto, há alguns dias, ele admitiu a existência da dívida e, inclusive, afirmou que estava contestando-a na Justiça junto com outros impostos devidos (vide vídeo).

Segundo a coordenação da campanha de WC, ele resolveu pagar a dívida de IPTU dos cursos, que leva o seu nome, mas que têm como donos oficiais ou laranjas a mãe e o irmão do deputado. Wellington, que não apresentou ainda os comprovantes, diz ter quitado, pelo menos, o débito do IPTU. Não falou ainda sobre as outras dívidas denunciadas, como ISS, Correios, etc.

Somente pagou o IPTU depois da pressão da Imprensa e das inserções do candidato “Tio Fábio” (PMDB) no horário eleitoral de rádio e TV. Vídeo este que Wellington mandou tirar do ar por meio da Justiça Eleitoral.

Na entrevista à Mirante, WC foi pego de calças curtas quando questionado pelo entrevistador Sidiney Pereira sobre uma proposta de “Sistema Inteligente de Fiscalização” de impostos. Nitidamente, constrangido, ele disse que já havia pago a dívida com o IPTU sem que a pergunta sobre isso fosse feita.

WC voltou a tremer quando Sidiney perguntou se haveria fiscalização rigorosa e quando questionado sobre se haveria corte, eliminação desses impostos. Durante a entrevista, ele mais enrolou do que respondeu. Deu uma de “Rolando Nero”.

Outro constrangimento foi quando Sidney perguntou sobre o PP, partido de WC envolvido com escândalos de corrupção no país, inclusive, investigados na operação Lava Jato. Wellington tremeu também quando questionado sobre sua ligação com o deputado federal Waldir Maranhão, aliado de sigla, que também está envolvido em uma série de denúncias.

“Eu não escondo Waldir Maranhão”, disse Wellington do Curso para, em seguida, completar que o deputado não estaria envolvido com a sua campanha.

“Wellington Sem Curso” carrega consigo extensa ficha negativa…

 

De noitadas e farras, WC carrega, em seu currículo, uma ficha bem negativa para quem quer ser prefeito de São Luís

De noitadas e farras, WC carrega, em seu currículo, uma ficha bem negativa para quem quer ser prefeito de São Luís

Neófito na política, o candidato a prefeito de São Luís pelo PP, Wellington do Curso (WC), agora “Wellington Sem Curso”, já carrega consigo uma série de pontos negativos, entre eles, somente para citar alguns, dívida de R$ 60,9 mil com os Correios, uso de laranjas em suas empresas, sonegação de impostos e tentativa de venda de um terreno público, etc.

O candidato que usa e abusa do “sucesso” do Curso Wellington deve mais de  R$ 120 mil em IPTU. Isso mesmo! O “empresário” não paga os IPTUs dos prédios de sua propriedade no Monte Castelo, Angelim, Apeadouro e Renascença. Talvez, se ele cumprisse com as suas obrigações tributárias, São Luís poderia estar melhor ainda, uma vez que se trata de um importante recurso para a manutenção das políticas públicas. Esse é o grande orgulho do “esforço individual” de WC.

Mas, ao que parece mesmo, Wellington do Curso não gosta muito dessa coisa de honrar compromissos. O candidato não poupa de seu descontrole financeiro nem o Estado. Ele tem dívidas acumuladas de um veículo comprado, no Estado de Minas Gerais, no valor total de R$ 12.273,60, sendo R$ 8.143,98 de IPVA, mais R$ 2.036,0 de multa e R$ 2.093,61 em juros.

O Estado de Minas, por meio da Secretaria da Fazenda, chegou a abrir um processo de execução contra Wellington para forçá-lo a regularizar sua situação. Em julho de 2015, ele foi autuado na dívida ativa do Estado e incluído no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal – CADIN.

Ações na Justiça

Wellington é o prefeiturável que mais responde  a ações na Justiça. Mesmo antes da campanha começar de fato, o Ministério Público já entrava com uma representação contra o candidato pelo uso do seu “Gabinete Móvel” para fins eleitoreiros. O parlamentar extrapolou os limites permitidos da regra de propaganda eleitoral.

Pesa ainda sobre o pepista acusações graves como o não pagamento de 60,9 mil à empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Pesquisa DataM: Edivaldo abre mais de 14 pontos na frente de WC

 

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O candidato do PDT, Edivaldo Holanda Junior, continua liderando com folga a corrida para a disputa da Prefeitura de São Luís, segundo nova pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Data M. De acordo com o placar das intenções de voto, o  pedetista mantém a vantagem de mais de 14 pontos sobre Wellington do Curso (PP).

Na pesquisa estimulada, onde são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Edivaldo está com 40,7% de intenções de voto, Wellington do Curso com 25,8%, Eliziane Gama (PPS) com 7,8%, Fábio Câmara (PMDB) com 3,0%, Eduardo Braide (PMN) com 2,2%, Rose Sales (PMB) com 1,5%, Cláudia Durans (PSTU) com 1,4%, Zé Luis Lago (PPL) com 0,5% e Valdeny Barros (PSOL) não pontuou. 11,5% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 5,6% não sabem ou não responderam.

Na sondagem espontânea, onde não são apresentados os nomes dos candidatos, Edivaldo também lidera com 36,4% das intenções de voto, seguido de Wellington do Curso com 22,2%, Eliziane Gama com 5,9%, Fábio Câmara 2,3%, Eduardo Braide 1,7%, Cláudia Durans 1,0%, Rose Sales 0,9%, e Zé Luís Lago 0,2%. 10,1% disseram que não irão votar em prefeito e 19,3% não sabem ou não responderam.

A pesquisa revelou também que 62,9% dos eleitores acreditam na vitória de Edivaldo. 16,8% apostam em Wellington, 4,5% em Eliziane, 0,9% em Fábio Câmara, 0,8% em Cláudia Durans, 0,6% em Eduardo Braide, 0,4% em Zé Luis Lago, 0,2% em Rose Sales, 0,2% em Valdeny Barros, 3,4% nenhum deles e 9,1% não sabem ou não responderam.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Edivaldo venceria os seus principais adversários. Em uma possível disputa com a candidata do PPS, Eliziane Gama, o pedetista seria reeleito com 48,6% das intenções de voto, contra 25,5% da adversária Eliziane Gama. 20,5% não votariam em nenhum deles e 5,4% não sabem ou não responderam.

Em um segundo cenário de segundo turno entre Edivaldo e Wellington do Curso, Edivaldo também sairia vitorioso com 42,2% das intenções de voto, contra 40,1% de Wellington. 12,7% não votariam em nenhum deles e 4,9% não sabem ou não responderam.

Na simulação de uma possível disputa entre Eliziane Gama e Wellington do Curso. Wellington aparece com 51,4% das intenções de voto contra 20,1% de Eliziane. 23,7% não votariam em nenhum deles e 4,7% não sabem ou não responderam.

Votos válidos

Considerando os votos válidos – direcionados a um candidato e que não incluem os brancos e nulos – Edivaldo atinge mais de 50% dos votos, sendo reeleito no primeiro turno.

Rejeição

A Data M também mediu a rejeição eleitoral dos candidatos. Eliziane Gama continua na frente sendo rejeitada por 22,9% dos eleitores, seguida de Edivaldo com 18,3%, menor índice já apresentado. Fábio Câmara aparece com 7,4%, Zé Luis Lago 5,9%, Wellington do Curso 5,4%, Rose Sales 3,9%, Eduardo Braide 3,3%, Cláudia Durans 3,1% e Valdeny Barros 2,8%. 17,4% disseram que votariam em todos e 9,8% não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi encomendada pela TV Difusora e Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão/ Sinduscon, e registrada na Justiça Eleitoral, no dia 10 de setembro, sob o protocolo MA­09812/2016.

A Data M ouviu 1.000 eleitores, entre os dias 11 e 14 de setembro, em vários bairros da capital. A margem de erro da pesquisa é de 3,1% para mais ou para menos, sendo 95% de confiabilidade.

Grupo Sarney se divide entre Eliziane, Wellington e Fábio Câmara

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney e é filiado ao PV, comandado por Adriano Sarney e Sarney Filho

Apesar de pertencer ao PV, partido comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, que decidiu abraçar a campanha da candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, Eliziane Gama, o deputado estadual  Edilázio Júnior – genro da desembargadora Nelma Sarney – rachou com o partido e declarou apoio ao candidato do PP, Wellington do Curso, durante a sessão desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Na verdade, o candidato oficial do grupo Sarney é o vereador Fábio Câmara (PMDB), porém nem todo o PMDB está com ele. Por exemplo, a família Lobão já declarou apoio a Eliziane Gama.

O PV é outro  partido comandado pela família Sarney. O deputado Adriano Sarney decidiu levar o partido para a chapa de Eliziane Gama, porém hoje (16) Edilázio Júnior resolver divergir da decisão da sigla, declarando apoio a Wellington do Curso

Um dos expoentes do grupo Sarney, na Assembleia Legislativa, Edilázio Júnior disse que analisou os candidatos e que se identificou mais com Wellington do Curso, alegando que tanto Edivaldo Holanda Júnior (PDT) quanto Eliziane teriam o “apoio” do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

No entanto, o peso do apoio de Edilázio em São Luís não soma muita coisa na campanha de Wellington do Curso, talvez até atrapalhe, devido a rejeição que tem o grupo Sarney ainda na capital maranhense.

Wellington, por sua vez, aceitou o apoio e justificou o ato, alegando que as dicotomias “Deus/Diabo”, “inferno/céu”, “Sarney/antisarney”, “oligarquia/antioligarquia” são coisas do passado. Veja no vídeo acima.