Washington Oliveira: uma "pedra" no sapato para o grupo Sarney

Fator “Washington Oliveira” preocupa grupo Sarney
Engana-se quem pensar que está sendo fácil para o grupo Sarney convencer o vice-governador Washington Oliveira (PT) a se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para abrir mão de ocupar o posto de governador no ano que vem. O plano A seria colocar, antecipadamente, o secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva, na cadeira número um do Palácio dos Leões, por meio de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, após renúncia ou desincompatibilização da governadora Roseana Sarney, no próximo ano, para que o “escolhido” possa disputar o pleito de 2014 já na “perseguida cadeira”.

Porém, Washington Oliveira tem confessado a seus pares que, passado o “pesadelo” da cassação, nutre agora o sonho de se tornar governador de fato no ano que vem e, mais do que isso, uma vez sentado na “perseguida”, ele desejaria ser candidato à reeleição. Já disse, inclusive, à Imprensa que não estaria interessado na vaga do TCE. Por conta disso, o petista é visto pelo grupo Sarney como uma grande”pedra no sapato”.

Enquanto petistas não alinhados a Washington Luís e contrários ao que vem impondo a direção nacional do partido traçam estratégias para não serem obrigados a  apoiar o candidato do grupo Sarney em 2014, visando à pré-candidatura do presidente da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), Flávio Dino, uma outra banda do PT se apoia na possibilidade de ficar no governo, até o final, “viva” para o embate eleitoral e, pasmem, como protagonista.

Outro ponto que inviabilizaria o plano A do grupo Sarney seria o fator “Arnaldo Melo”. O presidente da Assembleia assumiria o governo em caso de vacância do vice-governador. Quem garantiria que, uma vez sentado na “cadeira perseguida”, ele não cuidaria de se viabilizar para continuar no comando do Estado? E outra, o parlamento elegeria mesmo o “escolhido” neste cenário, já que a governadora não é mais tão idolatrada assim pelos deputados? 

Só seria confiável para o grupo, talvez, o deputado Max Barros (PMDB), que foi colocado estrategicamente como vice-presidente do Legislativo, para conduzir o processo como foi planejado pelo grupo Sarney, mas para isso teriam que dar um jeito no atual presidente da Assembleia Legislativa. Já cogitaram também resolver o “problema” com a tão badalada vaga de conselheiro do TCE.

O impasse em relação à cadeira número um do Palácio dos Leões tem tirado o sono do grupo Sarney que não está conseguindo, com facilidade, montar as peças do “quebra cabeça”. A impossibilidade de colocar o plano A em prática pode levar a governadora, que agora acha que o processo de cassação está encerrado com a última decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a não renunciar ou se desincompatibilizar, em abril, abrindo mão da disputa pelo Senado para não deixar o governo em outras mãos, o que seria muito arriscado.

O plano de transformar Luís Fernando governador, antecipadamente, seria para deixá-lo no controle da máquina pública, torná-lo conhecido e mais aceito pelos eleitores maranhenses, já que o pré-candidato tem dificuldade de “decolar” nas pesquisas e representa um risco eleitoral. Mas pelo visto, aparentemente livre da cassação (é o que o grupo Sarney imagina), Roseana já planeja permanecer na cadeira “mais perseguida” até o final do mandato para comandar o processo eleitoral em prol de seu eleito.

Planos à parte, o certo é que quem conseguir manter-se sentado na “perseguida cadeira”, oficialmente, comandará o processo eleitoral conveniente para o governo que estiver estabelecido, seja Roseana Sarney, Luís Fernando, Washington Oliveira, Arnaldo Melo,  Max Barros ou até o presidente do Tribunal de Justiça, Antonio Guerreiro Jr.

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