Aliança Pelo Brasil quer concluir colheita de assinaturas até fevereiro

São necessários 492 mil apoiamentos distribuídos proporcionalmente pelo país para que o registro possa ser feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Aliança pelo Brasil, partido político que o presidente Jair Bolsonaro quer tirar do papel, acredita que será possível ter todas as assinaturas necessárias a favor da criação da legenda já no início do próximo mês. São necessários 492 mil apoiamentos distribuídos proporcionalmente pelo país para que o registro possa ser feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A meta era a do Distrito Federal, cumprir em fevereiro, daqui a duas semanas. Acho que até fevereiro a gente resolve o Brasil. Vamos trabalhar para isso. Receber os apoiamentos eu garanto. Se tudo vai estar processado, vai depender”, comentou o advogado Luís Felipe Belmonte, segundo vice-presidente e um dos principais articuladores da agremiação.

Ele liderou neste sábado um evento com apoiadores que contou com a presença de Jair Bolsonaro. Na ocasião, Belmonte voltou a criticar o Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões sancionado pelo presidente, embora tenha dito compreender as razões do chefe do Executivo para a sanção.

“Dentro do limite que o próprio TSE encaminhou e Congresso aprovou, ele correria risco de questionamentos severos. Ele está cumprindo a lei. Mas ele e o partido trabalharemos pela extinção do Fundão”, comentou.

Belmonte também anunciou que os comandos regionais do Aliança, quando criados, serão submetidos a uma “peneira” pela cúpula. Simpatizantes têm reivindicado nas redes sociais o controle do partido, sem qualquer respaldo dos líderes.

“O presidente já deixou claro que não tem lugar garantido pra ningém. Tudo será ansliado na hora certa. E tudo vai passar na peneira. Teve gente que foi no lançamento do partido, tirou foto e saiu de lá dizendo que ele é o responsável pelo partido no local. Isso é conversa furada”, afirmou.

Jota Pinto troca Patriotas pelo PDT para disputar prefeitura de São José de Ribamar

A filiação do pré-candidato deve acontecer no próximo dia 1° de fevereiro

O ex-deputado Jota Pinto vai trocar seu atual partido, o Patriotas, para disputar as eleições municipais em São José de Ribamar, pelo PDT. A informação foi confirmada pelo pré-candidato durante entrevista ao programa Ponto Continuando, da Rádio Mais FM, na noite de quinta-feira (16).

Terceiro maior município de Maranhão, São José de Ribamar, localizado na região metropolitana de São Luís, é uma cidade estratégica e agora se torna importante para o projeto político do PDT.

A ida de Jota Pinto para o PDT é resultado de um convite feito pelo presidente estadual e senador, Weverton Rocha, além de ter a simpatia do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr.

A filiação do pré-candidato deve acontecer no próximo dia 1° de fevereiro, na cidade balneária e deve contar com a presença de boa parte da militância do PDT e outras legendas que já estão com Jota Pinto.

Carlos Madeira anuncia filiação ao Solidariedade e pré-candidatura

O ex-juiz federal Carlos Madeira confirmou nesta quarta-feira (15), durante coletiva de imprensa, sua filiação ao Solidariedade e pré-candidatura à prefeitura de São Luís, após pedido de aposentadoria da magistratura.

Ao lado do presidente da legenda, Simplício Araújo, Madeira falou dos motivos que o levou a decidir disputar a Prefeitura de São Luís. Afirmou que tem história na militância na política e não está empolgado com a ascensão do colega Sergio Moro.

Carlos Madeira afirmou que não será candidato do governo, mas também não fará oposição ao Palácio dos Leões. “Não serei um candidato de oposição ao Governo do Estado, porque o que está em disputa é a eleição municipal, mas não ficarei em cima do muro, porque quem fica em cima do muro apanha dos dois lados. Então, eu tenho posição: a minha posição é em favor da gestão. Se para fazer gestão tiver que mostrar pontos que eventualmente possam atingir A ou B, na perspectiva do debate, isso será posto, eu não terei medo”, declarou.

Confirmado no Solidariedade, Madeira caminha agora para ter seu nome homologado na convenção do partido.

Partidos do grupo Sarney seguem cada vez mais separados

Partidos do grupo Sarney como MDB, PV, PSD e PSC poderão seguir palanques opostos

Antes tido como um grande grupo político, tanto no volume de vitórias, votos e cargos, quanto no número de partidos políticos, o grupo Sarney passou por todo um processo de desidratação e a cada dia fica ainda mais separado.

Para as eleições de 2020 em São Luís, o grupo, possivelmente, não estará no mesmo palanque.

Pelo menos dois integrantes do grupo Sarney já são colocados como pré-candidatos, que são o deputado estadual Adriano Sarney (PV) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). No caso de confirmação da candidatura de Roseana após a convenção, PV e MDB seguirão em lados opostos, já que o deputado Adriano afirma não desistir da pré-candidatura em nenhuma hipótese.

Na outra ponta, o PSD do deputado federal Edilázio Júnior e o PSC do também deputado federal Aluísio Mendes podem seguir palanques opostos. O PSD e o PSC já têm conversas avançadas com o pré-candidato Eduardo Braide (Podemos). O que mostra que em 2020 o grupo Sarney caminha para perder ainda mais o status de grupo.

Após saída de Bolsonaro, PSL do Maranhão encolhe ainda mais

Jair Bolsonaro em sua passagem por São Luís, nas eleições de 2018

Antes da entrada de Jair Bolsonaro no PSL, a legenda era tida como nanica, sobretudo, pelo seu baixo desempenho em todas as disputas eleitorais. Após o anúncio de filiação do agoda presidente e sua eleição, o PSL passou a contar com a segunda maior bancada eleitoral da Câmara dos Deputados.

Mas o namoro entre Bolsonaro e o PSL não durou nem um ano. Sem o presidente na legenda, vários diretórios estão sem saber qual estratégia utilizar nas próximas eleições.

Um desses casos é o diretório de São Luís, que até então contava com vários pré-candidatos a prefeito, mas que, agora, não tem mais certeza de uma disputa para a majoritária, podendo terminar apenas com o lançamento de candidatos a vereador.

A legenda volta a ser nanica como antes.

Carlos Madeira convoca coletiva para anunciar filiação ao Solidariedade

Carlos Madeira publicou um vídeo nas redes sociais falando sobre o desejo de disputar a prefeitura de São Luís

O ex-juiz Carlos Madeira, agora aposentado, convocou uma coletiva de imprensa para esta quarta-feira (15). Na pauta, a decisão de deixar a magistratura e disputar o cargo de prefeito em São Luís.

Pré-candidato, Carlos Madeira conversou ao longo dos últimos meses com algumas agremiações partidárias, mas foi com o Solidariedade que o diálogo avançou e que, possivelmente, poderá disputar as eleições em outubro.

Nos últimos dias o ex-magistrado esteve em reunião com Duarte Júnior, também pré-candidato a prefeito. Uma das possiblidades debatidas foi da indicação de Madeira para o cargo de vice-prefeito.

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Flávio Dino vai do MST a Luciano Huck

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo

Estadão

Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

MDB insiste em pré-candidatura de Roseana Sarney em São Luís

Governadora por quatro mandatos, Roseana Sarney disputaria a eleição pela prefeitura da capital pela primeira vez

Ao que tudo indica, o MDB deve insistir na pré-candidatura da ex-governadora Roseana Sarney, em São Luís. O presidente municipal da legenda, o deputado estadual Roberto Costa, esteve reunido com ela e reafirmou as conversas sobre a possibilidade de entrar na disputa.

“Encontro muito agradável com a ex-governadora Roseana. Conversamos bastante sobre a atuação do nosso partido em todo o Maranhão. Na pauta, a nossa querida São Luís, os projetos e caminhos para a eleição de outubro. Reafirmamos a decisão do MDB pela candidatura de Roseana. Além de inúmeras obras realizadas por toda a cidade, reconhecidas pela nossa população, Roseana tem uma ligação muito forte com São Luís. É essa relação de carinho e proximidade com as pessoas que nos motiva a encarar novos desafios”, escreveu Roberto Costa.

Governadora por quatro mandatos, Roseana Sarney disputaria a eleição pela prefeitura da capital pela primeira vez. Vale lembrar que a ex-governadora ainda não decidiu se vai disputar mais uma eleição.

Bira do Pindaré promove encontro entre PSB e PSOL

Outros partidos como o PCB e PSTU também serão chamados para dialogar.

O deputado federal e pré-candidato a prefeito em São Luís, Bira do Pindaré, promoveu um diálogo entre o PSB e PSOL, que visa uma aliança para as eleições na capital.

As duas legendas da esquerda conversaram sobre o cenário político e sobre a possibilidade de uma composição na chapa do socialista.

Vale lembrar que o PSOL já tem a tradição de lançar nomes para a disputa pela prefeitura. A possiblidade da composição na chapa de Bira será levada para a militância.

Uma declaração de apoio do PSOL para Bira fortacele o pré-candidato no campo mais a esquerda.

Outros partidos como o PCB e PSTU também serão chamados para dialogar.