Orlando Silva critica fala de Lula sobre PCdoB

Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB

O ex-ministro Orlando Silva (PCdoB-SP) não gostou da avaliação do ex-presidente Lula feita durante entrevista à rede TVT na quarta-feira (15). Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB com “frases absolutamente dispensáveis”.

As pérolas: ‘O PT é um partido muito grande se comparado ao PCdoB’; ‘É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso’; e ‘É muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT’. As mesmas frases ditas por um analista político dispensariam qualquer comentário. Mas, sendo proferidas por Lula, merecem atenção”, diz em trecho do texto do parlamentar.

Orlando também afirma que não vê como positivos os elogios do ex-presidente Lula ao governador do Maranhão, Flávio Dino. “O elogio do presidente Lula a Flávio Dino é como um ‘abraço de urso’. Daí ser adequado Flávio saber o ponto exato de proximidade – ou será esmagado”, afirmou.

“O presidente Lula considerar difícil a eleição de um comunista para presidente não surpreende – afinal, ele considerava impossível uma vitória para o governo do Maranhão. Flávio Dino foi eleito e reeleito governador sem seu apoio. Mas qual a utilidade de reforçar a retórica anticomunista?”, escreveu

Lula admite possibilidade de apoiar Flávio Dino para presidente da República em 2022

O ex-presidente admitiu a possibilidade de apoiar o governador Flávio Dino para presidente da República em 2022

Em entrevista para a Rede TV,  o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva admitiu possibilidade de apoiar a pré-candidatura do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na disputa pela Presidência da República de 2022.

Em resposta à Juca Kfouri, Lula disse “Admito, como não? O PCdoB já me apoiou quatro vezes. A dificuldade que você tem de responder uma pergunta dessas, e eu não tenho mais, é que se você tiver um jornalista ou um jornal qualquer que vai assistir ao nosso programa, ele vai dizer assim ‘Lula vai apoiar o Flávio Dino’. Eu gosto do Flávio Dino. Acho ele uma figura competente, um companheiro da maior lealdade comigo em todos os meus processos. Eu tenho por ele um apreço extraordinário”.

Para Lula, porém, o governador terá dificuldades em se eleger pelo PCdoB. “É difícil. O Dino sabe disso. Eu vou dizer para você, é muito difícil você imaginar eleger alguém de esquerda sem o PT”, disse.

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Flávio Dino vai do MST a Luciano Huck

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo

Estadão

Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Flávio Dino, governador do Maranhão: ‘O centro é essencial para a esquerda em 2020’

Em entrevista ao GLOBO, Dino também afirmou que ainda “há inúmeros caminhos a serem percorridos” até as próximas eleições presidenciais e explicou seu encontro com Luciano Huck

O Globo

Filiado ao PCdoB e reeleito com uma aliança de 16 partidos, o governador do Maranhão, Flávio Dino, defende uma frente ampla para superar a polarização nas eleições municipais deste ano — ele projeta que a divisão entre o bolsarismo e o lulismo ficará “bastante viva” durante a disputa pela preferência dos brasileiros.

Em entrevista ao GLOBO, Dino também afirmou que ainda “há inúmeros caminhos a serem percorridos” até as próximas eleições presidenciais, em 2022, e explicou seu encontro com o apresentador Luciano Huck (a reunião gerou reação em setores da esquerda): “O fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar”.

Como será a atuação dos partidos de esquerda e do PCdoB nas eleições municipais deste ano?

A eleição de 2020 será um teste para todos os partidos porque será a primeira eleição na História sem coligações para vereadores. Claro que para os partidos que têm desempenhos eleitorais menores, o desafio é ainda maior. Nós estamos investindo em chapas próprias. De um modo geral, especialmente no Maranhão, eu vou participar e vou apoiar os candidatos do partido e das legendas aliadas, que no nosso estado são 16 (entre elas DEM, PT, PP, PR, Solidariedade e PRB). Nacionalmente, de acordo com as alianças que o PCdoB fizer, estou à disposição.

Como não repetir o fracasso de 2018 nas urnas?

É fundamental que tenhamos espírito de humildade e de diálogo. Muita abertura para promover uniões entre o campo da esquerda, o campo progressista, e também alcançando forças políticas que estão externas ao nosso campo, como os setores liberais, chamados de partidos de centro. A meu ver, eles são essenciais para que a gente possa ter vitórias eleitorais importantes em 2020.

O antipetismo pode atrapalhar uma frente ampla?

As alianças partidárias e políticas são fundamentais porque são expressões de segmentos da sociedade. Quando você rejeita ou hostiliza partidos ou lideranças está, na verdade, hostilizando segmentos sociais que são representados por esses partidos. É evidente que você não pode perder identidade. Tem que ter identidade e lucidez programática. Com base numa identidade definida, quem quiser apoiar esse programa, no nosso caso, voltado ao combate de desigualdade, distribuição de renda e defesa dos direitos dos mais pobres, pode somar. Não vamos inverter uma situação de perda de espaço e transformar isso em um ciclo de novas vitórias se tivermos um sentimento isolacionista.

Como superar esse sentimento?

O ano de 2018, de fato, foi um momento muito difícil para o nosso campo político porque viemos de uma sequência de derrotas, sobretudo após a votação do impeachment da presidente Dilma (Rousseff). Houve uma sequência de dificuldades agudas, que já se manifestaram nas eleições de 2016, quando perdemos prefeituras importantes, a exemplo de São Paulo. O pior momento foi 2018. Minha expectativa neste ano é de recuperação. Nossos resultados eleitorais serão melhores do que o que tivemos na eleição municipal anterior. O desgaste do próprio governo Bolsonaro contribui para isso. Estamos chegando ao quinto ano que estamos fora do governo, desde o impeachment, e vemos que persistem problemas gravíssimos econômicos e sociais, a exemplo do desemprego.

Bolsonaro e Lula serão os principais cabos eleitorais desta eleição?

Sem dúvida, o bolsonarismo e o lulismo são correntes políticas hegemônicas na vida brasileira atualmente. A polarização do segundo turno das eleições de 2018 ficará bastante viva em 2020. É claro que são 5.570 cidades no Brasil e há também fatores locais. É da natureza da eleição municipal que esses fatores tenham predominância, mas, sobretudo nas grandes cidades, essa clivagem nacional terá grande relevância eleitoral.

O senhor se reuniu com o apresentador Luciano Huck. Há alguma perspectiva de aliança política?

Eu tive uma reunião com o Luciano Huck e gostei muito. Achei positiva a preocupação que ele tem de estudar os problemas do Brasil, refletir. Ele tem tratado muito sobre temas ligados ao combate à desigualdade. É claro que ele se situa em outro campo político. Não é um quadro, uma liderança, que busca se construir na esquerda. Mas o fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar. Mantive essa reunião e vou continuar mantendo, como tenho quase semanalmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para troca de ideias. Devemos conversar com aqueles que neste momento nos ajudem na defesa do estado democrático de direito. Não houve nenhum tipo de debate com o Huck, nem da minha parte, nem da parte dele, sobre a eleição de 2022 por uma razão prática: estamos em 2020. Seria um debate destituído de objetividade, uma vez que daqui até lá há inúmeros caminhos a serem percorridos.

Setores da esquerda reagiram à sua reunião com Huck. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o senhor estará com Lula ou Haddad.

Eu prefiro o Luciano Huck conversando comigo do que conversando com o Bolsonaro. Sobre a declaração do deputado Paulo Teixeira, achei um gesto simpático, de respeito, amizade, até por causa da história de aliança que temos com o PT desde 1989, desde a primeira candidatura de Lula. É normal que o nosso candidato preferencial seja o PT, assim como outros partidos de esquerda como o PSB, o PDT. Defendo uma frente orgânica, uma reorganização da esquerda, e é claro que só é possível imaginar isso com o PT, jamais contra o PT, mas sem que haja uma imposição de liderança A ou B ou de partido A ou B.

Flávio Dino defende aliança ampla para enfrentar retrocessos

Flávio Dino concedeu entrevista para a revista Carta Capital. Foto: Wanezza Soares

Mesmo citado como nome capaz superar os antagonismos e conflitos intestinos no campo progressista, Flávio Dino desconversa e diz que ainda é cedo para pensar em 2022. “Não tenho falado disso nem publicamente nem em privado”, afirmou em entrevista à revista Carta Capital. Para ele é preciso superar um claro problema da oposição: a dificuldade em conquistar corações e mentes. A solução, segundo Dino, é ampliar as alianças e criar novos consensos.

CartaCapital: Por que o desgosto com Bolsonaro não ganhou as ruas?

Flávio Dino: Há um ciclo de derrotas no campo progressista que é inédito. Ao menos para mim. Eu tenho 51 anos, e desde que comecei a participar da vida política, em 1983, houve mais vitórias do que derrotas. Esse sinal histórico se inverteu de 2013 para cá. É um pouco o espírito do tempo. E isso traz dificuldades. Há uma tendência da esquerda de achar que perdemos sempre por nossos erros. Às vezes são acertos alheios. É preciso entender que o outro campo também joga, também acerta. Eles conseguiram, de fato, formar uma aliança mais ampla que a nossa. A extrema-direita que hoje governa o País conseguiu, paradoxalmente, uma aliança mais ampla que a nossa. Precisamos inverter isso em 2020. Isoladamente, não se obtém vitórias eleitorais.

Acha que a esquerda conseguiu propor caminhos diferentes?

Tivemos algumas iniciativas neste ano, eu destaco duas. O PT apresentou um plano de empregos muito bom. Infelizmente, ele não foi adequadamente debatido, difundido, divulgado. Mas é um plano de ótima qualidade. Destaco também o projeto de reforma tributária justa, solidária e sustentável que foi protocolado na Câmara com apoio dos governadores do Nordeste.

Não é sintomático que a grande conquista da oposição tenha sido um acordo de “mal menor” no pacote anticrime?

Em matéria de resistência, acho que tivemos mais êxitos do que se poderia imaginar. Comparado com o cenário em janeiro, conseguimos evitar uma série de danos expressivos no que se refere a direitos. O que acho mais crítico é a mobilização social. Nós não conseguimos, ainda, garantir mobilização suficiente inclusive para que a resistência e as propostas sejam mais bem executadas.

O antipetismo vai definir as próximas eleições como em 2018?

Aquele foi o ponto máximo desse ideário. O antipetismo seria por si só redentor. E estamos vendo que não. Esse discurso perde força pelos próprios resultados. Estamos indo para o quarto ano sem a esquerda no poder. A escassez de resultados do campo político adversário ajuda a racionalizar esse debate, compreender que todas as correntes políticas erram e acertam, mas isso não pode sustentar essa satanização ideológica.

A ascensão de Bolsonaro como líder afetivo do reacionarismo não embola o jogo?

Neste momento, embola. Mas não é algo que se vá perpetuar. O Bolsonaro é uma figura datada, temporária. E o bolsonarismo não é uma tendência que veio para ficar no Brasil, é uma chuva de verão. Densa, mas vai passar logo, porque cada vez fica mais claro que essa corrente política governa para poucos, prioriza a violência e isola o Brasil no cenário internacional.

Muita gente vê na sua eventual candidatura o antídoto ao antipetismo. O que acha dessa avaliação?

Antes de qualquer debate sobre 2022, é preciso ter algumas premissas fundamentais. Em primeiro lugar, que está muito longe. Em segundo, que é preciso ter espírito de união e diálogo. E, em terceiro, muita humildade e pé no chão. Sendo coerente com essas premissas, não tenho tratado nem publicamente nem em privado desses assuntos. É preciso esperar e ver o que vai acontecer com o País e o nosso campo político lá para a frente. O fundamental é nos unirmos, termos aliança, amplitude, humildade, capacidade de diálogo. Temos antes eleições municipais. Este é o tema da hora.

Sobre 2020, o Datafolha mostrou que, no Rio, 60% dos eleitores não votariam em candidatos de Lula nem de Bolsonaro.

A sociedade está muito estressada com anos e anos de conflito, e muito esperançosa por um caminho que melhore sua vida. É isso que as pesquisas têm mostrado. Não vejo esse automatismo. Que a rejeição a A e B necessariamente fortalece C. E não descartaria essa polarização, ao contrário. O antagonismo entre o bolsonarismo e o lulismo continua a ser a força estruturante da política brasileira. Acredito que essa divisão vai se manter. A disputa vai depender da capacidade de um polo ou de outro de ampliar alianças. Quem crescer mais terá mais vitórias.

Essas alianças devem incluir o centro e a centro-direita?

Sim, sem dúvidas. Basta olhar o exemplo da Argentina. Essa ampliação não pode ser retórica, não pode ser uma coisa vazia. No caso do Maranhão, eu venci as duas vezes em primeiro turno com uma aliança que, em 2018, foi do PT ao DEM. A depender de cada cidade, uma aliança com o campo mais ao centro não é ruim. Sempre foi positiva na história brasileira, resultou em avanços. Eu defendo a ampliação. Não podemos abrir mão do nosso programa, evidentemente. É preciso ter um programa básico, mínimo, que sustente essas alianças. Sem perder a identidade, mas também sem sectarizar. No nosso caso, os princípios fundamentais são: defesa da democracia, do Brasil e dos mais pobres. Aqui, juntamos em torno desse programa 16 partidos e estamos governando com todos. É possível, sim. E é necessário fazer.

Não é preciso, antes, resolver os conflitos internos do campo progressista? Entre Ciro Gomes e o PT, por exemplo.

Ciro e Lula representam duas forças políticas fundamentais ao Brasil. Isso precisa ser superado. As eleições municipais são uma oportunidade para fazer isso na prática. Para que a gente consiga, diminuindo esse fosso que surgiu em 2018, um ambiente melhor até para que setores políticos que não estão à esquerda possam se aproximar. (Carta Capital)

“Com certeza eu vou participar da eleição de 2022”, afirma Flávio Dino

Maior liderança política do PCdoB, o nome de Flávio Dino já vem sendo ventilado como pré-candidato, em 2022

Governador do Maranhão no segundo mandato, Flávio Dino (PCdoB) afirmou, em entrevista ao programa Ponto & Vírgula, da Rádio Difusora FM, que estará nas eleições de 2022.

O governador foi incisivo: “Com certeza, eu vou participar da eleição de 2022”, deixando claro que estará no pleito.

O que não se sabe ainda é para qual mandato Flávio Dino irá concorrer, se para a Presidência da República ou para o Senado Federal. Tudo vai depender da conjuntura estadual e nacional.

Maior liderança política do PCdoB, o nome de Flávio Dino já vem sendo ventilado como pré-candidato. Com um trabalho admirado e respeitado em todo o pais, Flávio Dino já é considerado uma das maiores lideranças da esquerda nacional, o que garante a ele alçar voos maiores.

PCdoB preparado para novos desafios

O PCdoB se prepara agora para eleger um número maior de prefeitos em 2020, além de defender o nome do governador Flávio Dino como candidato a presidente da República, em 2022

Passada a 16ª edição da Conferência Estadual do PCdoB Maranhão, realizada no final de semana, a legenda agora se prepara para novos desafios. Desafios esses, comandados pelo deputado federal e ex-secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, que foi reeleito presidente estadual da legenda.

“Com muita honra e com responsabilidade cada vez maior, assumo a tarefa de continuar comandando o partido no Maranhão. Agradeço a confiança da militância partidária em todo nosso estado. Continuarei me dedicando ao máximo para manter o PCdoB na rota do crescimento, da ampliação de espaço e da construção de alternativas não apenas para o Maranhão, mas também para o Brasil”, afirmou.

A 16ª Conferência foi sucesso de público, sendo a maior já realizada no Maranhão. Reunindo quase 600 pessoas e foi marcada pelas participações da presidenta nacional da sigla e atual vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, e do governador Flávio Dino.

Maior legenda do Maranhão, o PCdoB tem o comando do Governo do Estado representado pelo governador Flávio Dino. Nas eleições de 2018 elegeu dois deputados federais e seis deputados estaduais, além de ter o comando da Assembleia Legislativa do Maranhão, com Othelino Neto. Nas eleições de 2016, a legenda elegeu 46 prefeitos, ficando em primeiro lugar entre todos os partidos.

O partido se prepara agora para eleger um número maior de prefeitos em 2020. A meta está entre 50 a 60 prefeitos no Maranhão. As pretensões para 2022 são ainda maiores. Se depender da militância e dos ânimos da Conferência, o governador Flávio Dino estará entre os candidatos à Presidência da República.

Destacadamente um dos melhores governadores do Brasil, Flávio Dino segue liderando o protagonimo do PCdoB no Maranhão e deve levar para todo o país a mensagem de um governo voltado para todas as pessoas.

“Nós precisamos estar juntos para tirar o Brasil desse atual quadro político”, afirma Othelino em Conferência do PCdoB

Othelino ressaltou, ainda, que o momento é de avaliar e planejar as ações do partido para os próximos anos

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), destacou a importância da união da esquerda para a conjuntura política nacional e local, durante a abertura, na sexta-feira (22), da 16ª Conferência Estadual do PCdoB “José Haroldo de Oliveira”, que acontece no Auditório Fernando Falcão, na Alema, até este sábado (23). Othelino ressaltou, ainda, que o momento é de avaliar e planejar as ações do partido para os próximos anos.

“Nós, do Partido Comunista do Brasil, valorizamos muito esses momentos que nos encontramos para fazermos uma análise da conjuntura nacional e do Maranhão e, também, para um balanço do que este grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino, vem fazendo para mudar a realidade do nosso estado, olhando para as próximas eleições, não só de 2020, como, também, de 2022”, enfatizou Othelino.

O parlamentar enfatizou também que tem muito orgulho de ser filiado ao Partido Comunista do Brasil e que é preciso a união da esquerda para que seja retomada, no país, uma força política progressista, responsável e popular.

“E, para isso, é preciso que nós, da esquerda, tenhamos a capacidade de conversar. Nós precisamos estar juntos para tirar o Brasil desse atual quadro político que atravessa”, completou.

Mais de 300 vereadores e 46 prefeitos maranhenses fazem parte do PCdoB. O governador Flávio Dino, a presidente nacional do partido e vice-governadora do estado de Pernambuco, Luciana Santos, e o deputado federal Márcio Jerry, que é presidente do PCdoB no Maranhão, também participaram do encontro que reuniu lideranças políticas de todo o estado e que pretendem disputar as eleições municipais do próximo ano, além de filiados, simpatizantes e representantes de movimentos sociais e estudantis.

Deputados estaduais e federais de outros partidos, como Democratas (DEM), Partido Liberal (PL), Solidariedade, Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Republicanos (PRB) e Partido Republicano da Ordem Social (PROS), também prestigiaram o evento.

Ainda segundo Othelino, esse movimento de coalizão entre as diferentes legendas, que possuem motivações ideológicas diferentes, mostra que o objetivo do grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino, vai além do propósito das eleições, mas tem um projeto de desenvolvimento do Maranhão.

“Nós temos a satisfação de receber amigos e companheiros de muitos partidos, que compõem este novo momento político pelo qual passa o Maranhão, que foi inaugurado nas eleições de 2014, com a eleição de Flávio Dino para governador. A partir daí, o Maranhão passou a consolidar uma nova história, na qual o povo passou a ser o agente principal”, assinalou o presidente da Alema.

PCdoB abre conferência com presença de Flávio Dino e Luciana Santos

O ato reuniu centenas de militantes e simpatizantes no Auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa do Estado

O Partido Comunista do Brasil no Maranhão realizou na noite desta sexta-feira (22), em São Luís, a abertura da 16ª Conferência Estadual “José Haroldo de Oliveira (Haroldão)”, que decidirá o futuro do partido e os caminhos para as eleições municipais de 2020. Com a presença do Governador Flávio Dino e da Presidenta Nacional da legenda, Luciana Santos, o ato reuniu centenas de militantes e simpatizantes no Auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa do Estado.

Vice-governadora de Pernambuco, Luciana fez questão de comparecer ao ato e apontou a diferença entre o desastre neoliberal do governo de Jair Bolsonaro e a eficiência do socialismo que desde 2015 melhoras os índices e a qualidade de vidado povo do Maranhão. “Flávio Dino, aquele capitão que está na presidência te chamou de pior da Paraíba. Parabéns! Vindo dele é o melhor elogio do mundo. Aqui no Maranhão vocês fazem a diferença, vocês são o contraponto dessa onda antipovo e antinacional que se chama bolsonarismo. Nós temos que ver o que está acontecendo na América Latina, nos inspirar no movimento que Cristina fez na Argentina, para vencer em 2020, porque em 2022 o PCdoB terá um candidato à presidência do Brasil”, afirmou.

Presidente estadual do partido, o deputado federal Márcio Jerry afirmou que o PCdoB chega a esta fase com vigor renovado para seguir ajudando a construir a nova história que o Maranhão está atravessando desde a vitória em 2014, destacando que a base de coalizão, em 2018, soma nada menos do que 16 legendas.

“Antes de mais nada, um salve para Haroldão. Nós defendemos um projeto nacional de desenvolvimento, lideramos uma coalizão partidária e social que está fazendo uma verdadeira transformação no nosso Estado. Temos Flávio Dino como líder, que orgulha muito o PCdoB, mas orgulha todos aqueles do Brasil que lutam pelo povo. Nossa coligação tem diferenças ideológicas, mas nós conseguimos unir todos esses partidos em torno de um projeto, uma unidade que tem como prioridade o povo”, disse o deputado.

O governador Flávio Dino, último a discursar na noite, também defendeu a unidade do campo progressista e lembrou que as eleições municipais de 2020 serão um ponto fundamental para qualquer projeto em 2022. “Nós somos um partido que valoriza a lealdade e valorizamos tanto que a ação judicial que soltou o presidente Lula foi proposta pelo PCdoB. E, eu lembro isso porque preciso ter coragem para enfrentar aquilo que se apresenta como dominante. Precisamos ter coração e coragem para continuar a marcha da esperança com o sorriso nos lábios, nos orgulhando das nossas conquistas, dos elogios que recebemos pelo que estamos fazendo no Maranhão. Estou muito feliz, tranquilo e determinado porque, o que nós estamos fazendo no Maranhão, conseguimos fazer em todo o Brasil. Viva o PCdoB”, completou o governador.

A Conferência segue neste sábado (23), a partir das 8h, com a Plenária que, entre outras, elegerá os novos integrantes do Comitê Estadual. A expectativa é que 380 delegados municipais de todas as regiões do Maranhão participem da votação. A Conferência tem entrada livre e não é necessário inscrição.