Flávio Dino e Luciana Santos visitam Lula em Curitiba

Após a visita, o governador do estado do Maranhão e a presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) relataram que Lula tem muito a fazer pelo Brasil.

Em visita a Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, o governador do Maranhão Flávio Dino e a presidenta do PCdoB, Luciana Santos — também vice-governadora do estado de Pernambuco debateram com o ex-presidenta a conjuntura nacional, além de manifestarem solidariedade à sua condição de vítima de um processo judicial injusto.

Antes, eles foram recebidos em almoço na residência do ex-senador e ex-governador Roberto Requião (MDB-PR). Em entrevista ao Portal Vermelho, eles analisaram a perspectiva de ação política para enfrentar o agravamento da crise. Dino disse que Lula tem papel importante nesse processo, destacando os êxitos do seu governo e a sua liderança política. Ele comentou também a situação jurídica do processo do ex-presidente, avaliando que, pela legalidade democrática ele teria de receber um tratamento justo.

Sobre o parecer do Ministério Público em favor da progressão de pena de Lula para o regime semiaberto, Flávio Dino, que foi juiz federal por 12 anos, disse que o ex-presidente “acompanha os desdobramentos”. “Eu manifestei minha opinião jurídica, de que ele tem esse direito, e espero que o STJ acolha para que a gente tenha não a justiça, que seria a não condenação, mas um caminho que imediatamente pode garantir que ele recupere parte da sua liberdade e com isso ajude ainda mais a política brasileira”, afirmou.

Luciana Santos, que após a visita a Lula se encontrou com os militantes que fazem vigília instalada há mais de uma ano próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal, ressaltou o respeito pelo dos comunistas pelo legado que Lula deixou para o Brasil. “Um brasileiro que está lutando por Justiça e tem sido assertivo na defesa da soberania nacional”, declarou.

Márcio Jerry afirma que PCdoB terá candidaturas próprias em 120 municípios

Márcio Jerry também fez uma análise sobre o papel do PCdoB no estado

O deputado federal e presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, afirmou que o PCdoB tem planos ousados para os próximos anos. Em entrevista à TV Assembleia, ele mostrou que a legenda tem se preparado internamente para a eleição de 2020.

“Temos uma agenda eleitoral elaborada no coletivo partidário. Fecharemos este ano com diretório do PCdoB nos 217 municípios. Nossa meta é disputar com candidatura própria, em alianças com outros partidos, em 120 municípios do estado, incluindo São Luís. Temos legitimidade para participar do processo eleitoral de 2020, em São Luís. Reconhecemos que quem deve conduzir esse processo é o prefeito reeleito Edivaldo Holanda Júnior, nosso líder principal em São Luís, e o governador Flávio Dino, nosso líder principal no Maranhão. Nosso grupo tem um leque de pré-candidaturas e vamos debater e, pelo consenso progressivo, vamos encontrar um bom caminho”, afirmou.

Márcio Jerry fez uma análise sobre o papel do PCdoB no estado. “Governamos esse estado e temos um governador reeleito, que realiza uma gestão que combina mudanças com renovação e geração de oportunidades. O método de governança do governador Flávio Dino é marcado pela democracia, pela pluralidade e pela concepção de um amplo arco de aliança. Os 16 partidos que ajudaram a reeleger Flávio Dino participam do governo”, concluiu.

TSE aprova incorporação do PPL ao PCdoB

A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, publicou uma nota saudando a decisão do TSE e comentando a importância da fusão para os militantes e para o campo popular progressista.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, na noite de terça-feira (28) a incorporação do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A união dos dois partidos vinha sendo construída desde o final de 2018 e agora está consumada. A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, publicou uma nota saudando a decisão do TSE e comentando a importância da fusão para os militantes e para o campo popular progressista.

“Saudamos, em nome dos comunistas brasileiros, a decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tomada na sessão plenária da noite deste 28 de maio – que aprovou a averbação da incorporação do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Enaltecemos a atenção prestada ao processo pelo relator da matéria, ministro Luís Roberto Barroso, e pela presidenta do Tribunal, ministra Rosa Weber. Reconhecimento extensivo aos ministros do TSE e ao representante do Ministério Público Eleitoral”, escreveu.

Para a dirigente, esta decisão do TSE simboliza o coroamento de um rico e convergente diálogo político, ideológico e programático entre as direções das duas legendas, cujo início se deu logo após o segundo turno das eleições de 2018.

“Com a incorporação do PPL, gesto de elevado sentido revolucionário, o PCdoB pode, nos termos da lei, superar a antidemocrática cláusula de barreira cujo intuito é banir do parlamento brasileiro as legendas programáticas. Com a dinâmica da integração do Partido Pátria Livre que se realiza em direção à plenitude, em todos os âmbitos, o Partido Comunista do Brasil ganhou significativo reforço por tudo o que representa essa organização revolucionária, por sua tradição de luta, pelo talento e abnegação de seus quadros e militantes”, concluiu.

Oposição avalia que não é hora para pedir impeachment de Bolsonaro

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua

Dirigentes dos cinco principais partidos da oposição – PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL – avaliaram que não é o momento de pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, que se encontraram na quarta-feira (22), não existe motivo formal para o afastamento, apesar do desgaste sofrido pelo governo em apensas cinco meses de gestão. “Não é hora de tomarmos nenhuma iniciativa neste sentido. O terreno é o da luta política com mobilizações e ações conjuntas no Congresso”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

No PT, sobretudo, a ordem é para não repetir com o atual governo o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Em reunião de avaliação dos cenários políticos, na semana passada, dirigentes do PT chegaram a questionar se a possibilidade de o vice-presidente Hamilton Mourão assumir é melhor do que a permanência de Bolsonaro. De Curitiba, onde está preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que o partido intercale os ataques a Bolsonaro com propostas para a geração de empregos e recuperação da economia.

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua marcadas para os dias 26 (em favor de Bolsonaro) e 30 (contra os cortes do governo na educação) antes de decidirem os próximos passos. “A depender dos desdobramentos, a gente volta a se reunir”, disse Juliano.

Além dele, participaram do encontro os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; PSB, Carlos Siqueira; PDT, Carlos Lupi e o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino. Nenhum deles chegou a colocar em pauta o pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o assunto foi tratado em função da pressão feita pelas bases das legendas de centro-esquerda. Por meio das redes sociais, militantes têm cobrado uma postura mais incisiva dos partidos. Nas manifestações do dia 15 em defesa da educação, o grito “fora Bolsonaro” foi ouvido em diversas cidades.

O Antagonista: Flávio Dino 2022

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele

Flávio Dino, governador do Maranhão em segundo mandato, é pré-candidato à Presidência da República. O Antagonista apurou que ele deixará seu atual partido, o PCdoB, para tentar o voo para o Planalto em 2022.

Há duas possibilidades: Se Ciro Gomes não quiser ser candidato, o PDT oferecerá a vaga a Dino. Se Ciro for tentar mais uma vez, Dino poderia ser acolhido pelo PSB.

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele.

Governador do PSL escolhe líder do governo do PCdoB

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República

O governador de Roraima, Antonio Denarium, escolheu um comunista para ser seu líder de governo na Assembleia Legislativa: o deputado Soldado Sampaio, do PCdoB.

Já o governador de Santa Catarina, Comandante Moisés, abriu as portas do Palácio Cruz e Sousa, sede do governo estadual, para deputados do PT e integrantes do MST.

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República, dialogando com a oposição.

A sintonia do PCdoB em São Luís…

Em um momento descontraído, pousaram para a foto os pré-candidatos a prefeito de São Luís

O PCdoB realizou, neste sábado (11), uma maratona para a filiação de novos membros em São Luís. O evento, que aconteceu na Avenida Litorânea, reuniu a militância, autoridades e pré-candidatos.

Em um momento descontraído, pousaram para a foto os pré-candidatos a prefeito de São Luís: Duarte Júnior, deputado estadual; Júlio Pinheiro, vice-prefeito, e Rubens Pereira Júnior, secretário de Estado das Cidades. Além do presidente estadual e deputado federal, Márcio Jerry.

Após muitas especulações, o PCdoB mostra que permanece unido e disposto a entrar na disputa pela prefeitura da capital. Se depender da militância, a tarefa será defendida por todos.

“É totalmente fora de hora cogitar”, afirma Flávio Dino ao ser questionado sobre candidatura em 2022

Em outro trecho o governador comentou que essas especulações são fruto do bom trabalho que vem sendo executado no Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB) afastou de vez todas as especulações sobre sua candidatura à Presidência da República em 2022. A afirmação aconteceu no programa Resenha, da TV Difusora. Flávio Dino conquistou um lugar de destaque nacional e vem sendo cogitado como um dos possíveis ao Palácio do Planalto pelo PCdoB, ou em uma composição como vice-presidente em alguma chapa.

“Outro dia eu fiz uma brincadeira num evento partidário brincando com dieta, perda de peso, e aí o que aconteceu, transformaram que o Flávio lançou candidatura a presidente. Não existe isso. Eu tenho 51 anos, considero que estou no auge da minha juventude, mas ao mesmo tempo já tenho uma certa experiência para saber que é totalmente fora de hora cogitar isso com tanta antecedência e no meio desse tumulto brasileiro. Essas águas aí têm que rodar bastante para a gente poder ter um enfoque nisso”, afirmou Flávio.

Em outro trecho o governador comentou que essas especulações são fruto do bom trabalho que vem sendo executado no Maranhão. “As coisas têm o tempo certo de acontecer. Isso é fruto sobretudo do reconhecimento do trabalho feito no Maranhão, um trabalho sério, honrado, honesto, e quem tem produzido bons resultados. Então, se o principal fator, é o trabalho feito aqui no estado, o que eu devo fazer, continuar focando o trabalho aqui no estado, porque esse é o centro”, concluiu.

Após sete meses das eleições, seis partidos já anunciaram incorporações

Os nomes e números do PCdoB, Patriotas e Podemos serão mantidos e os do PPL, PRP e PHS “cairão no esquecimento”

Buscando fugir das penalidades impostas pela Cláusula de Barreira, seis partidos já acertaram fusões e incorporações. São eles: PCdoB e PPL; Patriotas e PRP; e Podemos e PHS.

Essas iniciativas são necessárias para preparar as legendas para as eleições de 2020. Dos 35 partidos que disputaram as eleições de 2018, apenas 21 conseguiram obter votos suficientes para continuar tendo direito ao horário gratuito no Rádio e na TV, além do fundo partidário.

Após as incorporações, o número subiu para 23 legenda. Os nomes e números do PCdoB, Patriotas e Podemos serão mantidos e os do PPL, PRP e PHS “cairão no esquecimento”. O Podemos passou pela cláusula e o PHS, que foi incorporado, não existirá oficialmente.