Flávio Dino pode trocar PCdoB pelo PSB

O ex-juiz maranhense já teve duas conversas com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. A mais recente foi em julho, em Brasília

Carta Capital

O presidente Jair Bolsonaro disse no início de agosto que em 2022 ou 2026 entregará o Brasil melhor do que recebeu. Sinal de planos reeleitorais. Se concorrer mesmo, há chance de enfrentar aquele que considera “o pior governador de paraíba”. E de que Flávio Dino, o governador do Maranhão, não seja mais comunista de carteirinha na próxima eleição.

Dino namora o PSB. Sabe que uma candidatura presidencial requer um partido maior, com mais estrutura e dinheiro. E quer que seja do campo progressista. Seu PCdoB não superou em 2018 a chamada cláusula de barreira. Só não ficará sem verba do fundo eleitoral estatal e sem propaganda na TV pois se juntou ao PPL, fusão aprovada em maio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-juiz maranhense já teve duas conversas com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. A mais recente foi em julho, em Brasília, enquanto tirava uns dias de férias. Sua relação com os pessebistas é boa. A legenda faz parte do governo do Maranhão desde o primeiro mandato de Dino, iniciado em 2015. O chefe da estratégica Casa Civil, Marcelo Tavares, é do PSB.

O senador pelo Maranhão Roberto Rocha era pessebista ao eleger-se em 2015, dois anos depois tentou empurrar o partido para que fizesse oposição ao governador, mas o presidente do PSB no estado, Luciano Leitoa, prefeito de Timon, impediu. Rocha mudou de casa. Virou tucano. E Leitoa vê animadamente o flerte do governador com os pessebistas.

Um aliado conta que, se resolver trocar de partido, não será agora, mas só depois da eleição municipal de 2020. E que Dino gostaria de deixar amarrado o apoio do PCdoB a uma eventual candidatura. No PSB, há céticos. Os comunistas aliaram-se ao PT em todas as eleições presidenciais depois da ditadura militar. Em 2018, eram vice na chapa de Fernando Haddad.

“O governador não fala de forma conclusiva nem que é candidato a presidente nem que quer entrar no PSB”, afirma Siqueira. “É bom a gente ir conversando, pra conhecer as ideias dele, mas a eleição de 2022 está longe e temos vários problemas para enfrentar hoje, como o desemprego, o desmonte social, a economia que não cresce, a venda de empresas estratégicas.”

Dino não quer se arriscar a trocar o PCdoB pelo PSB sem a garantia de ser lançado à Presidência. Os pessebistas têm outra carta na manga. O ex-juiz Joaquim Barbosa filiou-se em 2018 para concorrer, mas logo desistiu. Sentiu não ter apoio de dirigentes importantes. Agora tem participado da vida partidária interna, de forma discreta.

Sem a garantia de que seria candidato pelo PSB, Dino tenta deixar uma outra porta partidária aberta, a do PDT. Aqui, porém, há enrosco também. Ciro Gomes disputou o Palácio do Planalto em 2018 e dá sinais de que quer ser presidenciável pedetista mais uma vez.

PT precisa apostar em Flávio Dino como Plano A e não como Plano B

Lula precisa reconhecer seus erros e apostar em novos nomes. Expoente da nova esquerda brasileira, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem ganhando visibilidade e pode ser o grande nome de 2022

Alheio ao cenário atual em que perdeu drasticamente seu capital político, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguem dando sinais de que irão continuar arriscando em nomes próprios da legenda nas próximas eleições. Foi o que deixou claro o ex-presidente Lula em vídeo gravado diretamente da sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

O ex-presidente fala em vídeo que o “PT tem muita gente importante. O partido não pode ser criminalizado por ser o maior partido de oposição. O PT tem 30% do eleitorado só pra começar”, afirmou o presidente erroneamente em só pensar no partido e esquecer o cenário atual, além de deixar de lado outras figuras do campo progressista.

Lula precisa reconhecer seus erros e apostar em novos nomes. Expoente da nova esquerda brasileira, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem ganhando, cada dia mais, visibilidade. Com suas obras e opinião sensata sobre o cenário político, o governador vem conquistando mais seguidores, virando uma forte opção para as eleições de 2022 e incomodando até mesmo o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Nesse momento de reconhecer quais as opiniões das ruas, o PT precisa de um passo atrás para dar um maior à frente. E isso passa por reconhecer o governador Flávio Dino como o plano A para 2022. Só um nome como Flávio Dino pode unir vários partidos da esquerda e até mesmo de outros campos políticos. O governador do Maranhão não pode ser apenas uma lembrança, mas a primeira opção para 2022.

Fora do poder há três anos, o PT teve, nas eleições de 2018, a resposta que a maioria das pessoas não deseja a volta do partido ao poder. Sem a rejeição do PT, Flávio Dino parte na frente e pode ser o grande nome capaz de unir o campo progressista em 2022.

Clayton Noleto retira nome da disputa pela prefeitura de Imperatriz

Pelas inúmeras obras que a Sinfra possui na cidade de Imperatriz, o secretário era um dos nomes mais ventilados como pré-candidato

O secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), anunciou que não será candidato a prefeito de Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão.

Clayton concedeu entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora FM, afirmou que não será candidato a prefeito e que vai apoiar o nome escolhido pelo grupo do governador Flávio Dino.

Pelas inúmeras obras que a Sinfra possui na cidade de Imperatriz, o secretário era um dos nomes mais ventilados como pré-candidato.

Com a desistência de Noleto, o comunista abre caminho para os deputados estaduais Marco Aurélio (PCdoB) e Rildo Amaral (Solidariedade).

Flávio Dino e Luciana Santos visitam Lula em Curitiba

Após a visita, o governador do estado do Maranhão e a presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) relataram que Lula tem muito a fazer pelo Brasil.

Em visita a Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, o governador do Maranhão Flávio Dino e a presidenta do PCdoB, Luciana Santos — também vice-governadora do estado de Pernambuco debateram com o ex-presidenta a conjuntura nacional, além de manifestarem solidariedade à sua condição de vítima de um processo judicial injusto.

Antes, eles foram recebidos em almoço na residência do ex-senador e ex-governador Roberto Requião (MDB-PR). Em entrevista ao Portal Vermelho, eles analisaram a perspectiva de ação política para enfrentar o agravamento da crise. Dino disse que Lula tem papel importante nesse processo, destacando os êxitos do seu governo e a sua liderança política. Ele comentou também a situação jurídica do processo do ex-presidente, avaliando que, pela legalidade democrática ele teria de receber um tratamento justo.

Sobre o parecer do Ministério Público em favor da progressão de pena de Lula para o regime semiaberto, Flávio Dino, que foi juiz federal por 12 anos, disse que o ex-presidente “acompanha os desdobramentos”. “Eu manifestei minha opinião jurídica, de que ele tem esse direito, e espero que o STJ acolha para que a gente tenha não a justiça, que seria a não condenação, mas um caminho que imediatamente pode garantir que ele recupere parte da sua liberdade e com isso ajude ainda mais a política brasileira”, afirmou.

Luciana Santos, que após a visita a Lula se encontrou com os militantes que fazem vigília instalada há mais de uma ano próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal, ressaltou o respeito pelo dos comunistas pelo legado que Lula deixou para o Brasil. “Um brasileiro que está lutando por Justiça e tem sido assertivo na defesa da soberania nacional”, declarou.

Márcio Jerry afirma que PCdoB terá candidaturas próprias em 120 municípios

Márcio Jerry também fez uma análise sobre o papel do PCdoB no estado

O deputado federal e presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, afirmou que o PCdoB tem planos ousados para os próximos anos. Em entrevista à TV Assembleia, ele mostrou que a legenda tem se preparado internamente para a eleição de 2020.

“Temos uma agenda eleitoral elaborada no coletivo partidário. Fecharemos este ano com diretório do PCdoB nos 217 municípios. Nossa meta é disputar com candidatura própria, em alianças com outros partidos, em 120 municípios do estado, incluindo São Luís. Temos legitimidade para participar do processo eleitoral de 2020, em São Luís. Reconhecemos que quem deve conduzir esse processo é o prefeito reeleito Edivaldo Holanda Júnior, nosso líder principal em São Luís, e o governador Flávio Dino, nosso líder principal no Maranhão. Nosso grupo tem um leque de pré-candidaturas e vamos debater e, pelo consenso progressivo, vamos encontrar um bom caminho”, afirmou.

Márcio Jerry fez uma análise sobre o papel do PCdoB no estado. “Governamos esse estado e temos um governador reeleito, que realiza uma gestão que combina mudanças com renovação e geração de oportunidades. O método de governança do governador Flávio Dino é marcado pela democracia, pela pluralidade e pela concepção de um amplo arco de aliança. Os 16 partidos que ajudaram a reeleger Flávio Dino participam do governo”, concluiu.

TSE aprova incorporação do PPL ao PCdoB

A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, publicou uma nota saudando a decisão do TSE e comentando a importância da fusão para os militantes e para o campo popular progressista.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, na noite de terça-feira (28) a incorporação do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A união dos dois partidos vinha sendo construída desde o final de 2018 e agora está consumada. A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, publicou uma nota saudando a decisão do TSE e comentando a importância da fusão para os militantes e para o campo popular progressista.

“Saudamos, em nome dos comunistas brasileiros, a decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tomada na sessão plenária da noite deste 28 de maio – que aprovou a averbação da incorporação do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Enaltecemos a atenção prestada ao processo pelo relator da matéria, ministro Luís Roberto Barroso, e pela presidenta do Tribunal, ministra Rosa Weber. Reconhecimento extensivo aos ministros do TSE e ao representante do Ministério Público Eleitoral”, escreveu.

Para a dirigente, esta decisão do TSE simboliza o coroamento de um rico e convergente diálogo político, ideológico e programático entre as direções das duas legendas, cujo início se deu logo após o segundo turno das eleições de 2018.

“Com a incorporação do PPL, gesto de elevado sentido revolucionário, o PCdoB pode, nos termos da lei, superar a antidemocrática cláusula de barreira cujo intuito é banir do parlamento brasileiro as legendas programáticas. Com a dinâmica da integração do Partido Pátria Livre que se realiza em direção à plenitude, em todos os âmbitos, o Partido Comunista do Brasil ganhou significativo reforço por tudo o que representa essa organização revolucionária, por sua tradição de luta, pelo talento e abnegação de seus quadros e militantes”, concluiu.

Oposição avalia que não é hora para pedir impeachment de Bolsonaro

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua

Dirigentes dos cinco principais partidos da oposição – PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL – avaliaram que não é o momento de pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, que se encontraram na quarta-feira (22), não existe motivo formal para o afastamento, apesar do desgaste sofrido pelo governo em apensas cinco meses de gestão. “Não é hora de tomarmos nenhuma iniciativa neste sentido. O terreno é o da luta política com mobilizações e ações conjuntas no Congresso”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

No PT, sobretudo, a ordem é para não repetir com o atual governo o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Em reunião de avaliação dos cenários políticos, na semana passada, dirigentes do PT chegaram a questionar se a possibilidade de o vice-presidente Hamilton Mourão assumir é melhor do que a permanência de Bolsonaro. De Curitiba, onde está preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que o partido intercale os ataques a Bolsonaro com propostas para a geração de empregos e recuperação da economia.

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua marcadas para os dias 26 (em favor de Bolsonaro) e 30 (contra os cortes do governo na educação) antes de decidirem os próximos passos. “A depender dos desdobramentos, a gente volta a se reunir”, disse Juliano.

Além dele, participaram do encontro os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; PSB, Carlos Siqueira; PDT, Carlos Lupi e o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino. Nenhum deles chegou a colocar em pauta o pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o assunto foi tratado em função da pressão feita pelas bases das legendas de centro-esquerda. Por meio das redes sociais, militantes têm cobrado uma postura mais incisiva dos partidos. Nas manifestações do dia 15 em defesa da educação, o grito “fora Bolsonaro” foi ouvido em diversas cidades.

O Antagonista: Flávio Dino 2022

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele

Flávio Dino, governador do Maranhão em segundo mandato, é pré-candidato à Presidência da República. O Antagonista apurou que ele deixará seu atual partido, o PCdoB, para tentar o voo para o Planalto em 2022.

Há duas possibilidades: Se Ciro Gomes não quiser ser candidato, o PDT oferecerá a vaga a Dino. Se Ciro for tentar mais uma vez, Dino poderia ser acolhido pelo PSB.

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele.

Governador do PSL escolhe líder do governo do PCdoB

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República

O governador de Roraima, Antonio Denarium, escolheu um comunista para ser seu líder de governo na Assembleia Legislativa: o deputado Soldado Sampaio, do PCdoB.

Já o governador de Santa Catarina, Comandante Moisés, abriu as portas do Palácio Cruz e Sousa, sede do governo estadual, para deputados do PT e integrantes do MST.

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República, dialogando com a oposição.