Flávio Dino defende aumento de taxação de bancos e grandes fortunas

O governador defendeu um aumento da taxação sobre bancos e grandes fortunas como forma de reduzir a desigualdade social no país.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defendeu um aumento da taxação sobre bancos e grandes fortunas como forma de reduzir a desigualdade social no país.

“Um bom exemplo que falta hoje para o Brasil é aquele que tem iate, helicóptero, jet-ski, patrimônios milionários, os bancos que têm lucros gigantescos, se submeterem ao regime tributário praticado na OCDE”, afirmou em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, divulgada na noite deste domingo (1°), no SBT.

“Já que a OCDE, o clube dos países ricos, é o modelo para o atual governo, basta praticar a média dos tributos sobre os ricos e o Brasil anda melhor”, complementou, alfinetando o “namoro” de Jair Bolsonaro com o presidente dos EUA, Donald Trump, para alçar o Brasil ao organismo multilateral.

Na entrevista, Dino ainda afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “permitiu” o golpe contra Dilma Rousseff, abrindo caminho para uma ruptura institucional, que resultou na eleição de Bolsonaro.

Foice e martelo são do século 19, diz Flávio Dino

Poder Em Foco – O governador do Maranão, é o entrevistado do Poder em Foco, programa semanal realizado por meio de parceria editorial entre SBT e Poder360 | Sérgio Lima/Poder360

Poder 360

O governador do Maranhão, Flávio Dino, 51 anos, confirmou que o PC do B (Partido Comunista do Brasil), ao qual é filiado desde 2006, passará por reformulações em sua identidade visual, com alterações no nome e no símbolo da legenda. Para ele, os atuais símbolos, a foice e o martelo, são “do século 19”.

“Temos outras formas do trabalho que têm de estar representadas. Então é 1 processo em curso. Muito provavelmente haverá algum desfecho como outros países já fizeram no planeta, inclusive, no Brasil”, disse em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

Flávio Dino afirma que a palavra “comunista” deve ser retirada do nome da sigla por causa do preconceito que se tem quanto ao seu significado ideológico político-social.

“Infelizmente, por conta dos ecos das ditaduras, difundiram-se muitos preconceitos contra a palavra ‘comunista’. É uma coisa meio curiosa, porque não há inclusive base etimológica. Comunista é comunhão, comum, comunidade. Então, a origem etimológica da palavra remete só a coisas boas: comunhão, partilha, comunidade”, afirmou.

“Mas, infelizmente, isso foi satanizado por certas atitudes ao longo da história, da ditadura militar e outras. E, infelizmente, atualizadas agora por esse extremismo. Então, temos que adotar uma tática que leve em conta a tática política, marcas etc., porém, sem alterar o conteúdo. Nós somos 1 partido de defesa do Brasil, que defende a nação, que tem 1 projeto nacional e que defende os mais pobres. Isso é o fundamental”, declarou.

O governador ainda rebateu críticas à possibilidade de mudanças no partido. Para ele, “é curioso que haja 1 patrulhamento” em relação ao PC do B, considerando que muitos partidos no mundo já fizeram modificações em suas identidades.

“Todos podem, menos o PC do B. Ou seja, cobram que nós sejamos dogmáticos. Às vezes nos criticam dizendo: ‘O PC do B está traindo o seu ideário’. Mas por quê? Uma atualização não é necessária? Claro que é necessária”, afirma.

Com entrevista ao SBT, Flávio Dino assume cada vez mais papel de destaque na política nacional

Para Dino, há momentos da luta política em que é possível superar divergências e buscar um consenso mínimo entre correntes distintas

Em entrevista ao programa Poder em Foco, exibida pelo SBT na primeira hora desta segunda-feira (2), o governador Flávio Dino (PCdoB-MA) afirmou que busca aliança com “várias correntes políticas” – inclusive as liberais – para fortalecer a oposição ao bolsonarismo e à extrema-direita. Segundo ele, sem esse diálogo, pode haver, nas eleições presidenciais de 2022, uma nova “frente ampla” contra a esquerda, como ocorreu na eleição 2018.

“Não podemos repetir em 2022 o que tivemos em 2018 – no segundo turno, a esquerda presente e uma frente ampla contra a esquerda. Nós perdemos a eleição”, sintetizou o governador. “Ou a frente ampla está ao nosso lado, ou ela está contra nós. Por isso, é importante dialogar com setores liberais e outras lideranças, empresários, como tenho feito. Eles têm um papel determinante para que a gente possa não só vencer as eleições – [mas] vencer e governar. Ninguém governa sozinho.”

Para Dino, há momentos da luta política em que é possível superar divergências e buscar um consenso mínimo entre correntes distintas. “O governo do Maranhão governa com 16 partidos. Não só venci a eleição com 16 partidos – eu governo meu estado com esses 16 partidos”, exemplifica. Na visão do governador, o maior desafio da esquerda é, além de ir ao segundo turno da disputa presidencial, ter “a capacidade de, estando lá, atrair apoios”.

Dino negou que sua prioridade atual seja viabilizar a própria candidatura à sucessão de Bolsonaro em 2022. “Estamos ainda no alvorecer de 2020, é muito precoce. Seria um enorme equívoco político colocar o carro adiante dos bois”, disse. “Seria um atropelo do principal – o diálogo, a abertura, o programa, conectar a esquerda com população, mostrar que temos a oferecer um mundo melhor. Aí vamos discutir mais adiante.”

Em 18 de janeiro, Flávio Dino se reuniu com Lula na sede da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Paulo. Indagado a respeito do que foi discutido no encontro, o governador negou que tenha tratado sobre a possibilidade de se filiar ao PT. “Esse diálogo não ocorreu, como já foi esclarecido. Eu componho, inclusive, a Executiva Nacional, a direção nacional do meu partido. Seria uma atitude estranha se houvesse esse tipo de diálogo”, disse.

O governador deixou claro que, ao se encontrar Lula, defendeu a “frente ampla” para enfrentar a direita de Bolsonaro. “Argumentei muito fortemente nessa direção. A esquerda, sozinha, não dá conta da resistência ao bolsonarismo e à reconquista do comando central do País.”

A seu ver, é possível que os partidos de esquerda se unam já em 2020. “Temos muitas conversas entre as lideranças dos partidos e eu acredito, sim, que é um processo em curso de distensionamento – de construção de um novo programa, de uma nova identidade, de uma visão mais prospectiva, de uma visão que dialogue para o futuro a partir, claro, dos problemas reais da população. Acho que há uma alta possibilidade de isso ocorrer já em 2020 e também em 2022.”

O político do PCdoB defendeu que erros do passado balizem a construção de propostas “mais ajustadas” para o futuro. “Nossa agenda hoje tem que ser desemprego, segurança pública, saúde, educação, que o governo atual não está fazendo nada. Essa é a nossa agenda. Para acertar nela, temos que olhar para o passado e aprender com nossos erros”, afirmou. “Mas temos também que socializar os erros, senão fica essa narrativa ficcional, mitológica e equivocada que só a esquerda errou. Foi só a esquerda? Esses métodos de campanha, financiamento, etc., nasceu quando a esquerda chegou ao poder?”

Na visão de Dino, a sequência de fatos políticos, a crise econômica e, principalmente, o golpe contra Dilma resultaram na ascensão da direita e na eleição de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018. “Se não tivesse ocorrido o impeachment, não existiria Bolsonaro. A vida é assim”, afirma. “O arranjo da nova República teria continuado de pé. O bolsonarismo é a corrente política da direita, que destrói o pacto político que foi feito, quando da Constituinte – aliás, quando das Diretas Já, antes. Ele rompe com esse pacto. Não teria ocorrido esta ruptura se não tivesse ocorrido a ruptura do impeachment.”

Questionado pelo entrevistador, o governador expressou a opinião de que se faz necessário atualizar identidade visual do PCdoB e admitiu debater o próprio do nome da legenda. Dino afirmou ser “comunista, graças a Deus” e contextualizou o termo. “Por conta dos ecos das ditaduras, difundiram-se muitos preconceitos contra a palavra ‘comunista’. É uma coisa meio curiosa, porque não há base etimológica”, disse.

“Comunista é comunhão, comum, comunidade. A origem etimológica da palavra remete só a coisas boas: comunhão, partilha, comunidade”, afirmou. “Mas, infelizmente, isso foi satanizado por certas atitudes ao longo da história, da ditadura militar e outras. E, infelizmente, atualizadas agora por esse extremismo.”

Flávio Dino já aparece em terceiro lugar na corrida presidencial

Bem aprovado pela população e respeitado por suas políticas públicas, Flávio já é considerado uma das maiores lideranças da esquerda brasileira.

A pesquisa Atlas Político, divulgada nesta quarta-feira (12) pelo site do El País, mostra que o governador Flávio Dino (PCdoB) já aparece com 13% das intenções de voto, em terceiro lugar na disputa presidencial, em um cenário que exclui o ex-presidente Lula e o ministro da Justiça, Sergio Moro.

A pesquisa é uma das primeiras que coloca o governador do Maranhão na disputa. Nesse cenário, Jair Bolsonaro lidera com 41% das intenções de voto. O apresentador da Globo, Luciano Huck tem 14% e Dino, um ponto porcentual a menos, bem à frente do atual governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que marca 2,5%. Indecisos, nulos e brancos chegam a 27%.

Maior liderança do PCdoB no país, Flávio Dino está em seu segundo mandato como governador. Bem aprovado pela população e respeitado por suas políticas públicas, Flávio já é considerado uma das maiores lideranças da esquerda brasileira.

A pesquisa foi realizada na Internet via convites randomizados com 2.000 pessoas, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Roseana descarta candidatura em São Luís e foca em 2022

Roseana Sarney deve percorrer cidades maranhenses a partir de março de olho nas eleições de 2022

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) descartou a possibilidade de disputar a prefeitura de São Luís, em 2020. Segundo o blogueiro Gildásio Brito, que conversou com Roseana em seu prédio na Península da Ponta D’Areia, a ex-governadora vai percorrer cidades maranhenses a partir de março.

“Depois de março, começo a percorrer o Maranhão em apoio aos nossos pré-candidatos a prefeitos. Vamos lutar para eleger uma grande quantidade de prefeitos e vereadores, e lá estarei nos palanques”, disse Roseana.

O MDB trabalha para lançar pré-candidatos nas principais cidades do Maranhão. Roseana já se antecipa e com essa estratégia deseja voltar a disputar o Governo do Estado em 2022 ou uma vaga no Senado Federal.

PCdoB lança o Movimento 65 de olho nas eleições municipais

O governador Flávio Dino anunciou que participará da agenda de atividades do Movimento 65

O PCdoB divulgou manifesto do Movimento 65 que contém os objetivos e as bandeiras políticas, além da sua identidade visual. “Reacender a esperança do povo, desbravar alternativas e buscar saídas para um país atingido pelo desastroso governo Bolsonaro”. É assim que emerge o Movimento 65, uma novidade no campo democrático e progressistas para as eleições de 2020.

O Movimento 65 anuncia em seu manifesto que busca a adesão de lideranças populares, progressistas, patrióticas e democráticas cujo compromisso é “a defesa do Brasil, dos direitos povo, da democracia, hoje seriamente golpeados e ameaçados”.

Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB, ao anunciar a iniciativa, afirma que se trata de “um instrumento para lutarmos juntos por cidades mais humanas e acolhedoras, por um Brasil soberano e democrático” e destaca que o Movimento 65 está de portas abertas para mulheres e homens comprometidos com as causas de suas cidades.

O governador Flávio Dino anunciou que participará da agenda de atividades em todo país e acrescenta que o Movimento 65 possibilitará um debate amplo e ações concretas. “Queremos construir um espaço para discutir a boa política, bons rumos para o país e possibilitar a candidatura de pessoas progressistas às prefeituras e câmaras municipais”.

Estão previstos atos de lançamento nas principais capitais do país com a participação de lideranças nacionais e locais. O calendário de atividades do Movimento 65 teve início na quinta-feira (23), em Fortaleza (CE) com um ato que contou com a presença do vice-presidente nacional do PCdoB, Walter Sorrentino, parlamentares e lideranças políticas e sociais do Ceará.

A agenda do Movimento 65 se intensificará durante a pré-campanha eleitoral em todos os estados com prazo até 3 de abril, data final para se filiar para ser candidato ou candidata nas eleições municipais deste ano. Até lá o Movimento terá intensa atividade na internet com site próprio e nas redes sociais do PCdoB, onde já está disponível o manifesto, a identidade visual e materiais promocionais. Além disso, serão divulgados contatos nos estados para que os interessados e interessadas possam se integrar ao movimento.

Flávio Dino dá o tom na mensagem sobre o contexto político nacional

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi bem cirúrgico ao comentar os últimos acontecimentos na política nacional.

“Mais importante agora não é falar de partes e sim do todo. Ou seja, questão central é a defesa do Brasil, dos direitos sociais e de um projeto nacional de desenvolvimento, elaborado e sustentado pela frente mais ampla que for possível”, escreveu Flávio.

Na últimas semanas, foi noticiado que o ex-presidente Lula teria convidado Flávio Dino para se filiar ao PT. Segunda-feira (27), a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann afirmou que o governador poderia encabeçar a chapa com o PT. Hoje (28), Lula usou suas redes sociais para negar o convite ao governador.

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união!

Gleisi diz que Dino poderá ser cabeça de chapa de aliança em 2022

A presidente nacional do PT afirma que Flávio Dino é uma das alternativas do PT

O PT prepara o ato que irá marcar seus 40 anos de fundação em fevereiro preocupado com o desempenho nas eleições municipais, mas disposto a fazer lances em relação a 2022. Reeleita presidente da sigla, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que o partido trabalha com a reedição da candidatura presidencial do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, mas vê o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), como uma alternativa.

Flávio Dino vai percorrer o Brasil com ‘Movimento 65’

Flávio Dino vai percorrer o país liderando o ‘Movimento 65’ que já prepara sua pré-campanha para presidente

Nome do PCdoB para a disputa da Presidência da República em 2022, o governador do Maranhão, Flávio Dino, dará início a uma série de viagens por estados do Brasil com o objetivo de lançar o Movimento 65, marca do PCdoB que tem por objetivo atrair apoio de pessoas e lideranças do chamado centro político.

O lançamento do “nome fantasia” – que aposta no verde e amarelo como cores predominantes, em detrimento do vermelho, cor oficial do PCdoB – está previsto para a próxima semana e, de acordo com fontes do partido, trata-se da primeira ação da legenda com o objetivo de buscar a formação da tão falada “frente ampla” para derrotar Jair Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais.

Enquanto se busca a composição com partidos de centro, o PCdoB tenta não perder sua interação com o PT, depois de ter sido aliado nos quatro governos petistas e de ter sido o mais fiel apoiador quando a ex-presidente Dilma Rousseff enfrentou o processo de impeachment que tirou seu mandato. As rusgas com o PT têm ocorrido, embora haja tanto de Flávio Dino quanto de Lula um esforço para manter o diálogo. As divergências, no entanto, têm sido encaradas por integrantes do PCdoB como um desencontro de objetivos.

A ordem no PCdoB para os diálogos é “todos contra Bolsonaro”. Quem está contra o atual governo terá condições de participar do Movimento 65 e lançar sua candidatura pelo partido. Dino e Lula mantêm encontros na tentativa de formar uma frente ampla de partidos e lideranças empresariais contra o grupo hoje no poder.

Em dezembro de 2019, o Metrópoles informou a decisão do partido de adotar a nova marca em 2020, encobrindo as palavras “partido” e “comunista” de sua sigla e enfatizando o número do partido. Em recente entrevista, Flávio Dino, por sua vez, apontou a polêmica que se formou em torno do nome da legenda como “um passo que pode ser dado”. “O PCdoB de hoje já não é o do ano passado. Hoje, já não é o mesmo de 20 anos atrás, o que mostra que a mudança é uma lei da vida. Este processo está em andamento e acho que é um caminho necessário de reorganização da esquerda brasileira”, disse em entrevista ao Estadão.

A ideia inicial era mudar o nome do partido, suprimindo os dois termos. No entanto, essa discussão, que chegou a ser defendida internamente por alguns dos integrantes da cúpula do PCdoB, entre eles Orlando Silva e a vice-presidente da legenda, Jô Moares, não encontrou eco na base do partido. A adoção do “nome fantasia” representa um recuo na intenção de alguns membros da sigla de se livrar das palavras para formar um movimento mais amplo contra Bolsonaro. (Com informações do Metrópoles).