Roseana e João Alberto no fim de suas carreiras políticas

Caso as duas candidaturas aconteçam, iriam confirmar o fim menos triste das carreiras políticas de Roseana Sarney e João Alberto

Políticos que comandaram o Maranhão por várias décadas, Roseana Sarney e João Alberto, ambos do MDB, ainda não desistiram da vida política e podem disputar mais uma eleição, dessa vez em cargos menores, para não amargarem outras derrotas.

A ex-governadora Roseana Sarney estaria disposta a competir uma das 42 cadeiras da Assembleia Legislativa do Maranhão. Quatro vezes governadora, mas derrotada pelo governador Flávio Dino em 2018, Roseana viu seu capital político ser reduzido e encontraria no parlamento estadual uma forma de não acabar sua vida política derrotada.

Já o ex-senador João Alberto deve disputar uma vaga na Câmara Municipal de Bacabal, antigo desejo do político que também já governou o Maranhão.

Caso as duas candidaturas aconteçam, iriam confirmar o fim menos triste das carreiras políticas de Roseana Sarney e João Alberto, que por muitos anos comandaram o Maranhão, mas hoje, após várias derrotas, estão bem distantes da aceitação da população.

José Sarney participa de reunião do MDB de São Luís

O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020

O ex-presidente José Sarney participou de uma reunião do diretório municipal do MBD, em São Luís. O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020.

O partido pretende lançar de 30 a 40 candidatos a vereadores. O nome do ex-deputado federal, Victor Mendes, vem sendo debatido como um possível nome para a disputa pela prefeitura de São Luís.

Além da participação de José Sarney, também chamou atenção a presença do vereador de São Luís, Astro de Ogum, que busca uma legenda para disputar o cargo de prefeito ou vice-prefeito nas próximas eleições.

O presidente estadual do MDB no Maranhão, João Alberto, prometeu debater a possível candidatura de Astro pelo MDB.

Ricardo Murad e Roberto Rocha juntos no PSDB

Ricardo Murad, um dos maiores nomes do grupo Sarney, foi anunciado como o novo filiado ao PSDB maranhense, presidido pelo senador Roberto Rocha.

O ex-secretário de Estado da Saúde e ex-deputado estadual Ricardo Murad, um dos maiores nomes do grupo Sarney, foi anunciado como o novo filiado ao PSDB maranhense, presidido pelo senador Roberto Rocha.

Murad já foi uma das maiores lideranças estaduais e viveu seus tempos áureos nas administrações de sua cunhada Roseana Sarney (MDB), quando comandou as poderosas pastas da Saúde e a Caema ao mesmo tempo, além de comandar a prefeita de Coroatá e ter uma dezena de aliados por toda a região dos Cocais.

Ex-MDB e até o início do ano filiado ao PRP, Murad agora vai para o PSDB, partido que nos últimos anos vem passando por sérios problemas e viu toda sua grande militância ser reduzida a poucas figuras.

Ricardo Murad chega ao PSDB de Roberto Rocha mas sem criar muita expectativa no cenário político quanto a uma volta por cima do partido.

Com apenas o MDB e PV, grupo Sarney deve enfrentar dificuldades em 2020

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV

Após duras derrotas em 2014 e 2018 para o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e a eleição de 2016, em que viu o número de prefeitos diminuir drasticamente, o grupo Sarney pode enfrentar mais dificuldades em 2020.

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV.

As dificuldades estão sendo enfrentadas nas cidades pequenas, em que os grupos políticos municipais não querem se aliar ao grupo Sarney, nas cidades de grande porte, a dificuldade é de conseguir nomes competitivos que queiram defender o grupo.

Sarney segue com forte influência no governo Bolsonaro

No Maranhão, o grupo de José Sarney mantém indicados em órgãos como a Codevasf, Iphan e Correios

O Globo

Cobrado por parlamentares a nomear apadrinhados para órgãos federais em troca de apoio, o governo Bolsonaro mantém, quase quatro meses após assumir o comando do país, indicados de caciques longevos na política em cargos comissionados nos estados. Apelidados nos corredores do Congresso como “esqueceram de mim”, afilhados de antigas lideranças como Eunício Oliveira (MDB-CE), Romero Jucá (MDB-RR), José Sarney (MDB-AL) e Garibaldi Alves (MDB-RN) permanecem em chefias regionais de órgãos federais.

No Maranhão, o grupo de José Sarney, que inclui sua família e os ex-senadores João Alberto Souza e Edison Lobão, ambos do MDB, mantém indicados em órgãos como a Codevasf, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os Correios. No comando do Iphan no estado está Maurício Itapary, que, também apadrinhado por Sarney, já havia passado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ele é filho de Joaquim Itapary, colega de Sarney na Academia Maranhense de Letras.

Ex-prefeito de Nina Rodrigues (MA), o emedebista Jones Braga é o superintendente da Codevasf no estado. Quando Roseana Sarney foi governadora, ele ocupou a subchefia da Casa Civil. O superintendente do Ministério da Agricultura, Antônio José dos Santos, também foi indicado pelo grupo. Já nos Correios, a superintendência está a cargo de Ricardo Melo Sousa Barroso, indicado pelo então deputado federal Victor Mendes (MDB), do grupo de Sarney.

Filho de João Alberto assume cargo no governo Bolsonaro

Ex-senador João Alberto e seus filhos João Marcelo, deputado federal e João Manoel, indicado para cargo no governo Bolsonaro

O pastor evangélico João Manoel Santos Souza (MDB-MA), ligado à família Sarney, vai assumir secretaria Nacional de Esporte de Alto-Rendimento. Filho do ex-senador João Albetto (MDB), ele foi indicado pela bancada do Nordeste do MDB na Câmara dos Deputados.

O cargo é o mais importante dentro da secretaria de Esporte (antigo ministério). Caberá ao novo secretário da SNEAR, direcionar os recursos para eventos realizados no Brasil, gerir a Lei de Incentivo ao Esporte, o Bolsa Atleta e tratar das relações com comitês como o COB e as confederações.

João Manoel é mais um nome ligado ao grupo Sarney a ocupar um cargo de importância no governo Bolsonaro. Kátia Bogéa permaneceu na presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

João Alberto é reconduzido ao cargo de presidente do MDB maranhense

MDB escolhe novo Diretório Estadual no Maranhão

O Movimento Democrático Brasileiro definiu a composição do Diretório Estadual no Maranhão na tarde de sexta-feira (5). A eleição aconteceu na sede do partido, no São Francisco, em São Luís e o senador João Alberto foi reeleito presidente.

O diretório ainda vai contar com o deputado estadual, Roberto Costa, como 1° vice-presidente; Hildo Rocha, como 2º vice-presidente e Victor Mendes, como 3º vice-presidente. Remi Ribeiro foi eleito para a secretaria do partido e Francisco Soares, como secretário adjunto. Assis Filho foi eleito 1º tesoureiro e Welington Gouveia como 2º.

A eleição do MDB foi classificada como uma derrota para o deputado federal Hildo Rocha que tentou disputar o cargo de presidente, mas viu o grupo ligado ao ex-senador João Alberto e ao deputado estadual Roberto Costa sair vencedor.

Assis Ramos desperta a ira do grupo Sarney após sua saída do MDB

O prefeito Assis Ramos, de Imperatriz, anunciou sua filiação ao DEM e despertou a ira do MDB

A jornalista Denise Rothenburg afirmou, em sua coluna no Jornal Correio Brasiliense, que o grupo Sarney está irritado com o prefeito de Imperatriz, Assim Ramos. De acordo com a reportagem, “enquanto o presidente Jair Bolsonaro conversa com os partidos em busca de apoio, o DEM aproveita a estrutura que já tem montada no Executivo para conquistar postos estratégicos em troca de recursos federais. Esta semana, o partido integrou aos seus quadros os prefeitos de Curitiba, Rafael Grecca; de Chapecó, Luciano Buligon, e o de Imperatriz, Assis Ramos, que vem do MDB. Aí, o “bicho pegou”. O comando do MDB, leia-se o grupo do ex-presidente José Sarney, está uma fera. E essa briga é apenas o começo”.

De acordo com a matéria, “Assis não esconde o que o levou a trocar de partido. Nas redes sociais de emedebistas maranhenses, avisou que estava saindo da legenda e do grupo de WhastApp, com a seguinte mensagem: “Como governar Imperatriz sem a ajuda do governo federal? Antes, eu tinha dois senadores que me ajudavam muito, Edison Lobão e João Alberto, com isso a cidade não sentia tanto a falta de apoio do governo estadual. O DEM é um partido forte e independente, possui vários ministros, inclusive o da Saúde, nosso principal gargalo. Vocês acham que consegui os recursos para reformar o socorrinho de forma tão rápida como? Claro, através do ministro da Saúde, que é do DEM. Enfim, penso mesmo é na cidade”, republicou a jornalista parte da nota do prefeito Assis.

João Alberto deve ser reconduzido à presidência do MDB

A briga interna se estende há vários meses com troca de farpas entre os pretendentes. A continuação de João Alberto pode ser a forma da legenda não sair mais desgastada

Diante da falta de entendimento sobre a presidência do diretório estadual do MDB entre os grupos liderados pelo deputado federal Hildo Rocha e o deputado estadual Roberto Costa, o atual presidente, ex-senador João Alberto, deve ser reconduzido ao cargo nesta sexta-feira (5).

A briga interna se estende há vários meses com troca de farpas entre os pretendentes. A continuação de João Alberto pode ser a forma da legenda não sair mais desgastada.

Nos últimos anos, o MDB sofreu grandes derrotas, teve a diminuição das bancadas na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, perdeu duas vagas no Senado Federal e está fora da administração estadual deste o fim de 2014 com a eleição de Flávio Dino (PCdoB).