MDB fala em renovar, mas nova direção tem filhos de políticos e chapa única

O nome da ex-governadora, Roseana Sarney, acabou sendo ventilado como um dos possíveis nomes para a direção, mas acabou não acontecendo.

Sob o discurso da renovação, o MDB elegeu neste domingo chapa única composta por filhos e apadrinhados de caciques da legenda. Dos nove integrantes da nova cúpula, três são filhos nomes tradicionais do partido e seis já estão na política há muitos anos. O deputado federa l Baleia Rossi (SP), que é filho do ex-ministro da Agricultura na gestão do PT, Wagner Rossi, assume a presidência com a missão de unificar o partido.

Batizada de Renovação Democrática, a chapa foi aprovada por 311 votos, dos 209 convencionais. A eleição não teve a presença do ex-presidente Michel Temer. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disponibilizou seu avião para levá-lo a Brasília, mas Temer não foi. O mais tietado foi o ex-presidente José Sarney, que aos 89 anos, se disse “jovem” e entusiasmou a militância a participar da política. Também participaram tradicionais nomes da legenda, como o ex-senador Eunício Oliveira (CE), Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM).

A legenda perdeu quase metade da sua bancada na Câmara nas eleições de 2018, e várias de suas lideranças históricas foram presas ou respondem a processos por corrupção, como o próprio Temer.

A chapa tem na terceira-vice presidência o ex-deputado federal Daniel Vilela, filho do ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, e na secretaria-geral o deputado Newton Cardoso Júnior, filho do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso. A primeira vice é ocupada pelo senador Confúcio Moura, que já governou Rondônia por duas vezes, já foi prefeito por dois mandatos e deputado federal.

A segunda vice presidência fica com o deputado federal Carlos Chiodini (SC) e a primeira-secretaria será comandado pelo deputado estadual Gabriel Souza (RS). Ambos representam a bancada do sul, muito representativa na Câmara. A segunda-secretaria do MDB será do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (RJ), ex-deputado federal.

A chave do cofre do MDB fica aos comandos do senador Marcelo Castro (PI). Ex-deputado federal por cinco mandatos, Castro teve o apoio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) para se alçar ao posto de tesoureiro da legenda. Marcelo Castro terá como adjunto o deputado federal Raul Henry (PE), que atende à indicação do ex-deputado federal e senador Jarbas Vasconcelos (PE).

O nome da ex-governadora, Roseana Sarney, acabou sendo ventilado como um dos possíveis nomes para a direção, mas acabou não acontecendo.

Líder de Bolsonaro no Senado é alvo de operação da Polícia Federal

O inquérito apura desvio de dinheiro público de obras na região Nordeste

O líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PD), foi alvo nesta quinta-feira de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeita de desvios de recursos públicos, em uma ação que incluiu mandados de busca no gabinete do parlamentar no Congresso

A operação foi revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a Folha, o filho do senador, Fernando Bezerra Filho, também é alvo dos agentes da PF. Bezerra Filho (DEM-PE), que atualmente é deputado federal, foi ministro de Minas e Energia no governo do ex-presidente Michel Temer.

A Polícia Federal não respondeu de imediato a um pedido de informações sobre a operação.

Segundo a Folha, o inquérito apura desvio de dinheiro público de obras na região Nordeste, e os fatos investigados dizem respeito à época em que Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Procurada, a defesa do senador não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Após anos de união, MDB e PV estarão em palanques separados

Roberto Costa já afirmou que o MDB não vai apoiar um nome do PV de Adriano Sarney, confirmando os planos do presidente da legenda, João Alberto

Ao que tudo indica, duas legendas com históricos no grupo Sarney, MDB e PV, estarão em palanques separados nas eleições pela prefeitura de São Luís, em 2020.

O PV, presidido no Maranhão pelo deputado estadual Adriano Sarney, já bateu o martelo e deve lançar um nome para a prefeitura da capital e este, deve ser o próprio Adriano, que para aliados, já declarou que vai entrar na disputa em qualquer das circunstâncias.

Já o MDB, presidido pelo ex-senador João Alberto, trabalha pela escolha de um outro nome que represente o esforço de reerguer o MDB no estado. Resume-se que este não seja um nome do PV.

Até mesmo o deputado estadual Roberto Costa, aliado de primeira hora de João Alberto, já afirmou que as únicas opções debatidas dentro do MDB são, lançar um nome próprio ou apoiar a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), afastando de vez o apoio ao nome de Adriano Sarney.

Sem a união das duas legendas, o grupo Sarney pode ter nas eleições de 2020, uma outra derrota, complicando seus planos de voltar ao poder em 2022.

MDB segue indefinido entre três nomes

Juiz José Carlos Madeira, ex-deputado Victor Mendes e a presidente nacional do Iphan, Kátia Bogéa são nomes debatidos pelo MDB

O partido que outrora comandava a política maranhense e tinha dezenas de cargos espalhados pelas mais diversas esferas do poder chega a 2020 sem nenhuma certeza de seu futuro. O MDB tenta se erguer, mas sem militância e sem bons nomes, deve enfrentar dificuldades nas próximas eleições municipais, sobretudo, na capital.

Na eleição de São Luís, o MDB ainda não tem um nome competitivo e por isso mesmo, tenta sondar alguns nomes para a disputa.

O nome da presidente nacional do Iphan, Kátia Bogéa, já foi sondado por algumas figuras do partido. Outro nome que tenta melhorar nas pesquisas, mas sem sucesso, é o do ex-deputado federal, Victor Mendes. Até mesmo o nome do vereador Astro de Ogum entrou no radar do partido, mas ao que tudo indica, não tem chances de prosperar.

A bola da vez é o do juiz federal José Carlos Madeira. O nome é tido por alguns membros do partido como uma boa possibilidade de o MDB entrar bem competitivo na disputa. Além disso, José Carlos Madeira tem a simpatia da ex-governadora Roseana Sarney.

Certo de que ainda enfrenta um grande rejeição do eleitorado. O MDB vai entrar na disputa colocando todas suas cartas em jogo para não acabar ainda menor.

PSL do Maranhão de volta ao grupo Sarney

As recentes reuniões com o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos e o deputado federal, Hildo Rocha, mostra que o PSL e o grupo Sarney estarão juntos nas eleições de 2020

Fazendo uma análise da política regional dos últimos anos, não causa surpresa o PSL do Maranhão está cada vez mais próximo do grupo Sarney. Basta lembrar que a legenda sempre apoiou os candidatos da família nas últimas eleições.

Após anos de apoio, o PSL iniciou um distanciamento após a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao partido, mesmo assim filiou nomes do grupo Sarney como o ex-vereador do MDB, Fábio Câmara.

Nos últimos dias, a legenda comandada pelo vereador Chico Carvalho vem se aproximando cada vez mais do grupo Sarney. As recentes reuniões com o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos e o deputado federal, Hildo Rocha, mostra que o PSL e o grupo Sarney estarão juntos nas eleições de 2020.

E como fica os novos filiados do PSL que acreditaram no discurso da nova política vendo o partido ainda praticando uma política de acordos, no mínimo, duvidosa? Muita além de defender a nova política, é preciso executá-la.

Roseana e João Alberto no fim de suas carreiras políticas

Caso as duas candidaturas aconteçam, iriam confirmar o fim menos triste das carreiras políticas de Roseana Sarney e João Alberto

Políticos que comandaram o Maranhão por várias décadas, Roseana Sarney e João Alberto, ambos do MDB, ainda não desistiram da vida política e podem disputar mais uma eleição, dessa vez em cargos menores, para não amargarem outras derrotas.

A ex-governadora Roseana Sarney estaria disposta a competir uma das 42 cadeiras da Assembleia Legislativa do Maranhão. Quatro vezes governadora, mas derrotada pelo governador Flávio Dino em 2018, Roseana viu seu capital político ser reduzido e encontraria no parlamento estadual uma forma de não acabar sua vida política derrotada.

Já o ex-senador João Alberto deve disputar uma vaga na Câmara Municipal de Bacabal, antigo desejo do político que também já governou o Maranhão.

Caso as duas candidaturas aconteçam, iriam confirmar o fim menos triste das carreiras políticas de Roseana Sarney e João Alberto, que por muitos anos comandaram o Maranhão, mas hoje, após várias derrotas, estão bem distantes da aceitação da população.

José Sarney participa de reunião do MDB de São Luís

O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020

O ex-presidente José Sarney participou de uma reunião do diretório municipal do MBD, em São Luís. O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020.

O partido pretende lançar de 30 a 40 candidatos a vereadores. O nome do ex-deputado federal, Victor Mendes, vem sendo debatido como um possível nome para a disputa pela prefeitura de São Luís.

Além da participação de José Sarney, também chamou atenção a presença do vereador de São Luís, Astro de Ogum, que busca uma legenda para disputar o cargo de prefeito ou vice-prefeito nas próximas eleições.

O presidente estadual do MDB no Maranhão, João Alberto, prometeu debater a possível candidatura de Astro pelo MDB.

Ricardo Murad e Roberto Rocha juntos no PSDB

Ricardo Murad, um dos maiores nomes do grupo Sarney, foi anunciado como o novo filiado ao PSDB maranhense, presidido pelo senador Roberto Rocha.

O ex-secretário de Estado da Saúde e ex-deputado estadual Ricardo Murad, um dos maiores nomes do grupo Sarney, foi anunciado como o novo filiado ao PSDB maranhense, presidido pelo senador Roberto Rocha.

Murad já foi uma das maiores lideranças estaduais e viveu seus tempos áureos nas administrações de sua cunhada Roseana Sarney (MDB), quando comandou as poderosas pastas da Saúde e a Caema ao mesmo tempo, além de comandar a prefeita de Coroatá e ter uma dezena de aliados por toda a região dos Cocais.

Ex-MDB e até o início do ano filiado ao PRP, Murad agora vai para o PSDB, partido que nos últimos anos vem passando por sérios problemas e viu toda sua grande militância ser reduzida a poucas figuras.

Ricardo Murad chega ao PSDB de Roberto Rocha mas sem criar muita expectativa no cenário político quanto a uma volta por cima do partido.

Com apenas o MDB e PV, grupo Sarney deve enfrentar dificuldades em 2020

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV

Após duras derrotas em 2014 e 2018 para o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e a eleição de 2016, em que viu o número de prefeitos diminuir drasticamente, o grupo Sarney pode enfrentar mais dificuldades em 2020.

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV.

As dificuldades estão sendo enfrentadas nas cidades pequenas, em que os grupos políticos municipais não querem se aliar ao grupo Sarney, nas cidades de grande porte, a dificuldade é de conseguir nomes competitivos que queiram defender o grupo.