Sarney segue com forte influência no governo Bolsonaro

No Maranhão, o grupo de José Sarney mantém indicados em órgãos como a Codevasf, Iphan e Correios

O Globo

Cobrado por parlamentares a nomear apadrinhados para órgãos federais em troca de apoio, o governo Bolsonaro mantém, quase quatro meses após assumir o comando do país, indicados de caciques longevos na política em cargos comissionados nos estados. Apelidados nos corredores do Congresso como “esqueceram de mim”, afilhados de antigas lideranças como Eunício Oliveira (MDB-CE), Romero Jucá (MDB-RR), José Sarney (MDB-AL) e Garibaldi Alves (MDB-RN) permanecem em chefias regionais de órgãos federais.

No Maranhão, o grupo de José Sarney, que inclui sua família e os ex-senadores João Alberto Souza e Edison Lobão, ambos do MDB, mantém indicados em órgãos como a Codevasf, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os Correios. No comando do Iphan no estado está Maurício Itapary, que, também apadrinhado por Sarney, já havia passado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ele é filho de Joaquim Itapary, colega de Sarney na Academia Maranhense de Letras.

Ex-prefeito de Nina Rodrigues (MA), o emedebista Jones Braga é o superintendente da Codevasf no estado. Quando Roseana Sarney foi governadora, ele ocupou a subchefia da Casa Civil. O superintendente do Ministério da Agricultura, Antônio José dos Santos, também foi indicado pelo grupo. Já nos Correios, a superintendência está a cargo de Ricardo Melo Sousa Barroso, indicado pelo então deputado federal Victor Mendes (MDB), do grupo de Sarney.

Filho de João Alberto assume cargo no governo Bolsonaro

Ex-senador João Alberto e seus filhos João Marcelo, deputado federal e João Manoel, indicado para cargo no governo Bolsonaro

O pastor evangélico João Manoel Santos Souza (MDB-MA), ligado à família Sarney, vai assumir secretaria Nacional de Esporte de Alto-Rendimento. Filho do ex-senador João Albetto (MDB), ele foi indicado pela bancada do Nordeste do MDB na Câmara dos Deputados.

O cargo é o mais importante dentro da secretaria de Esporte (antigo ministério). Caberá ao novo secretário da SNEAR, direcionar os recursos para eventos realizados no Brasil, gerir a Lei de Incentivo ao Esporte, o Bolsa Atleta e tratar das relações com comitês como o COB e as confederações.

João Manoel é mais um nome ligado ao grupo Sarney a ocupar um cargo de importância no governo Bolsonaro. Kátia Bogéa permaneceu na presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

João Alberto é reconduzido ao cargo de presidente do MDB maranhense

MDB escolhe novo Diretório Estadual no Maranhão

O Movimento Democrático Brasileiro definiu a composição do Diretório Estadual no Maranhão na tarde de sexta-feira (5). A eleição aconteceu na sede do partido, no São Francisco, em São Luís e o senador João Alberto foi reeleito presidente.

O diretório ainda vai contar com o deputado estadual, Roberto Costa, como 1° vice-presidente; Hildo Rocha, como 2º vice-presidente e Victor Mendes, como 3º vice-presidente. Remi Ribeiro foi eleito para a secretaria do partido e Francisco Soares, como secretário adjunto. Assis Filho foi eleito 1º tesoureiro e Welington Gouveia como 2º.

A eleição do MDB foi classificada como uma derrota para o deputado federal Hildo Rocha que tentou disputar o cargo de presidente, mas viu o grupo ligado ao ex-senador João Alberto e ao deputado estadual Roberto Costa sair vencedor.

Assis Ramos desperta a ira do grupo Sarney após sua saída do MDB

O prefeito Assis Ramos, de Imperatriz, anunciou sua filiação ao DEM e despertou a ira do MDB

A jornalista Denise Rothenburg afirmou, em sua coluna no Jornal Correio Brasiliense, que o grupo Sarney está irritado com o prefeito de Imperatriz, Assim Ramos. De acordo com a reportagem, “enquanto o presidente Jair Bolsonaro conversa com os partidos em busca de apoio, o DEM aproveita a estrutura que já tem montada no Executivo para conquistar postos estratégicos em troca de recursos federais. Esta semana, o partido integrou aos seus quadros os prefeitos de Curitiba, Rafael Grecca; de Chapecó, Luciano Buligon, e o de Imperatriz, Assis Ramos, que vem do MDB. Aí, o “bicho pegou”. O comando do MDB, leia-se o grupo do ex-presidente José Sarney, está uma fera. E essa briga é apenas o começo”.

De acordo com a matéria, “Assis não esconde o que o levou a trocar de partido. Nas redes sociais de emedebistas maranhenses, avisou que estava saindo da legenda e do grupo de WhastApp, com a seguinte mensagem: “Como governar Imperatriz sem a ajuda do governo federal? Antes, eu tinha dois senadores que me ajudavam muito, Edison Lobão e João Alberto, com isso a cidade não sentia tanto a falta de apoio do governo estadual. O DEM é um partido forte e independente, possui vários ministros, inclusive o da Saúde, nosso principal gargalo. Vocês acham que consegui os recursos para reformar o socorrinho de forma tão rápida como? Claro, através do ministro da Saúde, que é do DEM. Enfim, penso mesmo é na cidade”, republicou a jornalista parte da nota do prefeito Assis.

João Alberto deve ser reconduzido à presidência do MDB

A briga interna se estende há vários meses com troca de farpas entre os pretendentes. A continuação de João Alberto pode ser a forma da legenda não sair mais desgastada

Diante da falta de entendimento sobre a presidência do diretório estadual do MDB entre os grupos liderados pelo deputado federal Hildo Rocha e o deputado estadual Roberto Costa, o atual presidente, ex-senador João Alberto, deve ser reconduzido ao cargo nesta sexta-feira (5).

A briga interna se estende há vários meses com troca de farpas entre os pretendentes. A continuação de João Alberto pode ser a forma da legenda não sair mais desgastada.

Nos últimos anos, o MDB sofreu grandes derrotas, teve a diminuição das bancadas na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, perdeu duas vagas no Senado Federal e está fora da administração estadual deste o fim de 2014 com a eleição de Flávio Dino (PCdoB).

Prefeito de Imperatriz anuncia filiação ao DEM


MDB perde o prefeito da segunda maior cidade do Maranhão

Assis Ramos, prefeito de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, anunciou, por meio das redes sociais, sua filiação ao Democratas. O anúncio aconteceu na presença do deputado federal e presidente do DEM no Maranhão, Juscelino Filho; da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e do prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente nacional da legenda.

“O DEM busca fortalecer-se nacionalmente, reposicionando-se estrategicamente em todas as grandes cidades brasileiras. Ontem foi a vez da filiação do prefeito de Curitiba, em Brasília. Na segunda semana do mês de maio deverá ser o ingresso oficial de Assis Ramos, em Imperatriz, em acontecimento que poderá contar com as presenças de ACM Neto, prefeito de Salvador, além das lideranças estaduais, capitaneadas pelo deputado federal Juscelino Filho, presidente estadual da sigla”, escreveu Assis.

Com a saída de Assis Ramos, o MDB perde seu prefeito com maior papel de destaque no estado.

MDB do Maranhão marca para próximo dia 5 de abril sua eleição para presidente

A eleição do próximo mês vai escolher além presidente, delegados e os membros da executiva estadual

O diretório estadual do MDB no Maranhão marcou, para o próximo dia 5 de abril, a eleição interna que escolherá o próximo presidente. O mandato do ex-senador João Alberto chega ao fim e a legenda encontra-se em um pé de guerra para a escolha do novo presidente.

Marcada para dezembro, a eleição para o diretório estadual teve que ser adiada para conter os ânimos dos dois grupos que disputam o comando da legenda.

O deputado federal Hildo Rocha deve disputar a eleição com o apoio da família Sarney, já o deputado estadual Roberto Rocha conta com o apoio do senador João Alberto e da ala jovem do partido. Ambos já trocaram farpas nas redes sociais e em veículos de comunicação.

A eleição do próximo mês vai escolher além presidente, delegados e os membros da executiva estadual.

Enfraquecido após as últimas derrotas eleitorais, o MDB caminha para esta eleição interna menor do que entrou e mais dividido.

MDB cada vez mais dividido

Após a eleição de 2014, o partido comandado pela família Sarney viu seu domínio ser reduzido drasticamente

Em outrora, esbanjando o comando do governo do Estado, duas vagas no Senado Federal e várias cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, o MDB passou a viver dias difíceis e segue, cada vez mais, dividido.

Após a eleição de 2014, o partido comandado pela família Sarney viu seu domínio ser reduzido drasticamente, além de perder o papel de protagonista na política maranhense. A maré de azar é refletida na eleição para o comando estadual que pode ser realizada ainda este mês.

O atual presidente, o ex-senador João Alberto, já admite a possibilidade de antecipar a convenção do MDB por causa das trocas de farpas entre os postulantes ao cargo. As duas correntes partidárias, não escondem para ninguém a richa e evidenciam que a disputa vai ser acirrada.

Na disputa está o deputado federal Hildo Rocha que conta com o apoio da família Sarney, enquanto Roberto Costa é apoiado por Alberto.

Roberto Costa conta com o apoio da ala jovem do MDB, enquanto Hildo Rocha tem o aval da ex-governadora Roseana. A disputa promete movimentar todas as instâncias partidárias e pode acabar até mesmo na saída de algumas lideranças.

Bolsonaro indica senador do MDB para ser líder do governo

A indicação sinaliza uma aproximação do governo com o MDB, que tem 13 senadores e é a maior bancada do senado

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser líder do governo no Senado Federal.

Bezerra Coelho ocupou a mesma função entre agosto e dezembro do ano passado, durante os últimos meses do governo de Michel Temer. A indicação sinaliza uma aproximação do governo com o MDB, que tem 13 senadores e é a maior bancada do senado.

Bezerra Coelho também foi ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff (PT). 

A indicação tinha o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ambos do DEM.