Há dois meses da fraude no Senado, Roberto Rocha ainda não entregou relatório da investigação


Até hoje, ninguém explicou como surgiram 82 votos — são 81 senadores.

O Antagonista

Há dois meses, Davi Alcolumbre era eleito presidente do Senado.

Até hoje, ninguém explicou como surgiram 82 votos — são 81 senadores.

O corregedor da Casa, Roberto Rocha, chegou a dizer que a perícia das imagens seria concluída na semana anterior ao carnaval. Pois é.

Roberto Rocha investe na aproximação com Bolsonaro

Ciente das várias dificuldades, o senador Roberto Rocha, tenta de todas as formas, se apegar ao presidente Jair Bolsonaro

Candidato derrotado na disputa para o Governo do Maranhão, o senador Roberto Rocha luta por sua sobrevivência política. Já na metade do seu mandato, ele precisa agir para não olhar seu prestígio diminuir mais ainda nos próximos quatro anos.

Com um desempenho vergonhoso, o PSDB saiu das eleições de 2018 bem menor do que entrou e o fator “Roberto Rocha” ameaça ainda mais fazer com que o partido tenha mais resultados negativos nas eleições de 2020.

Ainda quando era presidido pelo vice-governador Carlos Brandão, o PSDB contava com deputados estaduais e federais, 29 prefeitos e várias dezenas de vereadores por várias cidades maranhenses. Hoje o partido perdeu sua militância e vislumbra um futuro não tão animador.

Ciente das várias dificuldades, o senador Roberto Rocha, tenta de todas as formas, se apegar ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), certamente, sua única forma de sobreviver politicamente. Uma aproximação com o PSL para a disputa pela prefeitura de São Luís em 2020, seria a forma de selar essa parceria e agradar o presidente.

Os próximos meses serão cruciais para o senador, tendo em vista que é necessário votar a favor do governo Bolsonaro para ter prestígio em Brasília, mas as ações podem não agradar tanto o eleitorado maranhense.

MDB cada vez mais dividido

Após a eleição de 2014, o partido comandado pela família Sarney viu seu domínio ser reduzido drasticamente

Em outrora, esbanjando o comando do governo do Estado, duas vagas no Senado Federal e várias cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, o MDB passou a viver dias difíceis e segue, cada vez mais, dividido.

Após a eleição de 2014, o partido comandado pela família Sarney viu seu domínio ser reduzido drasticamente, além de perder o papel de protagonista na política maranhense. A maré de azar é refletida na eleição para o comando estadual que pode ser realizada ainda este mês.

O atual presidente, o ex-senador João Alberto, já admite a possibilidade de antecipar a convenção do MDB por causa das trocas de farpas entre os postulantes ao cargo. As duas correntes partidárias, não escondem para ninguém a richa e evidenciam que a disputa vai ser acirrada.

Na disputa está o deputado federal Hildo Rocha que conta com o apoio da família Sarney, enquanto Roberto Costa é apoiado por Alberto.

Roberto Costa conta com o apoio da ala jovem do MDB, enquanto Hildo Rocha tem o aval da ex-governadora Roseana. A disputa promete movimentar todas as instâncias partidárias e pode acabar até mesmo na saída de algumas lideranças.

Roberto Rocha reconhece sucesso do Carnaval de Todos

Ele usou suas redes sociais para parabenizar a festa popular maranhense que, a cada ano, se supera e leva diversos foliões às ruas de São Luís

O senador maranhense Roberto Rocha (PSDB) deixou seu orgulho de lado e resolveu reconhecer o sucesso do Carnaval de Todos 2019, realizado pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Luís. Ele usou suas redes sociais para parabenizar a festa popular maranhense que, a cada ano, se supera e leva diversos foliões às ruas de São Luís.

“Mesmo sem passar o carnaval em São Luís, porque aproveitei o feriado para descansar com a família nos Lençóis Maranhenses, tomei conhecimento do belo carnaval na capital. Parabéns ao Governo do Estado”, escreveu Rocha.

Cerca de 500 mil pessoas passaram pelos circuitos oficiais do Carnaval de Todos em São Luís, de acordo com a Secretaria de Estado da Cultura. Beira Mar, Madre Deus, Ceprama e Pracinha da Lagoa foram os locais da festa.

“Fizemos o maior carnaval da história do Maranhão. Agradeço à população, aos artistas e grupos culturais, à Secretaria de Cultura liderada por Diego Galdino, à Secretaria de Segurança e aos policiais, à Prefeitura de São Luís e aos demais parceiros públicos e privados”, comentou o governador Flávio Dino após a festa.

O local que mais reuniu multidões foi o Circuito Beira Mar, criado em 2017. O espaço tem crescido ano a ano e já se tornou referência para o Carnaval.

Roberto Rocha sai em defesa de Flávio Bolsonaro

Rocha afirmou que cabe a Bolsonaro, como pai, sustentar a presunção de inocência do filho

O senador Roberto Rocha (PSDB) saiu em defesa do senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Rocha afirmou que cabe a Bolsonaro, como pai, sustentar a presunção de inocência do filho.

Flávio Bolsonaro é figura no noticiário nacional desde que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador eleito, movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”.

O senador Roberto Rocha comentou com O Antagonista que o presidente “foi levado do remanso da política de efeitos retóricos e morais para o alto mar da política real, onde até o silêncio tem significados”.

“Agora pedem que ele jogue o filho ao mar para não comprometer a embarcação do governo”, emendou.

“Sem entrar no mérito do caso, creio que lhe cabe, como pai, sustentar a presunção de inocência do filho. Não do político, ou do senador, mas do próprio filho. Não por princípio jurídico, mas pelo valor sagrado da confiança entre pai e filho”, defendeu o tucano.

Aproximação de Roberto Rocha com família Bolsonaro mira apenas projetos pessoais do senador

A aproximação de Roberto Rocha com Flávio Bolsonaro já causa ruídos no PSL local e os políticos da legenda já estão com os olhos bem abertos

Após o discurso que a mudança do PSB para o PSDB se daria para o fortalecimento da sigla no estado e com os resultados vergonhosos da eleição de outubro, em que a legenda saiu menor do que entrou na campanha, o senador e presidente do PSDB no Maranhão, Roberto Rocha, ao que tudo indica, já tem um novo plano traçado. O PSDB do Maranhão, certamente, não está em primeiro plano.

O senador eleito graças a coligação do governador Flávio Dino (PCdoB) passou os últimos meses se dedicando a aproximar-se da família Bolsonaro.

Após o primeiro turno, Roberto Rocha conseguiu entrar na casa do então candidato Jair Bolsonaro e tirar uma foto. Sem sucesso mesmo após o encontro, o senador agora mira na aproximação com o filho e recém senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

Mas o que faria Roberto Rocha tão estar tão empenhado pela aproximação com a família Bolsonaro, ao invés de tentar debater o PSDB após os resultados fraquíssimos após a eleição?

A resposta é simples, a eleição para a prefeitura municipal de São Luís.

Roberto Rocha já saiu derrotado da eleição de 2016 e 2018, uma possível vitória em 2020, seja com a candidatura de seu filho Roberto Júnior ou com outro nome, garantiria a chegada em 2022 em uma situação mais tranquila. Vale informar que o mandato como senador acaba em 2022.

A aproximação de Roberto Rocha com Flávio Bolsonaro já causa ruídos no PSL local e os políticos da legenda já estão com os olhos bem abertos.

Senadores Roberto Rocha e Edison Lobão votam pelo aumento a ministros do STF

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra

Contrariando a vontade do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e da maioria da população que se mobilizou por meio das redes sociais, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (7), o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluído na pauta sem acordo com os líderes. Entre os 41 votos favoráveis, estão os dos senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (MDB).

Considerado o teto do funcionalismo, a remuneração passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais. Os dois projetos de lei que previam os aumentos já haviam sido aprovados na Câmara dos Deputados e agora seguem para a sanção presidencial.

Pela manhã, Bolsonaro havia manifestado preocupação com a votação em momento de ajuste de contas, em que tenta mobilizar o parlamento e aproveitar a popularidade das urnas para emplacar a reforma da Previdência. Antes da votação, o presidente eleito havia dito que “obviamente não é momento” para provocar o reajuste. “Vejo com preocupação essa iniciativa”, disse. “Estamos em uma fase que, ou todo mundo tem ou ninguém tem. E o Judiciário é o mais bem aquinhoado”.

Cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado apontam que o “efeito cascata” para os demais Poderes da União e os Estados pode ser de cerca de R$ 4,1 bilhões. Segundo o senador Ricardo Ferraço, que votou contra o projeto, o impacto nas contas pode chegar a R$ 6 bilhões. O reajuste terá um efeito em cascata para a União e, sobretudo, para os Estados, que já enfrentam grave crise financeira e correm risco de insolvência por causa do comprometimento de receitas com o pagamento da folha de pessoal.

Os votos de Roberto Rocha e Edison Lobão mostram que ambos os senadores não estão preocupados com o momento de crise que o país se encontra, muito menos pesam que o reajuste pode prejudicar o orçamento do Maranhão, já que é a brecha para que aumentos de outros servidores sejam aprovados.

Nem na melhor das hipóteses, Roberto Rocha seria ministro no governo Bolsonaro

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades

Não se sabe por quem o assunto foi levantado, mas a hipótese do senador Roberto Rocha assumir um cargo no futuro governo Bolsonaro é quase nula.

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades, mas o mesmo já foi anunciado como um dos que vão ser extintos no próximo governo. A redução do número de ministérios faz parte da estratégia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para enxugar a máquina pública.

Outra questão é que os cargos do primeiro escalão serão ocupados por pessoas com nível técnico. Ministros que precisarão ter grande conhecimento para cada área.

O terceiro ponto é que, mesmo tendo declarado voto no segundo turno para Bolsonaro, o senador Roberto Rocha está ainda muito distante dos homens de confiança do presidente eleito e, certamente, Bolsonaro vai contemplar pessoas mais próximas a ele com cargos de confiança.

Se o objetivo é ter espaço no próximo governo é melhor Roberto Rocha ir se contentando em apenas ter suas pautas ouvidas, pois, após o fracasso nas urnas em 2018, ele precisará suar bastante para ganhar um espaço ao Sol.

De nanico, PSL se torna cobiçado por políticos maranhenses

A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla

Quem pensou que a disputa pelo comando do PSL no Maranhão estivesse resumida apenas ao presidente da legenda, o vereador Francisco Carvalho, e à ex-candidata ao governo do Estado, Maura Jorge, está enganado. A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla.

A disputa começou ainda na pré-campanha, quando já era dada como certa a candidatura do coronel reformado José Ribamar Monteiro, hoje no PHS. Com uma articulação via nacional, Maura Jorge chegou ao PSL e os problemas com o presidente estadual da legenda, Chico Carvalho, só aumentaram.

Após os resultados das urnas no primeiro turno, com o desempenho de Jair Bolsonaro e com o número expressivo de deputados federais eleitos e senadores – o que interfere diretamente no tempo de TV e rádio, além dos recursos do Fundo Partidário – mais políticos passaram a cortejar o partido.

Só nos últimos dias, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o senador Roberto Rocha (PSDB) visitaram o presidenciável Jair Bolsonaro. O candidato já teve declarações de apoio de vários integrantes do grupo Sarney, como a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão.

Os nomes dos deputados federais eleitos Eduardo Braide e o pastor Gildenemyr, eleitos pelo PMN, sigla que não passou pela cláusula de barreira, já são cotados para ingressar no partido.

A disputa pelo diretório do PSL da capital São Luís também já está bem acirrada. Nomes como o do deputado estadual eleito Pará Figueiredo e do ex-vereador Fábio Câmara já são ventilados por apoiadores na disputa pelo diretório.

Mesmo que ainda esteja em andamento, a eleição de 2018 não terminou, mas já acirra os ânimos de membros do partido de Jair Bolsonaro para os próximos anos.