Fernando Henrique, um ‘patrono da frente ampla’ de Flávio Dino

O cacique tucano tem aproximado o comunista de lideranças da velha direita

Blog do Esmael

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, segue empolgado com o governador comunista do Maranhão Flávio Dino. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, FHC tem sido um interlocutor constante de Dino.

O cacique tucano tem aproximado o comunista de lideranças da velha direita. Na segunda-feira (21), foi a vez de FHC apadrinhar o encontro entre Dino e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), que tem comandado uma agressiva política de ajuste fiscal no Rio Grande do Sul, penalizando o funcionalismo estadual.

Rodovias maranhenses recebem serviços de restauração e melhoram o fluxo nas estradas

Mais de 50 trechos fazem parte das ações, que acontecem de modo integrado, para garantir a mobilidade em diferentes regiões do estado.

As frentes de serviços do Governo do Maranhão continuam trabalhando na conservação e manutenção das rodovias do estado através do cronograma elaborado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), priorizando importantes vias de interligação. Mais de 50 trechos fazem parte das ações, que acontecem de modo integrado, para garantir a mobilidade em diferentes regiões do estado.

Na microrregião do Pindaré, a MA-008, do trecho que liga Zé Chicão ao município de Vitorino Freire, os serviços de restauração da rodovia estão avançados e chegaram ao status de 95% de execução garantindo tráfego com qualidade e segurança para a população. Além disso, quem precisa se deslocar de Vitorino Freire até Paulo Ramos, pela MA-119, já pode usufruir de uma rodovia completamente restaurada. As equipes trabalharam na troca do antigo pavimento, reforçando a camada asfáltica em pontos críticos e melhorando o acesso entre os dois municípios.

Na região do Gurupi, os municípios de Carutapera e Cândido Mendes, interligados pela MA-101 e MA-206, também recebem serviços de manutenção para a recuperação do pavimento e drenagem. A MA-034, uma das importantes vias da Baixada Maranhense, recebe melhoramento em vários trechos. Do povoado Descanso até o município de Coelho Neto, os trabalhos estão com mais de 50% executados, e continuam recebendo serviços de restauração na via e no acostamento. Na região Oeste, os serviços avançam na implantação da MA-119, ligando os municípios de Altamira do Maranhão até Santa Luzia do Tide. A via tem recebido investimentos para ter uma nova pavimentação. Mais de 70% dos trabalhos já foram realizados no local.

Depois de encontrar Lula, Flávio Dino visita FHC e dá sinais de sua candidatura presidencial

Dino tem defendido que para derrotar Bolsonaro será necessário criar uma frente ampla

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) esteve reunido com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Dino esteve no sábado num encontro com o ex-presidente Lula e, na ocasião, foi muito elogiado por ele. Entre outras coisas, Lula disse que tinha “orgulho em contar com o apoio e solidariedade de um homem do Direito que, de quebra, teve a coragem de abandonar a toga pra fazer política”. A frase foi uma provocação clara ao juiz Sérgio Moro, que o condenou e depois se tornou ministro da Justiça de Bolsonaro.

Dino já é dado no PCdoB como pré-candidato à presidência da República. Seu governo no Maranhão é muito bem avaliado e conta com uma ampla frente de partidos que inclui o DEM, Progressistas, Republicanos, Solidariedade, entre outros.

Dino tem defendido que para derrotar Bolsonaro será necessário criar uma frente ampla e a visita a FHC e Lula em questão de dias parece ser um sinal do quão ampla ele imagina que deva ser esta frente.

O governador também esteve na redação de O Estado de S. Paulo e foi a um encontro da Vetor Brasil, onde participou de um debate com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Com essa movimentação, Dino vai construindo e ocupando um espaço de centro-esquerda que até o momento estava reservado ao PT e a Ciro Gomes.

Governador Flávio Dino participa de debate sobre gestão pública em São Paulo

O evento foi realizado pela Vetor Brasil, que atua na área e mantém parceria com o governo estadual.

Os desafios de promover a gestão pública em equilíbrio com as diretrizes da política foi a pauta de debate com participação do governador Flávio Dino, na manhã desta segunda-feira (20), em São Paulo. O governador pontuou as estratégias do Governo do Maranhão e práticas da boa gestão no exercício de governo em setores como saúde, educação, infraestrutura, segurança e outros. Na plateia, empresários, investidores e especialistas em gestão pública. O evento foi realizado pela Vetor Brasil, que atua na área e mantém parceria com o governo estadual.

Na abertura da fala, o governador Flávio Dino tratou brevemente da parceria com a Vetor Brasil e os benefícios para o Maranhão, pontuando que a instituição é uma grande parceira do Governo e tem contribuído na formação de recursos humanos para o Estado. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participou do debate e destacou sua trajetória política, a importância em manter parcerias e a relação política e gestão pública.

O governador Flávio Dino respondeu questionamento sobre sua liderança política e de gestão, segundo ele, fruto das experiências vividas na carreira jurídica, no parlamento político e agora, no Poder Executivo. “Esse conjunto solidificou crenças e destaco que não se é bom gestor sem a experiência política. Estas devem andar de mãos dadas e com coerência. E não há evento favorável àquele que não sabe onde quer chegar. É preciso ter projetos e objetivos”, explicou.

Durante o debate, o governador respondeu questionamentos em áreas de interesse social e pontuou a visão da gestão de Governo no Maranhão. Na educação, Flávio Dino destacou estratégias para o desenvolvimento do setor, após sua gestão. Citou o programa estadual Escola Digna, melhoria nos índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), entre outras iniciativas. “Queremos garantir que as políticas de educação sejam apropriadas retoricamente e que se mantenham. Para isso, é preciso que haja resultados. Queremos manter a trajetória de crescimento”, frisou.

O Governo do Estado e a organização não-governamental Vetor Brasil mantêm parceria em projetos diversos, desde 2016. A Vetor Brasil possui mais de 450 profissionais públicos alocados em 40 governos de todas as regiões do país. A ONG capta, pré-seleciona e desenvolve os profissionais públicos. O Maranhão é o estado com maior número de trainees de gestão pública, com 84 alocados.

Orlando Silva critica fala de Lula sobre PCdoB

Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB

O ex-ministro Orlando Silva (PCdoB-SP) não gostou da avaliação do ex-presidente Lula feita durante entrevista à rede TVT na quarta-feira (15). Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB com “frases absolutamente dispensáveis”.

As pérolas: ‘O PT é um partido muito grande se comparado ao PCdoB’; ‘É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso’; e ‘É muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT’. As mesmas frases ditas por um analista político dispensariam qualquer comentário. Mas, sendo proferidas por Lula, merecem atenção”, diz em trecho do texto do parlamentar.

Orlando também afirma que não vê como positivos os elogios do ex-presidente Lula ao governador do Maranhão, Flávio Dino. “O elogio do presidente Lula a Flávio Dino é como um ‘abraço de urso’. Daí ser adequado Flávio saber o ponto exato de proximidade – ou será esmagado”, afirmou.

“O presidente Lula considerar difícil a eleição de um comunista para presidente não surpreende – afinal, ele considerava impossível uma vitória para o governo do Maranhão. Flávio Dino foi eleito e reeleito governador sem seu apoio. Mas qual a utilidade de reforçar a retórica anticomunista?”, escreveu

Lula admite possibilidade de apoiar Flávio Dino para presidente da República em 2022

O ex-presidente admitiu a possibilidade de apoiar o governador Flávio Dino para presidente da República em 2022

Em entrevista para a Rede TV,  o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva admitiu possibilidade de apoiar a pré-candidatura do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na disputa pela Presidência da República de 2022.

Em resposta à Juca Kfouri, Lula disse “Admito, como não? O PCdoB já me apoiou quatro vezes. A dificuldade que você tem de responder uma pergunta dessas, e eu não tenho mais, é que se você tiver um jornalista ou um jornal qualquer que vai assistir ao nosso programa, ele vai dizer assim ‘Lula vai apoiar o Flávio Dino’. Eu gosto do Flávio Dino. Acho ele uma figura competente, um companheiro da maior lealdade comigo em todos os meus processos. Eu tenho por ele um apreço extraordinário”.

Para Lula, porém, o governador terá dificuldades em se eleger pelo PCdoB. “É difícil. O Dino sabe disso. Eu vou dizer para você, é muito difícil você imaginar eleger alguém de esquerda sem o PT”, disse.

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Flávio Dino vai do MST a Luciano Huck

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo

Estadão

Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Flávio Dino, governador do Maranhão: ‘O centro é essencial para a esquerda em 2020’

Em entrevista ao GLOBO, Dino também afirmou que ainda “há inúmeros caminhos a serem percorridos” até as próximas eleições presidenciais e explicou seu encontro com Luciano Huck

O Globo

Filiado ao PCdoB e reeleito com uma aliança de 16 partidos, o governador do Maranhão, Flávio Dino, defende uma frente ampla para superar a polarização nas eleições municipais deste ano — ele projeta que a divisão entre o bolsarismo e o lulismo ficará “bastante viva” durante a disputa pela preferência dos brasileiros.

Em entrevista ao GLOBO, Dino também afirmou que ainda “há inúmeros caminhos a serem percorridos” até as próximas eleições presidenciais, em 2022, e explicou seu encontro com o apresentador Luciano Huck (a reunião gerou reação em setores da esquerda): “O fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar”.

Como será a atuação dos partidos de esquerda e do PCdoB nas eleições municipais deste ano?

A eleição de 2020 será um teste para todos os partidos porque será a primeira eleição na História sem coligações para vereadores. Claro que para os partidos que têm desempenhos eleitorais menores, o desafio é ainda maior. Nós estamos investindo em chapas próprias. De um modo geral, especialmente no Maranhão, eu vou participar e vou apoiar os candidatos do partido e das legendas aliadas, que no nosso estado são 16 (entre elas DEM, PT, PP, PR, Solidariedade e PRB). Nacionalmente, de acordo com as alianças que o PCdoB fizer, estou à disposição.

Como não repetir o fracasso de 2018 nas urnas?

É fundamental que tenhamos espírito de humildade e de diálogo. Muita abertura para promover uniões entre o campo da esquerda, o campo progressista, e também alcançando forças políticas que estão externas ao nosso campo, como os setores liberais, chamados de partidos de centro. A meu ver, eles são essenciais para que a gente possa ter vitórias eleitorais importantes em 2020.

O antipetismo pode atrapalhar uma frente ampla?

As alianças partidárias e políticas são fundamentais porque são expressões de segmentos da sociedade. Quando você rejeita ou hostiliza partidos ou lideranças está, na verdade, hostilizando segmentos sociais que são representados por esses partidos. É evidente que você não pode perder identidade. Tem que ter identidade e lucidez programática. Com base numa identidade definida, quem quiser apoiar esse programa, no nosso caso, voltado ao combate de desigualdade, distribuição de renda e defesa dos direitos dos mais pobres, pode somar. Não vamos inverter uma situação de perda de espaço e transformar isso em um ciclo de novas vitórias se tivermos um sentimento isolacionista.

Como superar esse sentimento?

O ano de 2018, de fato, foi um momento muito difícil para o nosso campo político porque viemos de uma sequência de derrotas, sobretudo após a votação do impeachment da presidente Dilma (Rousseff). Houve uma sequência de dificuldades agudas, que já se manifestaram nas eleições de 2016, quando perdemos prefeituras importantes, a exemplo de São Paulo. O pior momento foi 2018. Minha expectativa neste ano é de recuperação. Nossos resultados eleitorais serão melhores do que o que tivemos na eleição municipal anterior. O desgaste do próprio governo Bolsonaro contribui para isso. Estamos chegando ao quinto ano que estamos fora do governo, desde o impeachment, e vemos que persistem problemas gravíssimos econômicos e sociais, a exemplo do desemprego.

Bolsonaro e Lula serão os principais cabos eleitorais desta eleição?

Sem dúvida, o bolsonarismo e o lulismo são correntes políticas hegemônicas na vida brasileira atualmente. A polarização do segundo turno das eleições de 2018 ficará bastante viva em 2020. É claro que são 5.570 cidades no Brasil e há também fatores locais. É da natureza da eleição municipal que esses fatores tenham predominância, mas, sobretudo nas grandes cidades, essa clivagem nacional terá grande relevância eleitoral.

O senhor se reuniu com o apresentador Luciano Huck. Há alguma perspectiva de aliança política?

Eu tive uma reunião com o Luciano Huck e gostei muito. Achei positiva a preocupação que ele tem de estudar os problemas do Brasil, refletir. Ele tem tratado muito sobre temas ligados ao combate à desigualdade. É claro que ele se situa em outro campo político. Não é um quadro, uma liderança, que busca se construir na esquerda. Mas o fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar. Mantive essa reunião e vou continuar mantendo, como tenho quase semanalmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para troca de ideias. Devemos conversar com aqueles que neste momento nos ajudem na defesa do estado democrático de direito. Não houve nenhum tipo de debate com o Huck, nem da minha parte, nem da parte dele, sobre a eleição de 2022 por uma razão prática: estamos em 2020. Seria um debate destituído de objetividade, uma vez que daqui até lá há inúmeros caminhos a serem percorridos.

Setores da esquerda reagiram à sua reunião com Huck. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o senhor estará com Lula ou Haddad.

Eu prefiro o Luciano Huck conversando comigo do que conversando com o Bolsonaro. Sobre a declaração do deputado Paulo Teixeira, achei um gesto simpático, de respeito, amizade, até por causa da história de aliança que temos com o PT desde 1989, desde a primeira candidatura de Lula. É normal que o nosso candidato preferencial seja o PT, assim como outros partidos de esquerda como o PSB, o PDT. Defendo uma frente orgânica, uma reorganização da esquerda, e é claro que só é possível imaginar isso com o PT, jamais contra o PT, mas sem que haja uma imposição de liderança A ou B ou de partido A ou B.

Porto do Itaqui cresce 12% e amplia mercados

O Porto do Itaqui chegou a marca de 25,2 milhões de toneladas de cargas movimentadas, a maior de sua história

O Porto do Itaqui cresceu 12% em 2019, com 25,2 milhões de toneladas de cargas movimentadas, a maior marca de sua história. Além do aumento nos volumes, com destaque para os granéis líquidos, que tiveram alta de 24% em relação a 2018, o ano foi marcado pela ampliação de destinos no mercado externo e fortalecimento da importância do porto público do Maranhão como exportador do Arco Norte do Brasil.

As operações com granéis sólidos chegaram às 15,8 milhões de toneladas e o milho foi a carga que mais cresceu, 164% acima do que no ano anterior, com 3 milhões de toneladas movimentadas. O volume enviado para a África cresceu seis vezes, superando a Europa como principal destino. Outros 12% do volume total de milho escoado pelo Itaqui – mais de 350 mil toneladas – chegaram a novos destinos neste último ano, como Irlanda, Japão e Israel.

Entre os estados originários de carga, o Maranhão dobrou o volume de milho exportado e o Mato Grosso seguiu na liderança, com 2 milhões de toneladas, quase 60% do volume movimentado no ano.

No conjunto das principais cargas importadas, a movimentação de entreposto de combustíveis obteve volume 80% maior do que em 2018, com 3,5 milhões de toneladas movimentadas. As operações com manganês registraram aumento de 217% e as cargas de fertilizantes cresceram 11%, ultrapassando os 2 milhões de toneladas.

Para este ano a perspectiva é de mais crescimento, com a entrada em operação da segunda fase do Tegram, da expansão de tancagem da Ultracargo e do novo terminal de fertilizantes, além do início das obras do terminal de celulose da Suzano, que prevê gerar 450 empregos diretos.

O Tegram deve dobrar a capacidade de exportação para 14 milhões de toneladas/ano. Com a nova estrutura, a Ultracargo deve aumentar em, no mínimo, 48 mil metros cúbicos a capacidade atual de armazenamento e o terminal da COPI – Companhia Operadora Portuária do Itaqui, que deve iniciar as operações até dezembro, estima movimentar 3,5 milhões de toneladas de fertilizante/ano, com logística integrada à malha ferroviária da Norte-Sul.

Conforme anunciado, deve ir a leilão pelo Governo Federal no primeiro semestre o arrendamento de quatro novos terminais de combustíveis, investimento estimado em R$ 450 milhões, vai dobrar a capacidade de armazenamento do Itaqui até 2021.