Othelino Neto decreta luto oficial na AL pelas vítimas da Covid-19 no Brasil

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), decretou, neste domingo (9), luto oficial de três dias em memória das mais de 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.

O parlamentar se  solidarizou com as famílias que perderam seus entes para a doença e lamentou a triste marca alcançada esta semana.

“Chegamos a esta triste marca no país. E neste momento de dor, lamento a perda de cada uma das vidas brasileiras ceifadas por essa doença. São mais de 100 mil vidas que importam muito. Que Deus possa confortar o coração das pessoas que perderam alguém do seu convívio em razão da Covid-19”, declarou Othelino Neto.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, o total de óbitos registrados é de 100.240, com 2.988.796 casos da doença. A luta dos brasileiros começou em março, quando foi registrada a primeira morte. Desde então, a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde, Secretarias de Estado da Saúde e demais órgãos competentes da área se mobilizaram em prol do isolamento social, no intuito de todos seguirem as medidas de biossegurança necessárias, na tentativa de minimizar os riscos de contágio pelo novo coronavírus.

Maranhão é o estado com maior queda nos casos de Coronavírus

Durante coletiva virtual, realizada na última sexta-feira (7), novos dados apresentados pelo governador Flávio Dino apontam que o Maranhão vem se destacando a nível nacional no combate ao novo Coronavírus.

O Maranhão é o estado brasileiro que está a mais tempo com o indicador de transmissão de contágio abaixo de 1, ou seja, significa que a média de pessoas contaminadas por um infectado está abaixo de uma, indicando redução no ritmo da epidemia, segundo estudo.

“Esse é um resultado que demonstra o nosso esforço sério, comprometido e dedicado em salvar vidas no nosso estado. Além disso, hoje consolidamos a conquista de casos ativos abaixo de 10 mil. Esse também é um indicador importante para o Maranhão”, disse Flávio Dino.

Além desses dados, o governador destacou que o Maranhão é um dos estados que apresenta maior redução no número de óbitos do país. Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, a ocupação dos leitos de UTI estava em 39,90%, enquanto os leitos clínicos registraram taxa de ocupação de 22,86%.

Educação
Na coletiva, o governador apresentou números sobre a educação durante o período da pandemia. Ao todo, já foram 444 aulas gravadas em vídeo ou rádio; mais de 230 mil estudantes assistem às aulas não presenciais; foram distribuídos 90 mil chips com pacote de internet aos alunos da rede estadual como suporte às aulas online e foram impressos mais de 90 mil materiais do “Terceirão não tira férias”.

A coletiva foi encerrada com a apresentação de números sobre as ações de fiscalização da Vigilância Sanitária e do Procon em todo o Maranhão.

De março a julho foram feitas mais de 3 mil ações de fiscalização da Vigilância Sanitária, 633 termos de intimação, 145 autos de infração e 6 interdições sanitárias. Pelo Procon, foram feitas, de março a agosto, mais de 800 ações de fiscalização, 90 sanções e mais de R$ 5,5 milhões em sanções.

Fundação recebe R$ 100 milhões para produção de vacina contra Covid-19

Em nota divulgada na página da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi anunciado o recebimento de R$ 100 milhões em doação de um grupo de empresas para investir na produção de vacina contra a Covid-19, que será desenvolvida pela Universidade de Oxford, por meio do acordo com a AstraZeneca.

Em função da grande demanda de testes que a nova vacina irá gerar, a doação também auxiliará na expansão de controle de qualidade e na realização dos testes do imunizante, desde a sua primeira fase de incorporação, que consiste no recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem), dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo.

A doação de R$ 100 milhões foi feita pelas empresas Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation. Será formado um comitê composto por todas as empresas e fundações para acompanhar as iniciativas.

Zé Inácio propõe cadastro étnico-racial de pacientes com a Covid-19

De acordo com o documento essas informações serão utilizadas para a produção de dados e realização de estudo ou investigação epidemiológica sobre a infecção

O deputado estadual Zé Inácio protocolou indicação solicitando a obrigação dos órgãos e instituições de saúde de promover o registro e cadastramento de dados relativos a marcadores etnico-raciais, idade, gênero, condição de deficiência e localização dos pacientes por eles atendidos em decorrência de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid19) no estado do Maranhão.

De acordo com o documento essas informações serão utilizadas para a produção de dados e realização de estudo ou investigação epidemiológica sobre infecção, mortalidade e para a prestação de informações sobre a Covid-19 no estado do Maranhão.

“Com a presente proposição legislativa, buscamos contribuir para superar a escassez de análise e interpretação de dados étnico-raciais, de gênero e de localização no estudo de epidemias no Maranhão. A importância de pesquisas epidemiológicas que incluam tais recortes se apresenta, pois, não somente na análise sobre a disseminação da doença, mas principalmente na compreensão do que produz as desigualdades”, disse Zé Inácio. 

Populações negras e pobres são as mais afetadas

É fundamental a produção de informações precisas sobre fatores de vulnerabilidade, como raça, gênero, idade, condição de deficiência e localização geográfica da população atingida. Sem tais informações, o inimigo não será corretamente identificado, e ceifará suas vítimas de forma indiscriminada, impedindo até mesmo que o Estado direcione seus esforços para evitar mortes e o colapso da rede de atenção à saúde.

Nesse contexto, as populações negras e pobres são as mais afetadas. As taxas de contágio e mortalidade tendem a se elevar nesses segmentos, em razão de sua situação social e econômica, de condições de habitação e saneamento, e de acesso aos serviços públicos.

Segundo dados do IBGE, 67% da população negra brasileira depende do Sistema Único de Saúde (SUS), segmento em que há também grande incidência de doenças como diabetes, tuberculose, hipertensão e doenças renais crônicas no país, todas consideradas agravantes para o desenvolvimento de quadros mais gravosos de Covid-19. Há também uma incidência muito maior de pessoas pretas e pardas em ocupações informais, 47,3% em comparação com 34,6% de pessoas brancas, condições nas quais o isolamento social também enfrenta maiores dificuldades de ser observado.

Jair Bolsonaro está curado da Covid-19

Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus no último dia 7. Depois, o presidente fez outros testes, cujos resultados deram positivo.

O presidente Jair Bolsonaro informou neste sábado (25) em uma rede social que o teste de coronavírus deu negativo. Na mensagem, o presidente não informa quando fez o teste de Covid-19.

“RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, escreveu Bolsonaro. Logo após a publicação, Bolsonaro saiu de moto por Brasília, acompanhado por seguranças.

Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus no último dia 7. Depois, o presidente fez outros testes, cujos resultados deram positivo.

Desde que saiu o primeiro teste positivo, Bolsonaro passou a despachar do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

No período, Bolsonaro também se dirigiu diariamente, no fim da tarde, ao gramado onde fica a portaria principal do palácio. No local, conversava com apoiadores e transmitia ao vivo em uma rede social as conversas.

OMS diz que hidroxicloroquina só deve ser usada para Covid-19 sob estrita supervisão médica

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que está fazendo tratamento com a hidroxicloroquina

O chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, disse na sexta-feira (10), que a hidroxicloroquina só deve ser usada em casos de Covid-19 sob estrita supervisão médica.

O medicamento contra malária, que não tem eficácia cientificamente comprovada para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, teve os testes contra Covid-19 coordenados pela OMS suspensos no mês passado por falta de benefícios para os pacientes.

Apesar de reconhecer a falta de comprovação científica, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que está fazendo tratamento com a hidroxicloroquina, e inclusive publicou vídeo nas redes sociais tomando um comprimido, após ter testado positivo para o novo coronavírus.

Jair Bolsonaro é diagnosticado com Covid-19

De acordo com Bolsonaro, ele tomou hidroxicloroquina, remédio que vem defendendo como tratamento para a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (7) que seu exame para detectar se está com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, deu positivo.

O presidente afirmou que chegou a ter febre de 38 graus, mas que, à noite, a temperatura começou a ceder. Relatou também que sentiu mal-estar e cansaço. Ele disse que agora está se sentindo “perfeitamente bem”.

De acordo com Bolsonaro, ele tomou hidroxicloroquina, remédio que vem defendendo como tratamento para a Covid-19. Não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina para a doença.

“Estou bem, estou normal. Em comparação a ontem [segunda], estou muito bem. Estou até com vontade de fazer uma caminhada, mas não vou fazê-lo por recomendação médica, mas eu estou muito bem”, afirmou.

Bolsonaro já havia informado a apoiadores na segunda-feira (6) que estava com febre e dores no corpo e, por isso, decidiu fazer o exame. Ele também disse que fez uma radiografia e que o pulmão “estava limpo”.

O presidente tem 65 anos e faz parte da faixa etária considerada por especialistas como grupo de risco.

Ele informou que nos próximos dias vai despachar por videoconferência na residência oficial do Palácio da Alvorada e que talvez receba auxiliares para assinar documentos. Bolsonaro cancelou viagens que faria à Bahia e a Minas Gerais.

O presidente fez o anúncio do resultado do exame para a TV Brasil e mais duas emissoras. Nenhuma outra emissora foi convidada. Ao final do anúncio, ele se afastou alguns passos dos repórteres e tirou a máscara. Mostrou o rosto, disse estar “bem” e pediu cuidado aos mais idosos.

“Estamos completando 12 hospitais inaugurados em 80 dias”, destaca Dino


Em 3 de abril, há dois meses, o Maranhão abria o primeiro hospital exclusivo para o combate ao coronavírus no Brasil. Era o HCI, na capital, que continua funcionando até hoje. Desde então, foram mais seis novos hospitais entregues para tratar a doença. E mais cinco começam a funcionar nos próximos dias.

Governador Flávio Dino

Em 80 dias, serão 12 hospitais entregues pelo Governo do Maranhão para o combate à pandemia.

“Observo os nossos números todos os dias, várias vezes ao dia. Busco sempre as melhores decisões possíveis. Estamos completando 12 hospitais inaugurados em 80 dias, com centenas de novos leitos. Temos ainda uma longa batalha, mas venceremos o coronavírus”, afirmou o governador Flávio Dino.

A conta fica ainda maior se forem incluídos os ambulatórios abertos exclusivamente para pacientes com Covid-19. São cinco entregues pelo Governo do Estado, em São Luís, Imperatriz, Santa Inês, Chapadinha e Pinheiro. Em Bacabal, outro ambulatório foi entregue em parceria com a prefeitura.

Os ambulatórios não são locais para internação, e sim para tratamento de pacientes com sintomas leves, a fim de evitar que eles sejam internados.

Novos hospitais

Os novos hospitais já entregues pelo Estado são o Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), Dr. Genésio Rêgo. Dr. Raimundo Lima, hospital de campanha de São Luís, hospital de campanha de Açailândia, hospital de campanha de Santa Inês e a UPA de Paço Lumiar.

A lista do que já foram abertos também incluem o Hospital Real e a Clínica São José, na capital, mas, neste caso, foram alugados.

Os cinco que virão nos próximos dias são o Hospital de Lago da Pedra, o de Santa Luzia do Paruá, o de Viana, o de Pedreiras e do Colinas.

As unidades já entregues fizeram o total de leitos aumentar de 232 para 1.680 em 50 dias. É uma média de 29 novos leitos por dia. Ou mais de um por hora. Esse cálculo não leva em conta as redes municipais ou particulares. Apenas a estadual.

Ocupação

A ampliação dos leitos conseguiu evitar o colapso do atendimento nos hospitais públicos. Mesmo com a crescente curva de novos casos de coronavírus, a oferta não chegou ao limite.

Em São Luís, por exemplo, apenas 26% dos leitos clínicos estão ocupados. Nos de UTI, a ocupação é de 93%, em boa parte porque a capital passou a receber pacientes de outras cidades. Ou seja, a expansão de leitos na Ilha também impactou positivamente outros municípios.

Em Imperatriz, onde a ocupação dos leitos já tinha chegado na casa dos 100%, houve alívio. Dos leitos de UTI, 76% estão ocupados; e dos de enfermaria, 90%.

Nas demais cidade, onde a pandemia também se expande, a ocupação é de 75% nos leitos de UTI e 83% nos clínicos.

Paciente de 97 anos com Covid-19 tem alta em hospital de São Paulo

Gina Dal Colleto Fernandes, de 97 anos, foi internada no dia 1º de abril com sintomas graves da Covid-19, teve alta neste domingo (12), no hospital Vila Nova Star, em SP.

Ela é uma das pacientes mais velhas que se tem notícia no Brasil. Durante o tratamento, ela quase foi intubada e levada para a UTI.

De acordo com a médica Ludhmila Hajjar, a força da paciente, a boa estrutura hospitalar e a companhia da família fez toda a diferença no tratamento.

“Em dois dias de internação, ela estava sozinha e deprimida. Pedi que a filha Maria Helena viesse ficar com ela no hospital. Mudou tudo. A filha já tinha tido Covid-19. Então pude deixá-la com acompanhante. Se não estivesse com a filha ao lado, ela não estaria bem. Não comia, estava revoltada. Quando chegou a Maria Helena, tudo mudou. Por isso temos que pensar em estratégias para os doentes que ficam sozinhos, de ter contato com a família por vídeo, FaceTime. A solidão piora muito o quadro”, diz Ludhmila.