Lula e Gleisi na estratégia para controlar crescimento de Flávio e PCdoB

A única certeza é que hoje, Flávio Dino se tornou uma figura para além do Maranhão. Caso não possam com Flávio, o PT tentará minar seu crescimento

As últimas manifestações do ex-presidente Lula e da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, mostram que hoje o governador Flávio Dino (PCdoB) já é uma das grandes lideranças nacionais da esquerda brasileira.

O PT olha atônito o grande crescimento de Flávio e do PCdoB, o que pode enfraquecer uma candidatura petista em 2022.

Todas as últimas discussões passam pela briga interna que está acontecendo dentro do PT. Tanta a legenda, quando Gleisi Hoffmann exigem que Fernando Haddad volte a disputar as eleições municipais de São Paulo, em 2020. Haddad já afirmou que não aceita. O PT, por sua vez, ameaça Haddad afirmando que assim ele perde a vaga de presidente em 2022.

Quando Lula e Gleisi falaram do convite para Flávio Dino se filiar ao PT, também é uma forma de dizer para Haddad que a legenda tem outras opções.

A nova versão sobre desmentir o convite logo depois, é para que tanto Haddad, quanto o PT, vejam que o melhor projeto é favorecer o nome da legenda e assim se entregar ao projeto. Tudo parte do jogo político que focam seus olhares nas campanhas de 2020 e 2022.

A única certeza é que hoje, Flávio Dino se tornou uma figura para além do Maranhão. Caso não possam com Flávio, o PT tentará minar seu crescimento.

Flávio Dino dá o tom na mensagem sobre o contexto político nacional

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi bem cirúrgico ao comentar os últimos acontecimentos na política nacional.

“Mais importante agora não é falar de partes e sim do todo. Ou seja, questão central é a defesa do Brasil, dos direitos sociais e de um projeto nacional de desenvolvimento, elaborado e sustentado pela frente mais ampla que for possível”, escreveu Flávio.

Na últimas semanas, foi noticiado que o ex-presidente Lula teria convidado Flávio Dino para se filiar ao PT. Segunda-feira (27), a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann afirmou que o governador poderia encabeçar a chapa com o PT. Hoje (28), Lula usou suas redes sociais para negar o convite ao governador.

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união!

“Nunca tivemos um período de tanto retrocesso em direitos”, afirma Flávio Dino ao UOL

Em entrevista no estúdio UOL/Folha, Flávio Dino defendeu a aproximação com o centro para combater o que chama de “nazismo entronizado como política de Estado”.

UOL

Visto por aliados como o nome que vai furar a “bolha da esquerda”, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), admite não descartar uma chapa com o apresentador da TV Globo Luciano Huck para a Presidência, em 2022. Em entrevista no estúdio UOL/Folha, o político defendeu a aproximação com o centro para combater o que chama de “nazismo entronizado como política de Estado”. Ele rebateu críticas ao fato de ter mantido encontros com Huck para discutir sucessão presidencial e disse que prefere que o apresentador dialogue com ele do que com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Quando me reúno com Fernando Henrique, Luciano, Rodrigo Maia, não estou reunido com o indivíduo, estou mostrando que o segmento social tem representatividade”, afirmou. Nome cotado para a próxima disputa presidencial, Huck participou nesta semana do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça) junto com lideranças mundiais.

Como foi a conversa com Luciano Huck?

Muito positiva, ele foi muito gentil, apresentou uma concepção dele acerca da necessidade de haver diálogo na vida brasileira, conversamos um pouco sobre essas experiências. Eu lhe convidei para visitar o Maranhão. Não houve debate sobre 2022 porque não tem sentido prático, temos uma estrada muito longa até lá.

O senhor entraria numa chapa com Huck?

Isso dependeria, na verdade, do arranjo político que estaria junto com ele, ou com qualquer outro personagem. Sozinho, não faço nenhum tipo de aliança. Integro um partido político. Não posso descartar [a chapa com Huck], primeiro porque seria mal-educado da minha parte. Em segundo lugar, porque eu não sei exatamente para onde o conjunto de forças da esquerda vai caminhar.

O que Huck e o grupo dele pensam é muito divergente do que a esquerda pensa?

Certamente, é bastante divergente do que nós pensamos. Luciano não é militante da esquerda brasileira. Ele é do campo liberal. As pessoas com as quais ele dialoga são desse campo, com outra visão em relação aos problemas econômicos do Brasil. Agora, isso exclui o diálogo, a possibilidade de, num segundo turno, um apoiar ao outro? No segundo turno, você escolhe aquele que está mais próximo da sua concepção.

O senhor entraria numa chapa com o PT, com Lula ou Fernando Haddad, em 2022? Está muito longe para discutir chapa para 2022, ainda não fui nem convidado. É desrespeitoso discutir chapa agora porque significa estabelecer uma de linha de chegada, antes mesmo da partida, acaba excluindo pessoas. É hora de fazer com que a esquerda retome a iniciativa na sociedade.

Nunca tivemos um período de tanto retrocesso em direitos. Nem na ditadura militar houve tanta destruição do direito dos mais pobres. Veja como é difícil dizer isso, porque sou visceralmente crítico da ditadura militar. Nós temos que conter isto, e não vai ser a esquerda sozinha, não vai ser o PT, ou qualquer outra liderança.

Haddad e a esquerda não erraram em nada?

Claro que errou, mas errar é humano. Errou sobretudo em não ter conseguido ampliar, no segundo turno, na disputa com Bolsonaro. Nós, infelizmente, agregamos menos apoio do que ele. Não houve uma preparação para isto, talvez porque não houvesse a compreensão plena de que isso é imprescindível. Agora está demonstrado que é e eu não quero repetir 2022 a história de 2018, porque aí não precisa nem de eleição, a gente perde logo de saída.

Alguns aliados dizem que não seria possível a eleição de um integrante do Partido Comunista do Brasil para presidente. Também dizem que o comunismo é anticristão.

Os mesmos que diziam que eu não posso concorrer à presidência pelo PC do B são aqueles que achavam que eu jamais seria governador do Maranhão pelo PC do B. Nós vencemos, com o apoio de católicos, evangélicos e de outras religiões. Isso não constitui um obstáculo. Não é verdade que o PC do B seja um partido antirreligioso. Não vou discutir o que, no século 19, no país X ou Y foi feito. Nós somos um partido que tem pluralidade de várias religiões.

Orlando Silva critica fala de Lula sobre PCdoB

Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB

O ex-ministro Orlando Silva (PCdoB-SP) não gostou da avaliação do ex-presidente Lula feita durante entrevista à rede TVT na quarta-feira (15). Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB com “frases absolutamente dispensáveis”.

As pérolas: ‘O PT é um partido muito grande se comparado ao PCdoB’; ‘É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso’; e ‘É muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT’. As mesmas frases ditas por um analista político dispensariam qualquer comentário. Mas, sendo proferidas por Lula, merecem atenção”, diz em trecho do texto do parlamentar.

Orlando também afirma que não vê como positivos os elogios do ex-presidente Lula ao governador do Maranhão, Flávio Dino. “O elogio do presidente Lula a Flávio Dino é como um ‘abraço de urso’. Daí ser adequado Flávio saber o ponto exato de proximidade – ou será esmagado”, afirmou.

“O presidente Lula considerar difícil a eleição de um comunista para presidente não surpreende – afinal, ele considerava impossível uma vitória para o governo do Maranhão. Flávio Dino foi eleito e reeleito governador sem seu apoio. Mas qual a utilidade de reforçar a retórica anticomunista?”, escreveu

Lula agendou encontro com Flávio Dino para discutir 2020 e 2022

Na pauta do encontro, conversa sobre o cenário das eleições municipais e as expectativas de Dino para as eleições de 2022.

Revista Fórum

Em meio a especulações que envolveram o nome do governador Flávio Dino para vice de um provável chapa com o apresentador Luciano Huck, o blogue apurou que está marcado um encontro de Dino com Lula em São Paulo para o meio do mês de janeiro, mais provavelmente no dia 17.

Na pauta do encontro, conversa sobre o cenário das eleições municipais e as expectativas de Dino para as eleições de 2022.

Dino tem sido apontado como nome forte tanto para ser vice de um candidato petista, como Fernando Haddad ou o próprio Lula, como para ser até o candidato à presidência por uma frente mais ampla, envolvendo Ciro Gomes e o PSB.

Recentemente o blogueiro Ricardo Noblat disse que Luciano Huck e Dino estariam conversando sobre 2022. Não é verdade.

O blogue apurou que houve Luciano Huck e Flávio Dino se encontraram recentemente em dois eventos, um na Fundação Estudar e outro na Casa das Garças e que depois disso Huck lhe telefonou, mas que em nenhum desses momentos eles conversaram sobre eleições.

Pessoas próximas de Dino garantem que ele não entraria numa aventura de um projeto liberal e que sabe qual é o seu lado no tabuleiro da política.

Flávio Dino e Luciana Santos visitam Lula em Curitiba

Após a visita, o governador do estado do Maranhão e a presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) relataram que Lula tem muito a fazer pelo Brasil.

Em visita a Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, o governador do Maranhão Flávio Dino e a presidenta do PCdoB, Luciana Santos — também vice-governadora do estado de Pernambuco debateram com o ex-presidenta a conjuntura nacional, além de manifestarem solidariedade à sua condição de vítima de um processo judicial injusto.

Antes, eles foram recebidos em almoço na residência do ex-senador e ex-governador Roberto Requião (MDB-PR). Em entrevista ao Portal Vermelho, eles analisaram a perspectiva de ação política para enfrentar o agravamento da crise. Dino disse que Lula tem papel importante nesse processo, destacando os êxitos do seu governo e a sua liderança política. Ele comentou também a situação jurídica do processo do ex-presidente, avaliando que, pela legalidade democrática ele teria de receber um tratamento justo.

Sobre o parecer do Ministério Público em favor da progressão de pena de Lula para o regime semiaberto, Flávio Dino, que foi juiz federal por 12 anos, disse que o ex-presidente “acompanha os desdobramentos”. “Eu manifestei minha opinião jurídica, de que ele tem esse direito, e espero que o STJ acolha para que a gente tenha não a justiça, que seria a não condenação, mas um caminho que imediatamente pode garantir que ele recupere parte da sua liberdade e com isso ajude ainda mais a política brasileira”, afirmou.

Luciana Santos, que após a visita a Lula se encontrou com os militantes que fazem vigília instalada há mais de uma ano próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal, ressaltou o respeito pelo dos comunistas pelo legado que Lula deixou para o Brasil. “Um brasileiro que está lutando por Justiça e tem sido assertivo na defesa da soberania nacional”, declarou.

De Sarney a Dilma, quem são os ‘ladrões’ da abertura censurada de O Mecanismo?

Estão na “lista de ladrões” de O Mecanismo todos os presidentes que atravessam a história da política no Brasil

UOL

Quem começou a ver a segunda temporada de O Mecanismo, lançada na sexta (10) na Netflix, se surpreendeu com a nova abertura da série. Políticos como Dilma Rousseff e José Sarney surgem na tela, acompanhados de uma música que chama todos eles de ladrões. A vinheta deveria ter estreado já no ano passado, mas foi barrada pela plataforma. “Essa era a abertura que eu queria ter colocado já na primeira temporada, ela já estava pronta. Não foi pro ar logo de cara por algumas questões jurídicas, algumas dúvidas do que a gente podia ou não fazer”, explica José Padilha, criador da série.

Estão na “lista de ladrões” de O Mecanismo todos os presidentes que atravessam a história da política no Brasil, de Tancredo Neves (1910-1985) ao próprio Michel Temer. Aparecem também José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco (1930-2011), Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff. A política ainda tem representantes estaduais, como os ex-governadores Geraldo Alckmin, Sérgio Cabral, Aécio Neves, José Serra, Luiz Fernando Pezão, além do vice Guilherme Afif Domingos e do ex-vice presidente Marco Maciel.

Ministros como Zélia Cardoso de Mello (que cuidava da Economia no governo Collor), Antonio Palocci (responsável pela Fazenda no mandato de Lula e pela Casa Civil na era Dilma), José Dirceu e Guido Mantega (ambos da gestão de Lula), Romero Jucá (ministro do Orçamento no governo Temer), Geddel Vieira Lima (que trabalhou tanto com Lula quanto Temer) e Delcídio do Amaral (Minas e Energia durante o mandato de Itamar Franco) também aparecem na abertura. A lista ainda inclui: Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; o engenheiro Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras; Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da petroleira; o doleiro Alberto Youssef; o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o empresário Joesley Batista

STJ reduz pena de Lula no caso do “triplex do Guarujá”

O STJ decidiu, por unanimidade, pela redução da pena do ex-presidente Lula

Estadão

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fez na tarde desta terça-feira (23) o julgamento de um recurso em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentava rever a condenação de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta no caso do “triplex do Guarujá”.

O STJ decidiu, por unanimidade, pela redução da pena do ex-presidente Lula para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão. Os quatro ministros deram prosseguimento parcial ao recurso da defesa.

Entre setembro e outubro de 2019, Lula terá cumprido 1/6 desta nova pena e poderá mudar para o regime semiaberto. Em cerca de 5 meses, a progressão de regime do ex-presidente poderá ser analisada. Um dos requisitos que deverá levado em consideração pela Justiça, durante esta análise, será o bom comportamento na cadeia.

Dias Toffoli derruba decisão que mandou soltar presos em 2ª instância

O ministro atendeu a um pedido de suspensão liminar feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Foto: Dida Sampaio

Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu há pouco a decisão do ministro Marco Aurélio que determinou a soltura de todos os presos que tiveram a condenação confirmada pela segunda instância da Justiça.

O ministro atendeu a um pedido de suspensão liminar feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Com a decisão, a liminar (decisão provisória) de Toffoli terá validade até o dia 10 de abril de 2019, quando o plenário do STF deve julgar novamente a questão da validade da prisão após o fim dos recursos na segunda instância.

O julgamento foi marcado antes da decisão de hoje (19) do ministro Marco Aurélio.

Ao justificar a suspensão da decisão, Toffoli disse que Marco Aurélio contrariou “decisão soberana” do plenário que, em 2016, autorizou a prisão após segunda instância. “A decisão já tomada pela maioria dos membros da Corte deve ser prestigiada pela presidência”, decidiu Toffoli.

O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores. Essa compreensão foi estabelecida em 2016 de modo provisório, com apertado placar de 6 a 5. Na ocasião, foi modificada jurisprudência que vinha sendo adotada desde 2009.

O assunto voltará ao plenário da Corte, em 2019, quando os ministros irão analisar o mérito da questão.