Flávio Dino defende dinheiro ‘direto na conta’ dos pequenos empresários

O repasse imediato de recursos diretamente na conta de micro e pequenas empresas também foi defendido pelo ex- presidente Lula

Em diálogo com o ex-presidente Lula, nesta segunda-feira (29), o governador do Maranhão defendeu um auxílio emergencial para as micro e pequenas empresas, com dinheiro direto na conta, em vez de crédito.

“A situação das micro e pequenas empresas é dramática. Havia uma ideia de que bastaria abrir o comércio que tudo ia voltar ao normal. Muita gente está descobrindo que não. Uma nota da Associação Brasileira de Shopping Center de São Paulo mostra que a queda no consumo tem sido de 70% a 80%. Em vez de crédito, deveria ser criado um auxílio emergencial agora, já, para as micro e pequenas empresas”, assegurou Dino.

O repasse imediato de recursos diretamente na conta de micro e pequenas empresas também foi defendido pelo ex- presidente Lula com o objetivo de evitar total desorganização da economia.

“O dinheiro tem que estar lá no dia seguinte, para quando a pessoa precisa. O Governo Federal oferece uma coisa e não entrega. Seria muito melhor que o governo colocasse à disposição esse dinheiro para manter empregos e dar condições aos micro e pequenos empreendedores do Brasil. Seria muito mais barato para o país”, disse Lula.

“Bolsonaro tem avacalhado governadores”, diz Lula em conversa com Dino

Lula e Flávio Dino participaram de uma live nesta segunda-feira (29).

Em conversa ao vivo na manhã desta segunda-feira (29) com o governador do Maranhão, Flávio Dino, o ex-presidente Lula fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro diante da crise do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e afirmou que o presidente está “avacalhando” com os governadores estaduais.

Lula fez menção a Bolsonaro ao afirmar que, no lugar dele, mandaria o Brasil rodar mais dinheiro para contornar a crise financeira no período da pandemia, pensando nas consequências disso após vencer a “guerra”. “Ao invés do presidente da república atender com carinho, ele fica xingando os governadores, fica avacalhando os governadores, quando na verdade ele deveria ser responsável e tratar os governadores como os governadores estão tratando ele”, afirmou.

O ex-presidente também prestou solidariedade ao governador do Maranhão, ao governador do Ceará, Camilo Santana, e à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, pelo trabalho executado nos estados. “Daqui a pouco o governo federal vai jogar a culpa em vocês. Fiquem com a consciência tranquila de quem agiu corretamente. Vocês podem ficar certos de que o que vocês fizeram para este país foi muito mais do que o que o governo federal fez”, pontuou. Lula chegou a brincar afirmando que “espera que não seja necessário” aguardar até 2022 para esperar uma mudança.

Dilma afirma que Lula não quer ser candidato e cita Haddad e Flávio Dino como alternativas

Em relação a 2022, Dilma afirma que ainda é cedo para traçar rumos, mas aponta um fator que pode ser decisivo: Lula não deseja entrar na disputa.

Em entrevista a El País Brasil, a presidenta Dilma Rousseff analisou, entre outros assuntos, o cenário eleitoral, que ela considera volátil. Em relação a 2022, ela afirma que ainda é cedo para traçar rumos, mas aponta um fator que pode ser decisivo: Lula não deseja entrar na disputa.

“Lula disse que não quer ser mais candidato, certo? Então, eu não posso falar outra coisa. Eu acho que Lula continua sendo, mesmo não querendo ser candidato, ele continua sendo a liderança mais expressiva no campo popular. Agora, ele disse que não quer ser”, afirmou Dilma.

Diante disso, o que fazer?

“Pode ser uma pessoa do campo. O Lula já falou em [ex-prefeito Fernando] Haddad. O Lula já falou no [governador do Maranhão ] Flávio Dino [PCdoB]… O que não é possível é eu achar que uma pessoa fora de um determinado campo, que tem pelo menos a maioria do campo de oposição vai abrir mão pra quem tem 10%. Esse era o problema, a questão [ em 2018]. A troco [de quê ]? A Cristina Kirchner, na Argentina, abriu mão [da cabeça de chapa da eleição presidencial argentina] para o Alberto Fernandez, que foi o principal assessor de Néstor Kichner”, completou.

Lula afirma que pode ser cabo eleitoral de Haddad ou Flávio Dino

Lula afirmou que pode ser apenas cabo eleitoral nas eleições de 2022

Em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora na noite de quinta-feira (21), o ex-presidente Lula afirmou que não precisa disputar as eleições novamente para a Presidência em 2022. Mas pode ser cabo eleitoral de nomes como Fernando Haddad (PT) e Flávio Dino (PCdoB).

“Eu já disse que não preciso ser candidato outra vez, apesar de achar que vou viver até os 120 anos. O PT tem muita gente boa, tem o companheiro Fernando Haddad. O PCdoB tem o Flávio Dino. Eu quero ser cabo eleitoral”, disse Lula.

Lula também se manifestou sobre o ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, que tem feitos ataques sistemáticos contra o ex-presidente e o PT. 

“O Ciro decidiu que quer o voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus. Se for possível construir um projeto pra reconquistar a democracia, tamo junto. Mas na eleição cada um vai tocar seu projeto”, disse Lula.

Vídeo – Lula afirma que não queria dizer o que disse sobre coronavírus

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi obrigado a gravar um vídeo, nesta quarta-feira (20), para se desculpar de uma frase, considerada infeliz por ele mesmo, sobre o novo coronavírus e que repercutiu muito mal nas redes sociais.

Com o intuito de criticar o governo do atual presidente Jair Bolsonaro, ele mandou essa: “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus…”

A afirmação correu logo as redes sociais como uma colocação de quem está desejando mal e comemorando a chegada do vírus ao Brasil por questão política. O próprio presidente Jair Bolsonaro tratou de postar o comentário em seus perfis para penalizar Lula.

O ex-presidente pediu desculpas ao povo brasileiro, em vídeo, e disse que não quis dizer o que disse.

Comentário completo

“Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem e que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do coronavírus… somente o Estado pode resolver isso”, afirmou o petista em uma entrevista.

Lula será o entrevistado desta quinta-feira (21) no programa da rádio Difusora FM, Ponto e Vírgula, apresentado pelos jornalistas Leandro Miranda e John Cutrim, que vai ao ar das 18h às 19h.. Terá a oportunidade de se explicar aos maranhenses sobre essa pauta.

Em pesquisa, Flávio Dino aparece com mais popularidade que Doria e Wilson Witzel

O resultado mostra que a popularidade do governador comunista é independente de líderes como o ex-presidente Lula ou qualquer outro líder político.

As medidas no combate ao novo coronavírus no Maranhão estão dando resultados e um dos reflexos é a boa popularidade do governador Flávio Dino (PCdoB).

O levantamento do Índice de Popularidade Digital, feito pelo jornal Folha de S.Paulo, mostra Flávio Dino com pontuação de 17,1% na pesquisa. Resultado que o coloca na frente do governador de São Paulo, João Doria (PSDB); do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) e do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM).

Flávio Dino também aparece tecnicamente empatado com o ex-ministro e ex-candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT).

O resultado mostra que a popularidade do governador comunista é independente de líderes como o ex-presidente Lula ou qualquer outro líder político.

Flávio vai conquistando sozinho sua popularidade. Resultado que o coloca como um dos presidenciáveis em 2020. Consegue projeção com mérito próprio.

Lula e Gleisi na estratégia para controlar crescimento de Flávio e PCdoB

A única certeza é que hoje, Flávio Dino se tornou uma figura para além do Maranhão. Caso não possam com Flávio, o PT tentará minar seu crescimento

As últimas manifestações do ex-presidente Lula e da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, mostram que hoje o governador Flávio Dino (PCdoB) já é uma das grandes lideranças nacionais da esquerda brasileira.

O PT olha atônito o grande crescimento de Flávio e do PCdoB, o que pode enfraquecer uma candidatura petista em 2022.

Todas as últimas discussões passam pela briga interna que está acontecendo dentro do PT. Tanta a legenda, quando Gleisi Hoffmann exigem que Fernando Haddad volte a disputar as eleições municipais de São Paulo, em 2020. Haddad já afirmou que não aceita. O PT, por sua vez, ameaça Haddad afirmando que assim ele perde a vaga de presidente em 2022.

Quando Lula e Gleisi falaram do convite para Flávio Dino se filiar ao PT, também é uma forma de dizer para Haddad que a legenda tem outras opções.

A nova versão sobre desmentir o convite logo depois, é para que tanto Haddad, quanto o PT, vejam que o melhor projeto é favorecer o nome da legenda e assim se entregar ao projeto. Tudo parte do jogo político que focam seus olhares nas campanhas de 2020 e 2022.

A única certeza é que hoje, Flávio Dino se tornou uma figura para além do Maranhão. Caso não possam com Flávio, o PT tentará minar seu crescimento.

Flávio Dino dá o tom na mensagem sobre o contexto político nacional

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi bem cirúrgico ao comentar os últimos acontecimentos na política nacional.

“Mais importante agora não é falar de partes e sim do todo. Ou seja, questão central é a defesa do Brasil, dos direitos sociais e de um projeto nacional de desenvolvimento, elaborado e sustentado pela frente mais ampla que for possível”, escreveu Flávio.

Na últimas semanas, foi noticiado que o ex-presidente Lula teria convidado Flávio Dino para se filiar ao PT. Segunda-feira (27), a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann afirmou que o governador poderia encabeçar a chapa com o PT. Hoje (28), Lula usou suas redes sociais para negar o convite ao governador.

Para um bom entender, a mensagem de Flávio Dino foi incisiva. É preciso diálogo e união!

“Nunca tivemos um período de tanto retrocesso em direitos”, afirma Flávio Dino ao UOL

Em entrevista no estúdio UOL/Folha, Flávio Dino defendeu a aproximação com o centro para combater o que chama de “nazismo entronizado como política de Estado”.

UOL

Visto por aliados como o nome que vai furar a “bolha da esquerda”, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), admite não descartar uma chapa com o apresentador da TV Globo Luciano Huck para a Presidência, em 2022. Em entrevista no estúdio UOL/Folha, o político defendeu a aproximação com o centro para combater o que chama de “nazismo entronizado como política de Estado”. Ele rebateu críticas ao fato de ter mantido encontros com Huck para discutir sucessão presidencial e disse que prefere que o apresentador dialogue com ele do que com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Quando me reúno com Fernando Henrique, Luciano, Rodrigo Maia, não estou reunido com o indivíduo, estou mostrando que o segmento social tem representatividade”, afirmou. Nome cotado para a próxima disputa presidencial, Huck participou nesta semana do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça) junto com lideranças mundiais.

Como foi a conversa com Luciano Huck?

Muito positiva, ele foi muito gentil, apresentou uma concepção dele acerca da necessidade de haver diálogo na vida brasileira, conversamos um pouco sobre essas experiências. Eu lhe convidei para visitar o Maranhão. Não houve debate sobre 2022 porque não tem sentido prático, temos uma estrada muito longa até lá.

O senhor entraria numa chapa com Huck?

Isso dependeria, na verdade, do arranjo político que estaria junto com ele, ou com qualquer outro personagem. Sozinho, não faço nenhum tipo de aliança. Integro um partido político. Não posso descartar [a chapa com Huck], primeiro porque seria mal-educado da minha parte. Em segundo lugar, porque eu não sei exatamente para onde o conjunto de forças da esquerda vai caminhar.

O que Huck e o grupo dele pensam é muito divergente do que a esquerda pensa?

Certamente, é bastante divergente do que nós pensamos. Luciano não é militante da esquerda brasileira. Ele é do campo liberal. As pessoas com as quais ele dialoga são desse campo, com outra visão em relação aos problemas econômicos do Brasil. Agora, isso exclui o diálogo, a possibilidade de, num segundo turno, um apoiar ao outro? No segundo turno, você escolhe aquele que está mais próximo da sua concepção.

O senhor entraria numa chapa com o PT, com Lula ou Fernando Haddad, em 2022? Está muito longe para discutir chapa para 2022, ainda não fui nem convidado. É desrespeitoso discutir chapa agora porque significa estabelecer uma de linha de chegada, antes mesmo da partida, acaba excluindo pessoas. É hora de fazer com que a esquerda retome a iniciativa na sociedade.

Nunca tivemos um período de tanto retrocesso em direitos. Nem na ditadura militar houve tanta destruição do direito dos mais pobres. Veja como é difícil dizer isso, porque sou visceralmente crítico da ditadura militar. Nós temos que conter isto, e não vai ser a esquerda sozinha, não vai ser o PT, ou qualquer outra liderança.

Haddad e a esquerda não erraram em nada?

Claro que errou, mas errar é humano. Errou sobretudo em não ter conseguido ampliar, no segundo turno, na disputa com Bolsonaro. Nós, infelizmente, agregamos menos apoio do que ele. Não houve uma preparação para isto, talvez porque não houvesse a compreensão plena de que isso é imprescindível. Agora está demonstrado que é e eu não quero repetir 2022 a história de 2018, porque aí não precisa nem de eleição, a gente perde logo de saída.

Alguns aliados dizem que não seria possível a eleição de um integrante do Partido Comunista do Brasil para presidente. Também dizem que o comunismo é anticristão.

Os mesmos que diziam que eu não posso concorrer à presidência pelo PC do B são aqueles que achavam que eu jamais seria governador do Maranhão pelo PC do B. Nós vencemos, com o apoio de católicos, evangélicos e de outras religiões. Isso não constitui um obstáculo. Não é verdade que o PC do B seja um partido antirreligioso. Não vou discutir o que, no século 19, no país X ou Y foi feito. Nós somos um partido que tem pluralidade de várias religiões.