União, Estados e Municípios, juntos, podem fazer mais em favor da população, afirma Flávio Dino em São Paulo

Flávio Dino integrou o painel “Como a criação do Consórcio Nordeste pode melhorar o ambiente de investimentos e desenvolvimento da região”.

Para debater a importância do Consórcio Nordeste no crescimento da região e, por conseguinte, do país, o governador do Maranhão, Flávio Dino, esteve em São Paulo, nesta terça-feira (20), para participar do Diálogos Capitais, realizado pela revista Carta Capital. Ao lado dos governadores do Ceará, Camilo Santana, do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e do Piauí, Wellington Dias, Flávio Dino integrou o painel “Como a criação do Consórcio Nordeste pode melhorar o ambiente de investimentos e desenvolvimento da região”.

O Consórcio, protocolado na reunião de governadores do Nordeste realizada em São Luís (MA), em março deste ano, é uma iniciativa das nove unidades federativas da região para atrair investimentos e alavancar projetos de forma conjunta. Com PIB maior do que de 150 países, a ideia é atrair mais investimentos e melhorar ambiente negócios na região Nordeste.

Durante o Diálogos Capitais, o governador Flávio Dino destacou que, com o Consórcio, é possível estabelecer, com menos burocracia, parcerias econômicas, políticas, na infraestrutura e educacionais entre os estados.

“É um mecanismo de cooperação entre os estados visando a otimização das receitas, melhor administração das despesas públicas, intercâmbio de boas práticas administrativas e também de articulação política para que nós tenhamos no âmbito nacional a defesa do princípio federativo. A federação é uma conquista brasileira e essa ideia de que União, Estados e Municípios, juntos, podem fazer mais em favor da população é o propósito principal do Consórcio”, explicou o governador do Maranhão.

Durante as discussões, Flávio Dino defendeu que alargar as possibilidades de investimentos significa ampliar, também, as possibilidades de desenvolvimento para os estados do Nordeste e para o Brasil. Daí a importância do Consórcio Nordeste em atrair investimentos do setor privado para a região, com mediação estratégica do Estado.

Alemanha suspende financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia

O anúncio foi feito pela ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, ao jornal “Tagesspiegel”

Em decisão que “reflete a grande preocupação com o aumento do desmatamento na Amazônia brasileira”, a Alemanha congelou R$ 155 milhões para o financiamento de projetos de proteção da floresta. O anúncio foi feito pela ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, ao jornal “Tagesspiegel”.

Em nota, a embaixada alemã no Brasil explicou que “a suspensão só concerne recursos que foram destinados a novos projetos financiados pelo Ministério Federal do Meio Ambiente. Os projetos financiados pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, incluindo o Fundo Amazônia, estão prosseguindo”.

Ao jornal alemão, Schulze afirmou que “a política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consistente das taxas de desmatamento”. A ministra explicou ainda que o financiamento poderá ser retomado caso essa questão seja esclarecida.

De acordo com a reportagem,  o primeiro passo do congelamento se refere a um montante de cerca de 35 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões.

A publicação alemã ressaltou que a iniciativa internacional de mudança climática do ministério alemão forneceu historicamente fundos significativos para projetos no Brasil. De 2008 até o ano passado, de acordo com a pasta, informa o “Tagesspiegel”, cerca de 95 milhões de euros foram repassados, ou pouco mais de R$ 420 milhões.

A reportagem diz ainda que, “enquanto o governo do presidente da direita, Jair Bolsonaro, está comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e o reflorestamento massivo, a realidade é diferente. Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas do desmatamento dispararam no mês passado. Em julho, foram atingidos 2.254,9 km². No mesmo mês em 2018, esse índice ficou em 596,6 km². Comparando ambos os lados, trata-se de um aumento de 278%.

Bolsonaro: ‘Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira’

O presidente brasileiro disse que “você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”

Estadão

Para o presidente Jair Bolsonaro, não há fome no Brasil. “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”, disse ele em café da manhã com jornalistas estrangeiros nesta sexta-feira, 19. “Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não”. Mais tarde, o presidente afirmou não saber por que uma “pequena parte” da população passa fome e por que “outros passam mal ainda”.

O presidente brasileiro disse que “você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”. A fala está disponível na transmissão ao vivo do café, publicada na página de Jair Bolsonaro no Facebook. A declaração foi uma resposta de Bolsonaro a uma pergunta sobre desigualdade e combate à pobreza no País.

“Adotou-se do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso) pra cá, PSDB e depois o PT, (a ideia de) que distribuição de riqueza é criar bolsa”, disse Bolsonaro. “É o país das bolsas. O que faz tirar o homem da miséria, ou a mulher, é o conhecimento.”

Dados divulgados em setembro do ano passado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e um grupo de agências da ONU revelaram que o combate à fome no Brasil se estagnou, apesar de o País ter saído do chamado ‘Mapa da Fome’ em 2014.

A entidade apontou que em 2017 havia “menos de 5,2 milhões” de brasileiros passando fome, uma mudança marginal em comparação aos números que vinham sendo apresentados nos últimos anos. Em 2014, essa taxa era de “menos de 5,1 milhões”. Dois anos antes, o volume era de 5 milhões. O ponto mais baixo foi atingido em 2010, quando “menos de 4,9 milhões” de brasileiros eram considerados famintos.

Os números são muito distantes da realidade de 1999, quando 20,9 milhões de brasileiros eram considerados desnutridos, mas, em termos porcentuais, os dados da FAO apontam que a taxa continua estável e inferior a 2,5% desde 2008.

Bolsonaro assume comando do Mercosul

Foto oficial da 54ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina

O Brasil assumiu a presidência temporária do Mercosul. A posse aconteceu na 54.ª Cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina. O País ficará no comando do bloco pelos próximos seis meses.

“O Brasil agirá de modo incansável para acelerar modernização do Mercosul”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

Em seu discurso de posse, o presidente brasileiro afirmou que quer trabalhar para um Mercosul mais enxuto, dinâmico e sem ideologia. “Queremos trabalhar no comércio mundial sem travas ideológicas”, afirmou.

Ele disse ainda que pretende dar continuidade ao fechamento de novos acordos entre o bloco e outros países. No Twitter, Bolsonaro também falou sobre suas intenções no comando do Mercosul.

“Neste semestre, assumiremos a presidência do Mercosul, com um plano de ação ambicioso: eliminar o viés ideológico do bloco, enxugar sua estrutura, revisar a Tarifa Externa Comum e acelerar as negociações comerciais com grandes economias de todo o mundo”, escreveu.

Brasil derrota o Peru e conquista a Copa América no Maracanã

O título é o primeiro de Tite no comando da equipe

Foram seis anos sem uma taça. Mas nada como se sentir em casa, à vontade e ser o protagonista da própria festa. No mesmo Maracanã que viu o título da Copa das Confederações em 2013, a seleção brasileira sagrou-se campeã da Copa América 2019 ao vencer o Peru por 3 a 1. Olhando apenas para o torneio continental, o Brasil voltou ser campeão após 12 anos, algo que não ocorria desde 2007. O grito da torcida de “o campeão voltou” fez total sentido.

A atuação do Brasil neste domingo, no jogo que registrou a maior renda da história do futebol nacional (R$ 38.769.850,00), teve protagonismo compartilhado entre Gabriel Jesus e Éverton. O camisa 9 foi quem deu o cruzamento para o primeiro gol, marcado pelo Cebolinha, e fez o segundo do Brasil em um momento crucial: pouco antes do intervalo, minutos após o gol de empate do Peru. No segundo tempo, quando Gabriel Jesus já tinha sido expulso em uma decisão controversa da arbitragem, Cebolinha sofreu o pênalti que gerou o gol de Richarlison.

Gabriel saiu chorando e muito revoltado com o cartão vermelho. Quase derrubou o monitor do VAR, mas tem muitos motivos para comemorar esse torneio que serviu como volta por cima dele na seleção, depois de um Mundial do qual saiu contestado pela falta de gols.

O título é o primeiro de Tite no comando da equipe. Um alívio para o treinador que tomou um “choque de realidade” na eliminação da Copa do Mundo, em 2018, e estabeleceu uma autocobrança muito grande pela conquista da Copa América. Entre os jogadores, a sensação também é nova: só quatro dos 23 convocados já tinham um título pela seleção principal no currículo (Daniel Alves, Thiago Silva, Filipe Luís e Miranda).

A conquista da Copa América, de forma invicta, teve como destaque da seleção a capacidade de se defender, embora o time tenha deixado escapar por muito pouco a marca de ser campeão sem levar um gol sequer. Só quem conseguiu ultrapassar a barreira defensiva do Brasil foi o próprio Peru, com uma cobrança de pênalti de Guerrero. Thiago Silva tentou cortar uma bola de carrinho, e a bola bateu no braço dele, que estava apoiado no chão.

Deputados vão verificar situação de quilombolas na Base de Alcântara

Na quinta-feira (4), a diligência visita duas comunidades de quilombolas em Alcântara

Em março deste ano, o Governo Federal assinou em Washington (EUA), um acordo de salvaguardas tecnológicas que permite o uso comercial da Base Aérea de Alcântara, no Maranhão. O acordo prevê que os Estados Unidos possam lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuaria sob jurisdição brasileira.

Na área ao redor da base aérea, vivem 27 comunidades quilombolas que, para a implantação desse acordo, seriam removidas para o interior da ilha. São mais de 2.000 pessoas agrupadas em 791 famílias. O grupo reivindica os títulos de posse da terra, direito já reconhecido pelo próprio Incra através do Relatório Técnico Identificação e Delimitação (RTID) publicado em novembro de 2008.

Para acompanhar a situação dessas famílias de quilombolas ameaçadas pela expansão do Projeto Espacial Brasileiro e prevenir que não ocorram mais violações dos direitos humanos, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) fará, nos próximos dias 4 e 5 (quinta e sexta-feira), uma diligência a Alcântara e São Luiz. Farão parte do grupo os parlamentares Helder Salomão (PT-ES), presidente da CDHM, Bira do Pindaré (PSB-MA) e Márcio Jerry (PCdoB-MA). Também participam da diligência a procuradora federal dos Direitos Humanos, Déborah Duprat e Hilton Araújo de Melo, procurador da República no Maranhão, além de representantes da sociedade civil e lideranças políticas locais.

“A demarcação das terras identificadas há mais de uma década é uma das principais exigências dos quilombolas. Sem a garantia da posse da área, o medo de remoções é constante, a rotina é instável, com reflexos na cultura e na tradição das comunidades. Essa morosidade provoca incerteza e violações de direitos”, afirma Helder Salomão.

Na quinta-feira (4), a diligência visita duas comunidades de quilombolas em Alcântara, uma delas remanejada na década de 1980 (Agrovila), e outra do litoral. Na sexta-feira (5), pela manhã, está agendada uma reunião com representantes da sociedade civil em Alcântara. Pela tarde, é a vez de uma audiência com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no Palácio dos Leões, Praça Dom Pedro II, Centro Histórico de São Luiz.

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio após 20 anos

Com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas

O Mercosul e a União Europeia finalizaram as negociações para o acordo entre os dois blocos. O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos.

A rodada final de negociações foi iniciada por técnicos na semana passada. Diante do avanço nas tratativas, os ministros do Mercosul e da União Europeia foram convocados e, desde a quinta-feira, 27, esvam fechados em reuniões na Bruxelas.

O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um marco. É segundo maior tratado assinado pelos europeus – perde apenas para o firmado com o Japão, segundo integrantes do bloco – e o mais ambicioso já acertado pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, segundo o governo, como suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões, entre outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.

Em coletiva de imprensa em Bruxelas após o anúncio, a ministra da Agricultura Tereza Cristina disse que houve concessões em termos de volume de produtos e de taxas de ambos os lados. Mas não deu maiores detalhes. “Vocês verão o acordo que será publicado no fim de semana”, diz.

Os exportadores brasileiros também terão acesso preferencial para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel. Antes do acordo, apenas 24% das exportações brasileiras, em termos de linhas tarifárias, entravam livres de tributos na União Europeia. Com o acordo, praticamente 100% das exportações do Mercosul terão preferências para melhor acesso ao mercado europeu.

Governadores do Nordeste querem criar “Mais Médicos” regional

Após a perda dos cerca de 8 mil médicos para o sistema, o Governo Federal prometeu que preencheria todas as vagas com médicos brasileiros, algo que não aconteceu

Revista Fórum

Os governadores dos nove Estados completaram recentemente os trâmites necessários para tornar legal o Consórcio do Nordeste, que tem como objetivo buscar uma maior autonomia em relação ao governo de Jair Bolsonaro e as políticas federais que consideram nocivas para a região.

Uma das primeiras medidas que os líderes nordestinos pretendem impulsar é a retomada do formato original do programa Mais Médicos, com a presença dos profissionais cubanos, que foram embora do país após as críticas ideológicas ao governo da ilha feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o Consórcio do Nordeste já está entrou em contato com representantes da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), entidade liga à OMS (Organização Mundial da Saúde), e consultou sobre a possibilidade de trazer profissionais estrangeiros, especialmente de Cuba, para refazer a cobertura dada pelo Mais Médicos ao sistema público de saúde nos estados nordestinos.

Em dezembro passado, ainda como presidente eleito, Bolsonaro fez duras críticas a Cuba, dizendo que tratava os médicos cubanos como “escravos”, criando uma crise diplomática que levou o presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, a ordenar o retorno dos profissionais ao seu país.

Após a perda dos cerca de 8 mil médicos para o sistema, o Governo Federal prometeu que preencheria todas as vagas com médicos brasileiros, algo que não aconteceu: uma reportagem recente do New York Times mostrou que centenas de cidades brasileiras continuam a espera de novos médicos para substituir os cubanos que se foram, situação que mantém cerca de 28 milhões de pessoas sem atendimento.

De virada, Brasil perde por 3 a 2 para a Austrália

Com o resultado, a seleção continua com três pontos, em segundo lugar no Grupo C.

A seleção brasileira entrou em campo contra a Austrália podendo garantir a classificação para a próxima fase da Copa do Mundo. No primeiro tempo, o Brasil surpreendeu as australianas e abriu 2 a 0 no placar, com gols de Marta, aos 27 minutos, e de Cristiane, aos 38 minutos. Aos 46 minutos, Foord descontou para a Austrália.

Na segunda etapa, o Brasil voltou sem Marta e Formiga e as australianas viraram o placar. Logarzo marcou aos 13 minutos e Mônica, contra, fez o terceiro da Austrália. O Brasil até tentou empatar, mas sentiu na parte física e não conseguiu o empate.

Com o resultado, a seleção continua com três pontos, em segundo lugar no Grupo C. Na última rodada, o Brasil enfrenta a Itália (líder do grupo). A partida será realizada na próxima terça-feira (18).