Governadores do Nordeste querem criar “Mais Médicos” regional

Após a perda dos cerca de 8 mil médicos para o sistema, o Governo Federal prometeu que preencheria todas as vagas com médicos brasileiros, algo que não aconteceu

Revista Fórum

Os governadores dos nove Estados completaram recentemente os trâmites necessários para tornar legal o Consórcio do Nordeste, que tem como objetivo buscar uma maior autonomia em relação ao governo de Jair Bolsonaro e as políticas federais que consideram nocivas para a região.

Uma das primeiras medidas que os líderes nordestinos pretendem impulsar é a retomada do formato original do programa Mais Médicos, com a presença dos profissionais cubanos, que foram embora do país após as críticas ideológicas ao governo da ilha feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o Consórcio do Nordeste já está entrou em contato com representantes da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), entidade liga à OMS (Organização Mundial da Saúde), e consultou sobre a possibilidade de trazer profissionais estrangeiros, especialmente de Cuba, para refazer a cobertura dada pelo Mais Médicos ao sistema público de saúde nos estados nordestinos.

Em dezembro passado, ainda como presidente eleito, Bolsonaro fez duras críticas a Cuba, dizendo que tratava os médicos cubanos como “escravos”, criando uma crise diplomática que levou o presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, a ordenar o retorno dos profissionais ao seu país.

Após a perda dos cerca de 8 mil médicos para o sistema, o Governo Federal prometeu que preencheria todas as vagas com médicos brasileiros, algo que não aconteceu: uma reportagem recente do New York Times mostrou que centenas de cidades brasileiras continuam a espera de novos médicos para substituir os cubanos que se foram, situação que mantém cerca de 28 milhões de pessoas sem atendimento.

De virada, Brasil perde por 3 a 2 para a Austrália

Com o resultado, a seleção continua com três pontos, em segundo lugar no Grupo C.

A seleção brasileira entrou em campo contra a Austrália podendo garantir a classificação para a próxima fase da Copa do Mundo. No primeiro tempo, o Brasil surpreendeu as australianas e abriu 2 a 0 no placar, com gols de Marta, aos 27 minutos, e de Cristiane, aos 38 minutos. Aos 46 minutos, Foord descontou para a Austrália.

Na segunda etapa, o Brasil voltou sem Marta e Formiga e as australianas viraram o placar. Logarzo marcou aos 13 minutos e Mônica, contra, fez o terceiro da Austrália. O Brasil até tentou empatar, mas sentiu na parte física e não conseguiu o empate.

Com o resultado, a seleção continua com três pontos, em segundo lugar no Grupo C. Na última rodada, o Brasil enfrenta a Itália (líder do grupo). A partida será realizada na próxima terça-feira (18).

Eliziane homenageia Igreja Assembleia de Deus pelos seus 108 anos no Brasil

No Brasil, como informou a parlamentar, já são mais de 20 milhões de membros que integram a comunidade, sendo mais de 1 milhão somente no Maranhão.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) registrou em Plenário os 108 anos de fundação da Igreja Assembleia de Deus no Brasil, celebrados nesta quinta-feira (13). Ela informou que a abertura das comemorações será na cidade de Belém, localidade que marcou o nascimento da igreja no país. No Brasil, como informou a parlamentar, já são mais de 20 milhões de membros que integram a comunidade, sendo mais de 1 milhão somente no Maranhão.

As contribuições sociais realizadas pela igreja foram destacadas pela senadora. Entre elas, as ações de enfrentamento às drogas, a assistência a crianças e adolescentes e alfabetização.

“Os índices de analfabetismo dentro da igreja são baixíssimos, porque a comunidade evangélica, através dos seus líderes, também faz um trabalho de alfabetização com a utilização da Bíblia Sagrada, do hinário cristão, da lição bíblica. Aliás, as manhãs de domingo estão repletas com nossos jovens e também nossos adultos, acompanhando e fazendo a leitura. Isso acaba trazendo um resultado muito importante na educação em todo o Brasil”, citou.

Com show de Cristiane, o Brasil derrota a Jamaica por 3 a 0

Copa do Mundo Feminina 2019: Brasil vence a Jamaica por 3 x 0

Cristiane foi o grande nome da seleção brasileira na partida de estreia contra a Jamaica, na Copa do Mundo, realizada no Estádio dos Alpes, em Grenoble, na França. A camisa 11 marcou três gols, além de jogadas de velocidade que confundiram as defensoras jamaicanas.

O treinador Vadão, durante entrevista no gramado após o jogo, disse que ficou satisfeito com o desempenho da equipe, reconheceu alguns erros e lamentou alguns gols perdidos. Ele não confirmou a presença de Marta para a próxima partida da seleção contra a Austrália, na quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier.

O jogo começou com a seleção brasileira pressionando a defesa da Jamaica, em ações de Tamires, Debinha e Cristiane. Aos seis minutos, em uma jogada pela esquerda, Cristiane cruzou para o gol e surpreendendo a goleira Schneider, com a passando perigosamente pela frente do gol. Logo depois, as jamaicanas vão para o ataque, após um lançamento longo para a atacante Matthews. A goleira Bárbara se antecipa e afasta o perigo. Foi na pressão que Andressa, aos 15 minutos, cruza pela esquerda do ataque brasileiro e encontra Cristiane livre na área, que só teve o trabalho de cabecear no canto esquerdo de Schneider, que nada pôde fazer: Brasil 1 a 0.

O Brasil voltou para o segundo tempo sem nenhuma alteração na equipe. O treinador Vadão manteve o mesmo esquema tático do primeiro tempo, com as jogadoras pressionando a defesa jamaicana. E foi em uma jogada de pressão, aos quatro minutos, que a defensora da Jamaica deu um chute para a frente, a bola sobrou para Formiga. A volante brasileira escorou para Debinha, que cedeu para Andressa. Ela cruza para a pequena, onde Cristiane escora para o gol. A jamaicana Plummer tenta salvar, mas a bola cruza a linha de gol: 2 a 0 para o Brasil.

O segundo gol brasileiro, o segundo de Cristiane no jogo, deu mais tranquilidade para as brasileiras, que passaram a buscar jogadas de contra-ataque pelos lados do campo, com lançamentos longos em profundidade. Em uma dessas jogadas, Cristiane recebeu na entrada da área e, quando tentou o passar pela zagueira da Jamaica, foi derrubada. Na cobrança da falta, aos 17 minutos, a camisa 11 do Brasil fez o seu terceiro gol no jogo.

A vitória do Brasil garante a liderança do grupo C. A seleção soma três pontos e três gols de saldo, ficando à frente da Itália, que venceu a Austrália por 2 a 1, fazendo também três pontos, mas saldo de apenas um gol. Austrália e Jamaica ainda não marcaram pontos.

UOL: Maranhense não pode entrar nos EUA apesar de acordo de Bolsonaro

O caso de Gabriel acontece pouco mais de dois meses depois de o presidente Jair Bolsonaro dispensar os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de tirar visto para viajar ao Brasil.

UOL

Com pedido de visto recusado pelo consulado norte-americano em São Paulo, o campeão brasileiro de jiu-jitsu (peso médio, faixa roxa) de 2019, Gabriel Silva Costa, 21 anos, vai ficar fora do Campeonato Mundial da categoria, disputado entre 29 de maio e 2 de junho, em Long Beach, na Califórnia.

É a terceira vez que o consulado nega – com uma justificativa padronizada – o visto a Gabriel. O atleta foi convidado também para treinar em uma academia em Washington, cujo proprietário enviou uma carta assinada e timbrada ao órgão diplomático. Seguiu junto aos documentos do atleta no pedido de visto. Por cada tentativa, pagou cerca de 140 dólares. “Não tem razão plausível para barrarem a entrada do Gabriel a não ser o descaso. Tudo leva a crer que nem leram a requisição do visto”, diz o treinador do atleta, Luiz Guilherme Fernandes de Jesus, 45 anos, o Guigo. “Dos cerca de 1500 atletas que participam do mundial, mais de 250 são faixa roxa. E ele é o melhor de todos”.

O caso de Gabriel acontece pouco mais de dois meses depois de o presidente Jair Bolsonaro dispensar os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de tirar visto para viajar ao Brasil. A medida foi publicada no dia 18 de março, em uma edição extra do Diário Oficial da União. A Embratur informou, na ocasião, que a medida era inédita. “A isenção do visto de forma unilateral é um aceno que fazemos para países estratégicos no sentido de estreitar as nossas relações. Nada impede que essas nações isentem os brasileiros dessa burocracia num segundo momento”, informou o ministério do Turismo, à época. A medida é extensiva a cidadãos de Japão, Canadá e Austrália.

Gabriel Silva Costa nasceu em Bacabal, cidade de 100 mil habitantes a 240 km de São Luís, no Maranhão, onde foi criado pela mãe, que é confeiteira, e o padrasto, funcionário público aposentado. Aos 12 anos, mudou-se com eles para a capital, onde passou a viver em um conjunto habitacional na periferia da cidade. “Um dia, meu padrasto decidiu fazer aulas de jiu-jitsu em uma academia que fica na esquina de casa, eu fui com ele para fazer a matrícula”, conta.

Em vez do padrasto, quem começou a ter aulas foi Gabriel. E se encantou pelo esporte. Aos 17 anos, já havia se destacado a ponto de despertar o interesse de Guigo, que tem uma academia na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, e coordena um projeto de incentivo a atletas promissores. Desde que chegou a São Paulo, Gabriel treina no projeto, mora no alojamento para atletas e dá aulas na academia: “Há dois anos, ele é contratado de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com carteira assinada”, explica Guigo. O fato de Gabriel de ter um emprego formal é mais um atestado de que não pretende trabalhar nos Estados Unidos.

Para Dino, acordo entre Brasil e EUA sobre Base de Alcântara é positivo, mas não pode penalizar população

Para Flávio Dino, a iniciativa representa um salto adiante para o Brasil e para o estado, mas é preciso ter cuidado para garantir que não haja ônus para a população maranhense

O governador Flávio Dino (PCdoB) se manifestou, nesta quarta-feira (20), sobre o acordo firmado entre Brasil e Estados Unidos para a utilização da Base de Alcântara por parte dos norte-americanos.

“É positiva a ideia de retomada da Base de Alcântara. Nós defendemos o programa espacial brasileiro, defendemos a soberania nacional. É possível que essa retomada seja mediante parcerias com outros países do mundo. Portanto, um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos ou com outros países ajuda nesse objetivo de retomada da base”, afirmou Dino.

Para Flávio Dino, a iniciativa representa um salto adiante para o Brasil e para o estado, mas é preciso ter cuidado para garantir que não haja ônus para a população maranhense.

“A população de Alcântara não pode ser mais penalizada ainda. É preciso que haja proteção do direito das pessoas. Não haja mais nenhuma remoção de famílias. Isso já houve durante décadas e não deu certo. A base, tal como está, é operacional, pode ser operacionalizada, e nós queremos que isso aconteça”, concluiu o governador.

Brasil e EUA assinam acordo para uso da Base de Alcântara

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa de reunião Brasil-EUA, Fórum do Conselho Empresarial, para discutir relações e cooperação e engajamento futuros, em Washington, EUA. – REUTERS/Erin Scott/Direitos reservados

Agência Brasil

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram hoje, em Washington, nos Estados Unidos, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara. O acordo foi assinado pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações), e pelo Secretário Assistente do Escritório de Segurança Internacional e Não-proliferação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Ford, durante o evento “Brazil Day”, organizado por empresários na Câmara de Comércio dos EUA. O presidente Jair Bolsonaro, que está em visita oficial àquele país, participou da solenidade e assinou o documento.

Para entrar em vigor, o acordo precisará ser ratificado pelo Congresso Nacional. Caso seja aprovada, a medida permitirá que o Brasil ingresse em um marcado bilionário. Apenas em 2017, o setor movimentou cerca de US$ 3 bilhões em todo o mundo, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Entenda

O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) trata de proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), sem a assinatura do acordo com os Estados Unidos, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embargada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país. “Sem o AST, […] o Brasil ficará de fora do mercado de lançamentos espaciais”, explicou a agência.

Esse tipo de acordo, segundo a AEB, é praxe no setor espacial. Acordos semelhantes foram firmados com Rússia e Ucrânia, sem ameaça à soberania nacional. O Centro Espacial de Alcântara continuará, explicou a AEB, sob controle do governo brasileiro, assim como o Brasil manterá a supervisão das suas atividades.

À imprensa, logo após a assinatura do acordo, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, comparou o acordo envolvendo o Centro de Alcântara a um aluguel. “A questão da soberania é perene para o nosso país. [Uma metáfora é] a questão do aluguel. Você tem um apartamento e aluga, a pessoa que aluga tem direito ao apartamento, não obstante você, obrigatoriamente, por meio de contrato, pode ter acesso ao apartamento para verificar as questões de estrutura. Acho que é uma metáfora interessante que pode proporcionar à sociedade o entendimento do que vem a ser esse acordo”, afirmou.

Número de pobres cresce a 52,8 milhões de brasileiros durante governo Michel Temer

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%. Foto: Edésio Ferreira

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população todal do país, estimada em 207 milhões naquele ano (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtido no país foi de R$ 1.511 em 2017.

Distribuição da pobreza

Dos estimados 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mais de 25 milhões estão nos estados do Nordeste. Nessa região, 44,8% da população estava em situação de pobreza em 2017.

Já na região Sul viviam 3,8 milhões de pessoas em situção de pobreza – o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes dos três estados. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população total da região.

O levantamento mostra também que em 2017 havia no país 26,9 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo, o que equivale a R$ 234,25, já que o salário mínimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milhão de pessoas na comparação com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milhões de brasileiros nesta condição.

No mesmo período aumentou em 1,5 milhão o número de brasileiros com renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 por mês. Em 2016 eram 8,2 milhões de pessoas nesta condição, contingente que saltou para 9,7 milhões em 2017 – um aumento de 18,3%.

“A pobreza teve uma mudança significativa neste período. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento”, enfatizou o analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias.

Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recessão econômica intensa dos dois anos anteriores, além do corte de investimentos no Bolsa Família, programa de transferência de renda voltado justamente para as classes mais pobres.

“Quem já era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e não o era antes”, disse o pesquisador.

Desigualdade segue em alta

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o quão desigual permanece a distribuição de renda no Brasil. Na média nacional, os 10% mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divisão por capitais, essa diferença chega a 34,3 vezes – patamar alcançado por Salvador.

De acordo com o levantamento, o grupo dos 10% com os maiores rendimentos concentrava 43,1% de toda a massa rendimento, que é a soma de toda a renda do país. Já o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da massa.

Brasil perde por 2 a 1 da Bélgica e está eliminado da Copa

Gol contra de Fernandinho abriu caminho pata vitória da Bélgica

Projeto hexa adiado. Mais uma vez. A seleção brasileira acabou prejudicada por um mau primeiro tempo e foi superada pela eficiência de Bélgica nesta sexta-feira, em Kazan. A derrota por 2 a 1 pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia encerra o sonho de título e acaba com a expectativa de uma população que, quatro anos depois da traumática goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha, voltava a acreditar em uma conquista.

Se em 2014 o Brasil pagou por uma pane contra os alemães, desta vez foi punido por um primeiro tempo de falhas na marcação e contra-ataques perigosos. A badalada seleção de Bélgica fez um jogo inteligente e mostrou o quanto desta vez está mais preparada. A equipe depois de 32 anos está de volta à semifinal de uma Copa e em grande estilo, ao impor ao técnico Tite a primeira derrota em jogos oficiais.

A Bélgica ofereceu de uma vez só dificuldades jamais enfrentadas pela seleção na era Tite. Além de criar ao Brasil uma inédita desvantagem de dois gols no primeiro tempo, a equipe europeia conseguiu desfrutar de uma marcação enfraquecida pela ausência de Casemiro, suspenso. De Bruyne e Hazard tinham grande liberdade para armar jogadas, em especial contra-ataques. Nenhum adversário teve tanto espaço assim contra o Brasil nos últimos anos.

O começo da partida pareceu promissor para o Brasil. Com sete minutos, o time acertou a trave com Thiago Silva e logo depois conseguiu uma sequência de ataques perigosos. O jogo parecia favorável até os belgas chegarem ao gol aos 13, quando, em um escanteio pela esquerda, Fernandinho fez contra ao cabecear para o gol. A partir disso os chamados Diabos Vermelhos conseguiram preparar a armadilha perfeita.

Em uma dessas jogadas, aos 30 minutos, os belgas ampliaram. Marcelo ficou com dois adversários na sua frente e sem ter muito a fazer, viu De Bruyne conduzir e chutar cruzado no canto de Alisson. O Brasil se viu em uma quartas de final de Copa em um panorama desastrosamente inédito na era Tite: a então melhor defesa da Copa dava espaços, o ataque não conseguia marcar e a derrota parcial desafiava o equilíbrio emocional.

Leia mais: São Luís é a terceira cidade do Nordeste que mais se desenvolveu

O intervalo exigiu atitude. Tite tirou Willian para colocar Firmino e tentar empurrar os adversários. Teve reclamação de dois pênaltis, chutes perigosos e mais contra-ataque belga. Hazard quase fez o terceiro. Ao Brasil, não restava mais alternativa a não se arriscar mais conforme o tempo passava. A seleção colocou Douglas Costa em campo e tentou não esmorecer, embora o tempo fosse um cruel inimigo.

A Bélgica se armou em uma linha defensiva de cinco jogadores no segundo tempo. Atravessar a barreira era difícil. Então, foi preciso arriscar o modo menos óbvio, pelo alto. Coutinho ergueu para Renato Augusto desviar de cabeça e diminuir, aos 31 minutos da segunda etapa. Era um respiro e tanto para quem quase já perdia o fôlego por tanto atacar e não ver resultado.

O prejuízo tinha caído pela metade. Precisava resolver o restante para buscar a prorrogação. O Brasil quase empatou com Renato Augusto, Firmino, Coutinho e Neymar, que obrigou o goleiro a um milagre nos acréscimos. Não houve o abatimento de 2014, a fraqueza emocional de 2010 ou a passividade de 2006. O Brasil saiu da Copa brigando muito e de cabeça erguida. Pena que volta para casa, mais uma vez, de mãos vazias.

 

Leia mais: Flávio Dino e as cidades do Leste Maranhense…

Leia mais: Ibope: nova pesquisa mostra Bolsonaro e Marina empatados tecnicamente