Ao Jornal Nacional, Eliziane critica Bolsonaro por acusar ONGs sem provas sobre queimadas na Amazônia

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama, criticou as repetidas declarações sem provas do presidente

A preocupação com o avanço das queimadas na Floresta Amazônica ultrapassou as fronteiras nacionais para se tornar um dos temas de maior interesse do mundo. E o presidente Jair Bolsonaro voltou a motivar protestos de ambientalistas. Mais uma vez, sem apresentar provas, ele insistiu em responsabilizar organizações não governamentais pelos focos de incêndio que se multiplicam na região.

Foi de novo na saída do Palácio da Alvorada, logo pela manhã. O presidente Jair Bolsonaro voltou a acusar as ONGs pelas queimadas na Amazônia, novamente sem apresentar provas.

“As ONGs perderam dinheiro com o dinheiro que vinha da Noruega e da Alemanha para cá. Estão desempregados. Têm que fazer o quê? Tentar me derrubar, tentar me derrubar é o que sobra a eles, mais nada além disso”.

Sem citar nomes, o presidente voltou a criticar os governadores dos estados da Amazônia. Na quarta-feira (21), Bolsonaro disse que eles estariam sendo coniventes com as queimadas.

O governador do Amapá, Waldez Góes, do PDT, que preside o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, disse que é preciso unir esforços para combater o problema e que especulações sem provas não podem ser feitas.

“É importante uma união de esforços entre o governo federal e os governos estaduais e até mesmo a iniciativa privada, sociedade civil organizada para combater tanto o desmatamento quanto a questão das queimadas. Essas especulações, de certa forma, nem o governador nem o ministro pode fazer sem o devido aferimento. Então, se o governo federal tem provas disso, ele tem que colocar logo de pronto essas provas, senão vira um debate que ganha um campo mais político de divergências, de conflito, do que solução do problema”, afirmou Góes.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama, criticou as repetidas declarações sem provas do presidente.

“O presidente acaba procurando inimigos imaginários, acusando ONGs, no meu entendimento, de uma forma leviana, sem necessariamente partir para uma ação mais concreta, pedir, por exemplo, inquérito na Polícia Federal, provocar a investigação. Naturalmente que, se temos culpados e criminosos, eles precisam ser penalizados”.

As declarações de Bolsonaro foram duramente rebatidas por ambientalistas, que se dizem alarmados com os novos ataques do presidente sem a apresentação de provas. Eles criticam também a falta de clareza da política ambiental do governo e o afrouxamento na fiscalização.

Líderes mundiais pressionam Brasil e pedem solução para incêndios na Amazônia

Grupo com 7 das principais economias do mundo se reúne neste fim de semana. Boris Johnson, do Reino Unido, Emmanuel Macron, da França, e Justin Trudeau, do Canadá, também querem que cúpula discuta queimadas.

Presidentes e líderes de grandes economias se pronunciaram sobre o aumento do número de queimadas na Amazônia.

Entre janeiro e agosto de 2019, o número de focos de queimadas aumentou 82%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com com base em imagens de satélite.

O Reino Unido está preocupado com os incêndios na floresta amazônica e o primeiro-ministro Boris Johson vai dizer, no encontro de cúpula do G7, que é preciso renovar o foco na proteção da natureza, de acordo com afirmação de seu gabinete nesta sexta-feira (23).

“O primeiro-ministro está gravemente preocupado pela alta da quantidade de incêndios na floresta amazônica e o impacto de trágicas perdas nesse habitat”, disse um porta-voz.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, se pronunciou por meio de seu porta-voz. “A magnitude dos incêndios é preocupante e ameaça não só o Brasil e os outros países afetados, mas também o mundo inteiro”, disse Steffen Seibert, representante de Merkel.

A primeira-ministra está convencida de que o tema deve ser debatido pelos países que vão se reunir para o encontro do G7, previsto para este fim de semana, em Biarritz, no sudoeste francês, segundo o porta-voz.

O presidente francês Emmanuel Macron foi o primeiro grande líder a se manifestar sobre o tema. Em uma rede social na quinta-feira (22), ele disse que é preciso discutir o tema na reunião do G7.

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão de nosso planeta, que produz 20% de nosso oxigênio, arde em chamas. É uma crise internacional. Membros do G7, vamos nos encontrar daqui a dois dias para falar dessa urgência!”, escreveu o francês.

Governo Bolsonaro inclui Parque dos Lençóis Maranhenses no programa de privatizações

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos

O governo federal anunciou oficialmente a ampliação do seu programa de privatizações e concessões. Além da desestatização de 16 empresas, a concessão de presídios e parques nacionais também será incluída pelo Palácio do Planalto no projeto.

O governo informou que irá estudar a estruturação de projetos pilotos de unidades prisionais nos estados. A quantidade de presídios incluída na proposta não foi detalhada. Em nota, o Palácio do Planalto cita a superlotação, necessidade de criação de vagas e a baixa capacidade de investimentos dos estados para ampliar e gerir a infraestrutura necessária.

Também foi incluído no programa a concessão do Parque Nacional de Lençóis Maranhenses, do Parque Nacional de Jericoacoara, e a renovação do contrato de concessão do Parque Nacional do Iguaçu, que já é explorado pela iniciativa privada.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que reúne as concessões e privatizações.

Bolsonaro admite rever indicação de Eduardo para embaixada dos EUA

Eduardo já recebeu o aval do governo norte-americano, mas a indicação ainda não foi encaminhada ao Senado devido a resistências ao nome do deputado federal

BR Político

Na “saidinha do Alvorada” desta terca-feira (20) – o já tradicional pit-stop do presidente na porta da residência oficial, a caminho do Planalto, para falar com a imprensa  e lançar balões de ensaio para testar sua acolhida ao longo do dia ou da semana–, Jair Bolsonaro levantou a possibilidade de desistir da indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington.

“Tudo é possível. Eu não quero submeter o meu filho a um fracasso. Acho que ele tem competência”, afirmou Bolsonaro.

Eduardo já recebeu o aval do governo norte-americano, mas a indicação ainda não foi encaminhada ao Senado devido a resistências ao nome do deputado federal. Eduardo tem feito corpo a corpo junto aos senadores.

Bolsonaro só parece esquecer que a possibilidade de submeter o 03 a um fracasso foi inteiramente provocada por ele, ao contrariar princípios como o da impessoalidade e indicar o próprio filho ao principal posto da diplomacia brasileira no exterior, sem um currículo que o credencie à função.

Othelino faz panorama sobre discussões políticas no cenário local e nacional em podcast

Na terceira edição do podcast “Diálogo com Othelino”, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), fez um panorama geral sobre as discussões políticas no cenário local e nacional. Entre os temas abordados estão a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei de Abuso de Autoridade, a questão ambiental no Brasil e a diminuição da taxa de desocupados no Maranhão. Othelino também comentou a declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, direcionada a opositores políticos em visita ao Nordeste.

“Eu acho que toda autoridade, seja ela do Poder Judiciário, Legislativo ou Executivo, ou de outros órgãos autônomos, tem que estar submetida a limites. Tenho certeza que os membros do nosso Congresso Nacional, quando decidiram aprovar a Lei de Abuso de Autoridade, não foi com o objetivo de limitar a atuação, principalmente, dos órgãos de controle. No Brasil, já se tem uma convivência democrática entre as instituições, respeitando as atribuições de cada um”, afirmou Othelino Neto, ressaltando que, quando alguém excede nas suas prerrogativas, acaba provocando um desequilíbrio no regime democrático, o que não é nada bom para o Brasil.

O presidente da Alema também comentou os números da pesquisa que aponta um aumento de 66% na área desmatada da Amazônia, no mês de julho, em relação ao mesmo período do ano passado, e a perda de investimentos internacionais, a exemplo da Alemanha e Noruega, direcionados à proteção ambiental da região. Segundo o parlamentar, infelizmente, o governo federal está promovendo retrocessos graves na área ambiental.

“Claro que a vasta parte da Amazônia que está dentro do Brasil é um patrimônio nosso, mas pela sua importância no equilíbrio ambiental do planeta, outros países, historicamente, estão investindo recursos para fortalecer a sua preservação e evitar que haja o que aconteceu este ano, em relação ao ano passado, que é a elevação do índice de desmatamento e, pior ainda, o descontrole no que diz respeito ao desmatamento ilegal”, frisou Othelino.

Declarações de Bolsonaro

Na terceira edição do podcast, Othelino voltou a comentar ataques do presidente Jair Bolsonaro àqueles que lhe fazem oposição. Ao discursar em Parnaíba, no Piauí, na última quarta-feira (14), o presidente da República referiu-se aos comunistas como “cocô do Brasil”, pontuando, ainda, que a sua intenção “é acabar com todos”.

“O presidente Bolsonaro tem muita dificuldade de conviver com as diferenças. Para ele, quem lhe faz oposição não presta e lhes atribui os adjetivos mais chulos possíveis. Nós, militantes políticos, continuaremos tendo uma relação de respeito para com o governo federal, afinal de contas, nós respeitamos a vontade da maioria da sociedade brasileira, mas continuaremos fazendo oposição àquilo que consideramos ser prejudicial para o Brasil e para o Nordeste”, frisou Othelino Neto.

“Torço para que o presidente repense determinados conceitos, que ele seja um instrumento de construção da pacificação nacional, e não que a cada pronunciamento agrida o povo brasileiro e aqueles que não concordam com aquilo que faz e diz”, completou.

Empregos no Maranhão e homenagem

O presidente Othelino falou, ainda, sobre a reação positiva do Maranhão diante do atual cenário de retração econômica, com a diminuição do número de desempregados em relação aos outros estados da federação. Ele atribuiu essa posição de destaque à intervenção do Estado, que vem promovendo esforços para que haja uma movimentação maior da economia e, consequentemente, um aumento na oferta de empregos.

Othelino finalizou o podcast destacando a recente homenagem da Assembleia Legislativa ao juiz federal Roberto Veloso, condecorado com a Medalha Manuel Beckman, maior honraria concedida pelo Legislativo maranhense. “A concessão da Medalha Manuel Beckman ao juiz federal Roberto Veloso é mais até do que uma homenagem ao próprio juiz. É uma homenagem à atuação do Poder Judiciário, como um dos pilares do Estado Democrático de Direito”, disse. 

O programa pode ser ouvido a qualquer hora e lugar – no computador, smartphone ou em outro aparelho com conexão à internet. Para ouvir, é necessário baixar o aplicativo Spotify ou o Soundcloud. Depois, basta buscar o nome do programa e dar play no episódio desejado. O programa também estará disponível nas redes sociais do presidente (Youtube, Instagram, Facebook e Twitter). Acesse o link do terceiro episódio aqui

Othelino lamenta ataques de Jair Bolsonaro contra oposição

Jair Bolsonaro voltou a criticar partidos da esquerda ao afirmar que iria “varrer a turma vermelha do Brasil”

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), lamentou falas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que voltou a criticar partidos da esquerda ao afirmar que iria “varrer a turma vermelha do Brasil” nas próximas eleições. A declaração ocorreu em discurso durante inauguração de uma escola, na cidade de Parnaíba, no Piauí.

“Lamentável o presidente Bolsonaro chamar as correntes políticas que lhe fazem oposição de bandidos e autoritários. Quando comete esse palavreado chulo, parece estar olhando com frequência para o espelho”, escreveu Othelino.

Bolsonaro esteve acompanhado do prefeito Francisco Assis Moraes de Souza, o Mão Santa (MDB-PI), e voltou a disparar contra opositores.

PSL cria ‘filtro ideológico’ para as próximas eleições

A intenção é evitar que nomes considerados desalinhados ao governo Jair Bolsonaro representem a sigla

De olho nas eleições do ano que vem, o PSL vai implantar uma espécie de “filtro” ideológico para definir quem serão seus candidatos. A intenção é evitar que nomes considerados desalinhados ao governo Jair Bolsonaro representem a sigla.

A medida ocorre após cobrança do próprio presidente, que exige o “enquadramento” de parlamentares que discordem de ações da sua gestão. Com a medida, o PSL, que decidiu expulsar o deputado Alexandre Frota (SP) e é investigado por suspeitas de usar candidatas fantasmas na eleição de 2018, pretende se associar ainda mais à imagem de Bolsonaro.

A decisão foi vista internamente como um gesto de “purificação” do partido. Além de “filtrar” novos filiados, o partido quer “enquadrar” os que não seguirem à risca as diretrizes do partido. Ainda não está definido como e quem fará o pente-fino nos nomes que poderão concorrer pelo PSL.

“É uma medida para dar uma cara de novo ao PSL. A gente tem de saber quem está vindo se candidatar pelo partido. Temos de saber se ele é ficha-limpa, qual o passado político dele. Se não, daqui a pouco, vamos ver um esquerdista querendo se lançar só porque o partido cresceu e virou viável”, afirmou a deputada federal Carla Zambelli, de São Paulo. (Estadão)

PSL decide expulsar deputado Alexandre Frota

Nos últimos dias, Frota passou a criticar publicamente o governo e o presidente, e chegou a declarar que estava decepcionado com Bolsonaro

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (13) expulsar o deputado Alexandre Frota (SP). A decisão foi tomada após reunião da sigla em Brasília e anunciada pelo presidente do PSL, Luciano Bivar.

O pedido de expulsão de Frota, aprovado por nove votos, partiu da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que declarou recentemente que a situação do parlamentar no partido era “insustentável”. A expulsão não acarretará na perda do mandato de Frota, que poderá permanecer como deputado em outra sigla.

Nos últimos dias, Frota passou a criticar publicamente o governo e o presidente, e chegou a declarar que estava decepcionado com Bolsonaro e com a falta de articulação do presidente com os parlamentares. Em mais de uma ocasião, o parlamentar criticou, por exemplo, a iminente nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Um dos principais articuladores do PSL na votação da reforma da Previdência na Câmara, Alexandre Frota decidiu se abster na análise da proposta em segundo turno, contrariando a orientação do partido, depois de ter sido retirado da vice-liderança do partido na Câmara e do comando de três diretórios municipais a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

“Eu acredito que o Bolsonaro tenha pedido isso porque disse que estava decepcionado com ele, que não achava que a indicação do Eduardo como embaixador era a mais correta. Fui surpreendido com essas mudanças”, disse Frota na última quarta-feira.

Pela 3ª vez, Bolsonaro escolhe reitor menos votado e deixa em dúvida futuro de Natalino Salgado

O complicador da escolha pode ser a ligação de Natalino com a esquerda. O irmão de Natalino, Henrique Salgado, é filiado ao PCdoB

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) nomeou o terceiro nome da lista tríplice, o professor Janir Alves Soares, como novo reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). É a terceira nomeação de reitor feita pelo presidente que não acata a decisão da maioria da comunidade universitária, informa o Estadão.

Apesar da escolha do reitor ser prerrogativa do presidente, a nomeação de candidato menos votado rompe uma tradição que se mantinha desde 2003 na universidade de Minas Gerais.

Bolsonaro já havia nomeado o segundo e terceiro colocados, respectivamente, para as federais do Triângulo Mineiro (UFTM) e do Recôncavo da Bahia (UFRB).

A atitude de Bolsonaro deixa em dúvida a nomeação de Natalino Salgado como reitor da UFMA. O professor de Medicina recebeu 49% dos votos e foi reeleito ao seu terceiro mandato como reitor, para o período de 2019 até 2023. A nomeação oficial deve acontecer somente no mês de novembro. O complicador da escolha pode ser a ligação de Natalino com a esquerda. O irmão de Natalino, Henrique Salgado, é filiado ao PCdoB.