Governo estuda prorrogar auxílio emergencial até dezembro

Auxílio emergencial pode seguir até dezembro

Com a demora nas discussões sobre a criação do novo programa social do governo – batizado de Renda Brasil –, e sob o impacto dos ganhos de popularidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, a equipe econômica já trabalha com a possibilidade de estender o Auxílio Emergencial até o fim do ano.

O estudo da prorrogação do benefício foi revelado nesta segunda-feira (3) pelos jornais “O Globo” e “Estadão” e o blog confirmou.

Para evitar que o rombo nas contas públicas neste ano atinjam R$ 1 trilhão, a ideia do governo é negociar com o Congresso um valor menor, entre R$ 200 e R$ 300. Mas, para modificar o repasse, é preciso aval dos parlamentares.

Na semana passada, economistas do mercado financeiro viam nas viagens de Bolsonaro um sinal de que não haveria clima para encerrar o auxilio emergencial. O benefício foi criado em meio à pandemia do novo coronavírus e trouxe popularidade ao governo em um grupo em que o presidente tinha pouca entrada.

Um dos argumentos da equipe econômica para reduzir o valor do benefício é o de que já há sinais de retomada para muitos setores.

Bolsonaro reage com ironia a “Pacto pelo Emprego” sugerido por Flávio Dino

Na visão de Bolsonaro, a sugestão apresentada é contraditória em relação à postura que Dino vem adotando no estado.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reagiu hoje com ironia à proposta do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de construção de um “pacto pelo emprego” a fim de amenizar os danos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Na visão do mandatário, a sugestão apresentada ontem é contraditória em relação à postura que Dino vem adotando em seu estado.

“Tem governador agora que quer que eu faça um pacto pelo emprego. Mas ele continua com o estado dele fechado”, disse o Bolsonaro durante conversa com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência.

Dino apresentou a ideia por meio de uma carta enviada a Bolsonaro. Desafeto político e cotado para enfrentar o atual mandatário em uma provável tentativa de reeleição daqui a dois anos, o governador propõe que seja realizada uma reunião com os presidentes das confederações empresariais e centrais sindicais para costura do que chamou de “Pacto Nacional Pelo Emprego”.

“Considerando este cenário desafiador, gostaria de sugerir uma reunião liderada por V. Exa. com os governadores e os presidentes das confederações empresariais e centrais sindicais para que possamos construir um ‘Pacto Nacional pelo Emprego’, com medidas emergenciais de geração de emprego e renda”, escreve o governador no ofício.

Em postagem no Twitter, Flávio Dino rebateu Bolsonaro e disse que o assunto não é para ser tratado com ironia. “Espero que o presidente leve a sério a urgência de ações efetivas. É impossível tratar do tema no “cercadinho” do Alvorada. Por isso, insisto na ideia do Pacto Nacional pelo Emprego”, escreveu.

Flávio Dino propõe a Bolsonaro pacto nacional pelo emprego

Além da proteção aos empresários, o governador pediu a apresentação de “um plano de obras públicas, indispensável para recolocar o país no rumo do crescimento”.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), encaminhou uma carta a Jair Bolsonaro sugerindo uma reunião com os presidentes das confederações empresariais e centrais sindicais para a construção de um “Pacto Nacional Pelo Emprego”. Dino, além de pedir para o presidente coordenar o encontro, solicitou a apresentação, por parte do governo, de propostas para proteção dos pequenos e microempresários.

“Considerando este cenário desafiador, gostaria de sugerir uma reunião liderada por V. Exa. com os governadores e os presidentes das confederações empresariais e centrais sindicais para que possamos construir um ‘Pacto Nacional pelo Emprego’, com medidas emergenciais de geração de emprego e renda”, diz a carta do governador.

Além da proteção aos empresários, o governador pediu a apresentação de “um plano de obras públicas, indispensável para recolocar o país no rumo do crescimento”.

Ainda na carta, o governador lembrou que o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central apontou uma estimativa de retração do produto interno bruto (PIB) de 4,95% em 2020, sendo essa a maior queda da história do Brasil.

“O desemprego no país subiu para 12,9%, indicando o fechamento de milhões de postos de trabalho com relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE no último dia 30 de junho. O mesmo instituto aponta que mais de 700 mil empresas fecharam as portas até a primeira quinzena de junho”, aponta Dino.

Jair Bolsonaro está curado da Covid-19

Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus no último dia 7. Depois, o presidente fez outros testes, cujos resultados deram positivo.

O presidente Jair Bolsonaro informou neste sábado (25) em uma rede social que o teste de coronavírus deu negativo. Na mensagem, o presidente não informa quando fez o teste de Covid-19.

“RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, escreveu Bolsonaro. Logo após a publicação, Bolsonaro saiu de moto por Brasília, acompanhado por seguranças.

Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus no último dia 7. Depois, o presidente fez outros testes, cujos resultados deram positivo.

Desde que saiu o primeiro teste positivo, Bolsonaro passou a despachar do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

No período, Bolsonaro também se dirigiu diariamente, no fim da tarde, ao gramado onde fica a portaria principal do palácio. No local, conversava com apoiadores e transmitia ao vivo em uma rede social as conversas.

Eleições de 2022: Bolsonaro lidera e Flávio Dino cresce em relação à última pesquisa

O presidente Jair Bolsonaro vence em todos os cenários; Flávio Dino cresce na pesquisa

O governo Jair Bolsonaro passou, nos últimos três meses, por uma tempestade política perfeita. A crise inaugurada pela pandemia do novo coronavírus, menosprezada pelo presidente desde o início, somou-se à conturbada demissão de seu ministro mais popular, Sergio Moro, duas trocas no Ministério da Saúde, a abertura de um inquérito para apurar interferência política na Polícia Federal, a divulgação em vídeo de uma escabrosa reunião de seu gabinete, o cerco a bolsonaristas radicais em duas investigações do Supremo, a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em uma casa do advogado de Bolsonaro, o diagnóstico de Covid-19 do chefe do Executivo e o saldo nefasto de mais de 80. 000 mortos pela doença. Mesmo em meio a dificuldades sérias, que poderiam estraçalhar a popularidade de inúmeros políticos, o presidente conservador segue, mostrando, mais uma vez, que é um fenômeno político. Se a disputa presidencial fosse hoje, ele ainda seria reeleito.

Essa é uma das principais conclusões de um levantamento exclusivo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 21 de julho. Mesmo sendo um mandatário controverso à frente de um país dividido em relação ao seu governo, Bolsonaro lidera todos os cenários de primeiro turno — com porcentuais que vão de 27,5% a 30,7% — e derrotaria os seis potenciais adversários em um segundo round da corrida ao Planalto em 2022: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-­prefeito Fernando Haddad (PT), o ex-­governador Ciro Gomes (PDT), o ex-­ministro Sergio Moro, o governador paulista João Doria (PSDB) e o apresentador Luciano Huck. Um feito impressionante, considerando-se que, segundo a mesma pesquisa, 48,1% dos brasileiros desaprovam a sua gestão (eram 51,7% no fim de abril) e 38% consideram ruim ou péssimo o seu trabalho (eram 39,4%).

Comparada a um levantamento anterior da Paraná Pesquisas, de três meses atrás, a aprovação oscilou positivamente de 44% para 47,1%, enquanto o contingente que considera seu mandato ótimo ou bom foi de 31,8% para 34,3%, variação acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), maior figura da legenda, pontua em um dos cenários com 1,6%, percentual meljor que na última pesquisa quando apareceu com 1,4%.

Governo Federal entrega 5 mil cestas de alimentos a indígenas do Maranhão

A entrega foi feita pela ministra Damares Alves, na sexta-feira (17), em Imperatriz (MA).

O presidente Jair Bolsonaro informou que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) entregou cerca de 5 mil cestas de alimentos aos indígenas do Maranhão. Em mensagem publicada no twitter, o presidente também afirmou que os ministérios da Defesa e da Saúde também estão atuando com suporte de profissionais da saúde e de infraestrutura para atender às comunidades durante a pandemia de covid-19. 

A entrega foi feita pela ministra Damares Alves, na sexta-feira (17), em Imperatriz (MA). A medida vai beneficiar indígenas dos povos Krikati, Guajajara e Gavião, Akroá-Gamella, Awa Guajá, Canela, Kaapor, Kreniê, Ticuna do Maranhão, Timbira e Tremembé. A distribuição dos alimentos é realizada para diminuir a vulnerabilidade social, evitando o deslocamento para outros povoados em busca de comida. 

Cestas entregues

Segundo o ministério, já foram entregues 14 mil cestas em etapas anteriores da distribuição. A ação faz parte do Plano de Contingência para Populações Vulneráveis, criado pelo governo federal para diminuir os impactos sociais da pandemia. Cerca de R$ 4,7 bilhões devem ser investidos no programa. Em todo o país, 275 mil unidades foram entregues. 

Além do ministério, também participam da distribuição dos alimentos a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

“A responsabilidade principal é do presidente da República”, diz Flávio Dino sobre crise econômica

Flávio Dino afirmou ainda que se não houver uma rápida coordenação federal, o Brasil continuará tendo que conviver com graves problemas sanitários e econômicos

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17) o governador Flávio Dino afirmou o quanto precisou ter firmeza para, em meio a críticas, sustentar medidas sanitárias de prevenção ao coronavírus no Maranhão, como fechamento de estabelecimentos comerciais e lockdown.

“Qual a consequência nós estamos vendo hoje? Não nos livramos do coronavírus, nem da crise econômica e a responsabilidade principal é do presidente da República que não compreendeu o que estava acontecendo. Os governadores continuam na luta cotidiana e postulando isto de que haja essa coordenação nacional, ainda é tempo”, disse Dino.

Ele afirmou ainda que se não houver uma rápida coordenação federal, o Brasil continuará tendo que conviver com graves problemas sanitários e econômicos, como o desemprego. “Não discuto se o remédio a, b ou c são eficazes porque não me cabe, não sou médico. O presidente tampouco é. Então o que cabe a nós, lideres políticos, é cuidar das políticas públicas. Quem cuida de remédio é o médico, que o prescreve”, pontuou o governador.

“O novo marco legal do saneamento é usurpação de competência”, diz governador Flávio Dino

Flávio Dino afirmou que há uma tendência de usurpação de competências subnacionais pela esfera federal, a exemplo do que acontece com o novo marco legal do saneamento. 

Em recente live com a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), o governador Flávio Dino afirmou que há uma tendência de usurpação de competências subnacionais pela esfera federal, a exemplo do que acontece com o novo marco legal do saneamento. 

“O marco legal do saneamento promulgado e sancionado dia 15, a pretexto de exercer essa competência do artigo 21, inciso XX, de diretrizes para o saneamento básico, busca na verdade uma usurpação da competência dos titulares dos serviços que são os municípios e dos seus concessionários que são empresas estaduais”, assegura Dino. 

O artigo 21 da Constituição Federal diz que compete à União instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos. 

“Não se trata de sistemas nacionais, na verdade são diretrizes. Esses exemplos mostram que precisamos articular pactos de federalismo cooperativo horizontal, a exemplo do Consórcio do Nordeste, para que nós possamos contrastar com essa tendência de centralizações, portanto, de anulação das virtudes da forma federativa de estado”, concluiu o governador do Maranhão.

Bolsonaro está ‘muito inclinado’ a ir para o PTB, diz Roberto Jefferson

Jair Bolsonaro saiu do PSL após desavenças com a direção da legenda

O Globo

Presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse a um correligionário, em um áudio de WhatsApp obtido pelo GLOBO, que Jair Bolsonaro, hoje sem partido, está “muito inclinado” a ir para a legenda. Na gravação, Jefferson dá a informação para motivar o ex-vereador Marcos Medeiros, que não conseguiu se reeleger em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, a disputar novamente o pleito em novembro deste ano.

“Marquinhos, vou te ajudar, meu irmão. O presidente ficou muito inclinado a vir para o PTB. Penso que ele vem. Agora, (sobre) o outro assunto que você me fala, vou te ajudar, sim, a recuperar o mandato. Você merece, Marquinhos”, disse Jefferson, que é investigado no inquérito que apura disseminação de fake news, em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Procurada, a filha de Roberto Jefferson e ex-deputada federal, Cristiane Brasil, pré-candidata à Prefeitura do Rio, confirmou a autenticidade do áudio.

“Os grupos mais conservadores do PSL entraram en conflito com (os advogados) Karina Kufa e Admar Gonzaga e se dizem enganados. Porque a criação do (partido) Aliança Pelo Brasil não está sendo tão simples como foi vendida para os parlamentares. Ao mesmo tempo, a relação do presidente Bolsonaro com o Jefferson sempre foi boa. Há ministros que, depois da conversa no Planalto, apoiam a adesão ao PTB. Além disso, dirigentes do PSL dizem que não liberam seus deputados para o Aliança, mas que liberariam para o PTB, por conta da boa relação que temos”, disse ela, afirmando que, na legenda, bolsonaristas poderiam “pleitear comissões e ter protagonismo”.

Procurado, o Planalto preferiu não comentar.