Partido de Carlos Brandão e Cléber Verde diz que vai convidar Bolsonaro para ingressar na legenda

No Maranhão, o Republicanos é presidido pelo deputado federal Cléber Verde e tem entre seus filiados, o vice-governador Carlos Brandão

Depois dos atritos das últimas semanas com o PSL e com o presidente nacional da sigla, o presidente Jair Bolsonaro agora busca um novo porto seguro para si e seus aliados. O Republicanos (ex-PRB), partido ligado à Igreja Universal, pode ser uma das opções e já afirmou que deve convidar o presidente para migrar para a legenda.

Questionado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o deputado Marcos Pereira, presidente do partido, diz: “Estão recomendando isso, que a gente traga ele”.

No entanto, para que os deputados do PSL aliados a Bolsonaro migrassem também para a sigla, seria necessário que o Republicanos se fundisse a outro partido. A outra hipótese é os parlamentares do PSL conseguirem autorização da Justiça Eleitoral para deixar o partido sem perder o mandato. Eles podem alegar, entre outras coisas, perseguição da legenda.

No Maranhão, o Republicanos é presidido pelo deputado federal Cléber Verde e tem entre seus filiados, o vice-governador Carlos Brandão.

Presidente nacional do PSL é alvo de operação da Polícia Federal

A operação apura o uso de candidatura laranja pelo partido na eleição de 2018.

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, em Jaboatão dos Guararapes (PE), nesta terça-feira (15). A operação apura o uso de candidatura laranja pelo partido do presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Também foram cumpridos mandados na sede do PSL em Pernambuco e em uma gráfica.

Ao todo, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) autorizou nove mandados para a Operação Guinhol, atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE). Todos os nove já foram cumpridos.

A ação busca saber se houve fraude no emprego dos recursos destinados às candidaturas de mulheres – ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados em campanhas femininas. Segundo a PF, há indícios de que o dinheiro foi desviado e usado por outros candidatos.

O advogado de Bivar e do PSL divulgou nota afirmando estranhar a operação em um momento de “turbulência política” – nos últimos dias, Bolsonaro atacou o PSL, ameaçou deixar o partido e foi criticado por Bivar. A PF e o TRE em Pernambuco não quiseram comentar a declaração.

“A defesa enfatiza que o inquérito já se estende há 10 meses, já foram ouvidas diversas testemunhas e não há indícios de fraude no processo eleitoral. Ainda na visão da defesa, a busca é uma inversão da lógica da investigação, vista com muita estranheza pelo escritório, principalmente por se estar vivenciando um momento de turbulência política”, diz a nota, assinada pelo escritório de advocacia de Ademar Rigueira.

Mais cedo, Rigueira afirmou que a defesa vai colaborar com as investigações da PF e criticou a busca e apreensão. “É um absurdo completo. Esse inquérito está se arrastando há muito tempo, tudo foi esclarecido, não havia necessidade alguma dessa busca e apreensão. O delegado está fazendo uma pescaria para encontrar alguma coisa”, afirmou o advogado.

Os mandados de busca foram cumpridos em endereços nos seguintes bairros do Recife: Torre, Rosarinho, Madalena, Ilha do Retiro, Afogados e São José. Em Afogados, fica localizada uma gráfica, enquanto a sede do PSL é no bairro de São José. Além desses locais, a PF também seguiu para o apartamento de Bivar, em Piedade, no Grande Recife, e dois endereços na cidade de Amaraji, na Zona da Mata Sul do estado. Foram apreendidos celulares, notebooks e pendrives nos endereços no Recife e em Jaboatão. Na gráfica, a PF também recolheu documentos.

Mais de 60% da população de Imperatriz aprovam o governo Flávio Dino; Bolsonaro é rejeitado por 57%

De acordo com a pesquisa, Flávio Dino segue melhor avaliado no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão

Uma recente pesquisa divulgada pelo Instituto Econométrica na cidade de Imperatriz mostrou como anda a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador Flávio Dino (PCdoB). De acordo com a pesquisa, Flávio Dino segue melhor avaliado no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão.

O instituto mostra que 67,4% da população de Imperatriz aprova o governo Flávio Dino. 30,0% não aprova e 2,6% não souberam responder.

Ao questionarem sobre o governo Jair Bolsonaro, 40,2% disseram aprovar, bem abaixo da aprovado do governador Flávio Dino. Enquanto 57% não aprovam a gestão Bolsonaro, mostrando que a rejeição é bem maior. 2,8% dos entrevistados não souberam responder.

A pesquisa Econométrica ouviu 600 eleitores de Imperatriz entre os dias 7 e 9 de outubro. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Conservadores: conheça o partido que Eduardo Bolsonaro quer criar e levar o pai

Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã

A crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL pode levar o Brasil a ter um novo partido político. Sonho do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, o Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã e na propriedade privada como princípios para a política no Brasil.

Em matéria publicada quarta-feira (9) pelo jornal O Globo , a minuta da criação dos Conservadores é divulgada e aponta que o partido será fundado na “moralidade cristã, a vida a partir da concepção, a liberdade e a propriedade privada”. A sigla ainda pretende ser uma voz para a liberdade da defesa individual e na defesa do porte de armas.

A ideia de Eduardo Bolsonaro em criar um partido próprio nasceu em 2018, quando o pai Jair Bolsonaro ainda não tinha se filiado ao PSL e procurava uma sigla para sair candidato a Presidente da República. Bolsonaro, que na época era filiado ao PSC, chegou a flertar com o PEN (que viraria Patriota justamente para abrigar o capitão reformado), mas acabou convcencido a ir para o PSL.

Temendo que não alcançasse um partido que defendesse realmente as causas de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro começou a falar com aliados para a criação do Conservadores. O sonho, porém, ficou na gaveta depois da filiação ao PSL.

Para criar um partido no Brasil é necessário reunir 101 fundadores de pelo menos nove estados diferentes da federação. Além disso, é preciso conseguir 500 mil assinaturas (correspondente a 0,5% do representado pela Câmara dos Deputados). Depois, é preciso escolher os diretores partidários de cada estado e apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral. 

Bolsonaro pede para apoiador esquecer o PSL

A conversa foi gravada por um dos apoiadores e publicada no canal do Youtube “Cafezinho com pimenta”

O presidente Jair Bolsonaro deu indícios nesta terça-feira (8) de que pode deixar o PSL. O partido tem enfrentado disputas internas e sua bancada na Câmara está rachada. Bolsonaro pediu a um apoiador nesta manhã para que esquecesse o partido e afirmou que o presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE), “está queimado pra caramba” e vai “queimar o seu filme também”.

Na saída do Palácio da Alvorada, onde apoiadores esperam para conversar e tirar fotos com o presidente, um homem se apresentou a Bolsonaro como pré-candidato no Recife pelo PSL. Bolsonaro, então, cochichou em seu ouvido: “Esquece o PSL”.

Ainda assim, o rapaz gravou um vídeo junto ao presidente em que diz: “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife”. Bolsonaro então pediu para que ele não divulgasse a gravação.

“Ó cara, não divulga isso, não. O cara Bivar está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, recomendou.

A conversa foi gravada por um dos apoiadores e publicada no canal do Youtube “Cafezinho com pimenta”. A imprensa é proibida de ficar no mesmo local onde esses apoiadores gravam esses diálogos com o presidente.

Assim que o presidente repreendeu o rapaz, ele respondeu que iria esquecer o PSL e gravou um novo vídeo suprimindo o nome do partido e do dirigente. “Viva o Recife, eu e Bolsonaro”.

Na segunda-feira, 7, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que não havia da parte do presidente nenhuma “formulação com relação a uma suposta transição de partido”.

STF notifica Bolsonaro por insinuar ligação de ONGs com queimadas na Amazônia

A notificação do ministro prevê que Bolsonaro responda a oito questionamentos relacionados a declarações que fez em agosto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu notificar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) para que explique as declarações em que atribui a ONGs a responsabilidade por queimadas na Amazônia. A determinação ocorreu na quarta-feira, 2, e atende a pedido da Associação Civil Alternativa Terrazul, de Fortaleza.

A notificação do ministro prevê que Bolsonaro responda a oito questionamentos relacionados a declarações que fez em agosto. Na decisão, Moraes aponta que o pedido tem “pertinência” “em primeira análise”. Além disso, lembra, que o pedido de explicações está previsto no Código Penal e tem o objetivo de esclarecer “situações ambíguas” e “viabilizar o exercício futuro de ação penal condenatória”, “sendo cabível em qualquer das modalidades de crimes contra a honra”.

Em agosto, Bolsonaro insinuou que as queimadas estariam relacionadas à suspensão de repasses do Fundo Amazônia a projetos. “Pode estar havendo, não estou afirmando, ação criminosa desses ‘ongueiros’ para exatamente chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil”, disse na época.

A fala teve repercussão negativa entre ambientalistas e também na imprensa estrangeira. O presidente nunca apresentou qualquer indício do envolvimento de ONGs com os números recorde de queimadas deste ano. 

Dentre os questionamentos enviados ao presidente estão: “Quais ONGs são as supostas responsáveis pelas queimadas na Floresta Amazônica?”; “Se o interpelado tem conhecimento de quais são essas ONGs porque nenhuma medida foi tomada contra elas até o momento, levando em consideração que estas, de acordo com ele próprio, vem cometendo ato tipificado como crime?”; e “Existem provas concretas de que as ONGs que, supostamente, tiveram repasse de verbas cancelados ou reduzidos estão participando ativamente dos incêndios na floresta amazônica ou isso não passa de mera conjectura do interpelado?”

Eleições 2022: Bolsonaro volta a criticar Luciano Huck e compra de jato com recursos do BNDES

Bolsonaro fez referência a um empréstimo de R$ 17,7 milhões feito por Luciano Huck no BNDES em 2013

Estadão

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o apresentador Luciano Huck por uso dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) para a compra de um jato particular.

Em participação por vídeo conferência no 3º Simpósio Conservador de Ribeirão Preto, Bolsonaro fez referência a um empréstimo de R$ 17,7 milhões feito por Luciano Huck no BNDES em 2013, para a compra de uma aeronave particular da Embraer. Os empréstimos eram parte de um programa do banco destinado a financiar investimentos de empresas, chamado Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) usado para a compra da aeronave.

“Alguém quer um dinheiro do BNDES pagando 4% aí? Ele diz aqui que está viajando o Brasil. Obviamente, viajando o Brasil com o (inaudível) BNDES. Alguém acha que o povo vai votar no pau mandado da Globo, mas não estamos aqui fazendo campanha. É um direito dele”, afirmou Bolsonaro.

O Estado mostrou que o nome de Luciano Huck é peça central na articulação de um grupo de políticos, economistas e representantes de movimentos de renovação para a construção de uma alternativa de centro diante do cenário de polarização da política nacional.

Em entrevista à revista Marie Claire, a apresentadora Angélica, mulher de Huck, afirmou que uma eventual candidatura do marido para a Presidência da República é um “chamado”. “Não posso dizer que acho muito legal Luciano sair candidato, não seria verdade, mas tem uma hora que você não está mais no controle. É uma espécie de chamado”, disse.

Atuação de Roberto Rocha pró-Bolsonaro deve esquentar clima no PSDB

Agora, o político deve escolher ou garantir sua sobrevivência política com o apoio do governo Bolsonaro, ou ter a garantia do comando do PSDB no Maranhão.

Que o mandato do senador Roberto Rocha (PSDB) está totalmente a serviço do presidente Jair Bolsonaro (PSL), isso já não é novidade para ninguém. Mas tal subserviência deve esquentar os climas no PSDB, principalmente quando o assunto são as eleições de 2022.

Nos últimos meses, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), possível candidato a presidente em 2022, tem intensificado as críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que por sua vez, não mede palavras para responder Dória.

Tal aproximação de Roberto com Bolsonaro já fez ligar o alerta nos aliados de Dória. Dirigentes do PSDB afirmam que a militância precisa estar unida no projeto do partido para 2022. Quem não se colocar no projeto dessa forma, sofrerá punições.

O desespero político de Roberto Rocha é devido sua péssima atuação no senado, o fracaso de sua administração estadual no PSDB e suas derrotas eleitorais que começaram desde 2016.

Agora, o político deve escolher ou garantir sua sobrevivência política com o apoio do governo Bolsonaro, ou ter a garantia do comando do PSDB no Maranhão.

TSE conclui que campanha de Bolsonaro não fez disparos em massa no WhatsApp

A decisão de Mussi estabelece que “não há indício de que a AM4 [empresa contratada pela campanha de Bolsonaro] tenha fechado contratos para disparo em massa”

Em decisão proferida quinta-feira (26) pelo ministro Jorge Mussi, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (Republicanos) não dispararam mensagens em massa no WhatsApp durante campanha eleitoral em 2018.

Uma ação movida pelo PT questionava a legitimidade das eleições do atual presidente. O documento tinha como base em reportagem publicada pela Folha de S. Paulo. Se Bolsonaro fosse considerado culpado, seria cassado.

Em 18 de outubro, o jornal publicou reportagem dizendo que empresários compraram pacotes de impulsionamento de disparos em massa por WhatsApp contra o PT, prática pode caracterizar doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.

Após a publicação da reportagem, os advogados do então candidato do PT, Fernando Haddad, pediram ao TSE a abertura de uma Aije – Ação de Investigação Judicial Eleitoral para investigar suposto abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação pela campanha de Bolsonaro.

Segundo as informações de Gazeta do Povo, a decisão de Mussi estabelece que “não há indício de que a AM4 [empresa contratada pela campanha de Bolsonaro] tenha fechado contratos para disparo em massa” e que não há “indícios materiais que sustem as dúvidas lançadas” na reportagem. Além disso, segundo o juiz, o WhatsApp não cometeu nenhuma irregularidade.