Flávio Dino rebate ataques de opositores

Flávio Dino também comentou que, mesmo com a torcida da família Sarney para que o Estado quebre, o Maranhão anda com as finança em dia

O governador Flávio Dino (PCdoB) manifestou-se, por meio de suas redes sociais, sobre os ataques que vem sofrendo da oposição. A ação orquestrada teve início após o Governo do Estado ter encaminhado para a Assembleia Legislativa um pedido para autorização de um empréstimo de R$ 600 milhões. O dinheiro deve ser usado para o pagamento de precatórios deixados pelo governo Roseana Sarney.

“Lamento que a turma do passado insista em mentir e agredir. Quem deu calote em precatórios (dívidas judiciais) foi Roseana Sarney. Quase nada pagou entre 2012 e 2014. Eu já paguei mais de R$ 500 milhões desse rombo que eles deixaram. E esse é apenas um dos rombos. Todos os empréstimos bilionários que eles fizeram no passado são pagos por mim. Inclusive uma estranha dívida atrelada à variação do DÓLAR. Que sangra dramaticamente os cofres do Maranhão. E eles ainda têm coragem de falar em “rombos”?”, escreveu Flávio Dino.

Flávio Dino também comentou que, mesmo com a torcida da família Sarney para que o Estado quebre, o Maranhão anda com as finança em dia.

“Desde 2015 que pregam que o Maranhão está “quebrado” e anunciam o caos. Torcem pelo pior. Nunca gostaram do Maranhão e sim dos seus interesses familiares. Com síndrome de abstinência de cofres públicos, ficam agressivos. Pegamos a maior recessão econômica nacional desde 1929. Não me queixo. Luto com o que tenho e como posso. Mantemos o Estado funcionando. Ampliamos serviços públicos. Eles foram rejeitados em 2014 e 2018, mas, em desespero, querem voltar a mandar no grito. Coisa feia”, concluiu Flávio.

Época: A derrota dos Sarney e a vitória de Dino em livro


Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Flávio Dino e Carlos Brandão

Os bastidores da derrota dos Sarney nas duas campanhas que o governador Flávio Dino venceu na disputa pelo governo do Maranhão, em 2014 e 2018, são a espinha dorsal de lições de uma campanha eleitoral: a derrota do grupo Sarney, livro em que o marqueteiro e cientista político Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Dino, lançou na semana passada. Em conversa com a coluna, Corbellini disse não haver chance de Dino se tornar um típico coronel da política nordestino.

“É algo completamente diferente (Dino e o modelo de um típico coronel). (…) Se você olhar a composição do governo, ele (Dino) tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação.”

Por que você considera a eleição de Flávio Dino especial?

Nunca o Palácio dos Leões dos Sarney havia perdido uma eleição para o Executivo estadual e para o Senado. A primeira vez que aconteceu isso foi em 2014, em que a oposição elegeu tanto o governador quanto o senador, e foi o único caso dos estados do Nordeste que conseguiu derrubar a oligarquia regional sem o apoio do poder central (Dino não teve o apoio oficial de Dilma Rousseff em 2014).

Por que a família Sarney perdeu?

Primeiro, pelo próprio desgaste do tempo. Segundo, a opinião pública maranhense começou a ganhar uma autonomia, e a elite política do Maranhão não percebeu isso. E houve também uma reflexão de estética e da linguagem da oposição, em que a gente rompeu com a visão binária, de que o Maranhão era dividido em quem era Sarney e quem era anti-Sarney. (…) Para a oposição vencer, ela teve que romper um pouco com os arquétipos da sua própria linguagem.

Flávio Dino pode se tornar um novo coronel?

Não, é algo completamente diferente. Se você olhar a composição do governo, ele tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação. Não são lideranças políticas locais, são a nova vanguarda política que está se formando no Maranhão.

Quando foi eleito pela primeira vez, o Sarney tinha um discurso de modernidade. Esta mesma mensagem foi usada na campanha de Dino. Você vê alguma relação entre os dois?

Se você olhar o filme Maranhão 66, do Glauber Rocha, você verá o discurso de posse do Sarney. Ele fala que o Maranhão não aguentava mais a contradição de um estado tão rico e um povo tão pobre. Ele ganhou a eleição e iniciou uma longa era no setor público do Sarney e de seus aliados. É interessante que na campanha que a gente perdeu (em 2010), o discurso do Flávio é exatamente isso: nós não podemos mais suportar a contradição do estado rico com um povo pobre. A diferença é que o Sarney era um representante do poder central e, em 1966, era um discurso modernizador dentro do establishment.

As eleições de 2018 foram marcadas pelor uma polarização nacional mais forte ainda do que a de 2014. Houve alguma mudança de 2014 para 2018 na eleição do Maranhão?

As circunstâncias das eleições nacionais em 2018 foram absolutamente inéditas e até um pouco anômalas no Brasil. O eleitorado brasileiro foi exposto a quatro anos de uma intensa crise política, econômica e de segurança pública, e o que a gente teve em 2018 foram eleitores indignados com a política em geral. Foi uma eleição em que os candidatos não buscaram o meio. No Maranhão, esse ambiente não se repetiu. A estética da campanha do Flávio foi muito parecida com a campanha de 2014, que exaltou a alegria e a beleza do Maranhão.

Qual foi a diferença da campanha de 2014 para a de 2018, devido à proibição de empresas privadas doarem?

As campanhas do Flávio sempre foram bem mais modestas, em números, do que as campanhas que a gente enfrentava. O financiamento de campanha foi uma solução, porque ele estabeleceu um valor por baixo para fazer campanha, um horizonte de razoabilidade e uma certa segurança de fonte de recurso. Então foi uma boa solução. Muito mais estável (De acordo com dados do TSE, Dino gastou R$7,7 milhões na campanha de 2018, contra R$ 9,45 em 2014.)

Assis Filho caminha para ser o próximo presidente do MDB maranhense

Assis Filho é favorito na disputa, pois muitos integrantes do MDB enxergam que o partido no Maranhão precisa de uma renovação após a derrota amarga de 2018

Ex-secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer, Assis Filho (MDB) caminha para ser escolhido o próximo presidente do MDB do Maranhão. Assis é militante do partido e entrou no MDB ainda adolescente.

Com o fim do mandato do senador João Alberto, Assis irá disputar à presidência com o deputado federal Hildo Rocha, que conta com a simpatia da família Sarney. Já Assis conta com o apoio do atual presidente, do deputado federal João Marcelo e o deputado estadual Roberto Costa.

A ex-governadora Roseana Sarney ainda ensaiou uma candidatura para disputar à presidência do partido, mas desistiu após críticas de alguns integrantes do partido.

Assis Filho é favorito na disputa, pois muitos integrantes do MDB enxergam que o partido no Maranhão precisa de uma renovação após a derrota amarga de 2018.

Disputa pelo comando do MDB no Maranhão promete ser acirrada

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando

A eleição para o novo comando do MDB maranhense promete ser bastante acirrada entre as lideranças mais velhas do partido e a ala jovem. Com o fim do mandato do atual presidente, o senador João Alberto, e com o desejo de não mais disputar o comando da sigla no estado, vários políticos da legenda já se colocam na disputa para sucedê-lo.

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando. Derrotada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) na última eleição, Roseana terá resistência da classe jovem do partido, que defende a renovação dos quadros do partido.

As informações mostram que os jovens políticos Roberto Costa, Assis Filho e André Campos entrarão na disputa para promoverem uma renovação tão debatida nos últimos anos. Os números das urnas mostram que o MBD maranhense saiu totalmente fragilizafado e que suas velhas lideranças não conseguem mais aglutinar o apoio popular.

Outro que se coloca na disputa é o deputado federal Hildo Marques, que também prega a necessidade do partido renovar o comando de sua executiva no estado.

A briga pelo comando da legenda deve movimentar o partido nos próximos meses e outras figuras do grupo Sarney, mas que são de outros partidos prometem entrar na briga. É aguardar para ver…

Eleitores de Bolsonaro criticam declaração de voto de Roseana no presidenciável

Roseana Sarney esbarrou em eleitores cada vez mais politizados e atentos ao oportunismo barato das raposas velhas9

Se a intensão era surfar na popularidade do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e tentar garantir algum benefício em um possível governo, o grupo Sarney e o senador Roberto Rocha já encontraram dificuldades no grupo de apoiadores no Estado e entre os eleitores do candidato.

Logo após a votação do primeiro turno, a ex-governadora Roseana Sarney, além do senador Roberto Rocha, trataram de se escorar e declarar apoio ao candidato Bolsonaro.

Roseana Sarney esbarrou em eleitores cada vez mais politizados e atentos ao oportunismo barato das raposas velhas

A declaração de Roseana, por exemplo, não foi nada bem recebida pelos eleitores. As redes sociais foram inundadas de críticas aos políticos. Os admiradores e defensores de Bolsonaro rejeitaram totalmente o apoio dos políticos tradicionais. Para eles, Bolsonaro não precisa deles.

Roseana Sarney esbarrou em eleitores cada vez mais politizados e atentos ao oportunismo barato das raposas velhas

Pensando na sobrevivência de seus grupos políticos, as velhas figuras miram no candidato líder das pesquisas, mas esbarram em eleitores cada vez mais politizados e atentos ao oportunismo barato das raposas velhas.

Roseana Sarney esbarrou em eleitores cada vez mais politizados e atentos ao oportunismo barato das raposas velhas

STF acaba com aposentadoria de ex-governadores do Maranhão

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Procuradoria-Geral da República, e acabou com a aposentadoria vitalícia de ex-governadores do Maranhão. A decisão é do mês de setembro.

O benefício era garantido pelo artigo 45 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do Maranhão, agora declarado inconstitucional.

Na mesma ação, o plenário da mais alta corte do país também declarou a inconstitucionalidade da Lei estadual nº 6.245/1994, que garantia a aposentadoria às viúvas de ex-governadores.

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney.

As decisões já foram comunicadas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e ao presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PC do B).

Aliança do PSC com Roseana Sarney aposentou todos seus representantes

O partido encerrou as eleições de 2018 não garantindo representação na Assembleia Legislativa, muito menos no Congresso Federal

A derrota da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e do deputado federal Sarney Filho (PV) fez um grande estrago em todo o grupo, inclusive em partidos que ousaram fazer uma aliança na eleição de 2018, como o PSC.

O resultado das urnas mostrou que foi uma péssima escolha a aliança do PSC com o grupo Sarney.

Além da derrota de Ribinha Cunha (PSC), candidato a vice-governador na chapa de Roseana Sarney, outros nomes do PSC saíram derrotados nesta eleição.

O partido encerrou as eleições de 2018 não garantindo representação na Assembleia Legislativa, muito menos no Congresso Federal

Foi o caso do presidente da legenda no Estado, o deputado estadual Léo Cunha, que concorreu à reeleição, mas não obteve êxito.

Além de Léo Cunha, a deputado federal Luana Costa (PSC) também não garantiu sua reeleição para a Câmara dos Deputados.

O partido encerrou as eleições de 2018 não garantindo representação na Assembleia Legislativa, muito menos no Congresso Federal.

Grupo Sarney e prefeito de Imperatriz saem derrotados no segundo maior colégio eleitoral do Estado

A excelente votação de Flávio Dino em Imperatriz, que obteve 87.517 mil votos, 69,65% da votação, evidencia a força do grupo comunista no município. E as articulações para 2020 já começaram

Mesmo administrando a prefeitura de Imperatriz, o MDB, juntamente com o prefeito Assis Ramos, foram os maiores derrotados destas eleições no segundo maior colégio eleitoral do Estado.

Assis Ramos viu todos seus candidatos sendo derrotados na cidade em que administra e passa a olhar seu projeto a reeleição em 2020, prejudicado pelos números de 2018.

A candidata Roseana Sarney (MDB), correligionária de Assis obteve apenas 14 mil votos em Imperatriz, ficando atrás de Maura Jorge (PSL), que obteve 20.017 mil votos.

O prefeito de Imperatriz também viu seus dois candidatos a deputados saírem derrotas das urnas. Fátima Avelino (MDB), candidata a deputada estadual obteve apenas 7.784 mil votos na cidade, ficando em terceiro lugar, atrás de Marco Aurélio (PCdoB) e Rildo Amaral (SD). O candidato a deputado federal do prefeito, o médico Daniel Fiim teve apenas 12.923, ficando em quarto lugar.

Para o Senado, Edison Lobão (MDB) ficou em quinto lugar em Imperatriz e Sarney Filho (PV), em sexto lugar.

A excelente votação de Flávio Dino em Imperatriz, que obteve 87.517 mil votos, 69,65% da votação, evidencia a força do grupo comunista no município. E as articulações para 2020 já começaram.

Flávio Dino se reelege e decreta o fim da era Sarney no Maranhão

O governador sempre pontuava à frente dos demais adversários em todas as pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral do Maranhão.

Com 88% das urnas apuradas, o governador Flávio Dino (PCdoB) é reeleito no Estado do Maranhão.

Flávio Dino disputou a eleição com o apoio de 16 partidos e tinha na ex-governadora Roseana Sarney (MDB), sua principal adversária que pontua, até o momento, somente com 29%.

O governador sempre pontuava à frente dos demais adversários em todas as pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral do Maranhão.

Flávio Dino é reeleito e marca seu nome na história do Maranhão como o único governador que derrotou por duas vezes a família Sarney, derrotando inclusive, Roseana Sarney, que já governou o Estado por quatro mandatos.