Depurtado Zé Inácio destaca VII Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores

Segundo o parlamentar, são mais de 5.400 municípios nos quais acontecerão as eleições, e mais de dois milhões de filiados aptos a votar

O deputado Zé Inácio (PT) destacou, na sessão desta quinta-feira (5), a importância do VII Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, que ocorrerá nos dias 22, 23 e 24 de novembro, em São Paulo.

Ele explicou que, antes da etapa final para a realização do Congresso, que elegerá a presidência nacional do partido, a diretoria executiva e o diretório nacional do PT, haverá duas importantes etapas nos estados e nos municípios. Zé Inácio lembrou que, no Maranhão, assim como nos demais estados da Federação, o PT realizará eleições diretas, no próximo domingo (dia 8).

“Hoje, o PT tem dois milhões e duzentos mil filiados. Portanto, não só é o maior partido do Brasil como o partido mais organizado. Um dos maiores partidos do mundo e o processo de eleição direta em que cada filiado no município ou da comunidade mais distante de todo Brasil tem o direito a votar no presidente municipal, na direção municipal do partido, escolher o presidente estadual e escolher a direção nacional do partido”, afirmou Zé Inácio.

Ele acrescentou que o VII Congresso do PT vai debater a atual conjuntura política do Brasil e a conjuntura internacional. “Nós, filiados ao Partido dos Trabalhadores, vamos discutir também o legado dos últimos quatro mandatos do PT, que mudou a cara do Brasil e melhorou a condição de vida do povo brasileiro. Portanto, faço esse pronunciamento não só direcionado aos nossos militantes, mas à imprensa e a toda classe política maranhense”, frisou.

Zé Inácio salientou o processo democrático das eleições internas do PT, que dá a cada filiado a chance de escolher seu dirigente para comandar o partido no município, no estado e no País. Segundo o parlamentar, são mais de 5.400 municípios nos quais acontecerão as eleições, e mais de dois milhões de filiados aptos a votar. No Maranhão, são 38 mil filiados e acontecerá eleição em 190 municípios no próximo domingo.

“Portanto, aproveito não só para destacar a grandeza do nosso partido, a nossa organização interna, mas dizer também que o Partido dos Trabalhadores continua mais firme do que nunca e preparado para continuar enfrentando os grandes temas que possam melhorar a vida do povo brasileiro, para o Brasil continuar sendo um país de destaque, uma nação respeitada internacionalmente. Então, aproveito para conclamar a militância e dizer que o partido continua firme e forte. Lula Livre!”, ressaltou Zé Inácio.

Acordo para uso da Base de Alcântara avança na Câmara com apoio do PCdoB, PDT e PSB

Comissão aprova relatório favorável ao acordo para base de Alcântara

Parlamentares do PCdoB, PDT e PSB apresentaram, nesta quarta-feira (21), voto favorável à aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso do Centro de Lançamentos de Alcântara (MA) na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados.

Com voto em separado apresentado pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), o PCdoB defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia autônoma como projeto nacional e usou as cláusulas do próprio acordo para justificar o posicionamento, rechaçado por parlamentares do PSOL e do PT. “Concordamos em fazer essa continuação no processo de desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, mas com ressalvas”, disse, sendo subscrita pelo deputado Paulo Ramos (PDT-RJ).

Fazendo menção à necessidade de dar continuidade a programas de Estado e não apenas de um Governo, Perpétua esclareceu que a posição do partido se baseou, ainda, nos termos do próprio AST, como o compromisso mútuo de proteger tecnologias e patentes das partes e a possibilidade de quebra de acordo, em caso de desrespeito às cláusulas .

“Reafirmo, então, o comportamento do PCdoB e do PDT, que tem em seus programas, o DNA da soberania nacional. Governos passam, assim como o desastrado Governo de Bolsonaro vai passar”, comentou. O posicionamento também foi defendido pelo líder e vice-líder do PCdoB, deputados Daniel Almeida (BA) e Márcio Jerry (MA). “Este acordo pode ser discutido, com os Estados Unidos, e com qualquer outra nação, desde que respeitada sua soberania e garantindo o direito do país de desenvolver tecnologia”, afirmou Almeida.

Márcio Jerry, que atualmente preside uma subcomissão específica para debater e acompanhar as tratativas do acordo na Comissão de Ciência e Tecnologia, onde o AST será encaminhado, afirmou que a aprovação aponta a “clareza do Partido com a defesa da soberania, do desenvolvimento da política aeroespacial brasileira, das comunidades de Alcântara e de apoio à ciência e tecnologia no Maranhão”. O parlamentar maranhense salientou que embora o PCdoB tenha dado aval à continuidade do processo pelo Governo de Jair Bolsonaro, deputados devem seguir ampliando o debate. “Esta é uma matéria importante para o país e para a Câmara dos Deputados e devemos seguir discutindo os termos aqui na Casa”.

Primeira Comissão a apreciar o tratado selado com o Governo americano, a aprovação do AST deverá ser submetido a outras duas comissões da Câmara, antes de ir à votação em Plenário. Se aprovado, seguirá para o Senado Federal, onde será submetido a um novo rito de votação.

PT precisa apostar em Flávio Dino como Plano A e não como Plano B

Lula precisa reconhecer seus erros e apostar em novos nomes. Expoente da nova esquerda brasileira, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem ganhando visibilidade e pode ser o grande nome de 2022

Alheio ao cenário atual em que perdeu drasticamente seu capital político, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguem dando sinais de que irão continuar arriscando em nomes próprios da legenda nas próximas eleições. Foi o que deixou claro o ex-presidente Lula em vídeo gravado diretamente da sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

O ex-presidente fala em vídeo que o “PT tem muita gente importante. O partido não pode ser criminalizado por ser o maior partido de oposição. O PT tem 30% do eleitorado só pra começar”, afirmou o presidente erroneamente em só pensar no partido e esquecer o cenário atual, além de deixar de lado outras figuras do campo progressista.

Lula precisa reconhecer seus erros e apostar em novos nomes. Expoente da nova esquerda brasileira, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem ganhando, cada dia mais, visibilidade. Com suas obras e opinião sensata sobre o cenário político, o governador vem conquistando mais seguidores, virando uma forte opção para as eleições de 2022 e incomodando até mesmo o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Nesse momento de reconhecer quais as opiniões das ruas, o PT precisa de um passo atrás para dar um maior à frente. E isso passa por reconhecer o governador Flávio Dino como o plano A para 2022. Só um nome como Flávio Dino pode unir vários partidos da esquerda e até mesmo de outros campos políticos. O governador do Maranhão não pode ser apenas uma lembrança, mas a primeira opção para 2022.

Fora do poder há três anos, o PT teve, nas eleições de 2018, a resposta que a maioria das pessoas não deseja a volta do partido ao poder. Sem a rejeição do PT, Flávio Dino parte na frente e pode ser o grande nome capaz de unir o campo progressista em 2022.

‘O PT tinha diálogo com nóis cabuloso’, diz líder do PCC grampeado

Reprodução de grampo da Operação Cravada da Polícia Federal

Estadão

Uma liderança do PCC interceptada pela Polícia Federal afirmou que a facção tinha um ‘diálogo cabuloso’ com o PT e criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Os telefonemas, de abril deste ano, obtidos pelo Estado foram captados pela Operação Cravada, que mira o núcleo financeiro da organização.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal foi às ruas em 7 estados com um efetivo de 180 agentes, para cumprir 30 mandados de prisão. Segundo o último balanço, além de 28 presos, a ação terminou com o bloqueio de 400 contas ligadas ao Primeiro Comando da Capital. De acordo com as investigações, o núcleo financeiro da facção é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a organização em âmbito nacional.

No relatório de interceptações telefônicas, a PF diz: “Também foram encontrados indicativos de vínculos da ORCRIM PCC com partidos políticos, o que nesse momento não está dentro dos objetivos da investigação e, semelhante a questão de corrupção de agentes públicos, temos a necessidade de encerrar a chamada fase sigilosa da investigação”.

Um dos alvos é Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como ‘Elias’ ou ‘Veio’. De acordo com as investigações, ele atua como ‘Resumo da Rifa’, e é responsável por ‘posição na hierarquia da organização criminosa e também possui poder de decisão e mando sobre os demais integrantes’. “Das investigações foi possível desvelar que o noticiado possui a função de controlar as contas bancárias, utilizadas pela organização para movimentar dinheiro de suas atividades ilícitas, principalmente, o tráfico de drogas”. Ele é um dos homens de ‘relevante função, bem como poder e comando’ do PCC, que foram transferidos para presídios federais.

Em um dos diálogos, no dia 22 de abril, ele conversa com Willians Marcondes Ferraz, o ‘Rolex’, que também atua na mesma posição no organograma da organização. Outro interceptado é André Luiz de Oliveira, o ‘Salim’. Em uma das conversas, Elias diz a Salim: “A gente sabe que esse governo que veio irmão, esse governo aí ô, os cara começou o mandato agora, irmão, agora que eles começaram o mandato, os caras têm quatro ano aí pela frente, irmão”.

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê?”, afirmam.

O traficante passa então a criticar o ministro Sérgio Moro. “Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não. Esse MORO aí, esse cara é um filha da puta, mano. Esse cara aí é um filha da puta mesmo, mano. Ele veio pra atrasar”.

“Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano….”, diz Elias.

Flávio Dino e Luciana Santos visitam Lula em Curitiba

Após a visita, o governador do estado do Maranhão e a presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) relataram que Lula tem muito a fazer pelo Brasil.

Em visita a Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, o governador do Maranhão Flávio Dino e a presidenta do PCdoB, Luciana Santos — também vice-governadora do estado de Pernambuco debateram com o ex-presidenta a conjuntura nacional, além de manifestarem solidariedade à sua condição de vítima de um processo judicial injusto.

Antes, eles foram recebidos em almoço na residência do ex-senador e ex-governador Roberto Requião (MDB-PR). Em entrevista ao Portal Vermelho, eles analisaram a perspectiva de ação política para enfrentar o agravamento da crise. Dino disse que Lula tem papel importante nesse processo, destacando os êxitos do seu governo e a sua liderança política. Ele comentou também a situação jurídica do processo do ex-presidente, avaliando que, pela legalidade democrática ele teria de receber um tratamento justo.

Sobre o parecer do Ministério Público em favor da progressão de pena de Lula para o regime semiaberto, Flávio Dino, que foi juiz federal por 12 anos, disse que o ex-presidente “acompanha os desdobramentos”. “Eu manifestei minha opinião jurídica, de que ele tem esse direito, e espero que o STJ acolha para que a gente tenha não a justiça, que seria a não condenação, mas um caminho que imediatamente pode garantir que ele recupere parte da sua liberdade e com isso ajude ainda mais a política brasileira”, afirmou.

Luciana Santos, que após a visita a Lula se encontrou com os militantes que fazem vigília instalada há mais de uma ano próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal, ressaltou o respeito pelo dos comunistas pelo legado que Lula deixou para o Brasil. “Um brasileiro que está lutando por Justiça e tem sido assertivo na defesa da soberania nacional”, declarou.

PSL, Novo e PRB crescem, grandes partidos como PT, PSDB e MDB ficam estagnados

Proporcionalmente, o partido com maior crescimento foi o Novo, que registrou um avanço de 29%

Dados do TSE publicados pela Folha mostram que o PSL, Novo e PRB foram os partidos que mais cresceream em número de filiados desde o começo do ano.

Proporcionalmente, o partido com maior crescimento foi o Novo, que registrou um avanço de 29%.

Já o PSL do presidente Jair Bolsonaro apresentou um aumento de 13% de filiados. O PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, cresceu 4%.

Grandes partidos como MDB, PT e PSDB estão estagnados. Dados mostram que desde janeiro, tanto o PSDB quanto o PT cresceram apenas 0,6% em número de filiados. Já o MDB apenas avançou 0,1%.

Oposição avalia que não é hora para pedir impeachment de Bolsonaro

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua

Dirigentes dos cinco principais partidos da oposição – PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL – avaliaram que não é o momento de pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, que se encontraram na quarta-feira (22), não existe motivo formal para o afastamento, apesar do desgaste sofrido pelo governo em apensas cinco meses de gestão. “Não é hora de tomarmos nenhuma iniciativa neste sentido. O terreno é o da luta política com mobilizações e ações conjuntas no Congresso”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

No PT, sobretudo, a ordem é para não repetir com o atual governo o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Em reunião de avaliação dos cenários políticos, na semana passada, dirigentes do PT chegaram a questionar se a possibilidade de o vice-presidente Hamilton Mourão assumir é melhor do que a permanência de Bolsonaro. De Curitiba, onde está preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que o partido intercale os ataques a Bolsonaro com propostas para a geração de empregos e recuperação da economia.

Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua marcadas para os dias 26 (em favor de Bolsonaro) e 30 (contra os cortes do governo na educação) antes de decidirem os próximos passos. “A depender dos desdobramentos, a gente volta a se reunir”, disse Juliano.

Além dele, participaram do encontro os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; PSB, Carlos Siqueira; PDT, Carlos Lupi e o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino. Nenhum deles chegou a colocar em pauta o pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o assunto foi tratado em função da pressão feita pelas bases das legendas de centro-esquerda. Por meio das redes sociais, militantes têm cobrado uma postura mais incisiva dos partidos. Nas manifestações do dia 15 em defesa da educação, o grito “fora Bolsonaro” foi ouvido em diversas cidades.

Governador do PSL escolhe líder do governo do PCdoB

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República

O governador de Roraima, Antonio Denarium, escolheu um comunista para ser seu líder de governo na Assembleia Legislativa: o deputado Soldado Sampaio, do PCdoB.

Já o governador de Santa Catarina, Comandante Moisés, abriu as portas do Palácio Cruz e Sousa, sede do governo estadual, para deputados do PT e integrantes do MST.

Apesar de eleitos pelo PSL de Jair Bolsonaro, Denarium e Moisés têm procurado se distanciar do modelo de governo do pelo presidente da República, dialogando com a oposição.

Dono da Gol cita políticos do DEM, PP, PT, PSDB e MDB

Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, além de outros políticos, foram citados em nova delação premiada

Em delação premiada firmada com a Justiça Federal do Distrito Federal, um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, implica políticos do MDB, como Michel Temer, Eduardo Cunha, Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves; do PT, como Fernando Pimentel e Vicente Cândido; do PSDB, como Bruno Araújo (PE); PP, como Ciro Nogueira, e do DEM, como Rodrigo Maia.

Segundo os anexos da colaboração obtidos pelo Estadão, Constantino afirmou ter ouvido pedido de propina de Michel Temer, então vice-presidente, de Cunha e Alves (MDB-RN), em reunião em Brasília em junho de 2012, no valor de R$ 10 milhões em troca da atuação do grupo para atender a interesses de companhias ligadas ao empresário em questões envolvendo a Caixa Econômica Federal.