Roberto Rocha revela intenção de apoiar Braide e retira certeza de candidatura de Wellington do Curso

A mensagem de Roberto Rocha reforça a intenção de apoiar Braide e fortalecer o nome mais competitivo da oposição.

O senador Roberto Rocha, presidente estadual do PSDB no Maranhão, falou sobre uma estratégia para garantir uma possível vitória do pré-candidato Eduardo Braide ainda no primeiro turno das eleições em São Luís. A ideia pode ser apoiar o nome de Braide já no primeiro turno e não permitir o que o deputado estadual Wellington do Curso continue com sua pré-candidatura.

“Já temos um pré-candidato, que e é Wellington do Curso. Contudo, é importante saber que pertencemos a um grupo político de oposição ao governo do estado. Neste aspecto, é perceptível a estratégia de Flávio Dino em lançar vários candidatos e forçar um segundo turno na tentativa de impedir uma vitória de Eduardo Braide no primeiro turno”, afirma o senador.

A mensagem de Roberto Rocha reforça a intenção de apoiar Braide e fortalecer o nome mais competitivo da oposição.

Com mais essa declaração, a pré-candidatura do deputado Wellington do Curso fica ainda mais incerta, o que pode exigir do parlamentar a troca de partido.

Maioria dos partidos se identifica como de centro

O levantamento foi feito com os 33 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Estadão

Em meio a um cenário polarizado, mais da metade dos partidos políticos brasileiros se diz de centro, enquanto apenas um – o PSL, até pouco tempo atrás a legenda do presidente Jair Bolsonaro – se considera de direita e sete se colocam como de esquerda. É o que aponta levantamento feito pelo ‘Estado’ com os 33 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A reportagem questionou as siglas como elas se autodefinem em relação à orientação ideológica. “O PSL é um partido liberal, de direita”, informou a legenda. Partido hegemônico na esquerda do País há pelo menos 30 anos, o PT saiu de sua última convenção nacional, realizada em novembro, como uma agremiação “de esquerda democrática e libertária”.

O levantamento mostra que, diante da narrativa de polarização que coloca, de um lado, parte da direita aglutinada em torno do bolsonarismo e, do outro lado, a esquerda tendo como núcleo o petismo representado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os partidos buscam se afastar dos extremos se colocando, de alguma forma, no centro do espectro político.

Dez partidos se declaram puramente como de centro: PMB, MDB, PL, PSD, PTC, DC, PROS, Avante, Patriota e Podemos. De centro-direita são PTB, Progressistas, PSC, PRTB e Republicanos. Já PDT, PSB, Cidadania, PV e PMN se encontram na centro-esquerda, segundo eles mesmos.

O centrismo traz variações de acordo com as classificações dadas pelos partidos que o representam. “Acreditamos que o centro seja o melhor ponto para que a gente possa aproveitar o que há de bom na esquerda, da extrema esquerda, da direita e da extrema direita”, afirmou o Patriota. Já o Podemos afirma ter três pilares ideológicos: “mais transparência, mais participação e mais democracia direta”.

Embora não caracterize necessariamente uma orientação ideológica o termo liberal aparece com frequência nas definições dadas pelas siglas: nove partidos citam a palavra na hora de descrever seu posicionamento. O PSL se considera “liberal de direita”; o PRTB é “liberal-conservador”; “liberal de centro” é como se considera o PL. O PSDB afirma ser adepto do “liberalismo social” e o DEM, uma agremiação “democrata liberal”. Três partidos se dizem “liberal na economia”: PTB, PSC e Republicanos. A única legenda que se diz puramente liberal, sem maiores ponderações, é o Novo. 

Ao todo, sete partidos se consideram de esquerda: PCdoB, PCB, PSOL, PCO, PSTU, PT e a recém criada Unidade Popular (UP). Última sigla a conseguir o registro junto ao TSE, a UP se classifica como um partido que “deve ter no centro de suas ações as lutas populares e não a conciliação”. “Somos um partido de esquerda. Que surgiu a partir do esgotamento de quase todos os partidos de esquerda e da direita também, que ficou bem nítido a partir das manifestações de junho de 2013”, afirmou o presidente nacional da UP, Leonardo Péricles Roque.

Há diferenças entre as legendas que se dizem de esquerda: o PCdoB “orienta-se pelo teoria marxista-leninista, a qual buscamos desenvolver e aplicar, de maneira original, na realidade brasileira”; o PCB se considera comunista; o PSOL, socialista. Outras siglas ligadas ao campo da esquerda preferem se colocar como “centro-esquerda”, embora também marquem diferenças entre si. O PDT se apega à própria história e afirma ter “raízes no trabalhismo histórico de Vargas”. 

Ao menos duas classificações enviadas à reportagem fugiram das concepções mais usuais quando se discute orientação ideológica. O Solidariedade, cujo presidente nacional é o líder da Força Sindical e deputado federal, Paulinho da Força, afirmou ser adepto do “humanismo sistêmico”. “O humanismo sistêmico nada mais é que a compreensão do Humanismo na contemporaneidade”, informou o partido, citando três pilares que dizem sustentar conceitualmente sua agenda: a cooperação e a solidariedade como princípios básicos e estruturantes de todas as relações sociais; a valorização do trabalho humano; e o desenvolvimento econômico, humano e social sustentável.

A Rede usou uma concepção pós-moderna para conceituar seu “sustentabilismo progressista”. “A visão binária de esquerda/direita, hermeneuticamente potente e importante para as sociedades ocidentais do século 18, não responde mais a todas as descobertas, transformações e metáforas políticas que presentemente fazem parte da nossa cultura social”, disse o partido.

Ricardo Murad reaparece no Congresso Estadual do PSDB

De acordo com as informações passadas no evento, o ex-deputado pretende disputar a eleição para a prefeitura de Coroatá, em 2020

O ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, reapareceu na cena política. Desta vez, no Congresso Estadual do PSDB, partido onde se filiou recentemente.

Ex-aliado do grupo Sarney, Ricardo Murad, que também é cunhado de Roseana Sarney, decidiu se afastar um pouco do grupo. Após as eleições de 2018, decidiu embarcar no ninho tucano, dirigido pelo senador Roberto Rocha.

De acordo com as informações passadas no evento, o ex-deputado pretende disputar a eleição para a prefeitura de Coroatá, em 2020. Cidade onde já foi prefeito e que sua mulher também administrou até 2016.

Eventos do Podemos e do PSDB contaram com Roberto Rocha e Eduardo Braide

Muito se comenta sobre uma possível indicação do filho do senador para compor a vice de Braide

Após vários contratempos em seu projeto político, o senador Roberto Rocha (PSDB) resolveu colar no pré-candidato a prefeito de São Luís e líder nas pesquisas, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos). Essa união deve ser vista na corrida para a sucessão municipal em 2020.

O final de semana foi cheio de demonstrações de que ambos os políticos poderão repetir a parceria de 2018.

Na sexta-feira (29), Roberto Rocha foi uma das presenças no evento de filiação de Eduardo Braide, no Podemos. Já no sábado (30), foi a vez de Braide prestigiar o evento do PSDB, onde chegou a compor a mesa do evento.

Muito se comenta sobre uma possível indicação do filho do senador para compor a vice de Braide, mas isso só vai ser possível constatar em 2020. O fato, é que, os ex-aliados do grupo Sarney agora se unem para tentar formar uma terceira via no Estado e uma candidatura competitiva para a prefeitura de São Luís.

PSDB realiza filiação do ex-ministro de Bolsonaro, Gustavo Bebianno

Bebianno assumirá o diretório municipal da capital com a tarefa de selecionar e alavancar candidaturas de vereadores no ano que vem.

O ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência Gustavo Bebianno foi recebido pela porta da frente como novo filiado do PSDB no Rio de Janeiro, em evento realizado para homenageá-lo em um hotel carioca neste domingo. A recepção ficou por conta do governador João Doria (SP), que em outubro convidou Bebianno para a sigla com o objetivo de fortalecê-la diante dos eleitores fluminenses, visando as próximas eleições.

No contexto de sucessivas derrotas tucanas entre os eleitores do estado, Bebianno assumirá o diretório municipal da capital com a tarefa de selecionar e alavancar candidaturas de vereadores no ano que vem. Para a disputa pela prefeitura do Rio, que em julho o ex-ministro confessou ter vontade de enfrentar, o PSDB considera Mariana Ribas, ex-secretária de Cultura do município. A pré-candidatura dela foi lançada em setembro e, durante a filiação de Bebianno, voltou a ser tratada como a grande aposta de Doria e de Paulo Marinho, presidente estadual do partido. Junto com Mariana, o grupo de possíveis postulantes inclui o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e os deputados estaduais Rodrigo Amorim (PSL) e Martha Rocha (PDT).

Além do governador, da cúpula do PSDB fluminense e da pré-candidata, estiveram presentes prefeitos e vereadores da sigla, muitos com aspirações eleitorais para 2020. Também participou do encontro o general Maynard Marques de Santa Rosa, que se demitiu Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal em novembro. Ele havia sido nomeado por Bebianno antes da exoneração do então ministro ser oficializada em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro após um processo de “fritura” pública que durou uma semana.

Em entrevista após o evento, o ex-ministro subiu o tom crítico ao presidente e a dois de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. Bebianno os chamou de “debilóides” e disse que ambos são irresponsáveis ao inflamar os ânimos do governo. Ao poupar o Flávio Bolsonaro, justificou que vê “sangue político” no senador, embora considere um “suicídio político” sua tentativa de suspender na Justiça as investigações sobre seu gabinete.

PSDB tem boas chances com Wellington do Curso

Mesmo com todos os números, Wellington não é projeto prioritário no PSDB, partido liderado pelo senador Roberto Rocha.

Mesmo bem posicionado nas pesquisas, o deputado estadual Wellington do Curso está longe de ser projeto prioritário no PSDB para as eleições na capital São Luís, em 2020.

Na última pesquisa Exata, divulgada no final de semana, Wellington do Curso apareceu em segundo lugar com 12% das intenções de voto. Em outras, o parlamentar aparece em terceiro lugar.

Vale lembrar que em 2016, Wellington saiu das urnas com 103.951 mil votos, ficando em terceiro lugar.

Mesmo com todos esses números, Wellington não é projeto prioritário no PSDB, partido liderado pelo senador Roberto Rocha. Pelo visto, uma candidatura própria também não está nos planos da legenda.

Em 2016, o senador indicou seu filho, o ex-vereador Roberto Rocha Júnior para a vaga de vice-prefeito da chapa de Wellington, que competia pelo Progressistas (antigo PP). Possivelmente, os planos de Roberto Rocha seja o mesmo, indicar seu filho novamente para vice de uma candidatura competitiva.

MDB e PSDB do Maranhão parados no tempo e sem perspectivas de renovação

Aqui no Maranhão, o mau momento das duas legendas é visto pelas últimas derrotas

O MDB e o PSDB são dois partidos que, tanto em nível nacional, quanto estadual, estão bem longe de mostrar uma renovação. Ambos os partidos vêm, nos últimos anos, sendo dirigidos por figuras já bem conhecidas da política.

A parada no tempo foi refletida na redução drástica das duas legendas na Câmara dos Deputados, que reflete diretamente na redução do tempo de TV. A bancada do MDB foi reduzida de 66 deputados federais para 34. Já o PSDB reduziu de 54 para 29 deputados federais.

Aqui no Maranhão, o mau momento das duas legendas é visto pelas últimas derrotas. Tanto o MDB, quanto o PSDB, sofreram derrotas em 2018 na disputa pelo Governo do Estado, além de diminuírem consideravelmente o número de prefeitos e de representantes no legislativo estadual e nos municipais.

Ambos os partidos precisam enxergar que nem a ex-governadora Roseana Sarney, muito menos o senador Roberto Rocha, refletem a renovação que as legendas necessitam. Caso contrário e na continuação desse pensamento, a desidratação das legendas vai continuar ainda mais.

Atuação de Roberto Rocha pró-Bolsonaro deve esquentar clima no PSDB

Agora, o político deve escolher ou garantir sua sobrevivência política com o apoio do governo Bolsonaro, ou ter a garantia do comando do PSDB no Maranhão.

Que o mandato do senador Roberto Rocha (PSDB) está totalmente a serviço do presidente Jair Bolsonaro (PSL), isso já não é novidade para ninguém. Mas tal subserviência deve esquentar os climas no PSDB, principalmente quando o assunto são as eleições de 2022.

Nos últimos meses, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), possível candidato a presidente em 2022, tem intensificado as críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que por sua vez, não mede palavras para responder Dória.

Tal aproximação de Roberto com Bolsonaro já fez ligar o alerta nos aliados de Dória. Dirigentes do PSDB afirmam que a militância precisa estar unida no projeto do partido para 2022. Quem não se colocar no projeto dessa forma, sofrerá punições.

O desespero político de Roberto Rocha é devido sua péssima atuação no senado, o fracaso de sua administração estadual no PSDB e suas derrotas eleitorais que começaram desde 2016.

Agora, o político deve escolher ou garantir sua sobrevivência política com o apoio do governo Bolsonaro, ou ter a garantia do comando do PSDB no Maranhão.

PSBD cada vez menor no Maranhão

A legenda que elegeu 29 prefeitos em 2016, talvez, não eleja nem uma dezena de prefeitos em 2020.

Com a aproximação das eleições municipais de 2020, a maioria das legendas prepara-se internamente para lançar nomes competitivos como candidatos a prefeitos e vereadores. Podemos destacar o trabalho de legendas como o DEM, PL, PDT, PSD e PCdoB.

Uma situação bem diferente ao do PSDB no Maranhão, presidido pelo senador Roberto Rocha e que vem sofrendo uma desidratação ao longo dos últimos anos.

A legenda que elegeu 29 prefeitos em 2016, talvez, não eleja nem uma dezena de prefeitos em 2020.

Após perder vários prefeitos para o DEM, o PSDB deve perder mais dois prefeitos para o PSC, tratata-se dos prefeitos de Bom Jardim e Boa Vista do Gurupi. O PSC também recebeu a filiação do vereador de São Luís, Dr. Gutemberg, que se elegeu em 2016 pelo PSDB. E a cada dia mais políticos vão pulando do barco tucano.

É unanimidade na legenda, o atual diretório não agrega a classe política, pelo contrário, investe apenas em projetos pessoais de alguns membros. O resultado será dado nas urnas em 2020, o PSDB será apenas um figurante na política estadual.