ABSURDO: Remédio contra Lúpus continua em falta na Farmácia Estadual

Remédio está em falta  há mais de dois meses na Feme

Após um mês de denúncia feia aqui neste blog e repercutida pela TV Guará (afiliada da Record News), os pacientes do Maranhão que dependem da Azatioprina, componente utilizado para evitar a rejeição a transplante de órgãos e para o tratamento de doenças como Lúpus Eritematoso Sistêmico e Hepatite, continuam sem receber, gratuitamente, o medicamento. São milhares de pessoas que dependem do remédio no Estado e não têm condições de adquiri-lo nas farmácias convencionais, onde o preço é alto. Chega a custar mais de R$ 200,00. 

No Maranhão, a distribuição da Azatioprina é feita pela Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (Feme), que atende portadores de doenças raras, crônicas ou que necessitam de tratamento especial, localizada ao lado do Viva Cidadão e em frente ao Terminal da Integração da Praia Grande, em São Luís. Há pelo menos 20 dias, pacientes e familiares estão na busca incansável pelo medicamento e não recebem, sequer, a informação sobre um prazo para a regularização da distribuição do medicamento. Chegam com a esperança de obter o remédio e saem de lá inseguros e de mãos vazias.

Sem retorno nenhum do Estado em relação à distribuição gratuita do medicamento, pacientes vêm enfrentando problemas com sintomas que se intensificam a cada dia. Por exemplos, sem tomar o remédio, doentes de Lúpus começam a ter dores nas articulações, febre alta, inflamações, etc. que podem levar a um quadro grave e irreversível. 

E de quem será a responsabilidade se o pior vier a acontecer? O governo do Estado, através da Feme, parece fazer pouco caso do problema. Há quase três meses, a distribuição gratuita de um medicamento imprescindível, como a Azatioprina, está simplesmente parada no Maranhão, prejudicando o tratamento de quem depende do remédio.

Quase 100 mil pessoas estão cadastradas para receber medicamentos especiais no Maranhão segundo dados disponibilizados no portal da Secretaria de Saúde do Estado. Ao todo, a farmácia disponibiliza 236 medicamentos especiais para a população maranhense. Em alguns casos, eles chegam a custar cerca de R$ 1.500,00 a ampola, valor alto e inviável para os usuários cadastrados, que não têm condições de arcar com a despesa. 

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