Pico de COVID-19 no Brasil vai até maio e vírus deve circular até setembro, afirma Mandetta

O texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical”

Um relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e especialistas em saúde afirma que o Brasil terá pico dos casos de Covid-19 em abril e maio e que o país continuará enfrentando a pandemia até meados de setembro. O texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical” e divulgado pela agência de notícias científicas Bori.

O texto fala sobre como o Brasil enfrenta a pandemia, traz a cronologia das ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do país, e alerta para o período de outono e inverno, em que há maior ocorrência de doenças respiratórias. O relatório também cita medidas como isolamento social e uso de máscaras como formas de conter a pandemia no Brasil.

“Embora o Brasil esteja tentando implementar medidas para reduzir o número de casos, principalmente focados no isolamento social, um aumento nos casos de Covid-19 é esperado nos próximos meses. Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio”, diz o relatório, sem citar números.

O isolamento social é apontado como uma das medidas usadas no Brasil para evitar a disseminação da doença. “O isolamento social é uma medida que deve ser sugerida no início [do surgimento dos caso] para achatar a curva epidemiológica com o mínimo possível de impacto econômico”, dizem os especialistas no relatório.

Pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais deve começar na quinta-feira, diz governo

Os primeiros a receber deverão ser cerca de 10 milhões de pessoas que estão no Cadastro Único do governo federal

O pagamento do auxílio de 3 parcelas de R$ 600 a trabalhadores informais deve começar na quinta-feira (9), segundo previsão divulgada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Os primeiros a receber deverão ser cerca de 10 milhões de pessoas que estão no Cadastro Único do governo federal mas não recebem Bolsa Família, e que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa.

“Vamos ver se no final da tarde a gente já consegue dizer o número preciso que será enviado à Caixa para a Caixa já fazer o processamento e, se Deus quiser, na quinta-feira (9) a gente começa a fazer o crédito desses recursos para essas famílias”, afirmou Lorenzoni em cerimônia em Brasília na manhã desta terça.

Veja como deve ser o calendário de pagamento:

Primeira parcela
-Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal: quinta-feira (9);
-Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta neses bancos: terça-feira da semana que vem (14 de abril);
-Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial (veja como se inscrever abaixo);
-Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril, seguindo o calendário regular do programa

Mandetta diz que fica no cargo e pede ‘paz’ para trabalhar

Mandetta acumulou uma série de desgastes com o presidente Jair Bolsonaro ao defender um amplo distanciamento social da população como enfrentamento do novo coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou na noite desta segunda-feira, 6, que permanece no cargo, reiterou que “médico não abandona paciente” e, sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho à frente da pasta.

Mandetta acumulou uma série de desgastes com o presidente Jair Bolsonaro ao defender um amplo distanciamento social da população como enfrentamento do novo coronavírus. O ministro, aplaudido pela equipe do ministério ao chegar para a declaração feita à imprensa, se colocou como “dono das dúvidas”, e não da verdade.

O ministro observou que a crítica construtiva “enobrece” e nos faz dar passos à frente. “O que temos dificuldade é quando em determinadas situações, ou determinadas impressões, as críticas não vêm no sentido de construir, mas para trazer dificuldade no ambiente de trabalho. Isso tem sido uma constante. Vamos continuar, continuando a gente vai enfrentar nosso inimigo. Médico não abandona paciente, eu não vou abandonar”, reiterou, em um recado a Bolsonaro.

“Eu não vou abandonar, agora as condições de trabalho dos médicos precisam ser para todos. A única coisa que pedimos é o melhor ambiente para trabalhar. Começamos a semana com mais um solavanco, esperamos que possamos seguir em paz”, disse.

Mandetta destacou que, desde que chefiou o Ministério da Saúde, trabalha com uma equipe técnica, da qual é “apenas o porta-voz”. Afirmou que a pasta é fruto “de históricos e da melhor equipe técnica que eu sonhei em trabalhar”

“É muito difícil nesse sistema onde a gente não sabe ao certo como vai ser o próximo dia, a próxima semana. A gente não sabe se o comportamento da doença vai ser como nos outros países”, ressaltou Mandetta.

Maranhão registra quarta morte do novo coronavírus e casos sobem para 172

O estado também registrou a quarta morte por coronavírus

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou, nesta segunda-feira (6), que subiu para 172 o número de casos confirmados do novo coronavírus no Maranhão. Os casos suspeitos subiram para 1.218.

O estado também registrou a quarta morte por coronavírus. Trata-se de uma idosa, de 74 anos, que estava internada desde o dia 29 de março no Hospital São Luís. Ela já tinha histórico de doenças do coração.

Os novos casos foram registrados em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Cajapió e Imperatriz. Sendo o primeiro caso na Baixada Maranhense.

Governo entrega 52 novos leitos exclusivos para assistência a pacientes com Covid-19

A estrutura dispõe de 39 leitos de enfermaria e 13 de UTI e contará com apoio de equipe multiprofissional que prestará assistência 24 horas aos pacientes infectados pelo novo coronavírus

O Governo do Estado acrescentou mais um capítulo na luta contra o novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão. Nesta segunda-feira (6), foram entregues 52 novos leitos instalados no Hospital Dr. Genésio Rêgo, localizado na Avenida dos Franceses, bairro da Vila Palmeira, em São Luís. A estrutura dispõe de 39 leitos de enfermaria e 13 de UTI e contará com apoio de equipe multiprofissional que prestará assistência 24 horas aos pacientes infectados pelo novo coronavírus que precisem de atendimento hospitalar.

“Com a nova estrutura, chegamos a 132 leitos de UTI e 120 de enfermaria, todos criados para oferecer assistência aos pacientes com a Covid-19. Aumentamos em um terço os leitos de UTI do estado em apenas um mês e vamos seguir investindo no fortalecimento da rede de saúde à medida que for necessário e reforçando as ações de combate ao novo coronavírus no Maranhão. Assim, esperamos minimizar os impactos da doença no estado e salvar muitas vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Governo (Segov), a obra levou 20 dias para ficar pronta e o espaço será administrado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) em parceria com a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). Darão apoio no local uma equipe multiprofissional completa formada por farmacêutico, médico, fisioterapeuta, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social e nutricionista. De acordo com o secretário de Governo, Diego Galdino, os leitos foram distribuídos em três alas.

“Conseguimos reformar e equipar o prédio em um prazo recorde de 20 dias. Isso mostra o compromisso do governador Flávio Dino em continuar aprimorando os serviços de saúde, de forma a continuarmos preparados no enfrentamento contra o coronavírus”, afirmou.

Além do Hospital Dr. Genésio Rêgo, o Governo do Estado também já disponibilizou leitos de UTI e de enfermagem em unidades macrorregionais e regionais da rede da SES. Em São Luís, as estruturas estão montadas no Hospital de Cuidados Intensivos (HCI) e Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM). As Unidades de Pronto Atendimento (UPA), especificamente no Itaqui-Bacanga, Cidade Operária, Araçagy e Vinhais, estão realizando o primeiro atendimento e triagem em estruturas montadas na área externa.

O interior do estado também possui leitos reservados para pacientes infectados pelo coronavírus e que precisem de atendimento hospitalar. Entre as unidades de saúde que possuem leitos para a assistência a pacientes com a Covid-19 estão o Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias; o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, em Timon; o Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, em Imperatriz; e o Hospital Macrorregional Alexandre Mamede Trovão, em Coroatá.

Após convocação de Bolsonaro, evangélicos fazem dia de jejum e oram pelo presidente no Alvorada

vestiram roupas com estampas verde e amarelo e se comprometeram a jejuar até o meio-dia.

Após o presidente Jair Bolsonaro e líderes religiosos convocarem fiéis para um dia de jejum contra a covid-19, um grupo de evangélicos começou ontem, domingo (5), fazendo uma oração em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.

O grupo faz parte da Comunidade Evangélica Projeto de Deus, de Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, eles vestiram roupas com estampas verde e amarelo e se comprometeram a jejuar até o meio-dia.

Ao longo do domingo, outros grupos se movimentam para ir ao Alvorada. A agenda de Bolsonaro não traz compromissos oficiais.

“Se eles errarem e perecerem, nós também iremos perecer. Se eles tomarem a decisão certa, nós seremos abençoados”, disse a pastora Ramiria Soares do Amaral Susstrunk, afirmando que os fiéis estavam orando pelos líderes políticos do País.

Em crise com Mandetta, Bolsonaro diz que hora de quem está ‘se achando’ vai chegar

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, ele disse que “algo subiu na cabeça” de pessoas do seu governo, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro, sem mencionar nomes.

Em meio a uma disputa e divergências com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre estratégia para combate ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro mandou uma série de recados na tarde deste domingo (5).

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, ele disse que “algo subiu na cabeça” de pessoas do seu governo, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro, sem mencionar nomes.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usará a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Bolsonaro escancarou seu descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo.

O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo Estadão sobre as declarações de Bolsonaro feitas na última quinta-feira (2), Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

Cenas do domingo: Espigão lotado e Litorânea fechada

Fotógrafo Kayo Sousa registra Espigão da Ponta D’areia lotado, a pesar de pedidos de isolamento social com a crise do coronavírus

Este domingo (5) foi marcado por duas cenas que chamaram bastante a atenção. A primeira, no início da manhã, mostrava todas as entradas da Avenida Litorânea fechadas. A segunda choca ao nos depararmos com uma foto do Espigão Costeiro da Ponta D’areia lotado.

Infelizmente, não bastou a ação da Prefeitura de São Luís e Governo do Estado em tentar evitar aglomerações na Avenida Litorânea. Sem a maior faixa de orla, várias pessoas se direcionaram ao Espigão para caminhar, fazer exercícios físicos.

Prefeitura de São Luís e Governo do Estado fecharam todas as entradas da Avenida Litorânea para evitar aglomeração de pessoas

Vale lembrar que, neste domingo, o número de infectados com o coronavírus no Maranhão subiu para 133, sendo dois óbitos.

Neste momento de pandemia, é preciso que as pessoas se conscientizem e percebam que só o esforço coletivo pode nos ajudar a combater a proliferação do novo coronavírus.

É aguardado também que as autoridades tomem medidas para restringir o acesso ao Espigão, igual foi realizado na Avenida Litorânea. Da mesma forma, pontos de concentração, como a Lagoa e os parques.

Brasil registra 11.130 casos de covid-19 e 486 mortes

Brasil registrou 852 novos casos nas últimas 24 horas

O Ministério da Saúde divulgou, na tarde de hoje (05), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 11.130. Isso representa um aumento de 852 casos em relação ao balanço divulgado ontem (4). O número de mortes é de 486. Foram 54 mortes nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade do vírus no Brasil é de 4,2%.

O estado de São Paulo ainda concentra o maior número de casos (4.620) e também o maior número de mortes (275). Todas as regiões, no entanto, apresentaram aumento no número de casos. Em relação às mortes, apenas o Centro-Oeste não teve aumento, permanecendo com 12 óbitos registrados.

Na região Sudeste, o Rio de Janeiro, com 1.394 casos e 64 mortes; e São Paulo, com 4.620 casos e 275 mortes, se destacam. Na região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 417, além de 14 mortes.

Na região Nordeste, o Ceará se destaca, com 823 casos e 26 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 468 casos e sete mortes. Os estados do Sul do Brasil apresentam um número de casos mais parelho. O Paraná é o estado da região com mais casos, 438, e Santa Catarina é estado com menos casos, 357.

Dentre os óbitos cuja investigação foi concluída, 228 são de homens e 160 de mulheres. O grupo de pessoas com 60 anos ou mais concentra a maior parte, com 312 (86%). As mortes de pessoas entre 40 e 59 anos somam 54. Além disso, 20 pacientes com idades entre 20 e 39 anos morreram.

Entre os grupos de risco com mais mortes estão os que sofrem de cardiopatia e diabetes. O Ministério da Saúde também registra mortes em pacientes com quadros de pneumopatia, doença neurológica, doença renal, imunodepressão, obesidade, asma, doença hematológica e doença hepática.