Manifesto com FHC, Haddad, Dino, Freixo e Huck pede ‘projeto comum de país’

Batizado como Estamos Juntos, o movimento afirma representar “mais de dois terços da população do Brasil” e evoca em seu manifesto o período das Diretas Já

CNN

Lideranças de diferentes campos políticos assinaram um manifesto em que defendem “uma administração pública reverente à Constituição” e cobram que “partidos, seus líderes e candidatos agora deixem de lado projetos individuais de poder em favor de um projeto comum de país.” Entre os signatários estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT); o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL); e o apresentador de TV e presidenciável Luciano Huck.

Batizado como Estamos Juntos, o movimento afirma representar “mais de dois terços da população do Brasil” e evoca em seu manifesto o período das Diretas Já, quando líderes políticos se uniram para pedir a volta das eleições diretas quando o país ainda vivia sob ditadura militar (1964-1985). O movimento também conta com a adesão de lideranças religiosas, artistas e intelectuais.

“Somos cidadãs, cidadãos, empresas, organizações e instituições brasileiras e fazemos parte da maioria que defende a vida, a liberdade e a democracia”, diz o texto, divulgado na noite de sexta-feira (29). “Somos a maioria e exigimos que nossos representantes e lideranças políticas exerçam com afinco e dignidade seu papel diante da devastadora crise sanitária, política e econômica que atravessa o país.”

O movimento diz apoiar “a independência dos poderes da República e clamamos que lideranças partidárias, prefeitos, governadores, vereadores, deputados, senadores, procuradores e juízes assumam a responsabilidade de unir a pátria e resgatar nossa identidade como nação.”

O grupo se descreve ainda como uma “frente ampla e diversa, suprapartidária, que valoriza a política e trabalha para que a sociedade responda de maneira mais madura, consciente e eficaz aos crimes e desmandos de qualquer governo.”

“Como aconteceu no movimento Diretas Já, é hora de deixar de lado velhas disputas em busca do bem comum. Esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia”, afirma o movimento.

Os signatários afirmam defender “uma administração pública reverente à Constituição, audaz no combate à corrupção e à desigualdade, verdadeiramente comprometida com a educação, a segurança e a saúde da população. Defendemos um país mais desenvolvido, mais feliz e mais justo.”

Ainda dentro do mundo da política, assinam o manifesto nomes como as deputadas federais Tabata Amaral (PDT) e Luiza Erundina (PSOL); o ex-governador capixaba Paulo Hartung (sem partido); o ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania); os ex-deputados federais Manuela D’Ávila (PCdoB) e Jean Willys (PSOL); e o ex-ministro Nelson Jobim, que também ocupou uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal). Outro ex-membro do Supremo que integra o manifesto é Sepúlveda Pertence.

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