ParlaNordeste repudia declarações de Jair Bolsonaro

O ParlaNordeste ressalta o importante trabalho desenvolvido pelos nove governadores eleitos e reeleitos democraticamente pelo povo nordestino

O Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) recebeu, com repulsa, as declarações preconceituosas do presidente da República, Jair Bolsonaro, na sexta-feira, 19 de julho. A região, terceira maior economia do Brasil, é morada de 53 milhões de brasileiros que têm orgulho de viver não só na Paraíba, mas também, no Maranhão, em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

O ParlaNordeste ressalta o importante trabalho desenvolvido pelos nove governadores eleitos e reeleitos democraticamente pelo povo nordestino, os quais não têm medido esforços para promoverem o desenvolvimento dos seus estados e proporcionarem uma vida digna à população. Por isso, lutaremos contra todo tipo retaliação em função de diferenças políticas ou preconceito. Exigimos respeito e não abriremos mão do cumprimento dos deveres do Governo Federal para com a nossa região.

Othelino Neto – presidente do Parlanordeste (MA)
Adriano Galdino (PB) – vice-presidente do Parlanordeste
José Sarto (CE) – secretário do Parlanordeste
Themístocles Filho (PI)
Luciano Bispo (SE)
Nelson Leal (BA)
Marcelo Vitor (AL)

Bolsonaro diz que fala sobre governadores de ‘paraíba’ foi crítica a Dino e Azevêdo

O uso de um termo pejorativo para se referir aos nordestinos provocou a reação de governadores da região

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que a fala sobre governadores de “paraíba” foi uma “crítica” aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB), “nada mais além disso”.

Na sexta-feira (19), durante uma conversa informal com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), antes de um café com jornalistas, Bolsonaro afirmou que daqueles “governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara”.

A conversa foi registrada pela TV Brasil e viralizou nas redes sociais na tarde de sexta-feira.

O uso de um termo pejorativo para se referir aos nordestinos provocou a reação de governadores da região, que manifestaram “espanto e profunda indignação”.

Neste sábado, durante entrevista a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi questionado sobre a declaração. Ele disse que foi “uma crítica em 3 segundos” e que a imprensa “fez uma festa” com a declaração.

“Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba. Vivem me esculhambando. Obras federais que vão para lá, eles dizem que é deles. Não são deles, são do povo. A crítica foi a esses dois governadores, nada mais além disso”, disse o presidente.

Bolsonaro acrescentou que os governadores do Nordeste “são unidos” e têm a mesma ideologia. “Perderam as eleições e tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos”, declarou.

Cantora Alcione exige respeito de Bolsonaro com o povo nordestino

Cantora Alcione desabafa após vídeo polêmico de Jair Bolsonaro

A cantora Alcione foi mais uma entre as milhares de pessoas que se somaram à campanha virtual em defesa da população nordestina após os ataques preconceituosos de Jair Bolsonaro (PSL), contra a região.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, na manhã deste sábado (20), a Marrom, como é carinhosamente chamada, disse que não se arrepende de não ter votado no capitão da reserva e exigiu respeito do presidente.

“Meu pai sempre me dizia, que meu avó já dizia para ele: quem tem respeito, se dá. E o senhor não está se dando respeito. O senhor precisa respeitar o povo nordestino. Respeite o Maranhão. O senhor tem medo de facada, tem medo de tiro, mas o senhor precisa ter medo do pensamento. O pensamento é uma força. Pense em mais de 30 milhões de nordestinos pensando contra o senhor? Comece a nos respeitar. Respeite o povo brasileiro”, afirmou, com o dedo em riste.

Alcione é maranhense, estado citado nominalmente pelo presidente em sua fala xenófoba.

Nesta sexta-feira, pouco antes de um café da manhã com jornalistas em Brasília, Bolsonaro afirmou que “dos ‘governadores de Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, sem saber que seu áudio estava aberto para uma transmissão ao vivo.

Hotéis em Barreirinhas e São Luís chegam a ter reservas esgotadas nas férias

Em são Luís, a ocupação varia entre 70% e 85%, a depender do público alvo de hotéis e pousadas

Empreendedores do setor hoteleiro em São Luís e Barreirinhas celebram o aumento da ocupação no período de férias. Em Barreirinhas, a maior parte dos hotéis já tem ocupação completa até o final da temporada. Em são Luís, a ocupação varia entre 70% e 85%, a depender do público alvo de hotéis e pousadas.

Michele Feitosa, subgerente de uma pousada em Barreirinhas com foco em turistas regionais, explica que o hotel já tem lotação garantida até o final de julho e observa que as ações do governo são fundamentais para estimular o setor. “O Mais Cultura e Turismo faz toda diferença para o turismo na cidade. Além da garantir uma agenda cultural para esse período, estimula os turistas a voltarem. Nós agradecemos muito a sensibilidade do governo em promover ações desse tipo”, diz.

Iniciativa do Governo do Maranhão, o Programa Mais Cultura e Turismo garante a apresentação de grupos culturais, companhias teatrais e músicos da cultura popular maranhense no período de férias. Em Barreirinhas, desde o dia 25 de junho, a Beira Rio é palco de dezenas de atrações culturais que mobilizam moradores e visitantes durante o fim de semana.

Com o bem-sucedido São João do Maranhão e a ampliação do calendário cultural no mês de julho, a permanência de turistas na capital maranhense é reforçada pela percepção de que o Maranhão oferece atrações culturais mais ricas e interessantes do que outras capitais conhecidas por festas durante o período.

De acordo com o Instituto Interpreta, que realizou pesquisa durante o São João em São Luís, para 79,3%, dos visitantes, a festa em São Luís é melhor que no restante do país. Outros 19,2% responderam que é igual.

“Muitos dos visitantes que se hospedaram aqui fizeram observações positivas sobre a organização dos eventos, até familiares meus que vieram de Brasília se surpreenderam com as medidas de acessibilidade nos arraiais, além da multiplicidade de ritmos e grupos culturais. Essa percepção é fundamental para que o turista tenha o interesse em retornar ao destino, mantendo a cadeia do turismo sempre ativa”, destaca Saulo Bezerra, gerente de um hotel próximo a orla da capital maranhense.

“O presidente da República não pode determinar perseguição”, responde Flávio ao ataque de Bolsonaro

Dino também afirmou que mesmo após a postura de Bolsonaro continuará dialogando com autoridades do governo federal

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) rebateu em uma publicação em seu Twitter nesta sexta-feira (19) às provocações de Jair Bolsonaro (PSL), após em um café com jornalistas o presidente criticar Dino e o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Sem saber que seu áudio estava aberto em uma transmissão ao vivo, Bolsonaro atacou os governadores nordestinos, se referindo à região como “paraíbas”. Bolsonaro comentou com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “Daqueles governadores de ‘Paraíba’, o pior é do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”.

“Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação”, publicou Flávio Dino em seu Twitter. “Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. “Não tem que ter nada para esse cara” é uma orientação administrativa gravemente ilegal”, afirmou.

Dino também afirmou que mesmo após a postura de Bolsonaro continuará dialogando com autoridades do governo federal. “Eu respeito os princípios da legalidade e impessoalidade”, disse.

Bolsonaro ataca Flávio Dino e governador da Paraíba

Em seu ataque, o presidente se referiu justamente a governadores que estão entre os mais bem avaliados do Brasil.

Em café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (19), no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro atacou Flávio Dino (PCdoB), que é governador do Maranhão, e João Azevêdo (PSB), que é governador da Paraíba.

Sem saber que seu áudio estava aberto em uma transmissão ao vivo, Bolsonaro disse ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “O governador de Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”.

Em seu ataque, o presidente se referiu justamente a governadores que estão entre os mais bem avaliados do Brasil.

Flávio Dino foi reeleito em primeiro turno como governador do Maranhão em 2018 e sua aprovação ultrapassa os 50%. Sob sua gestão, o estado atingiu os melhores níveis socioeconômicos já vistos na região e é lá que os professores ganham os melhores salários do país. Dino foi eleito o melhor governador do Brasil por sites especializados em duas ocasiões.

O deputado federal Márcio Jerry reagiu aos ataques de Bolsonaro e criticou a postura do presidente. “Agride de novo a democracia, se mostrando totalmente despreparado para o exercício da Presidência”, afirmou.

Eduardo Braide assume o comando do Podemos

Márcio Vinnicius Prestes Prazeres, secretário parlamentar, lotado no gabinete de Eduardo Braide, é o novo presidente estadual da legenda

O deputado federal Eduardo Braide passa a comandar o Podemos no estado do Maranhão. Mesmo ainda filiado ao PMN, onde exerce a liderança na Câmara dos Deputados, Braide já assegurou o Podemos e indicou aliados para o comando temporário da legenda.

Márcio Vinnicius Prestes Prazeres, secretário parlamentar, lotado no gabinete de Eduardo Braide, é o novo presidente estadual da legenda. Outros aliados também fazem parte do novo diretório.

O Podemos passa a ser a legenda onde, possivelmente, Braide deve se canditar ao cargo de prefeito em São Luís.

Líder em todas as pesquisas até o momento, o parlamentar estava na busca de um partido que garantisse tempo de TV e Rádio na próxima eleição.

Bolsonaro: ‘Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira’

O presidente brasileiro disse que “você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”

Estadão

Para o presidente Jair Bolsonaro, não há fome no Brasil. “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”, disse ele em café da manhã com jornalistas estrangeiros nesta sexta-feira, 19. “Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não”. Mais tarde, o presidente afirmou não saber por que uma “pequena parte” da população passa fome e por que “outros passam mal ainda”.

O presidente brasileiro disse que “você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”. A fala está disponível na transmissão ao vivo do café, publicada na página de Jair Bolsonaro no Facebook. A declaração foi uma resposta de Bolsonaro a uma pergunta sobre desigualdade e combate à pobreza no País.

“Adotou-se do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso) pra cá, PSDB e depois o PT, (a ideia de) que distribuição de riqueza é criar bolsa”, disse Bolsonaro. “É o país das bolsas. O que faz tirar o homem da miséria, ou a mulher, é o conhecimento.”

Dados divulgados em setembro do ano passado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e um grupo de agências da ONU revelaram que o combate à fome no Brasil se estagnou, apesar de o País ter saído do chamado ‘Mapa da Fome’ em 2014.

A entidade apontou que em 2017 havia “menos de 5,2 milhões” de brasileiros passando fome, uma mudança marginal em comparação aos números que vinham sendo apresentados nos últimos anos. Em 2014, essa taxa era de “menos de 5,1 milhões”. Dois anos antes, o volume era de 5 milhões. O ponto mais baixo foi atingido em 2010, quando “menos de 4,9 milhões” de brasileiros eram considerados famintos.

Os números são muito distantes da realidade de 1999, quando 20,9 milhões de brasileiros eram considerados desnutridos, mas, em termos porcentuais, os dados da FAO apontam que a taxa continua estável e inferior a 2,5% desde 2008.

Câmara e FIEMA debatem geração de emprego e renda em São Luís

Outros assuntos também foram discutidos e inseridos no chamado plano de trabalho

A adoção de novas ações que possam gerar mais empregos e renda em São Luís foi pauta de diálogo entre vereadores da capital e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), durante reunião de trabalho realizada na sede da entidade.

O encontro foi coordenado pelo presidente da Casa Legislativa, Osmar Filho (PDT), e pelo presidente da Federação, Edilson Baldez; tendo contado com as participações de empresários e dos vereadores Genival Alves (PRTB), Bárbara Soeiro (PSC), Pavão Filho (PDT), Oswaldo Muller (PT) e Ricardo Diniz (PRTB) – alguns deles são integrantes da Comissão de Recesso da Câmara.

Algumas deliberações foram determinadas após o encontro. A FIEMA e seus associados terão participação ativa nos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo na capital maranhense, colegiado proposto pelo próprio Osmar Filho e que será implantado, oficialmente, no segundo semestre.

Os representantes da Federação também participaram das discursões acerca da proposta do novo Plano Diretor de São Luís, cujo documento já foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal.

“Selamos, neste momento, um pacto pelo desenvolvimento de São Luís em todos os seus aspectos. Os empresários, melhor do que ninguém, conhecem as dificuldades do competitivo mercado de trabalho e são agentes fundamentais na construção de uma pauta permanente de ações direcionadas ao incentivo do empreendedorismo e geração de novas oportunidades de emprego”, afirmou o presidente da Câmara, que agradeceu a sensibilidade da FIEMA em buscar uma parceria salutar com a Câmara em favor dos ludovicenses.

Edilson Baldez classificou o encontro como um marco na história política e empresarial da cidade. “Antes mesmo de tomar posse como presidente da Câmara, o Osmar nos procurou e se colocou à disposição da classe empresarial para estabelecer um diálogo em favor do crescimento econômico da nossa capital. Nós, da FIEMA, agradecemos este apoio vindo dos vereadores”.

Outros assuntos também foram discutidos e inseridos no chamado plano de trabalho. São eles: criação de medidas que facilitem a implantação de indústrias em São Luís; apoio da Câmara à regulamentação, a nível municipal, da medida provisória nº 881/19, que instituiu a Declaração de Liberdade Econômica e o Programa de Desregulamentação – o dispositivo fixa, por exemplo, alvarás de funcionamento e outras licenças de forma automática para atividades de baixo risco.