“Queremos derrotar é Roseana e não Roberto Rocha que parece ser alérgico a voto”, desafia deputado

 

Othelino disse, durante o debate político, esperar que Roseana Sarney tope encarar as urnas, pela primeira vez, sem estar lotada no Palácio dos Leões

Em um debate político quente, travado em plenário na sessão desta quinta-feira (19) com a oposição, o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) desafiou a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) a entrar mesmo na disputa pelo governo do Estado nas eleições do próximo ano. Segundo o parlamentar, o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) prefere enfrentar ela ao senador Roberto Rocha (PSDB) para, na oportunidade, comparar o Maranhão de hoje com o de ontem (período em que era governado pela oligarquia sarneysista).

“Nós queremos derrotar é a ex-governadora Roseana Sarney. Nós não queremos derrotar o senador Roberto Rocha porque ele me parece alérgico a voto. Ela está conclamada a ser candidata para nós mostrarmos que o Maranhão não quer voltar para o atraso e aí vamos comparar se está bom hoje ou se o povo quer voltar para os tempos em que o Estado só era notícia nacional por escândalos e pelos piores indicadores do Brasil. Está feito o desafio”, disse o deputado da tribuna da Assembleia.

Othelino disse, durante o debate com os deputados oposicionistas Adriano Sarney e Edilázio Júnior, ambos do PV, esperar que Roseana Sarney tope encarar as urnas, pela primeira vez, sem estar lotada no Palácio dos Leões. “As notícias negativas ainda vão acontecer porque o governador Flávio Dino não é mágico, e o estrago que vocês fizeram foi muito grande. Pegaram um estado próspero e transformaram no mais pobre do Brasil. Ratifico o convite à ex-governadora Roseana para entrar na disputa. Nós queremos é derrotá-la nas urnas para ela ver como é que o povo faz com relação a quem trabalha e a quem empobrece o Estado”, disparou o deputado.

Emendas de bancada

Durante o pronunciamento, Othelino fez também duras críticas aos senadores maranhenses Roberto Rocha (PSDB), João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) por se recusarem a assinar as emendas de bancada para ajudar a custear despesas de saúde nos municípios maranhenses. Para que elas tenham validade no ano que vem, são necessárias as assinaturas de 14 dos 18 deputados federais e de dois senadores. Doze já se dispuseram a firmar, mas, segundo o vice-presidente da Assembleia, nenhum dos três senadores se dispôs a fazer o mesmo, meramente, por uma represália política pensando na eleição do ano que vem.

Parte desses recursos, a menor parte, ficaria com o governo e a maior parcela iria para os municípios que todos sabemos a situação que enfrentam. Usam o FPM (Fundo de Participação) para custear as despesas. Ocorre que esse recurso também não está mais dando. Então essa emenda de bancada serviria para socorrer os municípios na Saúde. Mas para a surpresa de todos nós, os três senadores se recusam a assinar”, detonou Othelino.

Em seu pronunciamento, o deputado destacou que o governador Flávio Dino disse, publicamente e pediu que transmitisse a quem de direito, que se o problema é porque o recurso chegará ao Estado, o governo abre mão do que ficaria, desde que ele vá, diretamente, para os municípios. Segundo o vice-presidente da Assembleia Legislativa, a gestão precisa, mas, para evitar que a sociedade seja punida, ele pode tomar essa medida.

“É um gesto de grandeza do governador Flávio Dino em reação a uma atitude pequena, mesquinha dos três senadores do Maranhão, que, somados os três, infelizmente, não estão valendo por um. E a prova de que o Maranhão hoje é diferente são momentos como esse de hoje, quando, para resolver uma questiúncula política, o governo abre mão de receber recursos, desde que eles se destinem aos municípios”, comentou Othelino.

De olho em 2018, Roseana busca apoio de denunciado por participação em organização criminosa

De olho nas eleições do ano que vem, a ex-governadora Roseana Sarney se reuniu, nesta segunda-feira (24), com o secretário nacional de Juventude, Assis Filho, que também é do PMDB, mesmo partido de Roseana.

Na tentativa de conseguir apoio, Roseana também esteve com o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, ambos acusados de envolvimento em esquemas de corrupção.

Assis Filho possui todos os requisitos para dar apoio à família Sarney. No início do ano, ele foi denunciado pelo Ministério Público por peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em uma organização criminosa responsável por desviar dinheiro dos cofres públicos por meio de nomeações de funcionários fantasmas pagos pelo município de Pio XII.

Indicação da juventude do PMDB, Assis é apadrinhado do senador João Alberto e goza de prestígio com a família Sarney, sobretudo com Roseana. Ainda no Governo Temer, já passou pela superintendência da EBC.

Com todas essas credenciais, Assis Filho tem o perfil e a ficha corrida para integrar a base aliada da família Sarney. Por isso o encontro de Roseana com o “queridinho” da oligarquia.

PT nega apoio à candidatura de Waldir Maranhão ao Senado

O vereador Honorato Fernandes, presidente municipal do PT, afirmou em entrevista ao programa Ponto Continuando, da rádio Mais FM, que não havia conversa para que o deputado federal Waldir Maranhão fosse para o PT ser candidato a senador pela legenda.

Durante sua passagem por São Luís, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, emitiu nota para acabar com os rumores, afirmando que apenas tirou foto com Waldir. A decisão será do diretório estadual. Ou seja, não adianta Waldir continuar tirando foto com Lula e pondo palavras na boca do ex-presidente. Quem decidirá se o PT importará um candidato a senador ou pleiteará esta ou outra vaga na chapa majoritária é a direção estadual, comandada por Augusto Lobato.

Nota

“Encontrei-me com o deputado Waldir Maranhão para um cumprimento. Em nenhum momento falou-se em candidatura ao Senado nem tão pouco falei, ou reafirmei, apoio do presidente Lula a sua candidatura. Discussões sobre processo eleitoral e apoios às candidaturas locais cabem a direção estadual do PT no Maranhão”.

Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Roberto Rocha garante intenção em concorrer ao governo do Maranhão e é repreendido por internautas

Após a divulgação de matérias em que o senador Roberto Rocha declara ser candidato ao governo do Maranhão, centenas de seguidores e ativistas sociais expuseram comentários indignados contra o senador, que até o momento tem se apresentado como pré-candidato ao governo do Maranhão em 2018.

Achando que iria ser destaque, quebrou a cara. Rocha acabou sendo repreendido por vários internautas, inclusive eleitores, que manifestaram repúdio e arrependimento no voto ao senador, que vem seguindo à risca todas as manobras do esfacelado governo Temer, como por exemplo, votar a favor da Reforma Trabalhista, contra a Lava Jato e contra as denúncias a Temer, de quem é um dos principais apoiadores no Senado.

A intenção de Roberto Rocha em manter Temer na Presidência é bem clara: solitário e esquecido politicamente no Maranhão, Rocha espera contar pelo menos com o apoio de Temer na sua candidatura ao governo em 2018, quando ele terá que enfrentar a boa popularidade do governador Flávio Dino (PCdoB), principal responsável por conduzi-lo ao Senado.

Veja abaixo, alguns comentários:

Flávio Dino lidera com vantagem pesquisa em Imperatriz

O instituto Exata realizou pesquisa de intenção de votos para o município de Imperatriz. A sondagem foi executada no final de junho e avaliou o cenário para o governo do Estado com os principais pré-candidatos. Em uma, foi incluído o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que afirma ser pré-candidato a deputado federal, mas sempre tem seu nome ventilado para o governo.

No cenário sem Braide, Flávio Dino lidera com 61%, Roseana Sarney tem 25%, Roberto Rocha aparece com 11% e Maura Jorge com 3%.

Apesar de ser apontado como nome novo que pode entrar em um vácuo, Eduardo Braide não empolga o eleitor de Imperatriz. Com a inclusão do nome do deputado, Flávio Dino possui 60%, Roseana 24%, Roberto 9%, Eduardo Braide 4% e Maura Jorge 3%.

Pesquisa aponta Roseana com 51% de rejeição em Imperatriz

Roseana Sarney tem receios de entrar na disputa pelo governo por conta do cenário político que ainda lhe é desfavorável.

A pesquisa Exata, realizada em Imperatriz no final de junho, também analisou a rejeição dos possíveis candidatos ao Governo do Estado para as eleições do próximo ano.

Sem surpresa, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) aparece como a mais rejeitada. Dos cinco nomes analisados, mais da metade dos imperatrizenses (51%) disse não votar de jeito nenhum na herdeira predileta de José Sarney.

O senador Roberto Rocha (PSB), mesmo sem nunca ter exercido cargo majoritário, é o segundo menos popular, com 26% de rejeição, seguido da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos), que também segue o mesmo caminho.

Caminhando para a reeleição garantida, Flávio Dino (PCdoB) tem apenas 22% de desaprovação.

Desconhecido para além do Estreito dos Mosquitos, Eduardo Braide consegue chegar a 16% de rejeição.

Votaria em todos, 5%, e não votaria em nenhum, 14%.

Eleições 2018: Márcio Jerry confirma pré-candidatura a deputado federal

Jerry afirma que o PCdoB incluiu seu nome ao projeto eleitoral para a Câmara dos Deputados.

Durante entrevista à rádio Difusora, o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB), confirmou estar mesmo disposto a se lançar pré-candidato a deputado federal em 2018.

Segundo ele, o PCdoB incluiu seu nome no “projeto eleitoral” para a Câmara dos Deputados.

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB), durante entrevista à rádio Educadora, também informou sobre a pré-candidatura de Jerry pelo partido e destacou, ainda, que o projeto do PCdoB no Maranhão inclui a eleição de Márcio Jerry e do secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, como novos deputados federais do partido.

Fujam todos! Roseana Sarney ameaça governar o Maranhão outra vez

JM Cunha Santos 

A sede do governo provavelmente seria o Hotel Luzeiros; o secretário de Fazenda não seria mais o Cláudio Trinchão, mas o próprio Alberto Youssef.

As primeiras medidas de impacto social seriam a criação do Imposto Sobre Circulação do Jornal O Estado do Maranhão, que já foi cobrado aqui com outro nome e o envio de uma Proposta de Emenda Constitucional garantindo ao Sistema Mirante o direito de engabelar seus funcionários. Em seguida, seria criada a Secretaria da Agiotagem Pública e Notória, os índices de criminalidade seriam reajustados acima da inflação, as degolas e esquartejamentos no Complexo Penitenciário também, voltariam os concursos de fachada nos quais os aprovados nunca são convocados, a Secretaria de Educação voltaria a construir escolas de taipa e haveria no governo um esforço concentrado para o retorno aos velhos índices de mortalidade infantil e mortalidade materna.

Ainda bem que a ideia da candidatura de Roseana Sarney, antes da inevitável condenação na Justiça, não passa de delírio. E quem é capaz de jogar tamanha praga no povo do Maranhão mereceria ser condenado por crime contra a humanidade.