STF dá dez dias para que Temer explique reforma da Previdência…

Terra

O ministro da Suprema Corte deve aguardar as informações solicitadas antes de decidir sobre o acolhimento ou não do mandado de segurança

A ação pede a anulação dos atos que levaram à tramitação da PEC na Câmara. Os deputados alegam que o governo não apresentou um estudo atuarial, necessário para confirmar o desequilíbrio nas contas da Previdência e a consequente necessidade de alteração nas regras. O ministro da Suprema Corte deve aguardar as informações solicitadas antes de decidir sobre o acolhimento ou não do mandado de segurança. O acolhimento significaria a suspensão da tramitação da matéria na Câmara.
Mello também pede informações do presidente da Comissão Especial destinada a debater o tema na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB/MS), e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJ), cujo nome ainda não foi definido. Quando a PEC foi acolhida na Câmara, em dezembro do ano passado, o presidente da CCJ era Osmar Serraglio (PMDB/PR).

Oposição

Os deputados alegam que estudo atuarial é requisito obrigatório para confirmar o desequilíbrio nas contas da Previdência e a necessidade de alteração nas regras.

“Não se trata de mera orientação para a gestão administrativa. O estudo atuarial é requisito formal para a regularidade material das condições previdenciárias em qualquer regime, em especial quando objeto de alteração constitucional”, diz um trecho da ação.

A oposição argumenta ainda que a elaboração da PEC ocorreu “à revelia do Conselho Nacional de Previdência Social”. “[O conselho é] órgão superior da Administração Federal de deliberação colegiada, com representação dos trabalhadores e do governo, cuja finalidade, entre outras, é justamente a de discutir assuntos de interesse previdenciário dos trabalhadores”, dizem os deputados.

Filho de Lobão repassou propina, diz investigação

Cerco à família Lobão aumentou

Ação autorizada por Fachin cumpre mandados em imóveis de Márcio Lobão e ex-senador do PMDB; inquérito no STF apura corrupção nas obras da usina de Belo Monte.

BRASÍLIA – A Polícia Federal apertou o cerco contra o PMDB ao realizar ontem nova fase da Lava Jato autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Batizada de Leviatã, em alusão ao livro do filósofo Thomas Hobbes, a ação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e nos escritórios do filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão, e do ex-senador e apadrinhado político de Jader Barbalho (PMDB-PA), Luiz Otavio Campos.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Usina hidrelétrica de Belo Monte

As obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte são investigadas pela Lava Jato

A investigação que deu origem à investida contra as pessoas próximas aos peemedebistas teve início com a delação do senador cassado Delcídio Amaral. Em seu acordo, Delcídio afirmou que 1% do valor do contrato da usina de Belo Monte ficou com o PMDB. Na delação, ele citou repasses também para o PT, mas a operação de ontem se concentrou em nomes ligados ao PMDB. A investigação sobre os petistas tramita na Justiça Federal no Paraná.

Apesar de ser o novo relator da Lava Jato no STF desde a morte de Teori Zavascki, Fachin já era o responsável pela relatoria das investigações sobre Belo Monte – que ficaram desmembradas na Corte das demais apurações que envolviam o esquema na Petrobrás.

Segundo Delcídio, Barbalho e Lobão exerciam influência sobre várias estatais e grandes obras, entre elas, a usina no Rio Xingu, no Pará. Márcio e Luiz Otávio, por sua vez, foram citados na delação do executivo da Andrade Gutierrez Flávio Barra como destinatários de pagamentos realizados pela empreiteira pelas obras de Belo Monte e também pela usina de Angra 3.

Conforme o ex-diretor da Andrade Gutierrez, integrante do consórcio construtor de Belo Monte, entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões foram repassados ao senador Edison Lobão (PMDB) pelas obras de Angra 3 e R$ 600 mil da usina hidrelétrica. De acordo com o delator, o valor relacionado a Belo Monte foi entregue em espécie na casa de Márcio Lobão.

O filho do ex-ministro de Minas e Energia nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Roussef também foi citado pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado. Na sua delação, Machado afirmou que os valores destinado a Lobão eram entregues em um escritório no Rio de Janeiro indicado por Márcio.

Inquérito. De posse dessas informações, Fachin concordou com os pedidos propostos pela Polícia Federal e autorizou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Belém (PA) e no Rio de Janeiro (RJ). Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No inquérito, são investigados, além de Lobão e Barbalho, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Todos negam participação nas irregularidades.

A Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal investigam, neste inquérito, se foi feito pagamento de propina de 1% sobre o valor dos contratos assinados pelas obras de Belo Monte a partidos políticos envolvidos na liberação do projeto da hidrelétrica. A suspeita é de que as empresas que integram o consórcio responsável pela obra fizeram o pagamento. Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Quadros. Na busca e apreensão na residência de Márcio Lobão no Rio de Janeiro, a Polícia Federal apreendeu cerca de 1,2 mil quadros. O filho de Lobão é presidente da Brasilcap, braço de planos de capitalização do Banco do Brasil, há 10 anos. Sua esposa, Marta Martins Fadel, chegou a ser lotada no gabinete do senador Lobão no Senado, entre 2001 e 2003. Ela é filha do advogado Sergio Fadel, um dos maiores colecionadores de arte do País.

Durante as buscas os agentes não levaram os quadros, mas catalogaram peça por peça. Os agentes também acharam dinheiro em espécie na residência e no escritório de Márcio, num total de R$ 40 mil em várias moedas. Na residência do ex-senador Luiz Otávio, a PF encontrou R$ 135 mil em espécie.

Delator da Andrade Gutierrez levou PF ao esquema de Lobão

Isto É

Lobão volta a ser notícia por conta de investigações da Lava Jato

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia e delator da Lava Jato, Flávio David Barra, foi quem apontou o senador Edison Lobão (PMDB/MA) como o suposto responsável por coordenar o recebimento de propinas para o PMDB envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Segundo o delator, foi Lobão quem indicou seu filho Márcio Lobão e, posteriormente, o ex-senador Luiz Otávio Campos – apadrinhado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) – para receber os pagamentos ilícitos envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Tanto Márcio Lobão quanto Luiz Otávio foram alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira,16, por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o relato, o filho de Lobão e o ex-senador Luiz Otávio foram apresentados às empresas que participavam do consórcio como sendo os responsáveis por arrecadar as propinas do PMDB.

Em relação à propina de Belo Monte, as empresas participantes teriam acertado o pagamento de 1% do valor do contrato para o PT e para o PMDB.

O responsável por arrecadar os valores do PT seria o então tesoureiro do partido João Vaccari Neto, já preso e condenado na Lava Jato, e, por parte do PMDB, o responsável seria o senador Edison Lobão.

Parte da propina, segundo Barra, foi paga por meio de doações oficiais aos diretórios nacionais das duas siglas em 2010, 2012 e 2014 e uma parcela, de R$ 600 mil, foi entregue em dinheiro na residência de Márcio Lobão no Rio, no final de 2011.

Aditivo

Flávio Barra contou ainda que, de 2013 até meados de 2014, os pagamentos de propinas foram suspensos devido às discussões sobre um aditivo no contrato de Belo Monte. Encerradas as discussões e fechado o aditivo, Edison Lobão teria avisado Barra: “Nesse contexto, Edison Lobão disse ao declarante que o intermediário do recebimento de vantagens indevidas destinadas ao PMDB não mais seria Márcio Lobão, mas sim Luiz Otávio Campos, ex-senador pelo PMDB-PA”, relatou o executivo em sua delação.

Com essa delação, e outros elementos colhidos ao longo da investigação, a Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito no Supremo para investigar se integrantes da cúpula do PMDB receberam propina pela obra da usina de Belo Monte. Foi no âmbito deste inquérito que a Operação Leviatã foi deflagrada.

As buscas da PF foram feitas nas residências e escritórios de Márcio Lobão e Luiz Otávio. Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No inquérito, são investigados, além de Lobão e Barbalho, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

O senador Edison Lobão e seu filho Márcio Lobão – este alvo da Operação Leviatã – negam taxativamente envolvimento com esquema de propinas para o PMDB. O espaço está aberto para outras manifestações.

Coronel depõe sobre colete da PM encontrado com integrante de quadrilha…

Com informações de Gilberto Lima

Coronel Reinaldo Elias Francalanci

O coronel Reinaldo Elias Francalanci, ligado à ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), depôs, nesta quinta-feira (16), na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRF). Ele prestou esclarecimentos sobre o colete da PM, de sua responsabilidade, que foi encontrado com um dos integrantes de uma quadrilha especializada em roubo e clonagem de veículos.

O colete foi encontrado com um dos comparsas de Fábio Aurélio do Lago e Silva, o “Bochecha”, que participou do assassinato do jornalista Décio Sá. Ele foi preso na quarta-feira (15) pela Polícia Civil, por intermédio da equipe de captura da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV).

“Bochecha” faz parte de uma associação criminosa que vendia veículos roubados e clonados em São Luís. Segundo a Polícia, parte da quadrilha já vinha sendo investigada desde o final do ano passado.

O coronel Francalanci teria comprado um carro com um dos presos. Se confirmado, o veículo deve ser periciado para saber a procedência do mesmo. Se for roubado, o coronel pode até ser autuado por receptação.

Até o momento, não foram divulgados detalhes do depoimento.

Maior legado da oligarquia foi deixar o Maranhão mais pobre, diz Othelino ao rebater oposição

Othelino disse que o programa “Matis Asfalto” vai continuar e chegará aos 217 municípios do Maranhão assim como muitas outras obras importantes vão acontecer no Estado

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) rebateu, na sessão desta quinta-feira (16), a oposição que tentou explorar, politicamente, a sessão especial com o secretário estadual de Infraestrutura, Cleyton Noleto, para tratar do programa “Mais Asfalto”. Em resposta, o vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou ao deputado Adriano Sarney (PV) que o maior legado da oligarquia foi ter deixado o Maranhão como o Estado mais pobre e mais injusto da Federação.

“Esse é o legado que vocês carregam nas costas como um carimbo que o tempo passa e não sai, porque receberam um Estado próspero e entregaram-no com os piores indicadores do Brasil, com o povo mais pobre do país. Mandaram no Maranhão, na República e entregaram o Estado na pior situação possível, e isso ninguém vai conseguir tirar, nem a força do império de comunicação tem como tirar. Vocês vão carregar para sempre e para toda a história a mácula de ter entregue um Estado, visivelmente, muito mais pobre do que receberam”, comentou.

Durante o seu pronunciamento, Othelino Neto disse que Cleyton Noleto atendeu a um convite, fruto de um requerimento do deputado Edilázio Júnior (PV). O vice-presidente da Assembleia explicou que não se tratou de uma convocação e que o secretário, prontamente, veio na maior boa vontade ao parlamento para tratar do programa “Mais Asfalto” e não esperava ser recepcionado por interesses, meramente, político-eleitoreiros.

“Se medo tivesse de falar das ações de sua secretaria ou do programa Mais Asfalto, poderia não ter vindo. Poderia ter protelado a vinda. Nós sabemos que esta Casa tem uma ampla maioria governista e, num debate interno, poderia  ser indeferido o requerimento de convocação do secretário. Mas o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira, inclusive, propôs que transformasse em convite para que ele garantisse a vinda do secretário aqui. Na data em que nós marcamos, ele veio”, disse.

Othelino destacou que Cleyton Noleto se prontificou e ficou, durante cerca de seis horas, tempo necessário, para ouvir todas as intervenções dos 13 deputados que foram à tribuna para se manifestar e fazer questionamentos. Segundo o vice-presidente, que conduziu a sessão especial, dos 13 deputados que foram à tribuna, seis são de oposição, alguns com mais veemência, outros de forma mais comedida, todos fizeram as suas críticas, as suas perguntas e o secretário Clayton respondeu a todas. “Ele foi, inclusive, corajoso ao ponto de aceitar uma sistemática não usual, proposta pelo deputado Braide,  que foi mais ou menos como fazer um ping pong”, comentou.

Segundo Othelino, os deputados da oposição perderam uma boa oportunidade de mostrar para a sociedade que não estão com “dor de cotovelo” e que concordam com o programa “Mais Asfalto”, porque ser contra uma ação, que leva pavimentação para as ruas das pessoas, não se pode atribuir a isso outra coisa, porque só é contra o asfalto quem nunca comeu poeira na sua casa.

“Olha, tomem cuidado, porque, possivelmente, os eleitores de vocês estão escutando isso. Pode ter, lá no município de Bequimão, onde o deputado Adriano Sarney foi muito bem votado, um eleitor que não gostou do comentário. Pode ter, lá em Timon, onde o Edilázio foi votado, alguns eleitores que receberam os benefícios do Mais Asfalto e não gostaram de ouvi-lo protestando contra o programa aqui. As ações do Mais Asfalto aconteceram no período eleitoral, como aconteceram antes do período eleitoral”, afirmou.

Othelino Neto disse ainda que os números  citados pelo secretário colocaram abaixo os argumentos de que o “Mais Asfalto” tem um viés eleitoral. Segundo o deputado, o investimento do programa foi maior em 2015 do que em 2016.

Mais Asfalto

No pronunciamento, Othelino disse que se a oposição mandar fazer uma pesquisa vai perceber  que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado no Maranhão. Segundo ainda o deputado, as obras do governo não pararam após as eleições passadas. “Se você observar, inclusive São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, no dia seguinte a sua reeleição, estava visitando obras na cidade. Agora, se você for olhar a capital agora, claro que o ritmo das obras diminuiu, porque nós estamos em pleno período chuvoso. Vai jogar dinheiro público fora?”, indagou.

“Agora, mesmo respeitando esse embate, que é natural e legitimo, é evidente que o governo Flávio Dino não agrada a todos. Mas ele não agrada, principalmente, a uma minoria que mandava no Maranhão e que agora não manda mais. Vocês eram acostumados a um modelo antigo, por isso se incomodam tanto com o Mais Asfalto, porque se beneficiavam com base em programas eleitoreiros”, alfinetou Othelino Neto.

O deputado disse que o programa “Mais Asfalto” vai continuar e chegará aos 217 municípios do Maranhão assim como muitas outras obras importantes vão acontecer no Estado. De acordo com o parlamentar, ao chegar a 2018, o Maranhão, em quatro anos, vai estar melhor do que esteve no passado porque, ao longo desse período, terá sido feito muito mais pelo Maranhão do que o grupo Sarney fez em 50. “Mas essa é uma análise mais íntima que vocês farão porque, em dois anos, o Maranhão já é diferente”, concluiu.

Filho de Lobão está entre os alvos de ação da Polícia Federal por desvios em Belo Monte

Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão, é alvo da Lava Jato

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (16), seis mandados de busca e apreensão no Rio, Brasília e em Belém (PA). Na capital paraense, os alvos são o filho do senador Edison Lobão (PMDB-PA), Márcio Lobão, e o ex-senador Luiz Otávio, ligado ao mesmo grupo político. No Rio, a PF esteve na sede da empresa Brasilcap, cuja presidência é de Márcio Lobão. A PF fez buscas e apreensão nas residências de Lobão e Otávio.
Os mandados expedidos pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) são referentes ao inquérito instaurado a partir de provas obtidas na Lava-Jato e mira desvios e pagamento de propina nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte.

As medidas decorrem de representação formulada pela Polícia Federal no curso de inquérito que apura pagamento de propina a dois partidos políticos, no percentual de 1% sobre as obras civis da Hidrelétrica de Belo Monte, por parte das empresas integrantes do consórcio construtor.
Os investigados, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A participação da família do senador Edison Lobão na distribuição de propina da Usina de Belo Monte foi detalhada por Flávio Barra, executivo da Andrade Gutierrez que assinou acordo de delação premiada. Em depoimento em junho de 2016, Barra contou que a maior parte do dinheiro de propina destinada ao PMDB foi paga por meio de doações eleitorais. Segundo ele, Edison Lobão indicou o filho, Márcio Lobão, como o contato para receber dinheiro destinado ao partido.

Belo Monte 
Em outubro do ano passado, o GLOBO mostrou que o ex-ministro Antonio Palocci foi apontado por Otávio Azevedo, ex-presidente da holding Andrade Gutierrez, como o responsável pela negociação da propina nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para o PT e também para o PMDB. Palocci, que não é alvo da ação de hoje, é suspeito de ter movimentado R$ 128 milhões em propinas da Odebrecht.
Em depoimento de delação premiada, Azevedo disse que Palocci pediu 1% do valor da obra a ser dividido entre os dois partidos e indicou que as quantias deveriam ser pagas a João Vaccari Neto, do PT, e Edison Lobão, do PMDB, então Ministro de Minas e Energia. O pedido teria sido feito durante um encontro num apartamento na Asa Norte de Brasília, a convite do ex-ministro, logo depois de a então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, comunicar que a proposta técnica da empresa havia sido escolhida para tocar as obras da usina, e que a Andrade Gutierrez seria a líder do consórcio, com participação de 18%.
A operação foi batizada de Leviatã em alusão à obra do filósofo político Thomas Hobbes, onde afirmou que o “homem é o lobo do homem”, comparando o Estado a um ser humano artificial criado para sua própria defesa e proteção, pois se continuasse vivendo em Estado de Natureza, guiado apenas por seus instintos, não alcançaria a paz social.

Para descontrair um pouco…

É claro que a minha praia não é cantar (risos). A minha praia, claro, é Jornalismo, notícia, informação, comunicação, marketing, blog, etc. Mas, para descontrair, fiz esse vídeo na intenção de dizer que “gosto muito de vocês”!

Dá uma olhada…

Mudanças na Secap – Robson Paz será adjunto de radiodifusão e passa a comandar rádio Timbira

Robson Paz passa a ter mais uma função na comunicação do governo

O radialista e jornalista Robson Paz assumirá o comando da rádio Timbira, no Maranhão. Ele acumulará a função de subsecretário de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (SECAP) que se tornará, mais tarde, adjunto de radiofusão, como uma das estratégias que estão sendo anunciadas, nos próximos dias, para a área.

A Secap está passando por mudanças e outras novidades devem ser anunciadas ainda este mês. O governo quer adequar o órgão às necessidades do momento.

O convite para Robson Paz partiu do governador Flávio Dino (PCdoB). A missão que lhe foi conferida é a reformulação da emissora oficial do Estado no segmento AM, sucateada por mais de 20 anos.

Se hoje, no governo Flávio Dino, a rádio Timbira renasceu, no governo Roseana Sarney, ela foi extinta em 1995. A atual gestão demonstra que confia no poder da radiofonia e investe em sua modernização.

Clayton Noleto desarma oposição focada em “politizar” tema de audiência…

A sessão especial com Clayton Noleto durou cerca de seis horas

O secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, foi sabatinado pelos deputados estaduais em uma sessão especial, nesta quarta-feira (15), no Plenário Nagib Haickel da Assembleia Legislativa do Maranhão, que durou cerca de seis horas, respondendo a um convite dos parlamentares. Ele terminou desarmando a oposição que se aproveitou do momento para tentar “politizar” o tema e “chorar” querelas das eleições passadas.

Viúva da Oligarquia, o deputado Edilázio Jr (PV) foi o primeiro a atacar o secretário e o governo Flávio Dino. Foi desarmado e desconstruído por um tranquilo secretário que se pautou em respostas técnicas e bem fundamentadas.

Rancorosos, os deputados Eduardo Braide (PMN) e Wellington do Curso (PP) tentaram levantar picuinhas das eleições municipais passadas, em São Luís, e tiveram respostas à altura para a questão do programa “Mais Asfalto”.

Noleto explicou as etapas de execução e investimentos do programa “Mais Asfalto”, além de responder a perguntas sobre a pavimentação de vias urbanas e rodovias. A presença do gestor da Sinfra na Assembleia Legislativa atendeu a um requerimento de autoria do deputado Edilázio Júnior.

A sessão especial foi presidida pelo vice-presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Na ocasião, 13 parlamentares se inscreveram para fazer perguntas, sendo eles Rogério Cafeteira (PSB); Alexandre Almeida (PSD); Sousa Neto (PROS); Eduardo Braide (PMN); Professor Marco Aurélio (PCdoB); Wellington do Curso (PP); Rafael Leitoa (PDT); Max Barros (PRP); Fábio Macedo (PDT); Vinicius Louro (PR); Bira do Pindaré (PSB); Edilázio Júnior (PV); e Cabo Campos (DEM).

Antes de responder aos questionamentos, Clayton Noleto teve 45 minutos para fazer sua exposição inicial. Ele explicou a estrutura da Sinfra e o trabalho executado pelas secretarias adjuntas que integram a pasta.

Sobre o Mais Asfalto, objeto do convite, Noleto falou sobre o conjunto de investimentos na recuperação de vias urbanas, além da recuperação, manutenção, pavimentação e construção de novos trechos na malha rodoviária do Maranhão. O secretário elencou tanto as obras em andamento, quanto as finalizadas pelo programa, bem como a destinação de recursos, investimentos e prazos de conclusão.

“Em todas as ocasiões em que fui procurado para prestar esclarecimentos, sempre estive à disposição. É uma honra estar com os representantes do povo, em um ato democrático e respeitoso”, disse o gestor da Sinfra.

DESVIO DE FINALIDADE

Os deputados Rogério Cafeteira (PSB) e Marco Aurélio (PCdoB) criticaram o desvio de finalidade da sessão, que, segundo eles, deveria ser sobre o programa Mais Asfalto, mas acabou tomando um rumo político-eleitoreiro.

Eles chamaram atenção para o fato de alguns parlamentares entrarem em assuntos que não o estabelecido no requerimento e saíram em defesa do secretário. “É preciso conhecer de perto as ruas que foram beneficiadas pelo Mais Asfalto. A comunidade reconhece”, declarou o deputado Marco Aurélio.

Parlamentar da bancada do governo, o deputado Rafael Leitoa assegurou que o programa Mais Asfalto é contínuo e não eleitoreiro, que desde 2015 traz benefícios para a população dos municípios maranhenses.

O deputado Othelino Neto, que presidia a sessão, encerrou os trabalhos agradecendo a presença de Clayton Noleto e destacando a natureza do convite ao secretário. “Não foi uma convocação e sim um convite ao secretário Clayton Noleto que prontamente aceitou”, afirmou o parlamentar, lembrando que “cerca de 3 milhões de pessoas foram beneficiadas com o Mais Asfalto, ação que continuará até o final do governo Flávio Dino”.