Projeto “Ensaio Itinerante” realiza sua última edição neste sábado

Projeto leva cultura e entretenimento a bairros vizinhos à Liberdade

Projeto leva cultura e entretenimento a bairros vizinhos à Liberdade

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O projeto “Ensaio Itinerante”, idealizado no bairro da Liberdade, faz a sua última edição neste sábado (28) a partir das 18h. Quatro brincadeiras juninas da comunidade se juntaram e estão realizando ensaios que viraram verdadeiros espetáculos.

O projeto é realizado a cada sábado em um local da região da Liberdade. Iniciou no dia sete de janeiro. No dia 14, passou pelo bairro da Fé em Deus, dia 21 novamente foi à Liberdade e, neste sábado (28), termina na Vila Gorete. O ex-presidente do Instituto de Previdência e Assistência do Município (Ipam), Raimundo Penha, tem prestigiado o evento.

O projeto apresenta brincadeiras como o Baile de Caixa,
Quadrilha “Asa Branca”, Cacuriá da Vila Gorete e a Dança Portuguesa “Tradição de Portugual”.

” O projeto visa divulgar as brincadeiras juninas. Fazemos do ensaio uma grande festa ao ar livre na porta das pessoas. Transformamos as ruas em um arraial”, diz Janílson Martins da Quadrilha Asa Branca

Dona Maria Augusta, moradora da Liberdade, elogiou a iniciativa cultural.
“Uma ideia simples, mas que tem um significado muito grande. Começando pela união de vários grupos que muitas vezes disputavam entre si. Esta ação mobiliza a comunidade, divulga a cultura popular e, claro, neste momento de violência que atingiu o bairro é uma resposta mostrando as coisas boas que nossa gente produz”, disse.

Sarney vira símbolo do desespero da oligarquia

Blog do Josias

José Sarney: “A ditadura da Justiça tá implantada, é a pior de todas!
”

Sérgio Machado: “E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho

.”

Sarney Filho virou ministro, após o acordão para afastar Dilma Rousseff

Sarney Filho virou ministro, após o acordão para afastar Dilma Rousseff

A fabulosa epidemia de corrupção revelada pela Lava Jato fez do Brasil um pedaço do mapa onde há a maior possibilidade de surgir um país 100% novo. Caos não falta. O diálogo reproduzido acima revela que essa nação inteiramente outra talvez já tenha começado a existir.

Nascida na periférica comarca de Curitiba, a investigação que deu à luz um Brasil diferente sobrevive a todas as bruxarias e conchavos urdidos por políticos que se habituaram a viver no epicentro do ilícito sem sofrer qualquer tipo de embaraço. A oligarquia corrupta está acuada.

A “ditadura da Justiça” de que fala Sarney é o outro nome de Estado Democrático de Direito. Renan Calheiros responde a uma dúzia de inquéritos. Eduardo Cunha é um réu afastado do mandato pelo STF. Marcelo Odecrechet está preso e negocia uma delação. Pilhados num diálogo vadio, Dilma e Lula foram denunciados no Supremo por tentativa de obstruir a Justiça.

Como se fosse pouco, os cardeais do PMDB —Sarney entre eles— foram gravados pelo amigo Sérgio Machado, subitamente convertido num silvério que, apavorado com a ideia de ser preso por ordem do “tirano” Sérgio Moro, tenta comprar com suor do dedo a proteção judicial que seus correligionários já não conseguem prover.

O autogrampo do ex-presidente da Transpetro pendurou no noticiário, de ponta-cabeça, caciques políticos capazes de tudo, menos de levar à balança meio quilo de explicações que afastem as suspeitas que rondam seus prontuários.

Natural que seres como Sarney sejam tomados de assalto (ops!) pela estranheza. Não estavam habituados a esse tipo de situação. Construíram suas carreiras num Brasil em que, acima de um certo nível de renda e de poder, ninguém devia nada. Muito menos explicações. Esse país em que os ratos colocavam a culpa no queijo e tudo ficava por isso mesmo não existe mais.

Em 21 dezembro de 2014, Sarney havia escalado a tribuna do Senado pela última vez, para pronunciar o que deveria ter sido um discurso de despedida de sua vida pública de seis décadas. O orador somava, então, 84 anos.

Os incautos imaginaram que estivessem diante de um aposentado. Mas se as fitas do companheiro Machado revelam alguma coisa é que Sarney é, por assim dizer, inaposentável. Ele permanece no palco como protagonista da própria imolação. Faz o papel de um Napoleão se descoroando.

No discuso de sua suposta despedida, Sarney reservou um parágrafo à autocrítica (assista abaixo). Declarou: “Precisamos levar a sério o problema da reeleição, que precisa acabar, estabelecendo-se um mandato maior. Até fazendo mea-culpa, de arrependimento, eu penso que é preciso proibir que os ex-presidentes ocupem qualquer cargo público, mesmo que seja cargo eletivo. […] Eu me arrependo, acho que foi um erro que eu fiz ter voltado, depois de presidente, à vida pública.”

“O objetivo do impeachment era barrar a Lava Jato”, diz Zé Inácio

O deputado também destacou o trabalho feito por políticos envolvidos para driblar as investigações contra a corrupção

O deputado também destacou o trabalho feito por políticos envolvidos para driblar as investigações contra a corrupção

O deputado  estadual Zé Inácio Rodrigues (PT) usou a tribuna, nesta terça-feira (25),  para comentar as sucessivas notícias negativas do governo interino de Michel Temer (PMDB). “Nesta última semana, o governo se envolveu em mais uma gigantesca crise que demonstra os riscos do presidente não resistir no cargo durante muito tempo, já que a situação dele, cada vez mais, complica-se”, disse.
Para Zé Inácio, o diálogo publicado pela Folha de São Paulo na segunda-feira (23) entre o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o empresário Sérgio Machado mostra os verdadeiros objetivos do impeachment. “Está claro o que todos nós falávamos: o impeachment é um golpe. Primeiro, porque não existiu e não existe crime de responsabilidade; segundo, porque o objetivo do impeachment era barrar a operação Lava Jato”, afirmou.
O deputado também destacou o trabalho feito por políticos envolvidos para driblar as investigações contra a corrupção. “Aquele pacto, aquele governo de salvação nacional que foi anunciado para o país era para salvar os políticos corruptos do PSDB e do PMDB, que estão respondendo a inquéritos. O caso do Romero Jucá, por exemplo, é esclarecedor, já que ele responde a dois inquéritos na Lava Jato, e mesmo com a quebra sigilo bancário realizado na última semana, foi nomeado por Michel Temer”, enfatizou.

A notícia divulgada pela Folha também cita que Jucá afirma que Cunha era peça estratégica, sendo importante para o impeachment se consolidar.  “O Romero Jucá afirma que trabalho de Cunha e de Renan Calheiros é importante para os políticos PSDB e do PMDB, ficando evidente que este pacto nacional divulgado por todo o país nada mais era do que uma estratégia para afastar as investigações da Lava-Jato”, contou.
Zé Inácio finalizou falando sobre as manifestações  populares que vêm percebendo as tentativas corruptas  e que têm lutado por um governo legítimo, por meio de movimentos que são realizadas por todo o país. “As pessoas estão percebendo os objetivos de Temer e de sua bancada. Até mesmo senadores que votaram a favor do impeachment já deram declarações de que voltarão atrás em suas decisões”, concluiu.

Em meio à divulgação de gravações, Sarney se refugia no Maranhão

Época

Ex-presidente, que, segundo jornal, também teve conversa registrada por Sérgio Machado, viajou para evento familiar

Sarney ressurge no cenário político, após vazamento de gravações

Sarney ressurge no cenário político, após vazamento de gravações

Em meio à divulgação de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ex-presidente da República José Sarney (PMDB), permanecerá nos próximos dias em seu Estado natal, o Maranhão.

Ao lado de Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), Sarney também teve, segundo notícias veiculadas nos últimos dias, conversa registrada por Machado. Ao contrário dos correligionários, no entanto, o conteúdo da gravação envolvendo o ex-presidente ainda não foi tornado público.

Sarney deve ficar longe de Brasília até, pelo menos, o dia 1º de junho, quando sua filha, Roseana, ex-governadora do Maranhão, faz aniversário.

A publicação, pelo jornal Folha de S.Paulo, de trechos da conversa de Jucá com Machado custou ao senador por Roraima seu cargo de ministro do Planejamento de Michel Temer.

Agora ministro, Sarney Filho ignora pressão e não se licencia do PV

Folha

Sarney Filho

Sarney Filho

Pressionado por correligionários para deixar a cadeira, o ministro José Sarney Filho (Meio Ambiente) não cogita entregar o posto ao presidente interino, Michel Temer. Ele evitou dar entrevistas sobre o tema, mas vem informando sua decisão por meio da assessoria de imprensa da pasta.

O senador Álvaro Dias (PR) e outros quadros do PV, partido de Sarney Filho, defenderam publicamente que o colega se licencie da legenda, sob justificativa de que a Executiva Nacional aprovou a posição de independência em relação ao governo.

Nesta terça-feira, o presidente do PV, José Luiz Pena, e o líder da bancada da sigla na Câmara, Evandro Gussi (SP), saíram em defesa de Sarney Filho e reiteraram apoio à permanência dele na Esplanada. Pena gravou um vídeo, publicado no site do PV, em que dá publicidade à decisão do comando do partido.

“Estamos, intransigentemente, dispostos a apoiar a gestão de Zequinha no governo, mas teremos independência para ter a crítica necessária onde achar eu governo não se posicionou corretamente.”

O deputado Evandro Gussi fez coro e argumentou que o nome do correligionário foi uma escolha pessoa do presidente da República interino.

“Quando surgiu o convite (de Temer), a bancada concluiu que Sarney Filho é o melhor quadro que poderia ser oferecido ao País para o ministério e que ele teria apoio incondicional”, afirmou.
O líder, no entanto, esquivou-se de comentar a postura dos colegas favoráveis à tese de que, para continuar no governo, o ministro deveria se licenciar.

“Isso partiu de vozes isoladas e marginais (na reunião da Executiva), uma hipótese absolutamente indefensável. Não houve deliberação sobre licenciamento, mas não me sinto à vontade para julgar o comportamento do senador Álvaro Dias e dos demais”, disse Gussi.

Procurado, o senador do PV afirmou que, de fato, a Executiva não votou a possibilidade de licenciamento do ministro, mas argumentou que houve diversas manifestações nesse sentido.

Othelino Neto destaca os 65 anos do Jornal Pequeno

O deputado disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas

O deputado disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) fez uma homenagem ao Jornal Pequeno, na sessão desta quarta-feira (25), pelos seus 65 anos de fundação que se completam no próximo domingo (29). Segundo ele, a saudação é muito justa, pois grandes episódios que marcaram a história do Maranhão foram registrados pelo JP, conhecido, popularmente, como o “órgão das multidões” por onde passaram jornalistas consagrados da imprensa maranhense.

Othelino disse na tribuna que o jornal, fundado pelo jornalista Ribamar Bogéa, que conseguiu resistir a todas as intempéries e investidas contra aquele veículo, foi crescendo e se firmando na história do Maranhão e do jornalismo do Estado. “Eu, particularmente, tenho uma ligação familiar. Lá meu avô escreveu a coluna Na Liça. Lá meu pai trabalhou. Eu tive o prazer, por algum tempo, de fazer uma coluna naquele jornal. Sem dúvida, isso me estimula a dar um depoimento sobre a história do Jornal Pequeno”, comentou o parlamentar.

O deputado destacou a história do Jornal Pequeno, que foi perseguido e, algumas vezes, de forma direta ou indireta, forças políticas tentaram até fechar o jornal em episódios de violência contra a imprensa. Segundo o deputado,  foram muitos atentados à redação do JP, que chegou a ser quebrada, pessoas foram agredidas e houve, inclusive, tentativa de comprar a sede do periódico para inviabilizar a sua continuidade, passando por episódios trágicos, como o assassinato do jornalista Othelino Nova Alves, em função daquilo que fazia na época e, principalmente, do que escrevia na coluna “Na Liça”.

Othelino disse que o Jornal Pequeno, até hoje, ainda sofre porque vários são os processos movidos pelos antigos mandões do Maranhão que foram responsáveis por prejuízos inúmeros ao Jornal Pequeno, que teve inclusive o seu patrimônio, muitas vezes, comprometido por conta dessas ações. “Apesar de todas essas dificuldades, hoje o jornal, já sob a presidência de dona Ilda Bogéa com a direção dos filhos e agora já com uma terceira geração militando também no jornalismo – cito o exemplo do Vinícius Bogéa – segue contribuindo com a história da imprensa livre no Maranhão”, frisou.

O deputado citou jornalistas  históricos do Jornal Pequeno como Cunha Santos (pai), Hélder Paz, Amaral Raposo, Bernardo Coelho de Almeida, Luís Vasconcelos – que por várias décadas militou na imprensa maranhense, Milson Coutinho, desembargador aposentado, Carlos Cunha, o advogado criminalista Jámenes Calado, Carlos Nina, Cunha Santos (filho), João Alexandre Júnior, Albérico Carneiro, Mário Coutinho, Flor de Liz, que fez história no colunismo social, Jersan Araújo, Ademário Cavalcante, Eloy Cutrim, etc, que fizeram a história do JP.

Othelino citou também jornalistas da geração atual que compõem a equipe como, por exemplo, Manoel dos Santos Neto, Jorge Vieira, Wellington Rabello, blogueiros como John Cutrim, etc. “Enfim, pelos 65 anos do Jornal Pequeno, parabenizo a boa imprensa do Maranhão que tem compromisso com a informação e que presta serviços essenciais à sociedade maranhense”, disse.

Leonardo Sá: “É preciso mais do que boa vontade para fazer uma grande administração em Pinheiro”

Jeisael Marx

Vereador Leonardo Sá

Vereador Leonardo Sá

Esta semana, o blog entrevistou o pré-candidato a prefeito da cidade de Pinheiro, Leonardo Sá. Eleito duas vezes vereador da princesa da baixada, na última eleição Leonardo foi o candidato mais votado do município para a Câmara. Atualmente, ocupa o cargo de Diretor do Hospital Macrorregional Dr. Jackson Lago, e é presidente do PCdoB em Pinheiro.

Casado e pai de duas filhas, Leonardo fala nesta entrevista que acredita estar pronto para implementar um modelo de gestão com a participação popular, que promova as mudanças necessárias para a cidade de Pinheiro.

Como nasceu a sua pré-candidatura a prefeito?

Nasceu do grupo o qual faço parte. Temos feito constantes discussões a repeito da situação de Pinheiro e eu coloquei meu nome à disposição deste projeto. A população de Pinheiro hoje clama por mudança. Mudança não só de nome, mas do modo de fazer gestão na cidade. Hoje a nossa cidade está abandonada e isso tem sido motivo de insatisfação geral.

Então, na sua opinião, a atual administração não é boa?

É uma administração caótica, sem princípios e que visa somente o beneficio do próprio prefeito, familiares e amigos. Um governo oligárquico, cheio de vícios, um governo de poucos. O resultado disso todo mundo vê: uma cidade abandonada à própria sorte.

Qual sua avaliação da Câmara de vereadores?

Os colegas vereadores têm boa vontade, em ver nossa cidade crescer, mas esbarram no coronelismo do prefeito, que utiliza de artifícios para tentar desmerecer o trabalho de nossa Casa Legislativa. Em uma democracia isso não pode acontecer.

O que você pensa da tradicional disputa entre apenas dois grupos?

Depende do cenário. A disputa entre dois modelos de gestão iguais é extremamente prejudicial à população. Mas penso que a oposição inteira deve se juntar em prol da verdadeira mudança, que oferece uma alternativa a essa velha política oligárquica praticada em Pinheiro.

Que alternativa seria essa ao modelo político tradicional existente na cidade?

Um exemplo que temos é do Maranhão. Passou 50 anos para se libertar. Pinheiro não precisa ficar refém durante todo esse tempo. A alternativa é um modelo de gestão propositivo, que escuta as pessoas, que vai oferecer oportunidades para todos e fazer nossa cidade crescer.

Você acha que tem o perfil adequado para encarnar em Pinheiro esse sentimento de mudança em curso no Maranhão?

Mais do que boa vontade é preciso saber como as coisas funcionam e ter experiências que deram certo. A excelente aprovação do Hospital Macrorregional Dr. Jackson Lago por toda a população da Baixada nos credencia a ter o perfil esperado pelos pinheirenses. Acredito que o gestor tem que ter como princípio básico o governo para o povo e pelo povo, sempre. E não em benefício pessoal, como vem acontecendo.

Como tem sido o governo Flávio Dino para a cidade de Pinheiro?

Uma das primeiras medidas do nosso governador, já em seu primeiro ano de gestão, foi contemplar a cidade de Pinheiro e toda a região da Baixada com um Hospital de ponta, moderno, bem equipado, que atende a todos independente de indicação política. Foram mais de 115 mil atendimentos em 8 meses de funcionamento. Então há uma preocupação, cuidado, atenção e carinho do governador para com os pinheirenses.

Você tem conseguido aglutinar vários partidos em torno do seu nome, tem apoio de vários deputados e faz parte do partido do governador do Estado. Isso significa uma responsabilidade maior?

A responsabilidade é grande, mas significa, principalmente, que teremos mais chance de fazer uma gestão mais exitosa. Na verdade, todos sabem a situação caótica em que vive a nossa cidade e isso tem servido para reunir um grande número de forças partidárias e lideranças para fazer a verdadeira mudança em Pinheiro.

Que vantagens para o município você consegue ver na possibilidade de eleger um prefeito do mesmo partido do governador?

O Flávio Dino é um governador do Maranhão inteiro. Mas é claro que o prefeito também tem que ter o espírito republicano de estabelecer o mínimo de civilidade nas relações institucionais. Não é o que acontece em Pinheiro, infelizmente, aqui, o prefeito não tem a dignidade de pensar no bem-estar da população e coloca a velha política em desfavor do povo. Sendo do partido do governador Flávio Dino, é uma certeza de que Pinheiro estará alinhada à mesma mudança que o Maranhão está passando. Pinheiro ter um prefeito do PCdoB é ter a certeza de que progresso finalmente chegará a nossa cidade.

R$ 5 milhões em drogas aprendidas provocaram incêndios a ônibus no Maranhão

UOL

ônibus foram incendiados por ordem de traficantes

ônibus foram incendiados por ordem de traficantes

Os ataques a ônibus que ocorreram no Maranhão, entre a última quinta-feira (19) e o domingo (22), foram ordenados por traficantes. Investigações apontaram que as perdas dos traficantes no valor de R$ 5 milhões em apreensões de drogas provocaram a ordem de execução dos crimes de dentro dos presídios no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. As apreensões foram realizadas pela Superintendência de Combate ao Narcotráfico.

O delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, afirma que investigações estão em curso, sem descartar nenhuma linha, porém, inicialmente apontaram que a motivação dos ataques é retaliação dos traficantes às ações policiais, que estão causando prejuízo e diminuição da oferta de drogas em São Luís e região metropolitana.

Até agora, segundo dados da SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública), 58 pessoas foram presas acusadas de envolvimento nos ataques criminosos. A maioria dos suspeitos integra a facção criminosa Bonde dos 40, que tem esse nome em alusão à pistola 40 e que, há anos, disputa com a facção PCM (Primeiro Comando do Maranhão), ramificação do PCC (Primeiro Comando da Capital), de origem das regiões sul e sudeste, dentro do complexo de Pedrinhas há décadas na disputa

“A verdade é que o crime organizado se sente sitiado por ações policiais que não se viam no Maranhão. Entre 2015 e estes primeiros meses do ano de 2016, ocorreu o maior número de prisões de traficantes já ocorrido no Estado. Além disso, o Estado também retomou o controle do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que estava em poder do crime organizado e não houve nenhuma morte lá este ano”, destacou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela.

Histórico de ataques
Entre a noite de quinta-feira e segunda-feira (23), 15 ônibus foram atacados por criminosos em São Luís e cidades da região metropolitana de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. Sete ônibus ficaram totalmente destruídos pelos incêndios ateados por criminosos. Oito veículos ficaram parcialmente queimados. Em nenhum dos ataques houve vítimas.

Logo após os primeiros ataques, o governo colocou todo efetivo policial nas ruas para coibir os crimes. Nesta terça-feira (24), 128 homens da Força de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça, chegaram a São Luís para reforçar a segurança. Policiais Militares estão, desde o fim de semana, dentro dos ônibus em linhas estratégicas para coibir os ataques criminosos.

Em 4 de janeiro de 2014, quatro ônibus foram incendiados em São Luís e cinco pessoas ficaram feridas, dentre elas uma menina de seis anos, que morreu com 95% do corpo queimado. Os incêndios foram ordenados por presos integrantes de facções criminosas em retaliação a operação “Pedrinhas em Paz”, dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, realizada pela Tropa de Choque da PM (Polícia Militar).

Em novembro de 2013, depois de uma ação pente fino dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, moradores viveram dias de terror com uma série de ataques a ônibus, assaltos nos veículos, ataques a prédios públicos e incêndios em trailers da PM, que acabaram sendo desativados. Um policial reformado foi assassinado a tiros enquanto conversava com a namorada no bairro Maracanã. E outro, foi metralhado dentro do trailer da PM enquanto trabalhava sozinho no local.

Relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), divulgado em dezembro de 2014, apontou que o domínio de facções criminosas agiam dentro dos presídios maranhenses deixavam as unidades prisionais “extremamente violentas”. Naquele ano, 60 presos foram assassinados dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A maior parte das mortes tem relação com brigas entre as facções criminosas Bonde dos 40 e PCM.

GANGORRA – Direção nacional do PSB destitui Zé Reinaldo da presidência do partido em São Luís

Roberto Júnior agora é o presidente municipal do PSB

Roberto Júnior agora é o presidente municipal do PSB

A Direção Nacional do PSB destituiu a Comissão Provisória de São Luís anunciada na segunda-feira (23), à noite, pela Direção Estadual, em substituição à comissão que tinha como presidente o senador Roberto Rocha. Em crise, o partido parece mais uma “gangorra” em São Luís por conta da disputa de poder.
A composição da nova Comissão Provisória que comandará o partido em São Luís foi anunciada, em Brasília, nesta terça-feira (24). O presidente será Roberto Rocha Júnior.

A comissão terá ainda como vice-presidente Estevão Assunção, secretário-geral Aldo Rogério Ribeiro Ferreira, secretário de Finanças Hilton César Pinheiro da Silva, 1º secretário Thiago Gonçalves de Sousa, secretária de Comunicação Suely Alves Moura e secretário de Mobilização Alexandre Matos Soares.