Cutrim pede notas ficais de empresas "laranjas" de Gláucio Alencar

Oposição mantém posicionamento e só assina CPI com garantia de presidência ou relatoria. Governistas querem controle de Comissão


Cutrim conseguiu apenas 11 assinaturas até agora


O deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD), que ainda recolhe assinaturas para a CPI da Agiotagem na Assembleia Legislativa, já em torno de 11, protocolou, junto à Mesa Diretora da Casa, nesta segunda-feira (06), requerimento solicitando notas fiscais de empresas “laranjas” ligadas ao suposto mandante do assassinato do jornalista Décio Sá, Gláucio Alencar.

Fora este, Cutrim protocolou mais quatro requerimentos, entre eles solicitações importantes à Polícia Federal, Procuradoria Geral da República, etc.


Quanto à CPI, Cutrim enfrenta resistência da oposição que exige como garantia para assinar o documento a presidência ou a relatoria. No entanto, o governista Roberto Costa (PMDB) deixou claro, na tribuna, nesta segunda (06), que a esquerda não terá direito a nenhum dos dois postos na comissão.

Manobra governista – Para a oposição, o governo quer manobrar a CPI da Agiotagem como fez com a dos convênios e como está fazendo com a da violência contra a mulher. “Nós não podemos assinar uma CPI que terá como presidente e relator Magno Bacelar (PV) ou Roberto Costa (PMDB). Assim, é melhor deixar a Polícia investigar sozinha”, disparou Marcelo Tavares (PSB).

Presente à sessão desta segunda (06), o deputado Othelino Neto (PPS/DM) também sustenta a mesma tese de Marcelo Tavares e disse que a oposição reúne quadros que podem e devem compor uma CPI como essa, inclusive nos postos de presidente e relator. “Só assino a CPI, se as nossas condições forem aceitas”, frisou o deputado.

Já Raimundo Cutrim, em pronunciamento na tribuna, nesta segunda (06), disse que apoia a decisão da oposição e não vê problemas nenhum em mesclar os membros da comissão. “Acho que essa CPI deveria ser assinada pelos 42 deputados, pois ela seria uma maneira de esclarecer os fatos para que pessoas como eu não sejam chamadas de agiota sem provas. Nos anos 90, tivemos a CPI do Crime Organizado que deu resultados, e por que não podemos ter agora a da Agiotagem?”, indagou.

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