Escola comunitária teria sido usada como "laranja" nos convênios

Deputados interrogaram a diretora da escola, Lúcia dos Santos
Durante a visita à sede do “Clube de Mães Nossa Senhora das Graças”, o deputado estadual Bira do Pindaré (PT) questionou a diretora Lúcia dos Santos sobre o paradeiro dos R$ 3.012.825,50 direcionadas à creche. Diante das respostas dando conta que nenhum centavo ficou com a entidade, o petista então concluiu que, na prática, a instituição teria sido usada como “laranja” por pessoas ligadas ao Governo do Estado para desvio de verba pública.

“A instituição foi usada. Viemos até aqui e constatamos que existe uma creche, onde as pessoas realmente trabalham, entretanto a própria diretora afirmou que nenhum centavo dos R$ 3 milhões passou pelas mãos dela. Queremos saber para onde foi esse dinheiro? O que fizeram com esta quantia? Onde estão as obras?”, questionou Bira. 

Para o deputado Othelino Neto, trata-se de mais um caso grave que merece uma profunda investigação do Ministério Público. “Nós estamos comprovando aqui mais um convênio suspeito que precisa ser esclarecido. Onde estão essas obras? Em quais situações foram firmados esses convênios?”, indagou o presidente da Comissão de Administração Pública.

“É lamentável o que se evidencia em mais uma vistoria. Convênios suspeitos e não se sabe onde as obras estão. O governo do Estado precisa vir a público para dizer o que fez com esses recursos”, cobrou o deputado Marcelo Tavares.

Os deputados foram, ainda, à sede da empresa Sornotec, localizada na estrada que dá acesso ao Araçagy e que recebeu o valor dos convênios para a execução das obras. Mas lá, não encontraram ninguém. Segundo os parlamentares, essa construtora é sempre escolhida nos convênios firmados entre a Sedes e as associações beneficiadas. Há a suspeita de que por ela já tenham passado, pelo menos, algo em torno de R$ 15 milhões.

Convocação- O secretário Fernando Fialho foi convocado esta semana para prestar esclarecimentos à população a respeito das graves denúncias feitas pelos deputados de oposição. Alegando ter outras prioridades para resolver, ele enviou ofício à Assembleia Legislativa pedindo que uma nova data fosse marcada. 

“Estamos falando de bilhões de reais que não chegam a quem deveria ser beneficiado. Primeiro foi a Raposa e agora investigamos comunidades no São Francisco. Fernando Fialho deve explicações a toda a população maranhense”, concluiu o deputado Rubens Jr., autor do requerimento que convocou o secretário para prestar todos os esclarecimentos.

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