ERRO MÉDICO: Diretor do Socorrão ataca Flávio Dino no Twitter e cria fato político

O diretor do Socorrão I, Yglésio Moysés, nomeado pelo prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PTC), usou o Twitter para comprar briga, nada mais, nada menos, do que com o presidente da Empresa Brasileira do Turismo, Flávio Dino, principal aliado hoje da administração municipal. Motivo: a campanha dinista pela punição a erros médicos.

“Entristece-me o fato da classe política enxergar o problema da Saúde sob a ótica da punição e execração profissional médica”, disparou, no Twitter, o diretor do Socorrão  sem se importar com a afronta a um aliado político do prefeito Edivaldo Holanda Jr.

No mês de março, Flávio Dino criou uma Organização Não Governamental (ONG) para cobrar punição por erros médicos em função da morte inexplicável do filho, Marcelo Dino, no ano passado, supostamente por negligência, e vem utilizando as redes sociais para dar eco a esse objetivo de coibir atos desta natureza.

Em tweets mais do que duros, Yglésio assume uma postura corporativista pela classe médica e repreende a postura de Flávio Dino em cobrar punição severa para casos de negligências médicas. “A simples criminalização do erro vai gerar nada mais do que evasão profissional, indústria de seguros e advogados ávidos por $ (dinheiro)”, afirmou o diretor do Socorrão por meio de seu perfil no Twitter.

Yglésio vai mais longe e diz a Flávio Dino que “tentar criminalizar, mais ainda, médicos não vai resolver o problema da Saúde no Brasil.Vai só aquecer a indústria do erro médico”.

Entenda o caso 


Marcelo, na ocasião com 13 anos, morreu em fevereiro do ano passado, menos de 24 horas depois de ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital de Brasília, com uma crise de asma.

Dino conta que pouco antes de receber alta, o jovem recebeu uma medicação e passou mal. A médica de plantão não estava na sala, pois ajudava um colega a fazer um parto.

Ele sustenta que o medicamento foi aplicado de maneira inadequada, o socorro demorou e a médica estava nitidamente atordoada, porque vinha de uma jornada de trabalho de 23 horas.

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