Lentidão nas obras de hospital de Pinheiro acelera procissão de pacientes para o Socorrão II


Paciente acidentado próximo a Cururupu teve de buscar tratamento ortopédico em São Luis, mas governo promete entregar Hospital de Alta Complexidade de Pinheiro até março de 2014

Construção de hospitais, anunciados por
 Ricardo Murad, caminham em ritmo lento

Na noite do último sábado (28), após sofrer um acidente de moto, próximo à cidade de Guimarães, o paciente Antônio Lázaro Louzeiro precisou percorrer mais de 58km em busca de uma cirurgia ortopédica. Até chegar ao município onde recebeu os primeiros socorros, ele foi transportado na carroceria de um automóvel, pois a ambulância disponível para este tipo de transporte já havia seguido com outro paciente para um destino comum de quem reside no interior e precisa de atendimento de média e alta complexidade : o Socorrão II.

Na região, onde ele sofreu o acidente, o programa “Saúde é Vida”, anunciado pelo governo do Estado como a garantia de um atendimento mais eficaz à população do Estado, prevê a construção de um Hospital de Alta Complexidade em Pinheiro.

Em 2012, a governadora Roseana Sarney e o secretário de Saúde, Ricardo Murad, reuniram a imprensa, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, para anunciar a construção de hospitais de alta complexidade nas cidades de Pinheiro, Imperatriz, Caxias e Santa Inês, com capacidade para 100 leitos.

Durante o evento, foi assegurado que estes hospitais seriam  inaugurados no prazo de 18 meses, após um investimento de R$ 71.533.440,86 (setenta e um milhões quinhentos e trinta e três mil quatrocentos e quarenta reais e oitenta e seis centavos).

Embora a construção esteja dentro do prazo de execução, as obras estão em ritmo lento e a concorrência da licitação da obra foi anulada em novembro do ano passado, conforme consta publicação do processo Nº 18.605/2012 do Diário Oficial.

O diretor da Santa Casa de Misericórdia de Cururupu, Edilson Medeiros, explicou a reportagem do Maranhão Da Gente, que sem condições de ofertar melhor atendimento ao paciente não houve alternativa senão a transferência imediata e com os recursos disponíveis e esclareceu também que a responsabilidade da transferência do paciente é da administração municipal.

“O ideal seria a transferência para um hospital mais próximo e em condições adequadas. Se pronto, o hospital de Pinheiro seria a solução. Aqui na Santa Casa o paciente recebeu o atendimento que foi possível, mas o ortopedista verificou a necessidade de transferência, responsabilidade que já cabe à prefeitura”, explicou o diretor.

Por telefone, a secretária de Saúde de Cururupu reconheceu não ter sido adequada a transferência do paciente em um carro oficial, mas ressaltou que isso ocorreu porque a ambulância do município já estava ocupada transportando outros pacientes para a capital. Disse ainda que tomou todas as providências para salvaguardar a vida do paciente, fretando um táxi-aéreo para garantir a transferência de forma mais confortável para São Luís.

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