Simplesmente Tereza…

Há 87 anos, em 1929, chegava ao mundo a pequena Tereza Pereira, filha de Raimunda e de Francisco, em um povoado de Mirinzal, na Baixada Maranhense. Filha de uma família de seis irmãos, ela nasceu em berço muito pobre, mas era muito rica em capacidade de amar. Amor que, mais tarde, marcou uma linda história de superação de uma mulher muito simples, porém guerreira.

Tereza deu à luz nove filhos, todos de parto normal, mas apenas cinco sobreviveram: José Benedito, Maria de Nazaré, Nailde, Izabel e Martinho, o caçula. Lutadora e corajosa, ela criou todos como mãe solteira, sem apoio do pai das crianças.

Seu pai faleceu muito jovem, com trinta e poucos anos. Tereza teve apenas o apoio de sua mãe, Raimunda, para criar e sustentar os cinco filhos. Mas esta também foi embora precocemente, com 62 anos, deixando a filha e os netos.

Estudo, Tereza teve muito pouco. Lavradora, trabalhava a terra, com sol forte ou chuva, plantava, colhia, consumia, vendia a produção, de onde tirava a pouca renda para o sustento de sua família. Com o suor do seu trabalho, criou os cinco filhos.

A vida, a responsabilidade e o amor aos filhos fizeram dela uma grande guerreira, capaz de vencer muitas barreiras, verdadeiros obstáculos pela sobrevivência dos seus. Nova, com trinta e poucos anos, teve Acidente Vascular Cerebral, uma sequência, que a deixou muito doente, além de outras enfermidades que tratou com poucos recursos, com remédios caseiros e muita fé. Perdeu a visão do olho esquerdo na flor da idade.

Vieram os primeiros netos, Gerson e Sílvia Tereza, filhos de Nazaré e Nailde, respectivamente, ambos sem pai, e Tereza, guerreira e forte, não se negou e ajudou a criá-los, nos anos iniciais, em Mirinzal, enquanto suas filhas trabalhavam em São Luís.

Anos depois, em condições financeiras melhores, fruto do trabalho dos filhos, Tereza guerreira veio para a capital e iniciou um novo ciclo de vida. Nasceram os netos Viviane, Marcos Adriano, Nária, Bianka e Brenda; as bisnetas Géssica, Vanessa, Andressa e Isabela Renata.

Imensa na forma de amar, a matriarca da família Pereira foi um exemplo a ser seguido por sua força, vontade de viver, garra, luta, simplicidade, superação, justiça, honestidade, amor extremo, bondade, etc.

Tereza cumpriu sua missão na terra e nos deixou em 05 de dezembro de 2016. Tristeza sim. É triste perder aqui, mas Deus ganha uma guerreira no céu. A saudade fica e permanece viva até o encontro na eternidade, na certeza de que o amor é maior.

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