Ministério da Educação quer criar 108 escolas cívico-militares até 2023

Com sete meses do governo Jair Bolsonaro, foi a primeira vez que a pasta apresentou um plano de ações

O Ministério da Educação pretende criar 108 escolas cívico-militares até 2023. A promessa está prevista no Compromisso Nacional pela Educação Básica, documento apresentado, em Brasília.

Com sete meses do governo Jair Bolsonaro, foi a primeira vez que a pasta apresentou um plano de ações, que inclui construir creches, recursos para a reforma do ensino médio e ampliar o total de escolas cívico-militares.

A pasta promete dar celeridade à conclusão de mais de 4 mil creches até 2022; conectar 6,5 mil escolas rurais por meio de satélite em banda larga em todos os estados; e ofertar cursos de ensino a distância para melhorar a formação de professores, até 2020, entre outras ações. O documento reúne ações que estão sendo planejadas para serem implementadas até o fim do atual governo.

Anuário mostra que Maranhão melhorou todas as notas da Educação desde 2015

A melhora se deu ao mesmo tempo em que o Programa Escola Digna se espalhou pelo Estado, com a entrega de mais de 850 colégios construídos ou reformados desde então

Desde 2015, o Maranhão melhorou todos os indicadores avaliados do Ensino Médio e do Fundamental. Os dados são do Anuário Brasileiro da Educação Básica, divulgado nesta terça-feira (25) pela ONG Todos Pela Educação.

A melhora se deu ao mesmo tempo em que o Programa Escola Digna se espalhou pelo Estado, com a entrega de mais de 850 colégios construídos ou reformados desde então.

O Ensino Médio foi um dos que mais avançaram. Na rede pública, essa fase é de responsabilidade do Estado. As demais estão na esfera municipal. A taxa de matrículas no Ensino Médio era de 59,1% em 2014. Em 2018, subiu para 63,5%. O desempenho é melhor que a média do Nordeste, que ficou em 60,4%.

Considerando os jovens de 19 anos que concluíram o Ensino Médio, a taxa passou de 45,2% para 52% no período. Ainda de acordo com a pesquisa, a escolaridade média da população entre 18 e 29 anos subiu de 9 anos de estudo para 10,5 anos de estudo de 2014 a 2018.

Outro índice mencionado pelo estudo do Todos pela Educação – e que já era conhecido – é o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que passou de 2,8 para 3,4 entre 2013 e 2017. Essa nota mede a qualidade das escolas públicas do Ensino Médio.

O Anuário também mostra que o Maranhão aumentou as matrículas no Ensino Fundamental de alunos entre 6 e 14 anos de 96,5% para 97% entre 2014 e 2018. Nas creches, o índice de frequência de crianças até 3 anos subiu de 26% para 29,6% entre 2014 e 2017. Os dados de 2018 não foram incluídos. Na pré-escola, com crianças de 4 e 5 anos, o índice cresceu de 93,8% para 97,2% entre 2014 e 2017.

Manifestantes tomam as ruas de São Luís contra cortes na educação

Na capital, a concentração começou por volta das 15h, na Praça Deodoro. A mobilização passou pela Praça Maria Aragão, Avenida Beira-Mar e encerrou com um ato na Praça dos Catraeiros

Estudantes e professores maranhenses de universidades públicas e do Instituto Federal do Maranhão realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (30) em São Luís. O protesto foi contra o bloqueio de verbas na educação, anunciado pelo Governo Federal.

Na capital, a concentração começou por volta das 15h, na Praça Deodoro. A mobilização passou pela Praça Maria Aragão, Avenida Beira-Mar e encerrou com um ato na Praça dos Catraeiros.

O protesto foi contra o bloqueio de verbas na educação, anunciado pelo Governo Federal

No Maranhão, os cortes representam quase R$ 30 milhões no orçamento da Universidade Federal do Maranhão. A reitora da UFMA, Nair Portela, anunciou que com o corte da verba, a universidade deve funcionar somente até o mês de agosto.

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) terá o corte de 38% o orçamento previsto para 2019, o que representa R$ 28 milhões a menos no orçamento. Segundo o IFMA, a medida terá impacto direto no fornecimento de água, energia, internet e vigilância nos 29 campi e nos seis centros de referência da instituição presentes no estado.

‘Eu exagerei’, diz Bolsonaro sobre ‘idiotas úteis’

Mas ele manteve a avaliação de que estudantes foram instrumentalizados por “professores inescrupulosos”

O Globo

Na entrevista que concedeu à TV Record, Jair Bolsonaro tentou recuar da expressão “idiotas úteis”, mas acabou chamando professores de “inescrupulosos”. “Eu exagerei”, disse o presidente, sobre a expressão que empregou para se referir aos manifestantes que foram às ruas no dia 15 protestar contra o contingenciamento de recursos da Educação. “O correto seria inocentes úteis”, amenizou.

Mas ele manteve a avaliação de que estudantes foram instrumentalizados por “professores inescrupulosos” para se manifestar contra cortes na Educação que, segundo ele, não ocorreram.

Ele afirmou que os jovens devem ter “cuidado” para não serem influenciados por esses professores – que só nesse momento disse serem uma “minoria”.

“Brasil não vai avançar sem educação”, diz Márcio Jerry

O deputado citou ainda o exemplo de mobilização no Maranhão para defender a luta pela educação brasileira

Na tarde desta quinta-feira (16), na Câmara em Brasília, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) cobrou mais esclarecimentos do ministro Abraham Weintraub. Para o vice-líder do PCdoB, mesmo convocado pela Casa Legislativa, o ministro não soube dizer qual é o projeto do governo Bolsonaro para a Educação ou o motivo pelos cortes de verbas das universidades e institutos federais.

“O essencial não foi explicado e o problema não foi enfrentado. A presença dele aqui serviu apenas para que o Brasil pudesse ver sua absoluta incapacidade em ocupar o relevante cargo de ministro da Educação. Só vimos arrogância e empáfia, às vezes contida pelos seus amigos, mas muito incapacidade em mostrar qual é a política real que o governo Bolsonaro quer executar em nosso país”, afirmou Jerry.

Jerry, que presidiu o início da sessão no plenário, disse que Weintraub poderia observar os resultados positivos ao redor do país para aplicar no Ministério “ao invés de repetir chavões obscuros e desqualificar o espaço acadêmico e os cientistas do Brasil”. “Eu sou de um Estado pobre, o Maranhão, que acumula problemas históricos, mas que hoje tem uma das mais belas experiências educacionais. Em quatro dias, estamos inaugurando sete escolas. Já são quase 1.100 escolas completamente restauradas ou construídas no intervalo de quatro anos e quatro meses. Não existia nenhuma escola em tempo integral e nesse período já são 40. Não existia nenhuma escola de ensino tecnológico e hoje temos uma rede que os próprios especialistas do Ministério da Educação dizem ser um exemplo de sucesso para o ensino médio com formação profissionalizante”.

O deputado citou ainda o exemplo de mobilização no Maranhão para defender a luta pela educação brasileira. “Desde a menor cidade do meu estado, Nova Iorque, às margens do rio Parnaíba, à nossa capital São Luís, em todas, sem exceção, houve manifestações da juventude e da sociedade como um todo contra os cortes na educação, pedindo o contrário, pedindo mais investimentos na educação. Repito: não há possibilidade alguma de que haja avanços no Brasil se não fizermos avançar a educação”, declarou.

Milhares de pessoas protestam contra bloqueio de verbas da educação em São Luís

Ao todo, os manifestantes contabilizaram cerca de 20 mil pessoas no protesto. Já a Polícia Militar contabilizou 5 mil pessoas

Estudantes e professores se reuniram, na tarde de quarta-feira (15), em um protesto contra o contigenciamento de recursos para instituções de ensino federais anunciado pelo Ministério da Educação. O ato iniciou por volta das 15h na Praça Deodoro, na região central de São Luís.

Em seguida, os manifestantes caminharam pela Praça Maria Aragão e chegaram à Praça dos Catraieiros. Ao todo, os manifestantes contabilizaram cerca de 20 mil pessoas no protesto. Já a Polícia Militar contabilizou 5 mil pessoas.

Vários estudantes fizeram cartazes com frases a favor da educação e até mesmo contra a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que chamou os manifestantes de ‘idiotas úteis’ e ‘imbecis’.

Mais cedo, no início da manhã, manifestantes da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) realizaram um protesto em frente a Cidade Universitária. Tanto a UFMA, quanto o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) não tiveram aula nesta quarta (15). Além de São Luís, foram realizados atos nos municípios de Pinheiro, Balsas, Santa Inês e Imperatriz.

Cortes nos orçamentos das universidades e institutos federais são criticados por Zé Inácio

“As universidades estão anunciando as paralisações porque, com esses cortes, se torna inviável estabelecer o ensino de qualidade, como vinha sendo feito nas universidades Brasil afora”, afirmou Zé Inácio Lula.

Em pronunciamento feito na sessão desta quarta-feira (8), o deputado Zé Inácio Lula (PT) criticou os cortes que estão sendo executados, pelo governo Bolsonaro, nos orçamentos das universidades federais e nos institutos federais de todo o Brasil. Em média, os cortes já chegaram a 30% do orçamento anual das universidades federais, que somam 65 em todo o país. O deputado disse que o corte é uma negação às universidades e ao funcionamento dos institutos federais. Segundo o parlamentar, as universidades federais da Bahia, Pernambuco, Paraná e várias outras – que tiveram corte na ordem de 40% – já estão anunciando a paralisação no segundo semestre.

“As universidades estão anunciando as paralisações porque, com esses cortes, se torna inviável estabelecer o ensino de qualidade, como vinha sendo feito nas universidades Brasil afora”, afirmou Zé Inácio Lula.

O Instituto Federal do Maranhão – IFMA, que funciona no bairro Monte Castelo, em São Luís, teve corte de 38%. Por conta disso, a Reitoria já anunciou as dificuldades de funcionamento daquele instituto. A Universidade Federal do Maranhão também enfrenta sérias dificuldades financeiras. “Hoje, se formos ao campus da UFMA, é uma cidade, uma outra universidade. Hoje, ela está com dificuldade, na verdade, de garantir o ensino público gratuito de qualidade. Então, essa é uma questão que nós precisamos destacar aqui e discutir, porque o presidente da República disse que cortou o investimento nas universidades para investir na educação básica e, mais uma vez, ele mente. Ele, que é o craque do fake News, mente. Ele não tirou os recursos das universidades para investir na educação básica, porque também na educação básica ele cortou R$ 2,2 bilhões”.

Na opinião do deputado Zé Inácio Lula, ao tentar destruir o legado do Partido dos Trabalhadores (PT), o governo visa atingir a população brasileira. Ele lembrou, ainda, que as universidades federais têm um grande legado do PT, que, de 2002 a 2014, construiu e ampliou mais de 18 universidades federais no Brasil e mais de 173 campi universitários, além de vários institutos federais “Então, esse é o governo que está aí, o governo que tem como meta destruir o legado do PT. Só que, quando ele visa destruir o legado do PT, ele atinge a população brasileira. Quando ele diz que quer acabar com os vermelhos, com os comunistas se referindo ao legado do Partido dos Trabalhadores, ele está acabando com o nosso país”, acentuou o deputado, destacando os protestos feitos pelos estudantes e professores em vários estados do país, incluindo o Maranhão.

Lançamento da Rede Maranhense de Empreendedorismo reúne mais de 100 jovens na UFMA

A Reme surgiu da inquietação de jovens maranhenses que buscam debater ações inovadoras

A Rede Maranhense de Empreendedorismo (Reme) foi lançada em evento que reuniu, na UFMA, jovens empresários, empreendedores e acadêmicos. Com o tema “O Protagonismo Jovem no Mercado Empreendedor”, o evento foi realizado no auditório da Pós-Graduação do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) e contou com a participação de mais de 100 jovens.

A Reme surgiu da inquietação de jovens maranhenses que buscam debater ações inovadoras e acredita que, por meio de ideias criativas, pode estimular o surgimento de uma nova geração de jovens empreendedores trazendo desenvolvimento econômico e social para o estado.

A Reme surgiu da inquietação de jovens maranhenses que buscam debater ações inovadoras

“Eventos como esse são de extrema importância para incentivar e fazer valer a vontade de jovens que estão em salas de aula e que sonham em empreender, mas não sabem como”, disse Paulo Araújo, Diretor de Planejamento do grupo Ouzadia. O evento também contou com a participação de nomes maranhenses como Karol Barros, proprietária da Karolícias; Débora Almeida, diretora do grupo Buriti; Daniel Nunes, gerente de vendas da Ambev; Thais Nunes, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da UFMA, e Pedro Sérgio e Ivy Julianne, da startup BioFluid.

O presidente da Reme, Brandão Neto afirmou que um dos objetivos do projeto é estimular o debate sobre o empreendedorismo dentro de universidades e escolas públicas. “Queremos impactar de forma positiva a vida de jovens maranhenses, despertando neles a vontade de empreender, mudando a realidade de suas famílias e de sua comunidade”, reforçou.

Flávio Dino promove mudanças na Fapema e Funac

Flávio Dino iniciou a cerimônia agradecendo à Elisângela Cardoso e Alex Oliveira, que deixam, respectivamente, os cargos de presidentes da Funac e Fapema

O governador Flávio Dino empossou, na manhã desta sexta-feira (3), em cerimônia no Palácio dos Leões, a nova presidente da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), Sorimar Sabóia, e o novo diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), André Luís Santos.

Em seu discurso, o governador fez uma defesa da manutenção dos investimentos em educação no Brasil. “Aconteça o que acontecer neste país, as Universidades e instituições de ensino e pesquisa vão continuar a ter todo o respeito no Maranhão. Vamos sempre defender o conhecimento e o saber. Isso não pode ser negado a novas gerações, e, sobretudo, àqueles que pela primeira vez na história começaram a sonhar com essa realidade”, assegurou.

Sorimar Sabóia Amorim é assistente social, graduara pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pós-graduada na Área de Enfrentamento à Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como assistente social na Prefeitura Municipal de São Luís e como chefe da Assessoria de Planejamento e Ações Estratégicas da Funac, entre outros cargos na instituição. Foi presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (2015 a 2016) e do sindicato dos assistentes sociais do Estado do Maranhão (2013 a 2018).

André Luís Santos é graduado em Licenciatura em Construção Civil pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão (CEFET), especialista em geoprocessamento aplicado ao planejamento urbano e rural pelo CEDECON. Mestrado em Engenharia de Eletricidade, ênfase em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e doutorado em Ciência e Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2014). É professor e pesquisador no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).