Em Minas, PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência da República

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou na noite desta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato foi realizado em um hotel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro. Preso há dois meses, após condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. Mesmo assim, ele aparece como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

“Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.”, afirmou na carta.

De acordo com a legenda, 2 mil pessoas participaram do evento, que teve as presenças da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito e coordenador do programa de governo, Fernando Haddad e governadores e parlamentares.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). Na ordem de prisão, o magistrado disse que o trâmite do processo na segunda instância já havia se encerrado.

Em pouco mais de um dia, PT arrecada R$ 72 mil em “vaquinha” virtual para Lula

As doações no site do PT podem ser feitas por pessoas físicas, nos valores de R$ 10,00 até R$ 1.064,00 por dia

Em pouco mais de 24 horas, o PT arrecadou R$ 72 mil em sua plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) para a candidatura do ex-presidente Lula. Cerca de 760 pessoas fizeram doações. Média de R$ 100 por contribuição. Do total, R$ 44 mil foram levantados nessa quarta-feira, primeiro dia de funcionamento da “vaquinha” virtual. “No primeiro dia de arrecadação pra campanha Lula Presidente o saldo já é um sucesso! Obrigada a todos pelo apoio e confiança”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do partido.

 

As doações no site do PT podem ser feitas por pessoas físicas, nos valores de R$ 10,00 até R$ 1.064,00 por dia. Caso Lula não consiga se candidatar, o partido terá de devolver os valores, individualmente a cada doador. Preso, o ex-presidente depende da liberação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se candidatar. Em tese, ele está impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado por órgão colegiado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

O valor arrecadado pela internet não está disponível aos candidatos até o início oficial do período de campanha, em 15 de agosto. Até essa data, o dinheiro é retido nas empresas que captam os recursos. Se a campanha não for efetivada, a quantia deve ser devolvida.

 

Ainda há incertezas sobre como se dará a devolução do dinheiro, já que a legislação eleitoral que permite as “vaquinhas” é recente e não tem jurisprudência consolidada. De acordo com o PT, o partido irá “cumprir a lei” sobre a destinação do dinheiro.

 

Lula foi condenado em segunda instância em janeiro deste ano e foi preso em 7 de abril. Desde então, está em uma cela da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. O PT afirma repetidamente que ele será candidato e que o partido não tem um plano B. Não há, na legislação eleitoral, impedimento para que Lula seja candidato, mesmo estando preso. Mas ele pode ser barrado com base na Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados, como o ex-presidente.

Eleição para o Senado em Minas pode reeditar disputa presidencial de 2014

A situação de Aécio é mais complicada. Réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e obstrução de Justiça e alvo de outros sete inquéritos na Corte, o senador enfrenta dificuldade para encontrar apoio de aliados

O Estado de S.Paulo

A disputa pelas duas vagas mineiras no Senado na eleição deste ano poderá ser uma reedição do segundo turno da campanha presidencial de 2014 e colocar, quatro anos depois, a presidente cassada Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) novamente em campos opostos de uma disputa eleitoral. Nenhum dos dois, nem seus partidos e interlocutores, entretanto, bate o martelo sobre uma eventual candidatura.

A situação de Aécio é mais complicada. Réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e obstrução de Justiça e alvo de outros sete inquéritos na Corte, o senador enfrenta dificuldade para encontrar apoio de aliados. No PSDB mineiro, há quem defenda que Aécio tente uma vaga na Câmara ou, numa situação extrema, deixe de concorrer a um cargo eletivo este ano.

O PSDB não tem nenhum pré-candidato declarado ao Senado. As lideranças do partido pretendem utilizar as duas cadeiras para negociar possíveis coligações. O líder tucano na Assembleia Legislativa, Gustavo Valadares, afirma que a sigla tem conversado com diversos partidos e chegou a avaliar alguns nomes, mas sem definição.

Assim como Aécio, o outro senador por Minas que termina o mandato neste ano, Zezé Perrella (MDB), não deverá concorrer à reeleição. De acordo com uma fonte ouvida pelo Estado, a entrada de Perrella no MDB não teria agradado a algumas alas do partido, e seu nome nem sequer foi cogitado para integrar as candidaturas próprias da sigla.

Já o PT diz que Dilma poderá se candidatar ao Senado mas faz a ressalva de que cabe exclusivamente à ex-presidente confirmar qual seria sua participação nas eleições de outubro.

Somente a notícia de que Dilma havia transferido o domicílio eleitoral para Minas causou turbulência no cenário político do Estado. Esse furor seria, segundo analistas, o que convenceu o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (MDB), a aceitar o pedido de abertura do processo de impeachment do governador Fernando Pimentel (PT).

Outro grupo que se ressentiu com a possibilidade da entrada de Dilma na disputa eleitoral mineira para o Senado foi o PCdoB. Tradicional aliado do PT no Estado, o PCdoB está decidido a lançar a candidatura da deputada Jô Moraes. Uma fonte próxima afirmou que o PCdoB tinha planos de campanha para Jô e Dilma, que formariam coligação sob o slogan “agora é que são elas”, com a intenção de atrair o eleitorado feminino.

Com a recusa do PT em apoiar Jô, o PCdoB se reuniu com o pré-candidato ao governo Marcio Lacerda (PSB), ex-prefeito de Belo Horizonte, e tem negociado a formação de uma coligação.

Flávio Dino e governadores do PT avaliam apoio a Ciro Gomes

Governadores do campo de esquerda avaliam apoiar a candidatura de Ciro Gomes à Presidente da República

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), avaliou apoiar nas eleições presidenciais o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

O PT tem como postulante oficial, o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 40 dias após ser condenado na segunda instância da Justiça. Mesmo com a sentença e a potencial inelegibilidade pela lei eleitoral, o PT mantém a candidatura de Lula, ao mesmo tempo em que tenta interditar articulações por um plano B.

Segundo integrantes do PT, Pimentel admite a hipótese de aliança em favor da candidatura presidencial de Ciro, com quem mantém conversas. Outros governadores do campo de esquerda, como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Rui Costa (PT-BA), manifestaram publicamente simpatia por uma aliança com o ex-ministro cearense.

O governador Flávio Dino já assumiu a postura de convocar a esquerda para a união em torno da candidatura de Ciro Gomes. A união fortalece o campo democrático e visa garantir um nome no segundo turno das eleições.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o governador do Ceará, Camilo Santana, também do PT, afirma que o partido não pode apostar no isolamento suicida. Santana se disse convicto de que Lula não terá condições de concorrer e defendeu o apoio do partido a Ciro, com a indicação de Fernando Haddad (PT) para a chapa, como vice.

Roseana Sarney e a desarticulação política de seu grupo…

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

A falta de apoio político está causando uma situação um tanto quanto inusitada para o grupo Sarney. Com o domínio há décadas de vários partidos historicamente ligados ao clã, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entra, pela quinta vez, na disputa do governo, mas, pela primeira vez, sem o apoio de um número considerável de siglas.

Até o momento, com ela, além do MDB, apenas o PV, o PHS, o PMB e o PSD, o que gera especulações de que a chapa poderá sair “puro sangue”.

A perda mais significativa para Roseana são os partidos que hoje orbitam a base do governador Flávio Dino (PCdoB). Com diretórios espalhados por todo o estado e com uma grande fatia do horário político, PT, DEM, PR, PP, PTB e PRB farão uma grande diferença para a campanha da ex-governadora em 2018. Neles estão deputados e aliados com uma grande densidade de votos.

Outros partidos, que sempre estiveram ligados ao grupo Sarney, já declaram apoio a outras candidaturas. Maura Jorge, por exemplo, vai reunir PSL, PRTB, PSDC e o Podemos, antigo PTN.

Alguns partidos ainda estão indefinidos. O PMN do deputado Eduardo Braide pode encabeçar uma candidatura e ter o apoio do PSC. Além do PRP, que pode ter o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, como candidato ao governo.

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

Zé Inácio articula reunião entre o Sindicato dos Urbanitários e o governador Flávio Dino

A pauta da categoria foi a gestão da Caema, a não privatização da Eletrobrás e soluções aos problemas apresentados pelos sindicalistas.

Com a articulação do deputado estadual Zé Inácio (PT) o Sindicato dos Urbanitários participou na tarde desta quinta-feira 17/05, de uma audiência com o governador do Estado Flávio Dino, no Palácio dos Leões.

 

A pauta da categoria foi a gestão da Caema, a não privatização da Eletrobrás e soluções aos problemas apresentados pelos sindicalistas. No diálogo, o deputado Zé Inácio enfatizou as ações que já estão sendo desenvolvidas para que se chegue a uma melhor prestação de serviço no abastecimento de água à população maranhense.

 

“Nestes três anos foi um dos maiores investimentos realizado pelo governo por meio do tesouro estadual na Caema em cerca de mais de 300 milhões. Por isso, foi discutido sobre uma gestão que venha a otimizar os investimentos que o Governo já disponibilizou, e de forma articulada com o sindicato e a direção da Caema esses serviços serão ampliados tanto em tratamento de esgoto como no abastecimento de água no Estado”, disse Zé Inácio.

 

O governador Flávio Dino disse que está aberto ao diálogo com o sindicato e é contra a privatização do sistema Eletrobrás. “Não é o momento e nem a forma para realizar privatizações, uma política estratégica deve ser preservada para o desenvolvimento do país e assinei a carta reiterando novamente que somos contra.

 

Quanto a Caema há um reconhecimento em comum que estamos fazendo investimentos públicos desde 2015, para que a Caema possa corrigir problemas acumulados ao longo de décadas, mas já há essa convergência plena com a nossa política praticada e com o que o sindicato pensa”, disse o governador.

 

Durante a manhã a diretoria do Sindicato dos Urbanitários, os trabalhadores da Caema e a diretoria da empresa participaram de uma agenda de trabalho com o apoio do parlamentar na Assembleia Legislativa, que realizou um painel de debates sobre uma gestão que venha a proporcionar a reestruturação da empresa.

 

Participaram da audiência com o governador os representantes do Sindicato dos Urbanitários: Rodolfo César Diretor de Saneamento, Vaner Almeida Secretário Geral, Nivaldo Araújo representante da Cut, Aline Marques Borges Secretária de Políticas Sociais, e o assessor jurídico do sindicato Guilherme Zagalo.

Flávio Dino conclama união da esquerda e defende candidatura de Ciro Gomes

Flávio Dino e Ciro Gomes foram os criadores da Rede da Legalidade contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rouseff

As últimas manifestações do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em pregar a união da esquerda brasileira, têm ganhado grande destaque nas redes sociais e em site de notícias. Ele foi bastante incisivo em convocar todas as forças sociais para, que, em caso da desistência do ex-presidente Lula (PT), todos apoiem o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), para o Palácio do Planalto.

Essa inclinada de Flávio Dino para a candidatura de Ciro Gomes é uma atitude coerente e decisiva. A esquerda precisa garantir um nome alternativo e, com isso, não corra o risco de o fascismo governar o país por mais quatro anos.

Mesmo que o PT não mude seu entendimento e continue defendendo a candidatura do ex-presidente Lula, as últimas declarações mostram que o governador Flávio Dino tem peso em suas escolhas por conta da repercussão. O exemplo disso é que o atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), também começou a defender que os petistas apoiem a candidatura de Ciro Gomes.

Mesmo com todas as críticas do PT contra Flávio Dino e Ciro Gomes, por essas declarações, vale lembrar que foram os mesmos os criadores da Rede da Legalidade, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) estava para sofrer o golpe. Ciro Gomes deu palestras e entrevistas todas contra o golpe do atual presidente Michel Temer e virou a sensação até da militância petista.

De fato, a esquerda precisa se unir para que o país volte a respirar ares mais democráticos.

PT do Maranhão reafirma apoio à reeleição de Flávio Dino

O presidente do PT, Augusto Lobato, o deputado estadual Zé Inácio e o deputado federal Zé Carlos, reafirmaram a união em prol da reeleição de Flávio Dino.

Após a ida do deputado Waldir Maranhão para o PSDB, petistas que defendiam a filiação do deputado federal e os que eram contra a entrada do parlamentar no PT, estão mais unidos no projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

Na última sexta-feira (13), o governador recebeu o presidente do PT, Augusto Lobato, o deputado estadual Zé Inácio e o deputado federal Zé Carlos, que reafirmaram a união em prol da reeleição de Flávio Dino.

 

Eleições 2018 e o dilema de Waldir Maranhão com o PT

O presidente estadual do PT, Augusto Lobato, negou a filiação de Waldir Maranhão. A presidente nacional Gleise Hoffmann tem a palavra final.

A situação partidária do deputado federal Waldir Maranhão continua indefinida, mas a decisão da direção estadual do PT, segundo o presidente da sigla no Estado, Augusto Lobato, é pela rejeição do nome do parlamentar como membro do Partido dos Trabalhadores.

De acordo com o estatuto do partido, quando o pedido vem de um nome de destaque nacional que ocupa cargo eletivo, o julgamento de aceitação é feito pela direção nacional.

A decisão da negativa pelo PT maranhense já foi encaminhada à Executiva Nacional. Agora cabe à presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, a palavra final. Waldir tem até sábado (7) para saber se será aceito ou não nas fileiras do PT.