"Obra fantasma" em Viana repercute

Othelino levou o caso de Viana à tribuna
O deputado estadual Othelino Neto (PPS) repercutiu, na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (05), entrevista do prefeito de Viana, Chico Gomes (PMDB), aliado do governo Roseana Sarney, que denunciou “obras fantasmas” no Município, fruto de convênio de mais de R$ 1 milhão firmado entre uma associação de São Luís e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), comandada por Fernando Fialho. Segundo o parlamentar, isso vem reiterar a mesma prática já observada em casos como o “Vera Macieira”,  que evidenciou outras obras inexistentes.


“A denúncia não me causou espanto porque os convênios fantasmas do governo do Estado, especialmente na Sedes, são de conhecimento público. Todo e qualquer novo fantasma encontrado já é coisa normal. O estranho é a governadora do Estado não ter tomado providências. Dessa vez, não foi um deputado de oposição que denunciou. Foi um ex-titular da pasta, ex-deputado Chico Gomes, que acusou que no seu município tem obra fantasma”, disparou Othelino Neto.


Em entrevista ao Jornal Pequeno, publicada no último domingo (04), o prefeito de Viana, ex-deputado Chico Gomes (PMDB), denunciou a existência de obras fantasmas no município, fruto de um convênio no valor de R$ 1.095,304,67, “para recuperação de caminhos de acesso aos povoados Bacurizeiro, Enseada das Pintas, Santa Maria, São Cristóvão e São Pedro”.

“A gente pode ir lá, perguntar às lideranças, às pessoas que transitam na comunidade, que efetivamente nada foi feito. Obra nenhuma foi feita. O Ministério Público tem que investigar e punir os responsáveis”, disse o prefeito Chico Gomes na entrevista. O trecho foi lido pelo deputado durante o pronunciamento.

Segundo Othelino Neto, um dos pontos que mais chama atenção na entrevista é a afirmação de Chico Gomes dando conta que o recurso, que deveria ser utilizado para fazer as obras que os povoados estão precisando,  foi usado para fins políticos. O deputado destacou, durante o pronunciamento, que o prefeito disse, textualmente, que o dinheiro foi empregado na campanha eleitoral e que o  Diário Oficial publicou que os povoados eram em São Luís para ninguém tomar conhecimento. 

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