O Antagonista: Flávio Dino 2022

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele

Flávio Dino, governador do Maranhão em segundo mandato, é pré-candidato à Presidência da República. O Antagonista apurou que ele deixará seu atual partido, o PCdoB, para tentar o voo para o Planalto em 2022.

Há duas possibilidades: Se Ciro Gomes não quiser ser candidato, o PDT oferecerá a vaga a Dino. Se Ciro for tentar mais uma vez, Dino poderia ser acolhido pelo PSB.

Parte da esquerda vê Dino como alguém “moderado e capaz de falar para fora do gueto” e com potencial para unir as forças progressistas no Nordeste e fora dele.

Partidos apoiam Bira do Pindaré, Helena Duailibe e Neto Evangelista na disputa pela prefeitura de São Luís

A disputa já conta com vários pré-candidatos, mas três postulantes já contam com o apoio de suas legendas

Mesmo com 17 meses para a eleição de 2020, a disputa pela prefeitura de São Luís já começa a ganhar contornos de como será a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). A disputa já conta com vários pré-candidatos, mas três postulantes já contam com o apoio de suas legendas.

O deputado federal Bira do Pindaré já trabalha seu projeto para 2020 e conta com o apoio do presidente nacional de sua legenda, Carlos Siqueira, que já afirmou que ele é prioridade do PSB. Helena Dualidade também conta com o apoio do Solidariedade. O presidente estadual, Simplício Araújo, reafirmou o nome da médica na disputa. Dá mesma forma, o deputado estadual Neto Evangelista que, recentemente, assumiu o diretório do DEM em São Luís e tem declarações de apoio do presidente estadual da legenda, Juscelino Filho.

PSB lança pré-candidatura de Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís

Bira do Pindaré é advogado, sindicalista, já foi deputado estadual por dois mandatos e atualmente exerce seu primeiro mandato como deputado federal

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) iniciou o debate sobre as eleições de 2020 em São Luís e foi o primeiro a lançar um nome para a disputa. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, confirmou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Bira do Pindaré. O anúncio foi feito após uma reunião ocorrida em Brasília.

“O presidente do PSB-MA e integrante da Executiva Nacional, o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, esteve na sede do partido, em Brasília, nesta manhã. Tratamos da conjuntura política e da futura candidatura do deputado federal, Bira do Pindaré, à Prefeitura de São Luís”, escreveu Siqueira em sua conta no Twitter.

Encontro do presidente do PSB-Maranhão, Luciano Leitoa e do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira

Bira do Pindaré é advogado, sindicalista, já foi deputado estadual por dois mandatos e atualmente exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Já foi candidato a senador em 2010 e obteve a expressiva votação de mais de 500 mil votos.

O deputado é um dos possíveis nomes do grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) que conta ainda com outros nomes. Bira já articula o apoio do PT e pode largar na frente para ser o escolhido do governador.

PSB decide não apoiar Rodrigo Maia

O PSB terá na próxima legislatura o deputado maranhense Bira do Pindaré, aliado de primeira hora do governador Flávio Dino (PCdoB).

Rodrigo Maia não terá o apoio do PSB entre os vários partidos que o apoiam na disputa pela presidência da Câmara. Em reunião nesta quinta-feira, 10, em Brasília, que reuniu os 22 parlamentares eleitos para a próxima legislatura, apenas um peesebista quis apoiar o democrata.

O líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), disse que a entrada do PSL no bloco que irá votar em Maia foi decisivo para tirar o PSB.

“Quando Maia não era visto como um candidato do governo, isso era um ativo dele. Mas, no momento em que o partido do presidente aderiu à chapa de Maia, sua chapa passou a ser identificada com a agenda do governo”, disse.

A sigla agora aguarda decisão do PDT e do PCdoB, que formam em conjunto um bloco de oposição, para decidir qual será o candidato do grupo ao cargo. Já Maia, mesmo sem o PSB, caminha a passos largos para permanecer como presidente da Câmara.

O PSB terá na próxima legislatura o deputado maranhense Bira do Pindaré, aliado de primeira hora do governador Flávio Dino (PCdoB).

PSB, PDT e PCdoB anunciam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara

A criação do bloco vinha sendo discutida por esses partidos desde o resultado da eleição deste ano

As lideranças do PSB, PDT e do PCdoBna Câmara dos Deputados anunciaram nesta quinta-feira (20), por meio de nota conjunta, que formarão bloco de oposição ao governo Jair Bolsonaro na próxima legislatura.

A criação do bloco vinha sendo discutida por esses partidos desde o resultado da eleição deste ano, que elegeu Bolsonaro presidente da República. O PT, adversário de Bolsonaro no segundo turno, não aderiu ao bloco de oposição na Câmara.

Na nota divulgada à imprensa, os partidos afirmam que formarão um bloco partidário que “fortaleça as posições políticas e a ação parlamentar” das legendas.

Afirmam, ainda, que o bloco será formado por “partidos que têm identidade histórica e mais aqueles que eventualmente ao bloco queiram se reunir”, deixando espaço para futuros aliados.

Pouco depois do anúncio, nesta quinta, o presidente eleito publicou no Twitter que se essas legendas resolvessem o apoiar “preocuparia o Brasil”.

Eleição presidencial

Juntos o PSB, PDT e PCdoB elegeram 69 deputados para a próxima legislatura, que começa no ano que vem. A maior bancada da Câmara é do PT, que elegeu 56 deputados. A segunda maior bancada é do PSL, partido de Bolsonaro, que elegeu 52 deputados.

No primeiro turno da eleição presidencial, o PDT teve Ciro Gomes como candidato ao Planalto, mas ele recebeu 13,3 milhões de votos (12,4%) e ficou em terceiro lugar; o PSB não apoiou candidato.

Já no segundo turno, o PDT manifestou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT), e o PSB decidiu apoiar o petista.

O PCdoB compôs a chapa de Haddad com Manuela D’Ávila como candidata a vice-presidente da República.

Leia nota assinada pelos líderes dos partidos

O Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Trabalhista e o Partido Comunista do Brasil, através dos líderes de suas bancadas na Câmara dos Deputados, anunciam que, na próxima legislatura, comporão um bloco partidário que fortaleça as posições políticas e a ação parlamentar desses partidos que têm identidade histórica e mais aqueles que eventualmente ao bloco queiram se reunir. Reafirmam, assim, que farão oposição ao governo eleito, em conformidade com o resultado e o desejo expresso pelas urnas, da defesa da Democracia, dos direitos sociais, dos valores éticos e republicanos, e defenderão ideias e propostas a favor dos interesses do país.

André Figueiredo, líder do PDT

Orlando Silva, líder do PCdoB

Tadeu Alencar, líder do PSB

Câmara tem cinco candidatos à presidência da Casa

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa

A disputa para a presidência da Câmara dos Deputados em 2019 já tem ao menos cinco parlamentares: João Campos (PRB-GO), JHC (PSB-AL), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG). Eles anunciaram nesta quarta-feira (12) que disputarão o comando da casa. Informalmente, o atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tem se articulado para garantir a permanência no cargo.

Em entrevista à imprensa, os cinco deputados afirmaram que há um acordo entre eles: quem for para o segundo turno terá o apoio dos demais. A eleição para presidência da Câmara e demais cargos na Mesa Diretora ocorre no dia 1º de fevereiro de 2019, logo após a posse dos deputados da próxima legislatura.

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa. O partido do presidente eleito tem trabalhado para assegurar base política no Congresso Nacional e entre as costuras está a decisão de não lançar candidato.

“Eu acho muito difícil [o PSL lançar candidatura], acredito que vá ser uma pessoa de outro partido. Essas articulações estão acontecendo dentro do Congresso, estão ventilando, todos que estão ali estão se articulando publicamente ou nos bastidores”, disse o deputado.

Bloco formado por PDT, PSB e PCdoB quer assumir protagonismo na esquerda

Os partidos apostam no progressivo enfraquecimento político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrada a eleição

O Globo

A tentativa de PDT ,PSB e PCdoB de se descolar do PT e ganhar o protagonismo da centro-esquerda passa por uma aposta: o progressivo enfraquecimento político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrada a eleição.

Líderes desses partidos admitem que o ex-presidente mostrou força política na disputa pela Presidência da República. Atribuem a ele o mérito pela chegada de Fernando Haddad (PT) ao segundo turno. Preveem, no entanto, que Lula, preso em Curitiba, irá perder cada vez mais musculatura.

Integrante da ala do PSB crítica ao PT, um deputado diz que, nos últimos anos, Lula foi o principal responsável por conseguir barrar tentativas do partido de “bater asas”. Avalia que, graças à articulação do ex-presidente, o PSB não apoiou Ciro Gomes (PDT) este ano.

Enquanto parte do PSB pressionava a direção partidária a apoiar Ciro, o PT garantiu a “independência” do antigo aliado na corrida presidencial ao apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco.

Embora ainda dividido, o partido caminha agora para ter maioria contrária à união com o PT. Esse parlamentar diz que Lula estar “fora de circulação” ajudou na aproximação com PDT, PCdoB e outros partidos.

“Oposição construtiva”

Sob a liderança dos irmãos Ciro e Cid Gomes, líderes dessas legendas têm se reunido semanalmente para fechar blocos na Câmara e no Senado. Dizem que vão fazer uma “oposição construtiva”, diferente da que o PT comanda contra Michel Temer (MDB).

Presidentes das siglas dizem, porém, que é prematuro dizer que o ex-presidente está fora do jogo político.

“Ele mostrou força eleitoral. Lula colocou no segundo turno um poste sem luz, que era Haddad. Mas com o tempo, na situação que ele está, a tendência é se enfraquecer”, diz o presidente do PDT, Carlos Lupi.

No comando do PSB, Carlos Siqueira diz que “é preciso esperar para ver se o tempo confirmará a redução (do poder político de Lula)”. Mas pondera que “as lideranças não são eternas” e o ex-presidente já está com a atuação política “limitada”.

“Há uma limitação. É uma pessoa que sequer pode conversar com os líderes de muitas agremiações porque está preso. No mínimo, está com ação limitada porque não tem como se comunicar”, comenta.

Embora admitam reservadamente insegurança sobre o futuro do “lulismo”, petistas negam o enfraquecimento do ex-presidente no próprio partido. Dizem que vão manter a bandeira “Lula livre”. Atribuem a ele o “reerguimento” da legenda pós-2016.

Naquele ano, o PT enfrentou uma série de derrotas. Entre elas, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff; a condução coercitiva de Lula, considerada o início do caminho que o levou à prisão; e o encolhimento nas eleições municipais, com perda de várias prefeituras importantes , como São Paulo.

Para dirigentes petistas, foi a “inteligência política” do ex-presidente que reergueu o partido. Enquanto as denúncias contra ele e o PT avançavam, Lula intensificava o discurso de que se tratava de uma estratégia para impedi-lo de voltar ao comando do país.

Por não ter nenhuma liderança com o mesmo peso para substituí-lo, diz um antigo companheiro do ex-presidente, o PT continuará se fiando em Lula, enquanto tenta traçar o caminho da renovação de quadros.

Novo momento da esquerda brasileira coloca Flávio Dino e Márcio Jerry na cena nacional

Na última quarta-feira (21), Flávio Dino e Márcio Jerry reuniram-se, em Brasília, com os líderes do PDT, PSB e do PCdoB

A união dos partidos historicamente ligados à esquerda brasileira promete fazer com que a futura oposição ao governo Bolsonaro seja exercida de uma maneira consciente e com o pé no chão, muito distante do que foi a disputa entre PT e PSDB nos últimos anos. Essa união das frentes progressistas coloca políticos maranhenses bem no centro desse novo momento.

O governador Flávio Dino (PCdoB), sem sombra de dúvidas, é um dos protagonistas da renovação tão defendida para a esquerda brasileira. Maior expoente do PCdoB, Flávio Dino já é reconhecido nacionalmente por suas ações em um governo popular no Maranhão, além dos seus posicionamentos sobre a política nacional.

Presidente do PCdoB no Maranhão, membro da executiva nacional do partido e deputado federal eleito com mais de 134 mil votos, Márcio Jerry já caminha para garantir seu espaço nos debates sobre o papel da esquerda brasileira a partir da próxima legislatura.

Na última quarta-feira (21), Flávio Dino e Márcio Jerry reuniram-se, em Brasília, com os líderes do PDT, PSB e do PCdoB. O encontro serviu para debater sobre os desafios para o campo popular e sobre a formação de um bloco parlamentar entre os partidos.

Com um total de 69 deputados, a bancada com os três partidos promete ser uma das maiores forças na Câmara dos Deputados. A união inédita promete fazer com que o grupo seja ouvido e que pautas de interesse do povo brasileiro seja debatido da melhor forma.

Após aliança, PCdoB já articula formação de bloco sem o PT na Câmara

Orlando Silva negou que a iniciativa seja contra o PT, mas repetiu que um partido não pode querer se sobrepor ao outro nesse processo, porque isso seria o primeiro passo para a fragmentação da “resistência” ao governo Bolsonaro

Estadão

O plano do PT de liderar a oposição ao governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), enfrenta resistências até mesmo de tradicionais parceiros. Coligado com o partido de Fernando Haddad na eleição, o PCdoB, por exemplo, de Manuela D’Ávila, que foi candidata a vice do ex-prefeito de São Paulo, já articula um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados com o PSB e o PDT de Ciro Gomes. O movimento tem potencial para “emparedar” os petistas.

“O presidente é fake, mas precisamos de uma oposição de verdade. Isso não se dará se a esquerda seguir a lógica do hegemonismo. Erramos ao não construir uma frente antes e erraremos se não conseguirmos nos juntar agora”, afirmou o deputado Orlando Silva(SP), líder do PCdoB na Câmara.

Silva negou que a iniciativa seja contra o PT, mas repetiu que um partido não pode querer se sobrepor ao outro nesse processo, porque isso seria o primeiro passo para a fragmentação da “resistência” ao governo Bolsonaro. “Espero que o o PT e o PSOL se somem a nós, porque daqui para a frente os dias serão muito difíceis”, previu.

O PCdoB é a sigla de Manuela D’Ávila, a vice que não teve lugar de destaque na campanha. A estratégia de marketing que escondeu Manuela para exibir Ana Estela, mulher do candidato, contrariou os comunistas, que não ultrapassaram a cláusula de barreira na eleição.

O partido agora investe em uma brecha jurídica para conseguir sobreviver sem se fundir com outra legenda para ter acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV. “É zero a hipótese de fusão com PT, PSB ou PDT”, disse Silva, acrescentando que a agenda do novo bloco parlamentar deve incluir, no plano econômico, a revisão de renúncias fiscais e, no social, um pacto pela primeira infância.

“Não sei se essa frente será um blocão, mas, de qualquer forma, não aceitaremos a hegemonia do PT nem de quem quer que seja. É necessário muito cuidado com isso. Vamos manter a nossa cara, e não incorporar a de outro partido”, concordou o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

Ciro Gomes, por sua vez, já iniciou o processo de afastamento do PT. Sem conseguir passar para o segundo turno da disputa presidencial, Ciro viajou para o exterior e, ao voltar, na noite de sexta-feira, não deu nenhuma declaração de apoio explícito a Haddad. Na Câmara, o deputado André Figueiredo (CE), líder do PDT e aliado de Ciro, tem participado de conversas sobre a formação do novo bloco com o PC do B e o PSB.

Para o deputado José Guimarães (CE), secretário de Assuntos Institucionais do PT, a centro-esquerda deverá formar uma “ampla frente” de oposição a Bolsonaro no Congresso e seu partido tem todas as condições de liderar esse bloco. “Protagonismo não significa hegemonismo”, argumentou ele. “Temos de adotar um programa que pacifique a esquerda como protagonista da esperança.”

Se depender de Guimarães, a nova frente pode abrigar não apenas aliados históricos do PT, mas também setores do PSDB e até mesmo do MDB do presidente Michel Temer, que assumiu o Palácio do Planalto após o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. O problema é que, no atual cenário, nem mesmo os antigos parceiros do petismo veem essa ideia com bons olhos.

No diagnóstico do cientista político Carlos Melo, professor do Insper, o desafio da oposição será ter um discurso que vá além do ‘Fora Bolsonaro’. “O PT vai entrar agora em uma fase de luto. Uma parte vai se renovar e outra, se agarrar ao passado”, observou Melo, que prevê uma nova configuração de forças no campo da centro-esquerda. “Eu não vejo o PT liderando a oposição, porque perdeu o pulso das ruas e da sociedade.”

Ideólogo da tese de refundação do PT, lançada após o escândalo do mensalão, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro disse que a vitória de Bolsonaro exigirá do partido uma renovação de seu plano estratégico. “Construir um projeto neo social democrata é a tarefa do PT para o próximo período, mas, sinceramente, não sei se a atual direção está disposta a programar”, comentou Tarso, da tendência Mensagem ao Partido.

Haddad sempre foi próximo desse grupo, mas ingressou na corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT, para conseguir virar candidato. Na avaliação de Tarso, a legenda precisa agora se projetar com nova fisionomia e “ousar”, apresentando uma plataforma mais arejada. “Se o partido fará ou não essa reflexão é algo incerto, mas eu e centenas de quadros faremos, com a esquerda em geral”, declarou o ex-ministro do governo Lula.

Ao que tudo indica, a turbulência petista tem todos os ingredientes para terminar em racha. “Não podemos dar nem guinada à esquerda nem à direita, como propõem alguns. Rótulos e chavões são um péssimo caminho”, insistiu Guimarães, fechando o raciocínio como quem fala do fim de um ciclo. “O importante, agora, é reconstruir tudo”, avisou o deputado.