Homem é acusado de usar indevidamente o nome da UDN no Maranhão

Na última semana, o advogado Marco Antônio Vicente, que usa o nome de Marco Vicenzo, esteve no Maranhão, percorreu vários veículos de comunicação e anunciou o Coronel Monteiro como presidente da UDN no Maranhão

Uma verdadeira confusão envolveu a União Democrática Nacional (UDN), partido que ainda nem saiu do papel, mas já está dando o que falar. O auto-declarado presidente nacional da legenda, Marcos Alves de Souza, denunciou que um outro político está se passando por líder nacional da legenda e fazendo acordos nos estados.

Na última semana, o advogado Marco Antônio Vicente, que usa o nome de Marco Vicenzo, esteve no Maranhão, percorreu vários veículos de comunicação e anunciou o Coronel Monteiro como presidente da UDN no Maranhão. Mas de acordo com Marcos Alves, no Maranhão, o partido encontra-se ainda na fase de recolhimento de assinaturas para o registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) e deve ser ligado ao grupo político de Maura Jorge.

A direção nacional da UDN informou que já foi feita uma denúncia no TSE contra Marco Vicenzo. Ao que tudo indica, o retorno da antiga UDN vem sendo disputado por dois grupos distintos e o problema deve ser resolvido na Justiça Eleitoral.

Coronel Monteiro vai liderar UDN no Maranhão

Monteiro é Superintendente de Coordenação e Governança do Patrimônio da União no Maranhão, um dos poucos políticos do estado que ganharam espaço no governo Bolsonaro

A União Democrática Nacional (UDN) vai ganhando cara no Maranhão. O partido de direita, que está em fase de refundação, vai ser liderado no estado pelo coronel Monteiro.

Monteiro é Superintendente de Coordenação e Governança do Patrimônio da União no Maranhão, um dos poucos políticos do estado que ganharam espaço no governo Bolsonaro e foi anunciado como presidente estadual pelo presidente nacional da UDN, Marcos Antônio Vicenzo.

O coronel ainda tentou uma candidatura ao governo do Estado em 2018 pelo PSL e PHS, mas não obteve êxito justamente por não ter apoio partidário. Agora, na direção do UDN, terá condições de ingressar numa possível disputa em 2020 ou 2022.

Maura Jorge trabalha na refundação do UDN, possível novo partido de Bolsonaro

Seus aliados e assessores diretos iniciaram o recolhimento das assinaturas necessárias, um dos caminhos que a UDN busca para a refundação do partido

Após vários desentendimentos entre a cúpula nacional do PSL e os escândalos das candidaturas laranjas do partido, o clã Bolsonaro trabalha internamento pela refundação da União Democrática Nacional (UDN), partido extinto no Ato Institucional 2, de 27 de outubro de 1965.

Já de olho na possível ida do presidente Jair Bolsonaro para a UND e após meses de brigas internas com o presidente estadual do PSL, o vereador Chico Carvalho, Maura Jorge já trabalha na refundação da UDN. Seus aliados e assessores diretos iniciaram o recolhimento das assinaturas necessárias, um dos caminhos que a UDN busca para a refundação do partido.

Saída de Bolsonaro do PSL agrada Maura Jorge

A ida de Bolsonaro para a UDN é a chance de Maura Jorge torna-se a verdadeira representante do presidente no Maranhão

A possível saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL, após denúncias envolvendo o diretório nacional da legenda, pode provocar uma corrida de lideranças para a nova legenda.

O novo partido pode ser a União Democrática Nacional (UDN), e em diretórios com brigas internas como o do Maranhão, por exemplo, agrada uns e desagrada outros filiados do PSL.

Uma liderança que comemora a possível saída de Jair Bolsonaro do PSL, é a ex-candidata Maura Jorge, que trava uma briga antiga com o presidente da legenda no estado, o vereador Chico Carvalho.

Chico Carvalho é aliado de primeira hora do presidente do PSL, Luciano Bivar e do ministro centro das polêmicas, Gustavo Bebianno.

A ida de Bolsonaro para a UDN é a chance de Maura Jorge torna-se a verdadeira representante do presidente no Maranhão.

Com crise no PSL, clã Bolsonaro negocia mudança para novo partido

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da UDN para tratar do assunto

Estadão

Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas “laranjas” nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos – embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas – são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. “O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade”, afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. “Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso”, afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta “para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido”.

Procurada pelo Estado, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não ia se manifestar sobre o assunto. A reportagem procurou ainda as assessorias do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhuma delas se manifestou.

Bivar, presidente da legenda, também foi procurado, mas não respondeu ao Estado.