Conta de luz terá bandeira verde em dezembro, sem cobrança extra

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agência Brasil

A bandeira tarifária para o mês de dezembro será verde, ou seja, sem custo extra para os consumidores de energia elétrica. Desde maio deste ano, a bandeira estava nos patamares amarelo ou vermelho.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apesar de os reservatórios ainda apresentarem níveis reduzidos, a expectativa é a de que a estação chuvosa continue aumentando o nível de produção de energia pelas hidrelétricas e a recuperação do fator de risco hidrológico (GSF), fatores que impulsionam a queda no Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira tarifária a ser acionada.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.

A Aneel alerta que, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica.

Aliados de Bolsonaro no Maranhão correm para garantir espaço no governo

Jair Bolsonaro participou de evento em São Luís ao lado de Maura Jorge e Chico Carvalho

Após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) no dia 28 de outubro, a movimentação política no estado voltou-se para quem comandaria os órgãos federais no Maranhão. É de conhecimentos de todos que o Governo Federal possui dezenas de órgãos no estado e todos os aliados de Bolsonaro agora correm para garantir os melhores espaços.

Se na pré-campanha a disputava se dava apenas entre ex-prefeita Maura Jorge e o presidente estadual da legenda, o vereador de São Luís, Chico Carvalho. Agora a corrida para quem vai ser o grande representante do presidente ganhou outros atores.

Especula-se que a candidata derrotada Maura Jorge estaria de olho na indicação dos nomes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O vereador presidente Chico Carvalho também trabalha para não vai ficar pra traz nas indicações. Chico garantiu espaço na executiva nacional do PSL e vai ter força nessas indicações.

Nesse novo cenário aparece o médico Allan Garcês, candidato a deputado federal e que foi chamado para a equipe de transição do próximo governo. Com ele, junta-se o deputado federal Aluísio Mendes, amigo de longa data de Jair Bolsonaro e que terá, certamente, espaço no governo.

Além desses nomes citados, outros políticos e partidos tentam garantir seu espaço ao Sol, todo o esforço, sem dúvidas, de olho na próxima eleição de 2020.

Contra Renan Calheiros, senadores cogitam apoiar ura de Tasso Jereissati

O nome do tucano conta com a simpatia do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores

Estadão

Em uma tentativa de quebrar a hegemonia do MDB no comando do Senado e frear a articulação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL avaliam apoiar a candidatura de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O nome do tucano conta com a simpatia do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que foi adversário político de Tasso no Ceará, e também do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores.

“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, disse Cid Gomes.

A bancada do PSDB, que conta com oito senadores (e deve receber mais uma parlamentar, Maisa Gomez, do Acre), apoia o nome de Tasso, o que daria a ele, na largada, 23 votos.

A movimentação ocorre no momento em que aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vislumbram dificuldades no Senado devido à fragmentação partidária registrada na eleição.

A pedido de Bolsonaro, o PSL não deve disputar a presidência da Casa e o presidente eleito tem dito não pretender atuar na disputa. A sigla, porém, rejeita Renan. Um cenário avaliado pelo PSL é o de apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), mas, se ele não se viabilizar, Tasso é visto como uma opção “moderada”.

O senador tucano se reuniu na semana passada com a depurada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). Quando questionado sobre sua candidatura, Tasso diz que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.

Oposição

O PT até agora não fez uma discussão formal sobre a posição do partido na escolha do presidente do Senado. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), líder da legenda na Casa, a sigla defende a manutenção da regra da proporcionalidade – pela qual o MDB, que tem a maior bancada, indica o presidente – como forma de blindar o Senado de um possível avanço do Executivo.

“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, disse Costa.

O líder petista não quis falar em nomes, mas outros senadores da sigla, em conversas reservadas, disseram que, caso Renan não se viabilize, o PT pode apoiar um outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado de Simone Tebet (MDB-MS).