Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado

Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito hoje (2) em primeiro turno presidente do Senado para os próximos dois anos. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura na tarde de hoje.

Renan Calheiros teve 5 votos. Espiridião Amin (PP-SC) ficou com 13 votos, Ângelo Coronel (PSD-BA) teve 8 votos, Reguffe recebeu (sem partido-DF) 6 votos e Fernando Collor (Pros-AL) ficou com 3 votos.

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado. Na disputa pelo comando da Casa, revelou-se um hábil articulador, congregando os adversários de Renan Calheiros e os aliados do governo federal.

O novo presidente contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM.

Aos 41 anos, o senador estreou na política no início deste século. Foi vereador em Macapá, três vezes deputado federal e chegou ao Senado em 2015. Nas eleições de outubro passado, concorreu ao governo do Amapá e ficou em terceiro lugar.

É um dos mais jovens senadores a assumir a presidência da Casa.

Autoridades destacam caráter democrático da eleição da nova Mesa Diretora

Estiveram presentes o governador Flávio Dino (PCdoB); o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador José Joaquim Figueiredo; o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), desembargador Cleones Cunha; e vários secretários e prefeitos municipais

As autoridades que prestigiaram a posse, nesta sexta-feira (1º), dos 42 deputados estaduais eleitos para a 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Maranhão, elogiaram o caráter de união que permeou a eleição da chapa única “Igualdade e Democracia”, encabeçada pelo atual presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB). 

Estiveram presentes o governador Flávio Dino (PCdoB); o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador José Joaquim Figueiredo; o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), desembargador Cleones Cunha; e vários secretários e prefeitos municipais.

O primeiro que destacou o papel inédito foi o governador Flávio Dino (PCdoB), que enalteceu a composição feminina da chapa articulada pelo presidente reeleito, Othelino Neto. Dos nove cargos, cinco são ocupados agora por deputadas mulheres, fortalecendo a participação delas na nova Mesa Diretora.

“O presidente Othelino garantiu na composição de sua chapa uma grande representação feminina, a maior do Maranhão, e talvez a maior do Brasil. Isso mostra que houve uma preocupação em preservar a representação das bancadas, atentando para a composição partidária da Casa, o que se refletiu no nome da chapa, Igualdade e Democracia, mostrando uma união que pode nos ajudar a imprimir um novo ritmo no crescimento ao Maranhão”, afirmou o governador.

“Foi uma grande honra participar da abertura dos trabalhos, com destaque para a atuação do presidente Othelino Neto, no sentido de garantir uma grande composição feminina na chapa. Desejo sucesso à nova Mesa Diretora”, completou o presidente do TJMA.

O corregedor do TRE-MA ressaltou que a relação harmoniosa entre os poderes deve continuar. “A nova Mesa Diretora certamente manterá a parceria harmoniosa que o presidente Othelino tem com os demais poderes em benefício do Maranhão”, disse o desembargador Cleones Cunha.

O presidente Othelino Neto agradeceu as mensagens e falou sobre a participação feminina na bancada. “A bancada da Casa cresceu, agora são oito mulheres. O ideal seria que fosse ainda maior, mas temos um fato marcante, que merece muito ser enaltecido. A nova Mesa Diretora, agora, tem cinco mulheres e quatro homens, uma forma objetiva de reconhecer a importância da participação da mulher na política”.

Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

Essa é a terceira recondução de Maia, 48 anos, ao cargo. É a primeira vez na história que um parlamentar comanda a Câmara por três vezes seguidas

Com 334 votos, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados em primeiro turno. O resultado foi bastante comemorado no plenário e Maia se emocionou. Essa é a terceira recondução de Maia, 48 anos, ao cargo. É a primeira vez na história que um parlamentar comanda a Câmara por três vezes seguidas.

Ele foi reeleito presidente da Câmara no período 2017-2019 no dia 2 de fevereiro de 2017, depois de ocupar o cargo por sete meses, a partir de julho de 2016. A reeleição de Maia ao cargo foi possível pela mudança de legislatura. A Constituição e o Regimento Interno da Câmara impedem a recondução de membros da Mesa Diretora na mesma legislatura. O último deputado reeleito em legislaturas diferentes foi Michel Temer, que ocupou o cargo de presidente da Casa nos biênios de 1997-1999 e 1999 a 2001.

Ao agredecer os votos, Maia disse que irá comandar a votação de reformas no país “de forma pactuada”, com integração de governadores, parlamentares e sociedade.

Rodrigo Maia foi eleito com o apoio do maior bloco parlamentar da legislatura, composto por 301 deputados de 11 partidos. Entre eles, está a a sigla do presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL (52), além de PP (38), PSD (35), MDB (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), PTB (10), PSC (8) e PMN (3).

Em segundo lugar, ficou Fábio Ramalho (MDB-MG), com 66 votos. Em seguida, Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com 50; JHC (PSB-AL), com 30; Marcel van Hattem (Novo-RS), com 23; Ricardo Barros (PP-PR), com quatro; e General Peternelli (PSL-SP), com dois. Foram registrados três votos em brancos.

Conhecido como articulador e habilidoso em negociações com partidos de divergentes correntes ideológicas, Maia conseguiu atrair além da corrente majoritária, apoio de partidos de esquerda como PCdoB e PDT. “Meu perfil é de equilíbrio, capacidade de diálogo, de conversar com todas as correntes políticas e ideológicas. Vivemos um momento de radicalização, o Parlamento vai ser a Casa que vai trazer essa radicalização a um ponto de equilíbrio”, disse Maia.

Em sua gestão como presidente da Casa, Maia conduziu a aprovação da reforma trabalhista e também da atualização da legislação eleitoral – que incluiu, entre outros pontos, a chamada “cláusula de barreira”, um mecanismo que busca impedir reduzir os partidos com pouca representação na Câmara, além de criar um fundo com recursos públicos para custear campanhas.