Datafolha mostra Lula com 30%, Bolsonaro com 17% e Marina com 10%

Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%

Nova pesquisa Datafolha, realizada na semana passada e divulgada neste domingo (10), mostra que adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial ainda não conquistaram a preferência dos eleitores. Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%.

Com o líder petista na disputa, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fica com o segundo lugar, com 17% da preferência, e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece com 10% das intenções de voto. Sem Lula, Bolsonaro sobre para 19% e Marina, para 15% da preferência dos eleitores. Bolsonaro, que apoiou o início da recente greve dos caminhoneiros, lidera todos os cenários sem a participação do ex-presidente, sempre com 19%. Já Marina se mantém em segundo lugar, com percentuais entre 14% e 15% da preferência.

Lula está há dois meses preso em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e deve ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. O líder petista tem o segundo maior percentual de rejeição (36%), só perdendo para Fernando Collor de Mello (PTC), que tem 39%.

Vistos como possíveis substitutos do ex-presidente na disputa pela presidência, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), têm apenas 1% das intenções de voto na pesquisa. Outro que só atinge 1% das preferências é o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou sua pré-candidatura com apoio do presidente Michel Temer.

A pesquisa mostrou empate técnico entre o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10% e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%. Em função da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a real diferença entre eles pode ser menor.

Já na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver uma lista de candidatos, Lula perde espaço para Bolsonaro: o petista tem 10% enquanto o deputado federal atinge 12% das intenções de voto. Neste cenário sobe para 46% o percentual de pesquisados que não sabe em quem votar.

O Datafolha ouviu 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha após a paralisação dos caminhoneiros, movimento que causou desabastecimento em todo o país, abalando a economia e deixando o governo Temer no centro de uma crise. Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril, e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

Para o segundo turno da eleição, o levantamento do Datafolha mostra vitória de Lula em vários cenários. O petista atingiria índices de 46% a 49% sobre os principais adversários. Mas a pesquisa também indica que a maior parte dos eleitores fica sem alternativa com eventual ausência de Lula.

Flávio Dino e governadores do PT avaliam apoio a Ciro Gomes

Governadores do campo de esquerda avaliam apoiar a candidatura de Ciro Gomes à Presidente da República

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), avaliou apoiar nas eleições presidenciais o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

O PT tem como postulante oficial, o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 40 dias após ser condenado na segunda instância da Justiça. Mesmo com a sentença e a potencial inelegibilidade pela lei eleitoral, o PT mantém a candidatura de Lula, ao mesmo tempo em que tenta interditar articulações por um plano B.

Segundo integrantes do PT, Pimentel admite a hipótese de aliança em favor da candidatura presidencial de Ciro, com quem mantém conversas. Outros governadores do campo de esquerda, como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Rui Costa (PT-BA), manifestaram publicamente simpatia por uma aliança com o ex-ministro cearense.

O governador Flávio Dino já assumiu a postura de convocar a esquerda para a união em torno da candidatura de Ciro Gomes. A união fortalece o campo democrático e visa garantir um nome no segundo turno das eleições.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o governador do Ceará, Camilo Santana, também do PT, afirma que o partido não pode apostar no isolamento suicida. Santana se disse convicto de que Lula não terá condições de concorrer e defendeu o apoio do partido a Ciro, com a indicação de Fernando Haddad (PT) para a chapa, como vice.

União entre PDT e PSB potencializa candidatura de Flávio Dino no Maranhão

PSB oferece três nomes para compor a chapa do pré-candidato, Ciro Gomes. Foto: Jornal Pequeno

Após a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2018, o PSB ofereceu, na última quarta-feira (16), três nomes para compor a chapa do pré-candidato, Ciro Gomes (PDT).

Os indicados foram o deputado federal mineiro Júlio Delgado; o ex-prefeito de Belo Horizonte (2009 a 2016), Márcio Lacerda; e o deputado federal paranaense, Luciano Ducci, que também foi prefeito de Curitiba entre 2010 e 2012, após renúncia de Beto Richa para concorrer ao governo estadual.

Os nomes foram apresentados pela cúpula do PSB em reunião com lideranças pedetistas, na casa do líder do partido na Câmara, Wewerton Rocha (MA). A maioria da bancada do PSB aprova a coligação com o ex-governador cearense.

A união entre PDT e PSB potencializa a candidatura à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão. A coligação dos dois partidos de esquerda fortalece a disputa para que Ciro Gomes esteja no segundo turno das eleições, brigando diretamente com a candidatura apoiada pelo MDB, presidente Michel Temer, ex-senador José Sarney e cia.

Muito amigo do governador Flávio Dino, Ciro Gomes aparece, na última pesquisa CNT/MDA, com 9% das intenções de voto e é tido por muitos analistas como o principal herdeiro dos votos do ex-presidente Lula (PT), caso este seja impossibilitado pela Justiça de concorrer.

Ambos os partidos também fazem da base de sustentação do governador Flávio Dino.

Flávio Dino conclama união da esquerda e defende candidatura de Ciro Gomes

Flávio Dino e Ciro Gomes foram os criadores da Rede da Legalidade contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rouseff

As últimas manifestações do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em pregar a união da esquerda brasileira, têm ganhado grande destaque nas redes sociais e em site de notícias. Ele foi bastante incisivo em convocar todas as forças sociais para, que, em caso da desistência do ex-presidente Lula (PT), todos apoiem o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), para o Palácio do Planalto.

Essa inclinada de Flávio Dino para a candidatura de Ciro Gomes é uma atitude coerente e decisiva. A esquerda precisa garantir um nome alternativo e, com isso, não corra o risco de o fascismo governar o país por mais quatro anos.

Mesmo que o PT não mude seu entendimento e continue defendendo a candidatura do ex-presidente Lula, as últimas declarações mostram que o governador Flávio Dino tem peso em suas escolhas por conta da repercussão. O exemplo disso é que o atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), também começou a defender que os petistas apoiem a candidatura de Ciro Gomes.

Mesmo com todas as críticas do PT contra Flávio Dino e Ciro Gomes, por essas declarações, vale lembrar que foram os mesmos os criadores da Rede da Legalidade, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) estava para sofrer o golpe. Ciro Gomes deu palestras e entrevistas todas contra o golpe do atual presidente Michel Temer e virou a sensação até da militância petista.

De fato, a esquerda precisa se unir para que o país volte a respirar ares mais democráticos.

“PDT terá candidato próprio em 2018”, diz Weverton Rocha ao evidenciar distanciamento do PT

Segundo o deputado Weverton, desembarcar do governo nesse momento de crise seria oportunismo do partido

Segundo o deputado Weverton, desembarcar do governo nesse momento de crise seria oportunismo do partido

O líder do PDT na Câmara Federal, deputado federal Weverton Rocha, informou,  em discurso no plenário, que o PDT decidiu continuar na base de sustentação do governo no Congresso Nacional, mas assegurou que, no momento oportuno, o partido discutirá a saída, ou seja rompimento com o PT, para trabalhar o nome de Ciro Gomes à Presidência da República nas eleições de 2018.

Segundo o deputado Weverton, desembarcar do governo nesse momento de crise seria oportunismo do partido. “Vamos manter apoio à presidente Dilma Rousseff até ela superar esse momento difícil. Ajudamos a elegê-la e é nossa obrigação auxiliar o governo a superar essa crise”, afirmou.

O pedetista disse, ainda, que os membros da executiva consideraram a condução coercitiva do ex-presidente Lula um espetáculo midiático, no entanto, garantiram que não subirão no palanque com o ex-presidente por conta dos movimentos para a candidatura própria.

O deputado destacou também os temas definidos em reunião da executiva nacional do partido para o enfrentamento da crise, entre eles, a defesa do pré-sal sob controle e exploração da Petrobras; o combate à corrupção e à privatização do patrimônio público; a defesa do investimento, emprego e produção.