Convenção dos partidos da base de Flávio Dino já tem local e horário marcado

Flávio Dino já tem confirmado o apoio do PCdoB, PDT, PSB, PT, PPS, PRB, DEM, PTB, PP, PR, PROS, PTC, PPL, Patriotas e Solidariedade

A grande convenção dos partidos da base do governo Flávio Dino (PCdoB) que já tinha sido anunciada para o dia 28 de julho, agora já tem local e horário marcado.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) pelos representantes dos 15 partidos que estarão com Flávio Dino no projeto de reeleição, foi escolhido o Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana como o local para a realização da convenção coletiva.

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O evento, que vai iniciar às 8h30 minutos, promete reunir caravanas de todas as cidades do estado e consagrar o nome do governador Flávio Dino para a reeleição, de Carlos Brandão para a vaga de vice-governador e dos pré-candidatos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) para o Senado Federal.

Flávio Dino já tem confirmado o apoio do PCdoB, PDT, PSB, PT, PPS, PRB, DEM, PTB, PP, PR, PROS, PTC, PPL, Patriotas e Solidariedade.

 

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“Minha intenção é continuar com Flávio Dino”, diz Josimar de Maranhãozinho, presidente do PR

Se for somente pela vontade do presidente estadual do partido, o PR continuará ao lado de Flávio Dino

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho concedeu ao programa Ponto e Virgula, da Rádio Difusora FM, entrevista comentando os rumos que o Partido da República (PR) irá tomar no Maranhão. Presidente estadual da legenda, ele garantiu que sua intenção é caminhar ao lado do governador Flávio Dino nas eleições de outubro.

Apesar da vontade do presidente estadual, o partido vem sendo alvo do assédio do oligarca José Sarney, que tenta, de todas as formas, enfraquecer o amplo arco de alianças de Flávio Dino. No mês passado, o chefe do clã maranhense se reuniu com o presidente nacional do PR, Valdemar da Costa Neto, para tratar de uma possível aliança com o seu grupo no Maranhão.

Durante a conversa, Sarney chegou a oferecer a vaga de vice-governador na chapa de Roseana.

Diante desse impasse, Josimar de Maranhãozinho deve ir a Brasília, até o final desta semana, para definir os rumos do partido. Apesar do assédio de Sarney, o parlamentar já refutou apoio à ex-governadora Roseana.

“É um momento que eu não esperava, está me tirando a atenção e estou cuidando de uma turbulência que eu não estava preparado e pensei que não ia tratar disso agora”, disse Josimar.

Se for somente pela vontade do presidente estadual do partido, o PR continuará ao lado de Flávio Dino.

Tocantins terá 2º turno para mandato tampão

O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular

Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho Alves (PR) foram os mais votados neste domingo e disputarão no próximo dia 24 o segundo turno das eleições suplementares para governador do Tocantins. O vencedor terá mandato apenas até 31 de dezembro, uma vez que em outubro serão realizadas as eleições dentro do calendário regular. O pleito ocorre devido à cassação de Marcelo Miranda (MDB) pela Justiça Eleitoral por uso de caixa dois em 2014.

Mauro Carlesse (PHS) é o governador interino do estado. Ele era presidente da Assembleia Legislativa e assumiu o estado após a cassação de Miranda. Carlesse responde a dezenas de processos na justiça e chegou a ser preso em 2015 por falta de pagamento de pensão à ex-mulher. Na ocasião, ficou detido na própria Assembleia. Ele sustenta que os processos são relativos a sua atuação como empreendedor e não como político. Em relação à ex-mulher, foi feito um acordo sigiloso que encerrou a disputa.

Vicentinho Alves (PR) é senador desde 2011. Deve sua chegada ao Senado a Marcelo Miranda. Vicentinho foi apenas o terceiro na eleição, mas conseguiu a vaga porque Miranda teve a candidatura barrada. Ele já foi prefeito de Porto Nacional, deputado estadual e deputado federal.

Carlesse liderou a apuração do início ao fim, mas a disputa pela segunda vaga foi acirrada. Ex-prefeito de Palmas, o colombiano Carlos Amastha (PSB) apareceu em segundo lugar no começo da apuração, mas com 47% das urnas abertas Vicentinho o ultrapassou. Com 92% da apuração, Amastha pulou novamente para segundo. Com 96% das urnas abertas, Vicentinho ultrapassou o candidato do PSB e se garantiu na próxima fase da disputa.

A senadora Kátia Abreu (PDT) ficou apenas na quarta posição. Também disputaram o pleito Márlon Reis (Rede), Mario Lúcio (PSOL) e Marcos da Cerâmica Miranorte (PRTB).

A eleição teve um alto índice de abstenção, superior a 30%. Em Tocantins, todos os eleitores foram recadastrados e 100% das urnas operam com o sistema biométrico, o que significa que o número de abstenção reflete efetivamente os que resolveram não participar do pleito. Houve também alto número de votos brancos e nulos.

Roseana Sarney e a desarticulação política de seu grupo…

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

A falta de apoio político está causando uma situação um tanto quanto inusitada para o grupo Sarney. Com o domínio há décadas de vários partidos historicamente ligados ao clã, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entra, pela quinta vez, na disputa do governo, mas, pela primeira vez, sem o apoio de um número considerável de siglas.

Até o momento, com ela, além do MDB, apenas o PV, o PHS, o PMB e o PSD, o que gera especulações de que a chapa poderá sair “puro sangue”.

A perda mais significativa para Roseana são os partidos que hoje orbitam a base do governador Flávio Dino (PCdoB). Com diretórios espalhados por todo o estado e com uma grande fatia do horário político, PT, DEM, PR, PP, PTB e PRB farão uma grande diferença para a campanha da ex-governadora em 2018. Neles estão deputados e aliados com uma grande densidade de votos.

Outros partidos, que sempre estiveram ligados ao grupo Sarney, já declaram apoio a outras candidaturas. Maura Jorge, por exemplo, vai reunir PSL, PRTB, PSDC e o Podemos, antigo PTN.

Alguns partidos ainda estão indefinidos. O PMN do deputado Eduardo Braide pode encabeçar uma candidatura e ter o apoio do PSC. Além do PRP, que pode ter o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, como candidato ao governo.

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.