Após repercussão negativa, ministra garante Maranhão em projeto do Governo Federal

A ministra recebeu o coordenador da bancada maranhense, o deputado Juscelino Filho (DEM), e afirmou que a informação não passou de uma notícia falsa

Após muita repercussão negativa sobre a exclusão do Maranhão do plano de ações do Governo Federal para o Nordeste, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, garantiu que o estado está inclusivo no projeto. A informação da exclusão foi dada pelo jornal Folha de S. Paulo.

A ministra recebeu o coordenador da bancada maranhense, o deputado Juscelino Filho (DEM), e afirmou que a informação não passou de uma notícia falsa.

O plano do governo Bolsonaro vai beneficiar 150 mil famílias do Nordeste com foco na irrigação e no fomento às cooperativas.

PP se preocupa com tratamento ‘privilegiado’ de Bolsonaro ao DEM

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso

Parlamentares e caciques do PP estão enciumados com o tratamento “privilegiado” que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem dedicado ao DEM – legenda que irá ocupar a Casa Civil, com Onyx Lorenzoni (RS), a Agricultura (Tereza Cristina) e negocia outras pastas, como a da Saúde.

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso. Mas Bolsonaro não tem dado a mínima para os reclames dos ‘pepistas’.

O PP contará, a partir de 2019, com uma bancada de 37 deputados, já o DEM terá 29 parlamentares.

No Maranhão, o PP reelegeu o deputado federal André Fufuca. O deputado Juscelino Filho foi reeleito pelo DEM.

Tereza Cristina é anunciada ministra da Agricultura

G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

Atual presidente da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso Nacional, conhecida como a bancada ruralista, Tereza Cristina foi indicada pela FPA para o cargo. Ela é engenheira agrônoma e empresária.

O anúncio foi feito após Bolsonaro e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), se reunirem em Brasília com parlamentares da FPA. O encontro aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição.

Além de Tereza Cristina e Onyx Lorenzoni, ambos do DEM, outros quatro ministros também já foram anunciados:

Paulo Guedes (Economia);

General Augusto Heleno (Segurança Institucional);

Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública);

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

No Congresso, Tereza Cristina foi uma das principais defensoras do projeto que muda as regras no registro de agrotóxicos.

A futura ministra está no primeiro mandato como deputada e, durante a campanha eleitoral, manifestou apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência.

No Mato Grosso do Sul, ocupou o cargo de gerente-executiva em quatro secretarias: Planejamento, Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo.

Também exerceu os cargos de diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e diretora-presidente da Empresa de Gestão de Recursos Minerais.

Filiação ao DEM

Antes de se filiar ao DEM, Tereza Cristina integrava o PSB, partido do qual foi líder na Câmara.

Em abril, foi destituída da direção estadual do PSB após votar a favor da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer, contrariando a orientação da sigla.

Em agosto, voltou a contrariar o PSB ao votar contra o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer. Pediu desfiliação do partido antes de ser expulsa pela direção nacional do PSB.