Flávio Dino destaca apoio à Região Tocantina durante homenagem na Associação Comercial de Imperatriz

Na ocasião, Flávio Dino adiantou o compromisso de apoiar os grandes eventos empresariais na região

O governador Flávio Dino e os secretários estaduais Clayton Noleto (Infraestrutura) e Expedito Silva Júnior (Indústria, Comércio e Energia) receberam uma homenagem devido ao apoio dado pelo Governo do Estado à Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII). A homenagem aconteceu no Palácio do Comércio, durante reunião onde a entidade apresentou os projetos e demandas da classe, como a realização da Feira do Comércio e Indústria (Fecoimp).

“Temos grande apreço pela classe empresarial tocantina, apreço traduzido por uma série de medidas, entre as quais, os apoios aos eventos empresariais que aqui se realizam, notadamente a Expoimp e Fecoimp. Temos nos empenhado para que não falte nada, para que esses eventos aconteçam com sucesso”, afirmou o governador.

Na ocasião, Flávio Dino adiantou o compromisso de apoiar os grandes eventos empresariais na região. “Teremos uma reunião com a classe empresarial. Nós já temos a data de início das obras de climatização do Centro de Convenções de Imperatriz. Além do balanço dos eventos empresariais que foram feitos neste ano, todos com apoio do Governo do Maranhão”, frisou.

A estimativa é que os serviços climatização do Centro de Convenções de Imperatriz estejam prontos até próxima edição da Fecoimp, que acontece sempre no mês de setembro, levando mais comodidade para os expositores e visitantes.

O secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, agradeceu pela homenagem recebida. “Recebi junto com o governador Flávio Dino, com outros representantes do governo e com o deputado Marco Aurélio, essa homenagem de reconhecimento pelo apoio à Associação Comercial de Imperatriz. Agradeço honrosamente pela parceria de sempre! Sabemos que as parcerias com instituições como a ACII são importantes para fortalecer a economia da cidade, gerando emprego e renda”, declarou.

O presidente da ACII, Guilherme Maia, destacou a postura do Governo do Estado que motivou a instituição a fazer a homenagem, como a transparência e a proximidade com a classe empresarial. “O governo, ao longo desses quatro anos, tem mostrando um gesto de grandeza com a região, estando sempre presente. É um governo transparente, aberto, que nos ouve e acata nossas sugestões, que são todas coletivas e engradecem a região, melhorando a qualidade de vida da população como um todo”, acrescentou.

Polêmico dono da Havan anuncia investimento de R$ 500 milhões e abertura de 20 lojas

Em transmissão ao vivo pelo Facebook, o empresário atribuiu o anúncio dos investimentos à eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL), no domingo, e conclamou todos os demais empresários do Brasil a tirarem da gaveta os projetos de expansão.

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, anunciou nesta terça-feira, 30, investimento de R$ 500 milhões na abertura de 20 lojas e na ampliação e automação de um centro de distribuição.

Em transmissão ao vivo pelo Facebook, o empresário atribuiu o anúncio dos investimentos à eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL), no domingo, e conclamou todos os demais empresários do Brasil a tirarem da gaveta os projetos de expansão.

“Precisávamos de direção, de confiança e de segurança para voltar a crescer e trabalhar por um Brasil melhor. E agora nós temos isso. Peço a todos que façam o mesmo. Vamos tirar da gaveta os projetos de crescimento e vamos ajudar o presidente Bolsonaro a tirar o Brasil da crise, gerando empregos e renda em todas as regiões do País”, afirmou Hang, que foi questionado pelo Ministério Público do Trabalho por vídeo em que defendia o voto para o candidato do PSL.

O MPT entendeu que houve tentativa de influenciar os funcionários e determinou que o empresário divulgasse vídeo a favor da liberdade de voto.

Para fazer o anúncio dos investimento, Hang repetiu uma estratégia usada nas últimas semanas de fazer vídeos pela internet. Ele convocou por e-mail uma transmissão ao vivo para às 19h. A apresentação começou ao som da música O Portão, de Roberto Carlos, conhecida pelos versos “Eu voltei, voltei para ficar”, uma alusão à retomada dos investimentos.

No vídeo, o empresário exaltou o número de lojas e dos 5 mil trabalhadores que a rede contratará no ano que vem. “Se o PT tivesse ganhado eu estaria aqui anunciando o congelamento dos investimentos.”

Hang afirma que recebeu na terça-feira ligação de Bolsonaro para agradecer o apoio durante a campanha e que o tornou popular no País. Em pouco mais de uma hora, a transmissão do empresário já tinha tido 321 mil visualizações e mais de 11 mil compartilhamentos.

Durante mais da metade da apresentação, o Hang criticou administrações passadas, disse que o País “jamais teve um governo de direita” e chamou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de socialista, “um comunista envergonhado”, nas palavras de Hang.

A imprensa também foi alvo de críticas do dono da Havan, que tem 117 lojas no País e fatura mais de R$ 4 bilhões por ano. Segundo ele, a “grande imprensa ainda está raivosa” e precisa ser mais otimista, pois a “eleição acabou”. “Peço que a imprensa brasileira deixe de fazer o papel de ‘Cavaleiros do apocalipse’ e se torne mais otimista”, disse ele. O empresário terminou sua apresentação dando dicas de autoajuda.

Bolsonaro diz que Moro terá “liberdade” para escolher sua equipe

Os futuros ministros da Jusitça, Sergio Moro, e da Fazenda, Paulo Guedes visitaram o presidente eleito Jair Bolsonaro em sua residência na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro – EFE/Antonio Lacerda

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (1º) que o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, e futuro ministro da Justiça terá “total liberdade” e “meios” para escolher sua equipe, inclusive o nome para comandar a Polícia Federal. Segundo ele, Moro participará do governo de transição, mas antes vai tirar férias.

“Quem ganha é o governo Bolsonaro. Quem ganha é o Brasil”, disse o presidente eleito a emissoras católicas de televisão, logo após confirmar o nome de Moro para o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Moro passou a manhã com Bolsonaro, na casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o presidente eleito, conversaram muito e concordaram em “100%” dos temas tratados. De acordo com ele, o juiz garantiu que os processos relativos à Operação Lava Jato não serão abandonados. “Ele me disse que a Lava Jato não será esquecida”, disse o presidente eleito.

Bolsonaro disse que Moro centralizará os esforços no combate à corrupção e ao crime organizado.

“Ele está com muita vontade de levar adiante a agenda”, disse Bolsonaro. “O povo brasileiro o admirará mais ainda.”

Convite

Em entrevistas anteriores, Bolsonaro disse que Moro também é um bom nome para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). No seu mandato, o presidente eleito poderá escolher dois ministros para a Corte.

A primeira escolha ocorrerá em novembro de 2020, quando o ministro Celso de Mello, decano do STF, será aposentado aos 75 anos. Em seguida, será a vez do ministro Marco Aurélio Mello, que também irá se aposentar por idade.

PF vai apurar interferências na investigação do caso Marielle Franco

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann fala durante entrevista coletiva sobre a investigação do caso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. – Fabio Rodrigues Pozzebom

A Polícia Federal vai apurar interferências na investigação do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março deste ano. O Ministério Público e a polícia civil estaduais seguem na apuração do homicídio em si que, depois de quase oito meses, ainda não tem nenhum responsável identificado.

O anúncio da atuação da PF foi feito pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em entrevista coletiva hoje (1°), em Brasília. Segundo ele, o Ministério Público Federal obteve dois depoimentos com denúncias de que uma organização criminosa teria atuado para desviar as investigações e dificultar a identificação dos autores e mandantes do assassinato. A PF entra no caso, depois de um pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

De acordo com as informações obtidas, que o ministro classificou como “gravíssima denúncia”, a organização criminosa envolveria a atuação de criminosos, contraventores, milícias e agentes públicos de diversos órgãos, inclusive relacionados ao caso. Perguntado se as testemunhas teriam apresentado provas, Jungmann disse que os indícios de práticas de corrupção, ocultamento e compra de agentes públicos para impedir a descoberta dos mandantes do crime foram relevantes.

O ministro, contudo, não quis revelar mais detalhes quanto a quais agentes de que órgãos estariam envolvidos nesse grupo. Jungmann também não informou o que acondeceu com os denunciantes, apenas comentou que um dos depoimentos teria sido tomado no Rio de Janeiro e outro fora. As oitivas teriam ocorrido no último mês.

Investigações paralelas

Segundo o titular da Segurança Pública, o inquérito da Polícia Federal correrá paralelamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e não configura federalização do caso.

Contudo, Jungmann afirmou que as duas investigações podem cooperar e trocar informações. “Se o caso Marielle ajudar a desvendar quem está obstruindo e se, inversamente, a busca da investigação de quem está promovendo isso, segundo a testemunha, ajudar o caso Marielle, ótimo. Embora as responsabilidades sejam distintas, sem sombra de dúvida a cooperação deve ajudar mutuamente a elucidação tanto de um caso quanto de outro”.

Em agosto, o ministro afirmou que a Polícia Federal estaria pronta para assumir a investigação completa do caso se ele fosse federalizado. Mas para isso a PGR teria de entrar com um pedido junto ao Superior Tribunal de Justiça chamado Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), o que não ocorreu até o momento.

Compartilhamento

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou uma nota de esclarecimento na noite desta quinta-feira (1º) se posicionando em relação à participação da Polícia Federal na apuração de interferências na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março deste ano. A investigação dos homicídios vem sendo conduzida pelo Ministério Público e a polícia civil estaduais há quase oito meses, ainda sem nenhum responsável identificado.

Na nota, o MPRJ diz considerar a cooperação da PF bem-vinda, e informa que, até o momento, o órgão “não teve acesso aos dois depoimentos citados nas declarações do Ministro Raul Jungmann na entrevista coletiva desta quinta-feira. O MPRJ espera receber, em breve, o compartilhamento dos depoimentos.”

Imprensa internacional destaca perfil anticorrupção de Sergio Moro

Moro assumirá o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)

Agência Brasil

A indicação do juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, para o cargo de ministro da Justiça repercutiu na imprensa internacional, desde antes mesmo de Moro, aceitar o cargo, o que ocorreu ontem (1º). Jornais estrangeiros apontam que a indicação é uma sinalização de que o Brasil vai intensificar a luta contra a corrupção. Veículos também fazem críticas à conduta do juiz na Lava Jato, dizendo que as investigações teriam dado mais peso às acusações ao PT.

Moro assumirá o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A indicação ganhou destaque em veículos como os americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o inglês The Times, o espanhol El País, o francês Le Monde, a agência de notícias britânica Reuters, a empresa pública BBC e a agência americana Associated Press.

Em artigo intitulado “O juiz brasileiro que condenou Lula aceita cargo na equipe de Bolsonaro”, The New York Times mostra que o juiz é visto como agente importante de combate à corrupção, mas ressalta que na reta final das eleições, ações de Moro beneficiaram o então candidato Jair Bolsonaro (PSL). A Reuters também destaca que o juiz foi responsável pela prisão de Lula, rival do presidente eleito.

No artigo “O novo líder do Brasil escolhe juiz anticorrupção como ministro da Justiça”, The Wall Streeet Jornal afirma que “Moro estará em posição de ajudar a impulsionar as reformas estruturais. Mudanças que ele argumenta há muito são necessárias para combater as causas da corrupção”.

O inglês The Times destacou o fato de Bolsonaro oferecer um emprego no novo governo “para o juiz anticorrupção, cuja investigação levou à prisão de seu rival político”.

Para o El País, a entrada de Moro no Executivo brasileiro marca “um antes e depois nas investigações da Lava Jato”, que afeta “praticamente toda a classe política do Brasil”.

A Associated Press destaca que a decisão “será aclamada por brasileiros ansiosos por uma repressão ao suborno, mas também [será marcada] por uma profunda polarização após uma campanha presidencial contundente”.

Para a emissora britânica BBC, a nomeação de Moro deve impulsionar as alegações de que a Operação Lava Jato teve “motivações políticas”. A reportagem destaca a fala de Bolsonaro de que Moro é “uma peça muito importante para o governo dele”. A BBC informa ainda que o presidente eleito está reduzindo o tamanho do governo por meio da criação de superministérios, juntando algumas pastas.

Já o jornal francês Le Monde faz um compilado de toda a equipe já anunciada por Bolsonaro no artigo “Brasil: militar, juiz anticorrupção, astronauta…Os futuros ministros do governo Bolsonaro”.

Além de Moro, já estão confirmados no novo governo os ministros da Defesa (general Augusto Heleno), da Ciência e Tecnologia (o astronauta Marcos Pontes), o da Economia (Paulo Guedes) e o da Casa Civil (Onyx Lorenzoni).