Escândalo envolvendo Temer atinge em cheio os planos do grupo Sarney no Maranhão…

Escândalo e possível cassação ou impeachment de Temer caíram como uma bomba no grupo Sarney. Na foto, Roseana e Sarney com o presidente ameaçado de queda

Sarney foi um dos articuladores da ascensão de Michel Temer

O Brasil está à beira de uma eleição direta com os ventos que sopram para uma possível cassação do presidente da República, Michel Temer (PMDB), após bombástica delação premiada de um dirigente do frigorífico JBS, que apresentou gravação do peemedebista dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No Maranhão, a notícia caiu como uma bomba nos planos do grupo Sarney que contava com a estrutura da presidência para tentar retomar o poder perdido no Estado, nas eleições de 2018, com a suposta candidatura de Roseana ao governo do Estado e do deputado federal Sarney Filho (PV) ao Senado.

Esperto, o grupo Sarney se articulou com Michel Temer traindo o PT, inclusive, na manobra pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff de quem também se beneficiou por vários anos. A oligarquia procurou buscar forças, sustentando-se em cargos políticos, ao exemplo do deputado federal Sarney Filho (PV) que virou ministro do Meio Ambiente no governo do peemedebista.

Após a traição a Dilma e ao PT, o grupo Sarney grudou, oportunamente, em Michel Temer igual carrapato na tentativa de conseguir fôlego político. A possível cassação ou impeachment de Michel Temer, hoje primeiro aliado da família, é vista, nos bastidores, como a pá de cal que faltava para “enterrar”, de vez, a oligarquia no Maranhão que estava se articulando para retomar o governo e assegurar vagas no Senado.

Nesta quinta-feira, o desenrolar do escândalo voltou a incomodar o grupo Sarney. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Ainda não há detalhes sobre a decisão, que foi confirmado pela TV Globo.
O pedido de abertura de inquérito foi feito após um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, dizer em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que, em março deste ano, gravou o presidente dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo”.
A delação de Joesley e de seu irmão, Wesley Batista, foi homologada por Fachin, informou o Supremo nesta quinta-feira.
Pela Constituição, o presidente da República só pode ser investigado por atos cometidos durante o exercício do mandato e com autorização do STF.
Assim, o presidente poderá ser investigado porque os fatos narrados por Joesley Batista na delação teriam sido cometidos em março deste ano, quando Temer já ocupava a Presidência.

 

“NÃO RENUNCIAREI”, DIZ MICHEL TEMER EM PRONUNCIAMENTO

Michel Temer fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira

O presidente Michel Temer afirmou, na tarde desta quinta-feira (18), no Palácio do Planalto, que não teme delação e que não renunciará. Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.
“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou.
Reportagem publicada no site do jornal “O Globo” nesta quarta (17) informou que Joesley Batista entregou ao Ministério Público gravação de conversa na qual ele e Temer falaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.
“Não temo nenhuma delação, nada tenho a esconder”, disse Temer. “Nunca autorizei que se utilizasse meu nome”, declarou o presidente.
Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou.

Zé Inácio vai pedir que PT nacional interpele Max Barros por acusações a Dilma e Lula

O deputado estadual Zé Inácio Rodrigues (PT) disse, nesta quinta-feira (18), por meio de sua conta pessoal no Twitter, que fará uma representação à presidência nacional do PT para que interpele, judicialmente, o parlamentar maranhense, Max Barros (PRB), para que ele prove as acusações feitas, em sessão plenária, contra os ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, feitas na tentativa de defender o presidente Michel Temer (PMDB) que se envolveu em outro grande escândalo nacional, fruto de investigação da operação Lava Jato.
Segundo Zé Inácio, a imunidade parlamentar não deve ser usada de forma irresponsável, sobretudo para fazer acusações falsas e infundadas. O petista disse que Max Barros precisa ter maior responsabilidade, pois aquilo que ele fala pode, de repente,  ser usado contra si próprio (Veja vídeo do pronunciamento acima).

“O deputado Max Barros, não só fez uma fala política, mas foi irresponsável na medida em que ele diz que os ex-presidentes Dilma e Lula roubaram, quando não se tem sentença que condene nenhum dos dois. Até a presidente Dilma, que foi golpeada, ela não foi acusada de crime comum, caracterizado na Constituição Federal. Ela responde por supostas pedaladas fiscais”, disse Zé Inácio na tribuna.

Flávio Dino: “País vive um absoluto caos institucional”

Portal Vermelho 

Flávio Dino

Flávio Dino

Em comentário no Twitter, Flávio Dino, que é advogado, professor de Direito e já foi juiz federal, afirmou que o “país vive um absoluto caos institucional”. Segundo ele, o país só tem a perder quando os “três poderes estão em desarmonia interna e nas suas relações recíprocas”.

Flávio criticou a falta de espaço para o debate de problemas nacionais, “tudo se resume a brigas e ao suposto combate à corrupção”. Entretanto, para o governador, “a receita é simples e necessária: os políticos cuidam da política e das leis, os juízes cuidam dos autos e das sentenças, etc.”.

O governador destacou ainda que tais modos realizados por membros do alto escalão do poder, aliado à “indústria de entretenimento”, tentam passar uma imagem de “civilização do espetáculo”, mas o que acontece internamente é o contrário.

Para ele, é preciso conter os ânimos e o “ativismo” neste momento de crise política e econômica em que o país vive, com a intenção de ocultar inúmeros escândalos de corrupção.

Em entrevista recente ao Portal Vermelho, o governador do Maranhão havia criticado a postura parcial de setores do Judiciário brasileiro e sobre a separação de poderes. Na ocasião, Flávio Dino afirmou, categoricamente, que o discurso ideológico que sustenta a legitimidade do direito “foi derrogado por esse proclamado ‘direito excepcional’”, defendido por Sérgio Moro.

“Isso nada mais é do que a realização daquilo que Aristóteles disse em Política, ou o que os liberais escreveram no Segundo Tratado de Direito Civil, sobre a separação de poder, ou o que disseram os federalistas: o poder é abusivo por natureza e vai onde encontra limites; os homens não são governados por anjos, por isso cabe controlá-los…”. E completou: “Se não tem teto, se não tem limites e ninguém controla ninguém, cada um faz o seu direito ad hoc [para uma finalidade]”, ressalta o professor de Direito.

Flávio Dino foi destacado político que defendeu – em todo o processo – que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff era um golpe institucional. Ao jornal El País, o governador ressaltou que “o enfraquecimento de garantias” e uma “exacerbação de subjetividade” são “uma tendência bastante perigosa” dentro dos poderes.

“Se cada um fizer seu papel constitucional sem espetáculos, sem excessos, com moderação e prudência, o Brasil poderá caminhar em um rumo melhor”, comentou.

Os três senadores do Maranhão votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff

Roberto Rocha justificou o voto a favor do impeachment

Roberto Rocha justificou o voto a favor do impeachment

Os três senadores do Maranhão votaram  a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na sessão desta quarta-feira (31), no Senado. Eles repetiram o voto contrário ao PT quando da apreciação do  prosseguimento do processo.

Os senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) já haviam aprovado o processo de impeachment desde a primeira votação. A única exceção era o senador João Alberto (PMDB) que, das últimas duas vezes, não contou os anos de favorecimento com o governo Dilma.

Roberto Rocha explicou que considerou muitas variáveis para decidir seu voto. Conversou com os outros senadores da bancada maranhense em busca de uma posição que fortaleça o Estado e pensou na fragilidade social e econômica do Maranhão, que é beneficiado por quase um milhão de bolsas-famílias e, por isso mesmo, é fortemente impactado pela crise que piora a economia do país.

“Temos elementos de grande complexidade técnica que apontam para indícios de responsabilidade da . presidente”, avaliou Roberto Rocha. O impeachment foi aprovado pelo Senado por 61 votos a favor e 20 contra. O senador, no entanto, votou pela manutenção dos direitos políticos da presidente. “Inquieta-nos que a sentença máxima aplicada a ela, que corresponde a uma pena de morte política, seja desproporcional aos erros por ela cometidos”, justificou.

Senado aprova impeachment, Dilma perde mandato e Temer assume presidência da República

G1

Dilma, a primeira presidente, a primeira mulher a sofrer impeachment na presidência da República

Dilma, a primeira presidente, a primeira mulher a sofrer impeachment na presidência da República

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional.

 

A decisão foi tomada na primeira votação do julgamento final do processo de impeachment. A pedido de senadores aliados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu realizar duas votações no plenário.

Veja como votou cada senador no julgamento do impeachment

A primeira, analisou apenas se a petista deveria perder o mandato de presidente da República. Na sequência, os senadores irão apreciar se Dilma deve ficar inelegível por oito anos a partir de 1º de janeiro de 2019 e impedida de exercer qualquer função pública. Até a última atualização desta reportagem, a segunda votação ainda não havia sido realizada.

Segundo a assessoria do Supremo, ainda nesta quarta, oficiais de Justiça notificarão a ex-presidente e o presidente em exercício Michel Temer sobre o resultado do julgamento.

Temer deve ser empossado presidente da República ainda nesta quarta, em sessão do Congresso Nacional que será realizada no plenário da Câmara.

Já Dilma deverá desocupar em até 30 dias o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília, e terá reduzida para oito servidores sua equipe de assessores, seguranças e motorista.

 

Processo de impeachment
A condenação de Dilma se deu após seis dias de julgamento no Senado. Até o impeachment, houve sete votações no Congresso.

O primeiro parecer foi aprovado na comissão especial da Câmara, em 11 de abril de 2016, por 38 a 27 (veja todas as etapas do processo).

A autorização para a abertura do processo foi dada em 2 de dezembro de 2015, pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no mesmo dia em que a bancada do PT decidiu votar pela continuidade do processo de cassação contra ele no Conselho de Ética.

Em 12 de maio, o Senado decidiu afastar Dilma, e Temer assumiu a Presidência interinamente. Desde então, o processo de impeachment passou a ser conduzido pelo presidente do Supremo.

Condenação
O pedido de impeachment contra Dilma, apresentado pelos juristas Miguel Reale Júnior, Janaina Paschoal e Hélio Bicudo, apontou que ela cometeu crime de responsabilidade ao editar três decretos de créditos suplementares sem autorização do Legislativo e ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais”, que consistiram no atraso de pagamentos ao Banco do Brasil por subsídios agrícolas referentes ao Plano Safra.

Segundo os juristas – e agora o Congresso – Dilma descumpriu a Lei Orçamentária de 2015 e contraiu empréstimo com instituição financeira que controla – o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Aliados da petista e seus advogados argumentaram, ao longo de todo o processo, que Dilma não cometeu ilegalidade e que não houve dolo ou má-fé na abertura de créditos suplementares. Além disso, que as chamadas “pedaladas” não são empréstimos, mas prestações de serviços cujos pagamentos foram regularizados após orientações do Tribunal de Contas da União (TCU).

A defesa da ex-presidente afirmou ainda que o processo de impeachment foi aberto como ato de “vingança” do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por não ter recebido apoio da bancada do PT para barrar o processo de cassação contra ele.

Impeachment de Collor
Esta não é a primeira vez que um presidente da República sofre um processo de impeachment no Brasil. Em 1992, o ex-presidente Fernando Collor foi condenado por crime de responsabilidade por ter utilizado cheques fantasmas para o pagamento de despesas pessoais – como uma reforma na Casa da Dinda, residência em que morava em Brasília, e a compra de um carro Fiat Elba.

Collor renunciou antes da votação final pelo Senado, mas mesmo assim o processo continuou. Atualmente senador pelo estado de Alagoas, ele votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff nesta quarta.

Além de Collor e Dilma, todos os ex-presidentes da República desde a redemocratização do país foram alvo de pedidos de impeachment. Mas somente os processos de Dilma e do senador alagoano foram levados adiante.

Momento a momento do impeachment
Relembre etapa por etapa do processo de impeachment de Dilma:

2015
– 2 de dezembro: Cunha anuncia que autorizou abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff.

2016
– 11 de abril: Comissão especial na Câmara aprova por 38 votos favoráveis e 27 contrários parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) pela continuidade do processo de impeachment. Caso vai ao plenário principal da Câmara.

– 17 de abril: Plenário principal da Câmara aprova, por 367 votos favoráveis e 137 contrários, prosseguimento do processo de impeachment, que é encaminhado ao Senado;

– 6 de maio: Comissão especial no Senado aprova, por 15 a 5, parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável à abertura do processo de impeachment pela Casa, fase chamada de “admissibilidade da denúncia”. Relatório vai à votação no plenário do Senado;

– 12 de maio: Depois de uma sessão de mais de 20 horas, o plenário principal do Senado aprova, por 55 a 22, a abertura do processo de impeachment pela Casa. Dilma Rousseff é afastada da função por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume seu lugar;

– 4 de agosto: Após a requisição de documentos, produção de perícia e depoimentos de 45 testemunhas, a comissão especial do impeachment do Senado decidiu, ao aprovar relatório de Anastasia por 14 votos a 5, que Dilma deveria ser levada a julgamento. A fase, chamada de “pronúncia”, também vai à votação pelo plenário principal;

– 10 de agosto: Plenário principal do Senado decide – por 59 votos a 21 – que a denúncia contra Dilma Rousseff é procedente e que a petista deve ser julgada por crimes de responsabilidade. Com a aprovação do relatório da comissão especial, é concluída a fase de “pronúncia”;

– De 10 a 12 de agosto: Acusação e defesa entregam manifestações finais do processo e listas de testemunhas que escolheram para depor ao Senado. Julgamento é marcado para o dia 25 de agosto de 2016;

– 25 a 27 de agosto: Senado começa julgamento do impeachment de Dilma com o depoimento de testemunhas;

– 29 de agosto: Dilma Rousseff vai ao Senado e reitera que não cometeu crime de responsabilidade e que o processo de impeachment é “golpe” movido por Eduardo Cunha em um ato de “desvio de poder”.

– 30 de agosto: Acusação e defesa fazem últimas manifestações no processo de impeachment e senadores se pronunciam sobre o afastamento de Dilma Rousseff.

Votação final do impeachment nesta quarta-feira…

G1

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, preside o julgamento de Dilma no Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, preside o julgamento de Dilma no Senado

A votação final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff ficou para quarta-feira (31), segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento. A expectativa é que a sessão desta terça (30) seja destinada para os debates entre acusação e defesa e para as falas de senadores.
Lewandowski disse que pretende “impreterivelmente” terminar a fase de oradores nesta terça-feira. Ele afirmou ainda estar disposto a entrar madrugada, mas desde que seja para concluir a fase de debates nesta terça-feira. Com isso, a votação final deve ficar para quarta.
“Hoje eu pretendo impreterivelmente terminar essa fase dos oradores. Se for possível, mas creio que o tempo não permitirá, eu pretendo fazer o julgamento hoje, mas eu creio que o julgamento terá que ficar para amanhã”, disse.
O Palácio do Planalto esperava que o processo tivesse uma definição já na madrugada de quarta.
Como Michel Temer tem uma viagem marcada para a China para participar da Cúpula do G20, a expectativa era a do governo era de que ele já viajasse empossado.
Encerrado o interrogatório da petista na segunda, o julgamento será retomado na manhã desta terça-feira (30) com a fase de debates entre acusação e defesa. Cada parte terá uma hora e meia para apresentar os seus argumentos. Em seguida, há possibilidade de réplica e tréplica, de uma hora cada.

A advogada Janaína Paschoal já disse que pretende abrir mão da réplica, retirando, assim, a possibilidade de tréplica.
Logo depois, terá início a fase de discursos dos senadores. Cada um terá até 10 minutos, o que deve fazer com que a sessão se estenda por muitas horas. Se os 81 senadores decidirem usar o tempo máximo, a previsão é que, só esta fase, dure 13 horas e meia.
Votação
Após a fase de discursos, Lewandowski terá que fazer a leitura do resumo do processo com as alegações da acusação e da defesa. Em seguida, dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários terão cinco minutos cada um para encaminhamento de votação.
A votação é no painel eletrônico e, para confirmar o impeachment, são necessários 54 votos a favor do afastamento de Dilma.

Os três senadores do Maranhão votaram a favor do julgamento de Dilma…

Roberto Rocha: Senado está ainda julgando o mérito

Roberto Rocha: Senado está ainda julgando o mérito

O Senado aprovou por 59 votos a 21, na madrugada desta quarta-feira (10), após quase 15 horas de sessão, o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa. Do Maranhão, os três senadores votaram  a favor do prosseguimento do processo.

Os senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) já haviam aprovado o processo de impeachment desde a votação passada. A única exceção era o senador João Alberto (PMDB) que, desta vez, não contou os anos de favorecimento com o governo Dilma e e preferiu “transformar” Dilma em ré.

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) disse que votou pela continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef, pois o Senado está ainda julgando o mérito, que só pode acontecer após a leitura do libelo acusatório e sua respectiva defesa. “Meu voto, portanto, cumpre o papel, que não podemos nos furtar, de dar sequência ao processo que precisa chegar a termo, para o bem do país”, afirmou o senador.

Roberto Rocha fez questão de afirmar ainda que em homenagem ao princípio básico da isenção dos juízes, papel exercido pelos senadores nessa sessão, não vincula a decisão  ao voto que dará na sessão final de julgamento, prevista para acontecer possivelmente ainda em agosto.

Ré no processo de impeachment 

Com a votação, Dilma passa à condição de ré no processo, segundo informou a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento final da presidente afastada está previsto para o fim do mês no plenário do Senado.

Antes da votação do texto principal, os senadores já tinham rejeitado, também por 59 votos a 21, as chamadas “preliminares” que questionavam o mérito da denúncia contra Dilma. Depois do texto principal, houve a votação de três destaques (propostas de alteração do texto principal), apresentados por senadores defensores de Dilma com o objetivo de restringir os delitos atribuídos a ela. Todos os destaques foram rejeitados.
Embora estivesse presente ao plenário, o único dos 81 senadores que não votou foi o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele afirmou que tomou essa decisão para se manter isento. “Procurei conduzir com isenção. Desconstruir essa isenção agora não é coerente”, explicou.
Comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a sessão teve início às 9h44 desta terça-feira (9) e terminou às 2h38 desta quarta (10).
A previsão inicial era a de que duraria pelo menos 20 horas e o relatório só fosse votado de madrugada. No entanto, a sessão foi encurtada depois de vários senadores inscritos, principalmente de PSDB e PMDB, abrirem mão dos dez minutos que cada um teria direito para discursar.

Disputa pela vice e proporcional fazem PT suspender aliança com Holandinha

pt

Às vésperas das principais convenções em São Luís, o PT resolveu suspender, na noite de segunda-feira (25), a aliança com o prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que disputa a reeleição. Os motivos seriam a indicação do vice-prefeito na chapa do pedetista e os acertos sobre a disputa na proporcional, pois o Partido dos Trabalhadores quer estrutura e garantias para aumentar a bancada na Câmara Municipal.

Nos bastidores, o PT disputa a vice de Holandinha com o PSB do senador Roberto Rocha que, claro, também quer indicar o vice que já tem nome e sobrenome. Trata-se do vereador Roberto Júnior (PSB). Já o Partido dos Trabalhadores tenta emplacar o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Maranhão, Mário Macieira, que, no entanto, estaria inviabilizado por ter contas rejeitas pelo Conselho Estadual da OAB.

A suspensão do apoio do PT gera uma série de especulações nos bastidores políticos nesse período de indefinições e definições, inclusive dando conta de uma aproximação do partido com o pré-candidato do PP, Wellington do Curso, e até de candidatura própria. Pelo menos, a lógica descarta, até aqui, uma aliança com a pré-candidata do PPS, Eliziane Gama, por conta do posicionamento do partido e da parlamentar na votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Até agora, nenhuma das três principais pré-candidaturas – leia-se Edivaldo Júnior, Eliziane Gama  e Wellington do Curso – anunciou ainda o o nome do vice na chapa. E as convenções já estão acontecendo e podem ser realizadas até o dia cinco de agosto, mas os principais partidos estão levando as reuniões para o último prazo, a fim de ganhar mais tempo para as articulações.

Até o dia cinco de agosto, muita água pode rolar. Vamos acompanhar os desfechos.

 

Em pronunciamento, Dilma diz que impeachment é “maior das brutalidades”

 

Após ter sido intimada sobre a abertura de processo de impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff fez um pronunciamento de 14 minutos nesta quinta-feira (12) no Palácio do Planalto no qual classificou a decisão como “a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”.

Ela voltou a classificar o processo de impeachment de “golpe” e afirmou que não praticou nenhum crime. Disse que o que “está em jogo” é o “respeito às urnas” e acrescentou que tentam “tomar à força” o seu mandato, que, segundo ela, é alvo de “sabotagem”.

A abertura do processo de impeachment foi aprovada no Senado por 55 votos favoráveis e 22 contrários em uma sessão que durou mais de 20 horas e terminou por volta das 6h40 desta quinta. Antes do pronunciamento, Dilma foi intimada da decisão que a afasta do cargo por até 180 dias. Se for julgada pelo Senado culpada por crime de responsabilidade, será afastada em definitivo, e o vice Michel Temer, que assume desde já, concluirá o mandato até 2018.

“O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas meu mandato. Está em jogo o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e a Constituição. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos, os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às universidades e escolas técnicas, a valorização do salário mínimo, médicos atendendo a população, a casa própria com o Minha Casa Minha Vida”, afirmou Dilma.

O pronunciamento de Dilma foi acompanhado pelos ministros da sua equipe e por parlamentares de PT e do PCdoB. Ao chegar ao Salão Leste, Dilma foi recebida com aplausos e aos gritos de “Dilma, guerreira da Pátria brasileira”. Após a fala, ela foi ao encontro de manifestantes que se concentravam em frente ao Palácio do Planalto.

Dilma afirmou em seu discurso que o seu governo foi sabotado para que, assim, conseguissem “forjar o meio ambiente propício ao golpe”.