Última pesquisa Ibope mostra Bolsonaro com 56% dos votos válidos e Haddad com 46%

O Ibope divulgou neste sábado (27) a última pesquisa do instituto sobre a intenção de voto para o 2º turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Jair Bolsonaro (PSL) venceria se eleição fosse hoje. Mas a distância dele para Fernando Haddad (PT) diminuiu.

A pesquisa com os votos válidos, que excluem os brancos, nulos e o percentual de eleitores indecisos. Um candidato é eleito no segundo turno se conseguir cinquenta por cento dos votos válidos mais um voto.

Nos votos válidos, Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 54% e Fernando Haddad (PT) tem 46% dos votos válidos. Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 57% e Haddad, 43% dos votos válidos.

Votos totais

Nos votos totais, Jair Bolsonaro (PSL) tem 47%, Fernando Haddad (PT) aparece com 41%. Votos brancos e nulo somam 10%. Não sabe 2% Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 50% e Haddad, 37%.

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

Com certeza votaria nele para presidente – 39%

Poderia votar nele para presidente – 10%

Não votaria nele de jeito nenhum – 39%

Não o conhece o suficiente para opinar – 11%

Não sabem ou preferem não opinar – 1%

Fernando Haddad

Com certeza votaria nele para presidente – 33%

Poderia votar nele para presidente – 12%

Não votaria nele de jeito nenhum – 44%

Não o conhece o suficiente para opinar – 10%

Não sabem ou preferem não opinar – 2%

A pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre os dias 26 e 27 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR‐ 02934/2018.

Ruas do João de Deus são ocupadas por milhares de pessoas em evento liderado por Flávio Dino em apoio a Fernando Haddad

No Dia Nacional de Mobilização, o governador do Flávio Dino (PCdoB) levou milhares de pessoas às ruas do bairro João de Deus, em São Luís, neste sábado (27). O evento contou também com a presença do senador eleito Weverton Rocha (PDT), do deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB) e de vários deputados estaduais.

O movimento foi convocado pelos movimentos Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo e teve a participação de sindicatos, partidos e movimentos sociais. O evento foi realizado simultaneamente em pelo menos 25 estados.

Durante o evento, o governador Flávio Dino foi taxativo em defender a democracia brasileira, a garantia dos diretos e da soberania popular.

“Nossa geração política foi forjada na luta contra a ditadura e pela redemocratização do país. Somos, portanto, guardiões da democracia e da constituição. As ameaças autoritárias que tentam incutir à esquerda não se sustentam diante de um mero olhar sob a nossa história pessoal e militante e de quaisquer das nossas lideranças” informava o documento que convocou o ato.

O evento foi realizado em São Luís e de pelo menos 20 cidades do interior do Maranhão.

Último programa eleitoral tem ataque entre presidenciáveis

A gravação exibida na noite de hoje (26) em todos os canais abertos de TV mostrou basicamente as mesmas falas e imagens, utilizando uma estratégia semelhante de utilizar apresentadores e locutores para as críticas mais fortes

No último dia de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) mantiveram o tom de ataques diretos entre eles e seus partidos. A gravação exibida na noite de hoje (26) em todos os canais abertos de TV mostrou basicamente as mesmas falas e imagens, utilizando uma estratégia semelhante de utilizar apresentadores e locutores para as críticas mais fortes.

Bolsonaro

A única mudança no programa do presidenciável do PSL foi um relato sobre a facada que ele levou durante a campanha do primeiro turno, em Juiz de Fora (MG). Falando diretamente com o eleitor, Bolsonaro disse que é um “milagre” estar vivo, que o município mineiro é agora a sua segunda cidade natal e voltou a falar de uma possível vitória nas urnas.

“Lá eu nasci de novo. Salvaram a minha vida. Logicamente a mão de Deus se fez presente. Hoje nós temos uma possibilidade concreta, real de ganhar as eleições. Precisamos para tal de nos manter unidos e combater as mentiras”, disse. O candidato voltou a falar que se essa for a “vontade de Deus”, estará pronto para cumprir a missão.

O presidenciável ainda disse que os últimos governos mergulharam o país na “mais completa crise ética, moral e econômica”. Antes da fala de Bolsonaro, a propaganda reexibiu críticas que vinham sendo feitas ao PT, vinculando o partido à violência, ao desemprego e à corrupção. “Agora é o Brasil contra o PT”, pregou o apresentador do programa.

A campanha afirmou que o PT ficou 13 anos no poder e “quebrou o país”. Dentre as acusações estão a de que a sigla quer voltar à Presidência para modificar a Constituição Federal, censurar a imprensa e acabar com a Operação Lava Jato.

Haddad

A campanha eleitoral de Fernando Haddad iniciou o programa eleitoral exibindo gravações com falas de Bolsonaro criticando os pobres e defendendo a tortura. Foi veiculado um trecho em que o candidato do PSL diz que o pobre só serve para votar, “com o título de eleitor na mão e o diploma de burro no bolso”.

A apresentadora lembrou a recente afirmação de Bolsonaro de que iria “fuzilar a petralhada” e exibiu depoimento de mulheres que foram torturadas por Brilhante Ustra – coronel do Exército que comandou órgãos de repressão durante a ditadura militar. Bolsonaro considera Ustra uma de suas principais influências.

O candidato do PT voltou a defender que governará o país com diálogo, construindo pontes, e se diz confiante com a virada. “O Brasil precisa de um presidente que enfrente as dificuldades de cabeça erguida, com coragem. Que não tenha medo de encarar o debate com a sociedade olho no olho. Que respeite todas as pessoas. Governe para todos e saiba cuidar das pessoas que mais precisam”, disse.

Reforçando a tese de virar a disputa na reta final, a propaganda ainda afirmou que quem conhece o candidato, vota nele. “Eu acredito no Brasil. Eu acredito no povo brasileiro – domingo vamos vencer essa eleição e reconstruir o nosso país pelo caminho da paz, da inclusão social e democracia”, encerrou Haddad.

Bolsonaro mantém liderança de 58% e Haddad segue com 42%, segundo pesquisa

Diferentemente do Datafolha, que, na quinta-feira (25/10), apontou redução da diferença entre os dois candidatos, o levantamento XP/Ipespe apresenta os mesmos percentuais do último levantamento, realizado na semana passada

A dois dias do segundo turno, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) segue com 16 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário Fernando Haddad (PT), de acordo com levantamento XP/Ipespe, divulgado nesta sexta-feira (26/10).

Na pesquisa, o capitão reformado mantém liderança de 58% dos votos válidos, contra 42% do petista. Diferentemente do Datafolha, que, na quinta-feira (25/10), apontou redução da diferença entre os dois candidatos, o levantamento XP/Ipespe apresenta os mesmos percentuais do último levantamento, realizado na semana passada.

A pesquisa ouviu 2 mil entrevistados em todas as regiões do país entre 23 e 24 de outubro. Se considerados todos os votos, inclusive brancos e nulos, Bolsonaro tem 51% contra 37% de Haddad. Votos em branco, nulos e os eleitores indecisos somam 12%.

A XP/Ipespe também mostrou que Bolsonaro lidera em todas as regiões, exceto no Nordeste, onde o capitão reformado perde de 18 pontos percentuais de Haddad. Na rejeição, Haddad marca 47% e Bolsonaro alcança 36%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o código BR-08283/2018 e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O segundo turno das eleições está previsto para domingo (28/10). Os eleitores podem votar nas zonas eleitores entre 8h às 17h.

Bolsonaro pede cassação de registro de Haddad por turnê de Roger Waters

O cantor britânico, ex-Pink Floyd, durante show da sua turnê no Rio. Foto: Fabio Motta

Estadão

A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) pediu nesta sexta-feira, 26, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que seja aberta uma investigação para cassar o registro do petista Fernando Haddad – ou até mesmo o diploma, caso o adversário seja eleito –, por conta de um suposto abuso de poder econômico com a realização da turnê do cantor Roger Waters, ex-integrante e um dos fundadores da banda Pink Floyd. O objetivo da ação é também declarar Haddad e sua candidata a vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), inelegíveis por um período de oito anos.

A campanha de Bolsonaro alega que, em turnê pelo País, Roger Waters pôs em prática “ostensiva e poderosa propaganda eleitoral negativa” contra Bolsonaro, beneficiando diretamente o adversário petista. O pedido de abertura da ação será analisado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi.

Os advogados eleitorais de Bolsonaro destacam que, em show do cantor em São Paulo, foi exibido no telão a mensagem “#elenão”, um gesto definido como “instrumento de campanha negativa” contra Bolsonaro.

O pedido de investigação de Bolsonaro também mira a T4F Entretenimento, Time for Fun, que promove a turnê de Roger Waters. Procurada pela reportagem, a empresa não havia se manifestado até a publicação deste texto.A campanha de Bolsonaro acusa a empresa organizadora de eventos de promover shows em benefício da candidatura de Haddad, “utilizando-se de propaganda negativa em showmício de grande alcance e divulgação”.

Os advogados de Bolsonaro ainda alegam ao TSE que, no dia 24 de outubro, em show no Maracanã, Roger Waters “fez uso da morte da vereadora Marielle Franco para atacar a campanha de Jair Bolsonaro, novamente exteriorizando íntima ligação com a campanha petista”.

“Recebeu no palco Luyara Santos (filha), Mônica Benício (viúva) e Anielle Franco (irmã). Durante o evento, Roger Waters associou a morte de Marielle Franco a Bolsonaro ao puxar o coro #EleNão”, acusa a defesa do candidato do PSL.

Sobre show ocorrido em São Paulo para um público estimado de 45 mil pessoas, os advogados de Bolsonaro alegam que a mensagem contra o candidato do PSL “reverbera para além do espaço em que se realizou o show, pois alcança mídia e redes sociais, produzindo poderoso impacto no processo de formação do juízo do eleitor quanto ao pleito presidencial 2018”.

“De mais a mais, no atual estado de ânimo da sociedade brasileira, movida por forte polarização, é um risco imenso à segurança de 45 mil pessoas incitar controvérsia política da forma como realizada. Pessoas presentes ao espetáculo se sentiram acuadas e o evento se transformou em disputa de espaços, o que gerou, inclusive, risco à integridade física dos presentes”, relatam os advogados.

Restrições

A Justiça Eleitoral do Paraná já mandou advertir a produção do show do cantor Roger Waters para as restrições às manifestações políticas. De acordo com a lei eleitoral, elas estão proibidas a partir das 22 horas do dia que antecede as eleições. Dessa forma, Waters, que tem usado seus shows no Brasil para se manifestar politicamente, só poderá fazê-lo na primeira meia hora do espetáculo, marcado para começar às 21h30 deste sábado, 27.

‘A virada já começou’, diz Fernando Haddad (PT), em ato de campanha no Recife

Haddad lembrou que na cidade de São Paulo a campanha petista está na frente do candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro. O candidato referiu-se à pesquisa Ibope que indica 51% dos votos válidos da capital paulista para ele, contra 49% para Bolsonaro

O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad , afirmou que “a virada já começou”. Em ato na capital de Pernambuco, Recife, na tarde desta quinta-feira (25). Haddad lembrou que na cidade de São Paulo a campanha petista está na frente do candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro. O candidato referiu-se à pesquisa Ibope que indica 51% dos votos válidos da capital paulista para ele, contra 49% para Bolsonaro.

Isso já é um sinal de que o Sudeste vai mudar de tendência. Somando com a maioria que a gente tem no Nordeste, pode nos possibilitar a vitória no domingo —, declarou Haddad, que destacou que os próximos três dias são fundamentais. “A população está nas ruas esclarecendo quem é o Bolsonaro, o que ele fez, o que ele fala, o que ele pensa. Ele só fala absurdos do Brasil, das mulheres, dos nordestinos, dos negros. É uma pessoa que não respeita ninguém. Espero que o povo brasileiro se faça respeitar derrotando Jair Bolsonaro”, enfatizou.

Haddad fez mais um aceno para Ciro Gomes, do PDT, que ficou em terceiro no primeiro turno as eleições presidenciais deste ano. O petista brincou e disse que até a sua esposa, Ana Estela, está com ciúme de Ciro.

“Até minha mulher está com ciúme do Ciro já, de tanto aceno que faço para ele. Quando eu chego em casa, ela fala e eu? Eu vou continuar fazendo aceno porque boto o Brasil acima de tudo. Não é com arrogância que nós vamos enfrentar o desafio que está posto. A gente tem que ter humildade diante da situação. Tem que partir de mim o exemplo. Como estou no segundo turno, tem que partir de mim esse gesto para demonstrar que nós vamos fazer um governo amplo. Ontem, liguei pro Carlos Lupi (Presidente nacional do PDT), falei longamente com ele. Falei para ele que compartilhe conosco esse momento da virada, lembrando a tradição de Brizola, que sempre esteve do lado certo. Temos três dias para virar o jogo. Com o Ciro fica mais fácil, mas vamos virar”, completou.

Para os eleitores indecisos, sobretudo os que não gostam do PT por causa das denúncias de corrupção, Haddad afirmou que “entre erros e acertos, os governos do PT mudaram as vidas de dezenas de milhões de pessoas”.

“Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora transformar acerto em erro não dá. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer, por exemplo. Essas pessoas acham que a política econômica do Temer está dando certo? Ele já até convidou o DEM pro governo. Isso é o caminho pro desastre”, dissse.

Sobre aumentar o salário mínimo e reduzir o preço do gás de cozinha, medidas que estariam sendo interpretadas por eleitores de Bolsonaro como populistas, Haddad afirmou que quem precisa explicar populismo é o candidato do PSL.

“Ele recomendava aos beneficiários do Bolsa Família comerem capim. Era assim que ele trata. E agora quer dar décimo terceiro pro Bolsa Família. Ele que sempre foi contra. Incoerência completa. Nós sempre achamos que o poder de compra das pessoas é que iria recuperar a economia”, afirmou.

Datafolha: Bolsonaro tem 56% dos votos e diferença para Haddad cai 6 pontos

O Datafolha entrevistou 9.173 eleitores em 341 cidades no levantamento, encomendado pela Folha e pela TV Globo e realizado na quarta (24) e na quinta (25)

A distância entre os candidatos a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) caiu de 18 para 12 pontos em uma semana, aponta pesquisa do Datafolha.

A três dias do segundo turno, o deputado tem 56% dos votos válidos, contra 44% do ex-prefeito de São Paulo. No levantamento passado, apurado em 17 e 18 de outubro, a diferença era de 59% a 41%.

O Datafolha entrevistou 9.173 eleitores em 341 cidades no levantamento, encomendado pela Folha e pela TV Globo e realizado na quarta (24) e na quinta (25). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O resultado é a mais expressiva oscilação na curva das intenções de voto no segundo turno até aqui, e reflete um período de exposição negativa para o deputado do PSL.

Nesta semana, emergiu o caso do WhatsApp, revelado em reportagem da Folha que mostrou como empresários compraram pacotes de impulsionamento de mensagens contra o PT pelo aplicativo. A Justiça Eleitoral e a Polícia Federal abriram investigações.

No domingo (21), viralizou o vídeo da palestra de um de seus filhos, o deputado reeleito Eduardo (PSL-SP), em que ele sugere que basta “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal em caso de contestação de uma vitória de seu pai.

Em votos totais, Bolsonaro tem 48%, ante 38% de Haddad e 6% de indecisos. Há 8% de eleitores que declaram que irão votar branco ou nulo. Desses, 22% afirmam que podem mudar de ideia até o dia da eleição.

O deputado perdeu apoio em todas as regiões do país, embora mantenha sua liderança uniforme, exceto no Nordeste, onde Haddad tem 56% dos votos totais e Bolsonaro, 30%.

A maior subida de Haddad ocorreu na região Norte, onde ganhou sete pontos, seguido da Sul, onde ganhou quatro. Já Bolsonaro mantém uma sólida vantagem na área mais populosa do país, o Sudeste: 53% a 31%. O Centro-Oeste e o Sul seguem como sua maior fortaleza eleitoral, com quase 60% dos votos totais nas regiões.

Entre os mais jovens (16 a 24 anos), Haddad viu sua intenção de voto subir de 39% para 45%, empatando tecnicamente com Bolsonaro, que caiu de 48% para 42%. Em todas as faixas etárias superiores, contudo, o deputado mantém sua vantagem sobre o ex-prefeito.

O segmento em que o petista mais subiu foi entre os mais ricos, aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos. Ali, cresceu oito pontos, mas segue perdendo de forma elástica para Bolsonaro: 61% a 32% dos votos totais. Haddad lidera na outra ponta do estrato, entre os mais pobres (até 2 salários mínimos), com 47% contra 37% do deputado.

Entre o eleitorado masculino, Bolsonaro mantém ampla vantagem, embora tenha oscilado três pontos para baixo —mesma medida da subida do petista. Tem 55% a 35%, distância que é reduzida a um empate técnico por 42% a 41% entre as mulheres.

A rejeição a ambos os candidatos, uma marca desta eleição, permanece alta. Haddad viu a sua oscilar negativamente de 54% para 52%, enquanto Bolsonaro teve a sua subindo três pontos, para 44%. A certeza do voto dos eleitores declarados de ambos é alta: 94% dos bolsonaristas e 91% dos pró-Haddad se dizem convictos.

Ibope: Bolsonaro mantém liderança com 57% dos votos válidos; Haddad tem 43%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 208 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope divulgou, na noite desta terça-feira (23), o resultado da segunda pesquisa de intenções de votos do segundo turno das eleições 2018. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 a 23 de outubro.

Jair Bolsonaro (PSL) lidera a pesquisa com 57% dos votos válidos, já Fernando Haddad (PT) aparece com 43% dos votos.

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41% dos votos válidos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Nos votos totais, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 50%, Fernando Haddad (PT) tem 37%. Brancos e nulos somam 10%. Não sabem 3%.

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

Com certeza votaria nele para presidente – 37%

Poderia votar nele para presidente – 11%

Não votaria nele de jeito nenhum – 40%

Não o conhece o suficiente para opinar – 11%

Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fernando Haddad

Com certeza votaria nele para presidente – 31%

Poderia votar nele para presidente – 12%

Não votaria nele de jeito nenhum – 41%

Não o conhece o suficiente para opinar – 14%

Não sabem ou preferem não opinar – 2%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 208 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número: 07272/2018.

Bolsonaro diz ser garantia da liberdade e da democracia

“Nós não somos uma ameaça à democracia, pelo contrário, nós somos a garantia da liberdade e da democracia”, disse Bolsonaro

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, que sua candidatura representa a garantia da liberdade e da democracia contra propostas do adversário Fernando Haddad (PT) de impor controles sobre a mídia e o Judiciário.

Bolsonaro rebateu acusação feita na véspera por Haddad de que o capitão da reserva ameaça à democracia antes mesmo do segundo turno da disputa presidencial e que pode fazer ainda pior se eleito presidente, depois que o candidato do PSL prometeu fazer uma “faxina” e que os “marginais vermelhos” serão “banidos” do país se ele for eleito.

“Nós não somos uma ameaça à democracia, pelo contrário, nós somos a garantia da liberdade e da democracia”, disse Bolsonaro na entrevista à rádio.

Bolsonaro afirmou também na entrevista que a denúncia apresentada pelo PT à Justiça Eleitoral sobre uso irregular do WhatsApp por parte da campanha do PSL, com suspeita de contratação por empresas de pacotes para disparos de mensagens em massa, é uma “bala de festim”.

O candidato do PSL reiterou, ainda, que não irá comparecer a debates no 2º turno da eleição presidencial por motivos de saúde, uma vez que ainda está se recuperando das duas cirurgias a que foi submetido após ter sido esfaqueado em um ato de campanha no início de setembro em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro lidera as intenções de votos para o segundo turno da disputa presidencial com 59% dos votos válidos, de acordo com a mais recente pesquisa lbope, enquanto Haddad aparece com 41%. A votação decisiva ocorre no domingo (28).