Ataque de irmão de Ciro põe frente pró-Haddad em xeque, e PT busca lulistas

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura

Estadão

Após o fiasco na articulação de uma frente democrática em apoio a Fernando Haddad, a campanha do PT ao Planalto admite ajustes no segundo turno e ainda tenta ampliar as alianças com outros setores da sociedade.

Com ataques ao PT feitos pelo senador Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, e diante das dificuldades para dilatar seu arco político, a ordem no QG petista é investir no eleitorado mais pobre e em grupos de evangélicos, juristas, artistas e intelectuais, que tradicionalmente já apoiavam o PT.

Nesta quarta (17), Haddad vai se reunir com lideranças evangélicas em São Paulo e prepara uma carta em que se comprometerá com a defesa da vida e valores da família. O ato é reflexo da preocupação dos petistas em conter o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) inclusive entre o eleitorado lulista, como pobres, nordestinos e religiosos.

Segundo o Datafolha, cerca de 70% dos evangélicos estão com o capitão reformado. O candidato do PSL tem 18 pontos sobre o petista segundo o Ibope desta segunda (15), 59%, contra 41% de Haddad. Para diminuir essa diferença, o herdeiro de Lula esperava formar uma frente com atores políticos importantes, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas as tratativas não avançaram.

A cúpula da campanha de Haddad admite que o duro discurso de Cid Gomes, irmão de Ciro, colocou em xeque o plano de um arco democrático para se opor a Bolsonaro. Durante evento no Ceará em apoio ao petista, na segunda-feira (15), Cid criticou o PT e chamou militantes que o vaiavam de “babacas”. Ele chegou a afirmar que o partido merecia perder a eleição.

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura.

Em entrevista nesta terça, Haddad minimizou a fala de Cid, disse que não havia assistido ao vídeo na íntegra e que a discussão é “meio acalorada”. “Essa coisa é meio acalorada mas eu não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade pessoal com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa, prefiro sempre olhar o lado positivo”, disse.

A campanha de Bolsonaro, por sua vez, apressou-se para explorar a polêmica e levou o discurso de Cid ao seu programa na TV. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor na abertura da peça.

Na tentativa de evitar o desmoronamento completo do plano de formar sua frente, Haddad acelerou a aproximação com FHC e telefonou, nesta segunda, para o superintendente do Instituto FHC, Sérgio Fausto, mas nada de concreto foi fechado.

Haddad nunca acreditou em declaração de apoio público à sua candidatura por parte de FHC, mas avalia que o tucano, ao rechaçar Bolsonaro, pode participar de uma plataforma em defesa dos valores democráticos. FHC é a tentativa de peso para o projeto após o petista ver, além de Ciro, Marina e até Henrique Meirelles (MDB) declararem neutralidade no segundo turno.

Haddad esteve também com o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa na semana passada, mas a conversa foi pouco assertiva. Barbosa, que poderia ser ministro da Justiça de um eventual governo do PT, de acordo com aliados do candidato, declarou estar preocupado com o país, porém não deu sinal de que vai firmar acordo publicamente com o petista.

Grupo Sarney lucra com a desistência de Joaquim Barbosa

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos.

Com a decisão anunciada de não lançar a pré-candidatura à Presidência da República, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), reduziu as chances de que um outsider chegue ao comando do país nas eleições de outubro de 2018.

A palavra inglesa outsider é usada, na política, para se referir a candidatos que vêm de fora do mundo partidário tradicional e se apresentam como uma possibilidade de renovação.

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos. Em diversas pesquisas de intenção de votos, seu nome variava em torno de 10%.

Antigo aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), o PSB tinha um pré-candidato honesto e com grandes possibilidades de chegar ao segundo turno, o que acionava o sinal vermelho no grupo Sarney.

Roseana Sarney, que já elogiou o ex-presidente Lula (PT), mesmo tendo apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), já demonstrou que não quer carregar o nome do presidente Michel Temer (MDB) pelas suas altas taxas de rejeição.

A desistência de candidatos honestos, sem processos na justiça e sem manchas em sua biografia, anima o grupo Sarney, que tenta, de todas as formas, esvaziar a candidatura do governador Flávio Dino, que sonha em voltar ao comando do governo do estado e que já iniciou as práticas do vale tudo para que esse objetivo se concretize.

Joaquim Barbosa desiste de disputar a presidência da República

O ex-ministro se filiou no início de abril ao PSB e já ensaiava uma pré-candidatura, mas sofria resistência de algumas alas de dentro do partido.

O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), anunciou na manhã desta terça-feira (08) a desistência da sua pré-candidatura à Presidência da República.

Joaquim Barbosa usou sua conta no Twitter para dizer que após várias semanas de muita reflexão, finalmente chegou a uma conclusão que não pretende ser candidato a presidente e que sua decisão é estritamente pessoal.

O ex-ministro se filiou no início de abril ao PSB e já ensaiava uma pré-candidatura, mas sofria resistência de algumas alas de dentro do partido como o governador de São Paulo, Márcio França.

A desistência causa espanto no meio político, pois Joaquim Barbosa, mesmo sem uma definição, pontuava entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, variando em torno de 10%, o que já era considerado uma ótima pontuação para alguém que nunca disputou um cargo para o executivo ou para o legislativo.

Joaquim Barbosa poderá ser candidato à presidência pelo PSB

Joaquim Barbosa deve se filiar ao partido até o dia 7 de abril.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu que se filiará ao PSB até o dia 7 de abril, prazo final para que as legendas recebam filiações de pessoas que pretendam concorrer às eleições de outubro. Apesar de ainda não ter oficializado a decisão, de acordo com informações do jornal O Globo, a filiação foi ”comunicada ao presidente do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, e ao deputado federal Alessandro Molon (RJ), durante encontro realizado na manhã desta quinta-feira, em uma padaria de Brasília”.

.Ao jornal, o presidente da sigla disse que, apesar de ter avançado no assunto, ainda aguarda a assinatura de Joaquim Barbosa. Caso se concretize, o ministro poderá ser candidato à Presidência da República nas eleições de outubro pelo PSB.

No entanto, mesmo que assine a ficha de filiação, ainda não há garantia de que ele será candidato presidencial. Uma ala do partido prefere não lançar nome próprio ao Planalto para poder costurar alianças estaduais, sobretudo em Pernambuco, estado onde a legenda é mais forte. Mas na sigla nada é certo ainda.

No início do mês, durante o congresso nacional do partido, Carlos Siqueira afirmou que o ideal era que o partido tivesse um nome próprio para a disputa e ressaltou que a decisão seria tomada no momento certo. O nome de Joaquim Barbosa é aventado para ser o nome do partido ao Planalto. Recém-filiado ao partido, o ex-ministro Aldo Rebelo também é um nome citado dentro da legenda para concorrer à Presidência.

Flávio Dino poderá ceder palanque a mais um candidato a presidente…

Joaquim Barbosa não esconde a satisfação de ser lembrado como alternativa em um cenário político que busca um nome novo.

Têm avançado as articulações de uma possível candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pelo PSB.

De acordo com o jornal O Globo, Barbosa conversa com uma ala do PSB interessada em vê-lo presidente do país. Cortejado, ainda não deu sua resposta. Vai deixar a decisão final para março, nono f do prazo para a filiação de candidatos.

Joaquim Barbosa se diz preocupado com o futuro do país, que vê assolado pela corrupção. E não esconde a satisfação de ser lembrado como alternativa em um cenário político que busca um nome novo.

No Maranhão, o PSB é um antigo aliado do governador Flávio Dino (PCdoB). Na eleição de 2014, o comunista cedeu palanque para o candidato Eduardo Campos, substituído por Marina Silva após seu falecimento.

Nomesmo ano, Flávio Dino cedeu palanque a mais dois candidatos: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), em uma coligação que envolveu várias tendências pelo fim do império da oligarquia Sarney.

O PT e as ameaças de morte contra Joaquim Barbosa…

Joaquim Barbosa se afastou das relatorias do mensalão e anunciou aposentadoria, após ameaças

Joaquim Barbosa se afastou das relatorias do mensalão e anunciou aposentadoria, após ameaças

O afastamento do ministro Joaquim Barbosa das relatorias de todas as execuções penais do mensalão, que colocou na cadeia famosos ou mafiosos petistas, e dos demais processos vinculados à ação penal 470 sinaliza que forças externas estão atuando mesmo para as recentes tomadas de atitudes do ainda presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)

O histórico recente de crimes ligados ao PT impedem qualquer pessoa sensata de aceitar como meras “bravatas” os ataques que o presidente do STF vinha sofrendo depois que condenou os mensaleiros à prisão.

Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou há alguns dias que se aposentará ao final de junho. Segundo ele, a causa de sua saída foi apenas “livre arbítrio”, e afirmou que sempre deixou claro que não pretendia permanecer no STF até a idade-limite de 70 anos. No entanto, de acordo com declarações do chefe de gabinete da presidência do Supremo, o diplomata Sílvio Albuquerque Silva, os motivos são outros.

“Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: “Sua hora está chegando” — relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

As ameaças começaram quando Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. As mensagens vinham de perfis anônimos cujos responsáveis são simpatizantes do PT.

Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”.

Jogo sujo e ameaças

Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

A Polícia Federal já havia concluído um inquérito sobre as ameaças, mas o Ministério Público Federal pediu a sua reabertura para aprofundar a apuração. Um dos investigados é Sérvolo de Oliveira e Silva, que foi identificado como secretário de Organização do PT do Rio Grande do Norte.

O assunto foi pauta do pronunciamento do senador Alvaro Dias. Segundo ele, o silêncio de Dilma para com o comportamento de sua militância seria conivente com os crimes que estão sendo cometidos.

É lamentável que, no Brasil, chegou-se ao ponto de tentar calar um ministro, um presidente de uma suprema corte com ameças da forma como se assiste no Brasil. O pior é que isso tudo acontece porque “líderes” do PT, ligados à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, foram parar na cadeia por um escândalo que chocou o país.

“Mensaleiros” não são presos políticos como quer passar o PT

Condenados do "mensalâo" tentam se passar por presos políticos

Condenados do “mensalão” tentam se passar por presos políticos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mandar prender os condenados no escândalo do “mensalão” não pode ser explorada pelo PT como um ato político, como temos vistos em declarações de petistas à Imprensa e nas redes sociais. Isso porque os mandados de prisão foram expedidos  com base “em provas contundentes”.

Uma análise nesse sentido foi feita pelo comentarista Arnaldo Jabor, na madrugada desta terça-feira (19), e eu penso da mesma forma. Ele também criticou as investidas do PT para tentar passar a ideia de que os condenados do “mensalão” são presos políticos. Eles, na verdade, pagam por terem lesado a sociedade, por terem cometido um crime e não apenas por participação em atos políticos, como se fossem heróis punidos pela rebeldia.

É lamentável que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, tenha confundido uma decisão da Suprema Corte brasileira com uma ação política, querendo criar um clima no Brasil absolutamente distante daquele que era natural. Não contribui para a democracia um partido político querer transformar um julgamento numa ação política. O que vale para esse caso deve valer para todos os outros.

Nenhum de nós comemora prisões ou o sofrimento de quem quer que seja, por mais radical adversário que possa ter sido ou que seja do nosso campo político. A decisão do Supremo Tribunal Federal vai ao encontro de uma grande expectativa da sociedade brasileira, que era a punição não de A ou B escolhidos politicamente, mas daqueles sobre os quais recaiam provas contundentes na avaliação da Suprema Corte brasileira.

A direção nacional do PT prepara medidas concretas em relação à forma como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, executou a prisão dos condenados no caso do mensalão. Ganha força no partido a elaboração de uma nota de repúdio com críticas duras a Barbosa. O PT também defende a realização de atos nos Estados.

Segundo petistas, houve excessos e o ministro afrontou a decisão da Suprema Corte ao manter em regime fechado réus que deveriam cumprir pena no semiaberto, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu; o ex-presidente do PT, José Genoíno, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.

Trocando em miúdos, o PT terminou de se desmoralizar no Brasil com a prisão dos “mensaleiros”, afinal o povo brasileiro sabia do escândalo, mas não havia a consciência da dimensão do crime cometido contra o Estado, contra a soberania popular, enfim, contra a nação. Só temos a lamentar, mas não devemos baixar a cabeça. Devemos nos empenhar, sim, para passar este país a limpo.

Veja aqui as penas a que foram condenados os réus do mensalão.