Edison Lobão e a tentativa de carona na popularidade de Lula

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro

O senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MDB), voltou a ser destaque nos meios de comunicação pelo seu pronunciamento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale destacar que ele votou contra o PT no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Lobão passou a defender a soltura de Lula, preso desde o início de abril. De acordo com o senador, a prisão do ex-presidente é injusta e foi feita sem provas. Porém, a manifestação é tida por muitos como oportunista.

Edison Lobão tentará reeleição ao Senado em outubro e, com a rejeição do seu correligionário Michel Temer e do grupo Sarney, tenta colar sua imagem na popularidade que o ex-presidente Lula possui no Maranhão.

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro.

Flávio Dino diz que bloco liderado por Lula tem tudo para vencer a eleição

Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), usou as redes sociais para comentar a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (10) que aponta o ex-presidente Lula com 30% das intenções de voto.

Em seu post, Dino ressalta a força de Lula. ” A Pesquisa DataFolha mostra que o bloco nacional e popular, liderado por Lula, tem tudo para levar um candidato ao 2º turno e vencer. Ou ele próprio, ou quem ele indicar. Fundamental é a união, como a Frente Ampla do Uruguai ensina”, salienta o governador.

Nova pesquisa Datafolha, realizada na semana passada e divulgada neste domingo (10), mostra que adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial ainda não conquistaram a preferência dos eleitores. Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%.

Datafolha mostra Lula com 30%, Bolsonaro com 17% e Marina com 10%

Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%

Nova pesquisa Datafolha, realizada na semana passada e divulgada neste domingo (10), mostra que adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial ainda não conquistaram a preferência dos eleitores. Lula aparece com 30% das intenções de voto e, quando sai do cenário, o percentual de eleitores sem candidato atinge 33%.

Com o líder petista na disputa, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fica com o segundo lugar, com 17% da preferência, e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece com 10% das intenções de voto. Sem Lula, Bolsonaro sobre para 19% e Marina, para 15% da preferência dos eleitores. Bolsonaro, que apoiou o início da recente greve dos caminhoneiros, lidera todos os cenários sem a participação do ex-presidente, sempre com 19%. Já Marina se mantém em segundo lugar, com percentuais entre 14% e 15% da preferência.

Lula está há dois meses preso em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e deve ser impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. O líder petista tem o segundo maior percentual de rejeição (36%), só perdendo para Fernando Collor de Mello (PTC), que tem 39%.

Vistos como possíveis substitutos do ex-presidente na disputa pela presidência, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), têm apenas 1% das intenções de voto na pesquisa. Outro que só atinge 1% das preferências é o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou sua pré-candidatura com apoio do presidente Michel Temer.

A pesquisa mostrou empate técnico entre o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10% e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%. Em função da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a real diferença entre eles pode ser menor.

Já na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver uma lista de candidatos, Lula perde espaço para Bolsonaro: o petista tem 10% enquanto o deputado federal atinge 12% das intenções de voto. Neste cenário sobe para 46% o percentual de pesquisados que não sabe em quem votar.

O Datafolha ouviu 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha após a paralisação dos caminhoneiros, movimento que causou desabastecimento em todo o país, abalando a economia e deixando o governo Temer no centro de uma crise. Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril, e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

Para o segundo turno da eleição, o levantamento do Datafolha mostra vitória de Lula em vários cenários. O petista atingiria índices de 46% a 49% sobre os principais adversários. Mas a pesquisa também indica que a maior parte dos eleitores fica sem alternativa com eventual ausência de Lula.

Em Minas, PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência da República

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou na noite desta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato foi realizado em um hotel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro. Preso há dois meses, após condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. Mesmo assim, ele aparece como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

“Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.”, afirmou na carta.

De acordo com a legenda, 2 mil pessoas participaram do evento, que teve as presenças da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito e coordenador do programa de governo, Fernando Haddad e governadores e parlamentares.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). Na ordem de prisão, o magistrado disse que o trâmite do processo na segunda instância já havia se encerrado.

Em pouco mais de um dia, PT arrecada R$ 72 mil em “vaquinha” virtual para Lula

As doações no site do PT podem ser feitas por pessoas físicas, nos valores de R$ 10,00 até R$ 1.064,00 por dia

Em pouco mais de 24 horas, o PT arrecadou R$ 72 mil em sua plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) para a candidatura do ex-presidente Lula. Cerca de 760 pessoas fizeram doações. Média de R$ 100 por contribuição. Do total, R$ 44 mil foram levantados nessa quarta-feira, primeiro dia de funcionamento da “vaquinha” virtual. “No primeiro dia de arrecadação pra campanha Lula Presidente o saldo já é um sucesso! Obrigada a todos pelo apoio e confiança”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do partido.

 

As doações no site do PT podem ser feitas por pessoas físicas, nos valores de R$ 10,00 até R$ 1.064,00 por dia. Caso Lula não consiga se candidatar, o partido terá de devolver os valores, individualmente a cada doador. Preso, o ex-presidente depende da liberação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se candidatar. Em tese, ele está impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado por órgão colegiado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

O valor arrecadado pela internet não está disponível aos candidatos até o início oficial do período de campanha, em 15 de agosto. Até essa data, o dinheiro é retido nas empresas que captam os recursos. Se a campanha não for efetivada, a quantia deve ser devolvida.

 

Ainda há incertezas sobre como se dará a devolução do dinheiro, já que a legislação eleitoral que permite as “vaquinhas” é recente e não tem jurisprudência consolidada. De acordo com o PT, o partido irá “cumprir a lei” sobre a destinação do dinheiro.

 

Lula foi condenado em segunda instância em janeiro deste ano e foi preso em 7 de abril. Desde então, está em uma cela da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. O PT afirma repetidamente que ele será candidato e que o partido não tem um plano B. Não há, na legislação eleitoral, impedimento para que Lula seja candidato, mesmo estando preso. Mas ele pode ser barrado com base na Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados, como o ex-presidente.

Weverton Rocha visita ex-presidente Lula em Curitiba

A visita serviu para averiguar as condições da carceragem da Polícia Federal em Curitiba

O deputado federal e líder da minoria na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha (PDT), visitou, nesta terça-feira (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba.

O deputado foi acompanhado de uma comissão com mais sete parlamentares. A intenção, segundo escreveu Weverton em suas redes sociais, era “verificar as condições da carceragem da Polícia Federal e levar o abraço do povo maranhense ao ex-presidente”.

A visita foi autorizada pela Câmara dos Deputados e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo postado no Twítter, Weverton falou que sente-se orgulhoso em ser o primeiro maranhense a visitar o ex-presidente depois dos 52 dias de prisão e que saiu energizado do prédio da Polícia Federal.

“O ex-presidente Lula não tem ódio. Lula é um líder que está indignado com o que foi feito com ele. Mas, apesar disso, ele nos deu palavras encorajadoras de novos horizontes para que a gente não desista da luta”, finalizou Weverton.

Flávio Dino e governadores do PT avaliam apoio a Ciro Gomes

Governadores do campo de esquerda avaliam apoiar a candidatura de Ciro Gomes à Presidente da República

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), avaliou apoiar nas eleições presidenciais o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

O PT tem como postulante oficial, o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 40 dias após ser condenado na segunda instância da Justiça. Mesmo com a sentença e a potencial inelegibilidade pela lei eleitoral, o PT mantém a candidatura de Lula, ao mesmo tempo em que tenta interditar articulações por um plano B.

Segundo integrantes do PT, Pimentel admite a hipótese de aliança em favor da candidatura presidencial de Ciro, com quem mantém conversas. Outros governadores do campo de esquerda, como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Rui Costa (PT-BA), manifestaram publicamente simpatia por uma aliança com o ex-ministro cearense.

O governador Flávio Dino já assumiu a postura de convocar a esquerda para a união em torno da candidatura de Ciro Gomes. A união fortalece o campo democrático e visa garantir um nome no segundo turno das eleições.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o governador do Ceará, Camilo Santana, também do PT, afirma que o partido não pode apostar no isolamento suicida. Santana se disse convicto de que Lula não terá condições de concorrer e defendeu o apoio do partido a Ciro, com a indicação de Fernando Haddad (PT) para a chapa, como vice.

Flávio Dino conclama união da esquerda e defende candidatura de Ciro Gomes

Flávio Dino e Ciro Gomes foram os criadores da Rede da Legalidade contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rouseff

As últimas manifestações do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em pregar a união da esquerda brasileira, têm ganhado grande destaque nas redes sociais e em site de notícias. Ele foi bastante incisivo em convocar todas as forças sociais para, que, em caso da desistência do ex-presidente Lula (PT), todos apoiem o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), para o Palácio do Planalto.

Essa inclinada de Flávio Dino para a candidatura de Ciro Gomes é uma atitude coerente e decisiva. A esquerda precisa garantir um nome alternativo e, com isso, não corra o risco de o fascismo governar o país por mais quatro anos.

Mesmo que o PT não mude seu entendimento e continue defendendo a candidatura do ex-presidente Lula, as últimas declarações mostram que o governador Flávio Dino tem peso em suas escolhas por conta da repercussão. O exemplo disso é que o atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), também começou a defender que os petistas apoiem a candidatura de Ciro Gomes.

Mesmo com todas as críticas do PT contra Flávio Dino e Ciro Gomes, por essas declarações, vale lembrar que foram os mesmos os criadores da Rede da Legalidade, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) estava para sofrer o golpe. Ciro Gomes deu palestras e entrevistas todas contra o golpe do atual presidente Michel Temer e virou a sensação até da militância petista.

De fato, a esquerda precisa se unir para que o país volte a respirar ares mais democráticos.

Maura Jorge e o efeito Jair Bolsonaro nas pesquisas…

Maura Jorge já foi acionada pela Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão por propaganda antecipada ao lado do seu aliado Jair Bolsonaro.

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), parece ter atingido seu teto de intenções de voto, segundo análise de Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Pré-candidata ao governo e aliada de Bolsonaro no Maranhão, a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), que trabalha sua marca de pré-campanha colada no deputado federal, pode ter dificuldades em atrair a popularidade de seu aliado logo nesse momento de estagnação.

A parada no crescimento do candidato pode também significar que Maura Jorge não terá a ajuda de sua aliança para sair das últimas posições nas pesquisas de intenções de voto.

A pesquisa

A pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (14), indica o deputado federal na vice-liderança, com 16,7%, no cenário que inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança.

Bolsonaro aglutina os votos dos radicais da extrema-direita, mas sofre uma grande rejeição nas classes mais carentes.