Deu no Globo: O que Lula prometeu para Flávio Dino?

O jornalista Lauro Jardim abordou sobre o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Flávio Dino

A matéria publicada, neste domingo (26), pelo do jornalista Lauro Jardim abordou sobre o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Flávio Dino.

“Lula apelou com Flavio Dino. Numa conversa recente, em São Paulo, Lula começou com um ‘volta para casa’, na tentativa de atraí-lo para o PT, o primeiro partido do governador do Maranhão. Não só. Prometeu que faria de tudo para Dino ser o candidato do PT à presidência em 2022. Não convenceu”, escreveu Lauro Jardim.

Depois de encontrar Lula, Flávio Dino visita FHC e dá sinais de sua candidatura presidencial

Dino tem defendido que para derrotar Bolsonaro será necessário criar uma frente ampla

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) esteve reunido com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Dino esteve no sábado num encontro com o ex-presidente Lula e, na ocasião, foi muito elogiado por ele. Entre outras coisas, Lula disse que tinha “orgulho em contar com o apoio e solidariedade de um homem do Direito que, de quebra, teve a coragem de abandonar a toga pra fazer política”. A frase foi uma provocação clara ao juiz Sérgio Moro, que o condenou e depois se tornou ministro da Justiça de Bolsonaro.

Dino já é dado no PCdoB como pré-candidato à presidência da República. Seu governo no Maranhão é muito bem avaliado e conta com uma ampla frente de partidos que inclui o DEM, Progressistas, Republicanos, Solidariedade, entre outros.

Dino tem defendido que para derrotar Bolsonaro será necessário criar uma frente ampla e a visita a FHC e Lula em questão de dias parece ser um sinal do quão ampla ele imagina que deva ser esta frente.

O governador também esteve na redação de O Estado de S. Paulo e foi a um encontro da Vetor Brasil, onde participou de um debate com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Com essa movimentação, Dino vai construindo e ocupando um espaço de centro-esquerda que até o momento estava reservado ao PT e a Ciro Gomes.

Orlando Silva critica fala de Lula sobre PCdoB

Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB

O ex-ministro Orlando Silva (PCdoB-SP) não gostou da avaliação do ex-presidente Lula feita durante entrevista à rede TVT na quarta-feira (15). Em texto publicado no portal Vermelho, o deputado federal afirma que o petista desrespeitou o PCdoB com “frases absolutamente dispensáveis”.

As pérolas: ‘O PT é um partido muito grande se comparado ao PCdoB’; ‘É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso’; e ‘É muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT’. As mesmas frases ditas por um analista político dispensariam qualquer comentário. Mas, sendo proferidas por Lula, merecem atenção”, diz em trecho do texto do parlamentar.

Orlando também afirma que não vê como positivos os elogios do ex-presidente Lula ao governador do Maranhão, Flávio Dino. “O elogio do presidente Lula a Flávio Dino é como um ‘abraço de urso’. Daí ser adequado Flávio saber o ponto exato de proximidade – ou será esmagado”, afirmou.

“O presidente Lula considerar difícil a eleição de um comunista para presidente não surpreende – afinal, ele considerava impossível uma vitória para o governo do Maranhão. Flávio Dino foi eleito e reeleito governador sem seu apoio. Mas qual a utilidade de reforçar a retórica anticomunista?”, escreveu

Lula admite possibilidade de apoiar Flávio Dino para presidente da República em 2022

O ex-presidente admitiu a possibilidade de apoiar o governador Flávio Dino para presidente da República em 2022

Em entrevista para a Rede TV,  o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva admitiu possibilidade de apoiar a pré-candidatura do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na disputa pela Presidência da República de 2022.

Em resposta à Juca Kfouri, Lula disse “Admito, como não? O PCdoB já me apoiou quatro vezes. A dificuldade que você tem de responder uma pergunta dessas, e eu não tenho mais, é que se você tiver um jornalista ou um jornal qualquer que vai assistir ao nosso programa, ele vai dizer assim ‘Lula vai apoiar o Flávio Dino’. Eu gosto do Flávio Dino. Acho ele uma figura competente, um companheiro da maior lealdade comigo em todos os meus processos. Eu tenho por ele um apreço extraordinário”.

Para Lula, porém, o governador terá dificuldades em se eleger pelo PCdoB. “É difícil. O Dino sabe disso. Eu vou dizer para você, é muito difícil você imaginar eleger alguém de esquerda sem o PT”, disse.

Lula agendou encontro com Flávio Dino para discutir 2020 e 2022

Na pauta do encontro, conversa sobre o cenário das eleições municipais e as expectativas de Dino para as eleições de 2022.

Revista Fórum

Em meio a especulações que envolveram o nome do governador Flávio Dino para vice de um provável chapa com o apresentador Luciano Huck, o blogue apurou que está marcado um encontro de Dino com Lula em São Paulo para o meio do mês de janeiro, mais provavelmente no dia 17.

Na pauta do encontro, conversa sobre o cenário das eleições municipais e as expectativas de Dino para as eleições de 2022.

Dino tem sido apontado como nome forte tanto para ser vice de um candidato petista, como Fernando Haddad ou o próprio Lula, como para ser até o candidato à presidência por uma frente mais ampla, envolvendo Ciro Gomes e o PSB.

Recentemente o blogueiro Ricardo Noblat disse que Luciano Huck e Dino estariam conversando sobre 2022. Não é verdade.

O blogue apurou que houve Luciano Huck e Flávio Dino se encontraram recentemente em dois eventos, um na Fundação Estudar e outro na Casa das Garças e que depois disso Huck lhe telefonou, mas que em nenhum desses momentos eles conversaram sobre eleições.

Pessoas próximas de Dino garantem que ele não entraria numa aventura de um projeto liberal e que sabe qual é o seu lado no tabuleiro da política.

Filha de Lula é nomeada em gabinete no Senado

A filha de Lula terá remuneração de R$ 10.763,57 (incluindo auxílio-alimentação) no Senado.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) contratou Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ser assistente parlamentar em seu gabinete.

Lurian pediu demissão da Assembleia Legislativa do Rio, onde estava nomeada com um salário líquido de R$ 5.715,49, para ter uma remuneração de R$ 10.763,57 (incluindo auxílio-alimentação) no Senado.

A nomeação de Lurian foi publicada quinta-feira, 12, no Boletim Administrativo do Senado.

Lava-Jato investiga relação de repasses da Oi a empresas ligadas a filho de Lula com sítio de Atibaia

Operação deflagrada nesta terça apura repasses de R$ 132 milhões da empresa de telefonia para Fabio Luis, filho do ex-presidente Lula

Em uma nova fase da Operação Lava-Jato , a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público investigam pagamentos suspeitos de R$ 132 milhões da Oi para empresas ligadas ao filho do ex-presidente Lula, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha . Segundo as apurações, parte desses recursos pode ter sido usada para a compra do sítio de Atibaia, também em benefício do ex-presidente. O sítio é pivô de uma das duas condenações já impostas a Lula na Lava-Jato, que tratou apenas do custeio de reformas na propriedade.

Fabio Luis é sócio de Fernando Bittar , Kalil Bittar e do empresário Jonas Suassuna em pelo menos nove empresas. Bittar e Suassuna aparecem como proprietários dos dois terrenos que, juntos, formam o sítio de Atibaia.

Segundo os investigadores, há a suspeita de que Bittar e Suassuna tenham utilizado parte dos valores recebidos do Grupo Oi/Telemar para a aquisição da propriedade.

“A investigação se inicia a partir do aprofundamento de uma ação penal na qual o ex-presidente Lula foi denunciado e condenado por ter participado de um esquema criminoso que envolveu o repasse por duas empreiteiras de valores para reforma no sítio de Atibaia”, lembrou o procurador Roberson Pozzobon, do MPF.

“A maior parte do dinheiro empregado para a aquisição (do Sítio de Atibaia) pode ter tido origem nos recursos repassados pelo grupo Oi/Telemar para um complexo de empresas criadas por Fabio Luis Lula da Silva, Jonas Suassuna, Kalil e Fernando Bittar”, continuou.

Na operação desta terça-feira, a juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, autorizou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal.

Deu na Veja: Flávio Dino no PT

Flávio Dino tem trajetória de grandes vitórias eleitorais e chama atenção pela a competência administrativa com que toca sua gestão

Veja

No Congresso do PT ficou claro que, se for possível, Lula é o candidato preferido para a presidência. Do mesmo Congresso, embora não com a mesma clareza, podemos concluir que, se Lula não puder ser o candidato, a escolha do PT para 2022 será feita a partir do zero, ou seja, não há ninguém com lugar marcado para ser o plano B. O PT vai investir forte em candidatos a prefeito em 2020, para reforçar as bases municipais do Partido. E vai investir também para que os julgamentos de Lula sejam anulados, o que não é impossível, depois das revelações da Vaza Jato, que demonstraram as manobras pouco jurídicas da Lava Jato e de Sergio Moro, que comandava na prática a Operação.

Se a candidatura de Lula não for viável, há várias possibilidades de candidaturas que poderiam ser escolhidas pelo PT em 2022. Claro que Fernando Haddad será considerado, já que foi o candidato em 2018 e não se saiu mal. Mas é certo que nomes de políticos nordestinos, como o senador Jaques Wagner e o governador da Bahia, Rui Costa, também serão apontados, talvez com muito mais força do que Haddad. Em primeiro lugar porque é no Nordeste que o PT tem hoje suas principais bases. São Paulo, maior colégio eleitoral do País, precisa ser recuperado, porque o PT teve na capital, em 2016 e no Estado, em 2018, votações muito abaixo das suas votações históricas. Com o detalhe, nada desprezível de que, nos dois casos, o candidato petista foi Fernando Haddad. Em 2016, concorrendo como prefeito, no cargo, perdeu nas regiões que tradicionalmente votam no PT. E em 2018, teve desempenho muito fraco no Estado de São Paulo como um todo.

Claro que se pode argumentar muito sobre isso e certamente a culpa por esses resultados não foi exclusivamente de Fernando Haddad. Mas também se poderia considerar que os votos que ele obteve no NE, em 2018, não foram votos para Haddad, que era um ilustre desconhecido até aquela eleição. É claro que os votos são do PT e sobretudo, de Lula. De Lula e da gratidão que o eleitor pobre do Nordeste tem para com o PT. Para este eleitor, há dois nordestes, aquele antes e depois dos governos do PT.

Assim, Jaques Wagner e Rui Costa teriam grandes chances de ser um deles o escolhido. Mais ainda, também teria chance o governador do Maranhão, caso a discussão evolua para se fazer uma aliança entre o PT e o PCdoB ou mesmo se Flávio Dino resolver partir para a disputa e se dispuser a mudar de partido para ter maiores chances. Esse três políticos têm trajetória de grandes vitórias eleitorais em seus estados e chamam a atenção para a competência administrativa com que tocam suas gestões. E têm grande vantagem no terreno político, porque sabem se conduzir e conversar com políticos de todos os partidos e tendências, qualidade indispensável em disputas eleitorais, especialmente uma eleição presidencial.

Othelino destaca palestra ‘O Maranhão Discutindo o Brasil’ e libertação de Lula em novo podcast

O parlamentar comentou também as eleições presidenciais na Bolívia e a crise política enfrentada atualmente naquele país

A realização do primeiro ciclo de palestras “O Maranhão Discutindo o Brasil” e a libertação do ex-presidente Lula foram os principais temas repercutidos pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, em seu podcast semanal “Diálogo com Othelino”. O parlamentar comentou também as eleições presidenciais na Bolívia e a crise política enfrentada atualmente naquele país.

Sobre ‘O Maranhão Discutindo o Brasil’, promovido pela Assembleia, com tema central sobre a Reforma Tributária, Othelino destacou a participação dos economistas Eduardo Fagnani e Eduardo Moreira, dois expoentes no assunto.

“Ambos esclareceram muito bem, em suas palestras, as propostas da reforma e, também, a tendência defendida por alguns setores do Brasil para fazer com que quem ganhe menos, pague menos impostos; e quem tenha maior renda, pague proporcionalmente a mais”, explicou.

O presidente da Assembleia reiterou o objetivo do programa ‘O Maranhão Discutindo o Brasil’. “Nossa ideia é proporcionar aos cidadãos e cidadãs conhecimento sobre temas em discussão no cenário nacional e que afetam diretamente a vida dos maranhenses. Já que a Reforma Tributária está em tramitação no Congresso Nacional, decidimos discuti-la para mostrar à sociedade os impactos, para o bem ou para o mal, que ela pode trazer. Até para que todos possam dar suas opiniões e monitorar como os deputados federais e senadores, que nós elegemos, vão tratar desse tema tão importante para o Brasil e para o Maranhão”, explicou.

Em seguida, Othelino comentou a libertação do ex-presidente Lula. “A decisão do STF, ainda que apertada, mais do que permitir a liberdade de Lula, restaura um princípio constitucional que não estava sendo observado”, avaliou.

O deputado enfatizou que a Carta Magna brasileira tem que ser sempre respeitada porque, segundo ele, é o alicerce democrático de direito. “A Constituição é o nosso norte. Se houver exceções será ruim para toda a sociedade. Hoje, um ato de desrespeito à Constituição pode atender a um determinado grupo dominante da política ou mesmo um interesse majoritário, mas amanhã pode se voltar contra outro segmento”, disse.

Por fim, Othelino Neto lamentou o desfecho das eleições presidenciais na Bolívia, que provocou ataques violentos ao presidente eleito, Evo Morales, e aos seus familiares. O parlamentar defendeu o diálogo para solucionar crises como esta. “Infelizmente, tivemos a constatação triste de que houve um golpe de estado. As soluções para os problemas devem ser resolvidas com base no diálogo e na Constituição de cada país. O presidente Evo Morailies chegou a correr risco de vida, tendo, inclusive, que sair do seu país”. E concluiu: “O que esperamos é que a Bolívia volte à normalidade democrática, que sejam convocadas o quanto antes eleições gerais para que as diversas forças políticas participem do pleito e aquele que tiver o apoio da maioria da população possa, efetivamente e de forma legitima, governar aquele país”, concluiu Othelino Neto.