Bolsonaro sofre duas baixas em menos de uma semana

O PRP afirmou, por meio de sua assessoria, que o general Augusto Heleno será candidato ao Senado pelo Distrito Federal

O Partido Republicano Progressista (PRP), ao qual é filiado o general da reserva Augusto Heleno, recusou nesta quarta-feira indicar o nome do militar para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) em candidatura à Presidência da República. Ontem, Bolsonaro indicou que anunciaria Augusto Heleno como vice, mas não houve acordo. O PRP afirmou, por meio de sua assessoria, que o general será candidato ao Senado pelo Distrito Federal.

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Coligado ao governador petista da Bahia, Rui Costa, o nanico PRP não quis ceder. Agora, o PSL procura novas alternativas. Uma delas é a advogada Janaína Paschoal, filiada ao mesmo partido de Bolsonaro. A legenda procura fechar o nome do vice até o dia 22 de julho, quando está prevista a convenção para lançar a candidatura de Bolsonaro.

Essa é a segunda baixa do PSL em menos de uma semana. Depois da recusa do senador Magno Malta (PR), as conversas com o PR foram encerradas. A legenda não aceitou as exigências do chefe do PR, Valdemar Costa Neto, que pediu que a aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio de Janeiro e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, coligado ao partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

 

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Grupo Sarney trabalha para esvaziar pré-candidatura de Maura Jorge

A primeira ação foi garantir a destituição do suplente de senador, Pastor Bell, do PSDC. A segunda atitude é operar via Edison Lobão (MDB), para que o PRTB, de Márcio Coutinho, não apoie Maura Jorge

O grupo político liderado pelo ex-presidente José Sarney (MDB) parece estar determinado em esvaziar, o máximo possível, a pré-candidatura de Maura Jorge (PSL).

Com o apoio declarado do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o grupo Sarney estaria temendo que Maura cresça nas pesquisas de intenção de votos, devido à popularidade nas redes sociais de Bolsonaro, ameaçando a pré-candidatura de Roseana.

O temor é que Maura Jorge ganhe a parcela de votos das pessoas que não votam no atual governo e nem em representantes de governos passados, como Roseana.

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A primeira ação foi garantir a destituição do suplente de senador, Pastor Bell, do PSDC. A segunda atitude é operar via Edison Lobão (MDB), para que o PRTB, de Márcio Coutinho, não apoie Maura Jorge, como é o desejo da maioria dos pré-candidatos a deputados.

Por último e bem mais complicado, o grupo Sarney estaria articulando para que o Podemos, partido com maior tempo de TV no arco de possíveis alianças de Maura Jorge, não apoie a pré-candidata e declare voto a Roseana. Para isso, o grupo Sarney argumenta para Aluísio Mendes, presidente do Podemos, que sua eleição de deputado federal em 2014, só foi possível, graças ao apoio de Roseana Sarney.

Esbanjando confiança no seu evento ao lado de Jair Bolsonaro, em São Luís, Maura Jorge pode chegar à convenção com apenas o seu partido e olhar seu sonho de ganhar o Governo do Estado, bem mais longe.

Bolsonaro defende policiais envolvidos no massacre em Eldorado dos Carajás

Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado dos Carajás, onde os sem-terra foram mortos, dez com tiros à queima-roupa, por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão

Em visita a Eldorado dos Carajás, no sudoeste do Pará, o pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira, 13, os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em abril de 1996 na região.

Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado dos Carajás, onde os sem-terra foram mortos, dez com tiros à queima-roupa, por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.

“Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer”, disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local exato do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

A passagem de Bolsonaro pelo Pará é marcado pela crítica a luta da terra. Na noite anterior, em jantar para uma plateia de produtores rurais e policiais, em Marabá, Bolsonaro disse que, se eleito, vai tirar o Estado do “cangote” dos ruralistas, “segurar” as multas ambientais e aumentar a repressão a movimentos do campo.

“Não vai ter um canalha de fiscal metendo a caneta em vocês”, disse o pré-candidato. “Direitos humanos é a pipoca, pô.”

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenciável. “Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora é direto: procuramos um presidente que não nos atrapalhe e não nos persiga”, disse. “Quando o senhor se tornar presidente, vê o que fará com essa gente da Funai, do Ibama, do Ministério Público, que não respeita a propriedade privada.”

Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro foi para a cidade vizinha de Parauapebas. Em frente a uma portaria do Complexo de Carajás, uma maiores regiões mineradores do País, ele discursou ao lado de uma família de índios da região. “Os índios e os afros são brasileiros como nós”, disse. “Eles não querem ser latifundiários, mas cidadãos. Se quiserem arrendar suas terras, vão arrendar. Se quiserem vender, vão poder vender.”

Maura Jorge e o dilema com o Podemos de Aluísio Mendes

Passada a frustração da saída de Maura Jorge do Podemos para o PSL, agora, até uma coligação entre os dois partidos pode não ser concretizada

Há algum tempo, o clima entre o deputado federal Aluísio Mendes, presidente do Podemos no Maranhão, e Maura Jorge, pré-candidata do PSL ao Governo do Estado, não anda um dos melhores.

Desde 2016, quando Maura Jorge deixou a Prefeitura de Lago da Pedra, Aluísio iniciou o projeto para fazer de Maura candidata a governadora. Para isso, deu a presidência do partido para a ex-prefeita iniciar a pré-campanha andando por diversos municípios.

Faltando seis meses para as eleições, Maura Jorge decidiu mudar para o PSL na onda da popularidade nas redes sociais do pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Deixando Aluísio em um mal-estar com a presidente nacional do partido, Renata Abreu, e com o também presidenciável, Álvaro Dias.

Passada a frustração da saída de Maura Jorge do Podemos para o PSL, agora, até uma coligação entre os dois partidos pode não ser concretizada – apesar do plano de Aluísio em fazer de Maura governadora -.

Acontece que alguns partidos que poderão se coligar ao PSL no Maranhão, como o PRTB, PSDC e PHS, não aceitam a mesma coligação nas proporcionais para o mandato de deputado federal.

Os partidos não aceitam o nome de Aluísio Mendes na coligação por acharem desproporcional a presença de um deputado federal, acreditando que pode tirar de vários candidatos a chance de se elegerem deputados federais.

Agora, Maura Jorge precisa ter jogo de cintura, senão corre o risco de ver o – até o momento – maior partido de sua coligação indo para a chapa de Roseana Sarney.

Bolsonaro avalia não comparecer a debates na campanha eleitoral e é criticado por adversários

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS)

Líder nas pesquisas de intenções de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, avalia a hipótese de não ir aos debates com outros postulantes ao cargo ao longo da campanha eleitoral. Nos últimos meses, o deputado federal já faltou a eventos em que teria a companhia de adversários e estuda prolongar a estratégia até o fim da eleição.

No lugar do confronto direto, Bolsonaro tem privilegiado agendas em que está cercado por apoiadores e fora dos maiores centros urbanos do país. Na quinta-feira, cumpriu um ritual que se tornou característico na pré-campanha: foi cercado por simpatizantes em um aeroporto, neste caso, o de Campina Grande, na Paraíba e depois discursou em um carro de som. Vídeos mostrando a recepção na chegada à cidade foram publicados em suas contas nas redes sociais.

“Ainda estou definindo se vou (aos debates). Postura de combate, não decidi ainda. Estou aqui na Paraíba e tenho muitos compromissos. E se eu não for, não vai dar Ibope, né”, disse Bolsonaro.

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS), alegou problemas de agenda nesses dois casos.

O parlamentar também faltou à sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, quando seria entrevistado por jornalistas. Integrantes da equipe do pré-candidato têm se incomodado com o que consideram uma postura excessivamente crítica da imprensa. Em outra ocasião, no entanto, participou da sabatina do jornal “Correio Braziliense”. Um parlamentar do PSL disse que Bolsonaro “vai escolher muito bem para onde vai” e para quem dará entrevistas.

A possível ausência nos debates gerou reações dos adversários. Interessado em polarizar com Bolsonaro para atrair parte do seu eleitorado, o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, fez uma provocação imediata nas redes sociais: divulgou um vídeo com uma montagem em que o rosto do deputado aparece no corpo de uma criança correndo de um lado para o outro com a mensagem “adivinha quem está fugindo dos debates”. O tucano aposta num confronto direto e, neste contexto, os debates na televisão seriam importantes para a tática da “desconstrução”.

Presidente do PDT, que vai lançar Ciro Gomes, Carlos Lupi afirmou que o pré-candidato do PSL é um produto, mas não tem conteúdo: “É uma clara demonstração de que ele não tem projeto e não tem o que dizer para a população. Ele é como um castelo de areia, frágil. ”

Já Marina Silva (Rede) afirmou que “não se pode pretender governar o Brasil sem debater propostas com a sociedade”. Henrique Meirelles (MDB) ironizou e afirmou que a estratégia é “compreensível”, porque Bolsonaro “não tem nada a dizer”. Já Rodrigo Maia (DEM) disse que vai participar de todos os debates, enquanto Álvaro Dias ressaltou que não comentaria a estratégia de adversários.

Bolsonaro vem ao Maranhão mas não fala em Pedrinhas

Durante entrevista a jornalistas, Bolsonaro teceu um comentário pra lá de infeliz. Ele disse que “a única coisa boa do Maranhão era o presídio de Pedrinhas”.

Ontem (14) o pré-candidato à Presidência pelo PSL, Jair Messias Bolsonaro, fez uma passagem relâmpago por São Luís como parte de sua agenda de pré-campanha pelo país. Apesar de ter sido recebido por algumas dezenas de seguidores no aeroporto Marechal Cunha Machado, Bolsonaro não é visto com bons olhos pela grande maioria dos maranhenses.

É que em 2014, durante entrevista a jornalistas, o político teceu um comentário pra lá de infeliz. Ele disse que “a única coisa boa do Maranhão era o presídio de Pedrinhas”.

A fala de Bolsonaro fazia referência ao caos instaurado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas durante o último governo Roseana Sarney (PMDB), que ganhou as manchetes da imprensa internacional após o registro de chacinas e decapitações. Em 2015, Flávio Dino (PCdoB) assumiu o governo e reorganizou o Sistema Penitenciário do Maranhão, dando fim às ondas de violência em Pedrinhas.

Mas Bolsonaro não fez nenhuma menção à sua fala desastrosa depreciando o Maranhão e muito menos quis conhecer de perto as mudanças na gestão prisional em Pedrinhas. A visita meteórica de Bolsonaro confirma que para o presidenciável a realidade do estado não é sua maior preocupação. Passou por essas terras apenas para cumprir mero protocolo eleitoral.

A questão Maura Jorge

Maura Jorge (PSL), pré-candidato ao Governo do Maranhão

Bolsonaro tem outro abacaxi pela frente no Maranhão: defender Maura Jorge, pré-candidata ao governo do Maranhão pelo seu partido. O problema é que Bolsonaro é lembrado por frases machistas e não é bem quisto entre as eleitoras. Além de falar que as “mulheres devem ter um salário menor porque engravidam”, Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 10 mil a deputada federal Maria do Rosário por dizer que ela não merece ser estuprada por ser ‘muito feia’.

Jair Bolsonaro vem ao Maranhão e mostra despreparo

A passagem de Bolsonaro pelo Maranhão foi marcada por momentos de críticas raivosas e poucas propostas para o Brasil

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), cumpriu agenda em São Luís, nesta quinta-feira (14), e mostrou seu despreparo para a corrida presidencial deste ano.

Bolsonaro foi recepcionado por simpatizantes no Aeroporto Marechal Cunha Machado, concedeu entrevista coletiva, participou de um ato político no Multicenter Sebrae e, à noite, jantou com a classe empresarial em um hotel na área nobre de São Luís.

Em todas as oportunidades, Bolsonaro deixou de mostrar suas propostas para criticar o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmando que vai trabalhar para tirá-lo do poder. “Se o povo quer mudar, tem que tirar da cabeça esse negócio de comunismo”, disse o deputado tido como preconceituoso.

Sobre suas propostas reais para o Brasil e sobre seu Plano de Governo, Bolsonaro desconversou e afirmou que ninguém tem plano de governo até o momento e que geralmente isso é uma peça de ficção encomendada junto a um marqueteiro.

Os eventos de Bolsonaro não foram acompanhados por nenhum deputado federal ou estadual. Presidentes de partidos políticos também não compareceram aos eventos do presidenciável.

A passagem de Bolsonaro pelo Maranhão foi marcada por momentos de críticas raivosas e poucas propostas para o Brasil.

PCdoB assina Termo de Compromisso Ético com o TSE para evitar fake news, MDB de Roseana não assina

Conforme o documento, os partidos políticos que subscreveram o documento se comprometem a manter o ambiente de higidez informacional e reprovar qualquer prática referente à utilização de conteúdo falso

Dez dos 35 partidos políticos em atividade no País assinaram na noite desta terça-feira (5) com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um acordo de colaboração para “a manutenção de um ambiente eleitoral imune de disseminação de notícias falsas”, as fake news. Assinaram o acordo representantes do Democratas, PC do B, PSDB, PDT, PRB, PSC, PSD, PSL, PSOL e Rede.

“Nós entendemos que, além de todas as providencias até então adotadas, nós deveríamos também ter como colaboradores não só a imprensa, mas também os partidos políticos. Que se juntem a nós para que mantenhamos a nossa democracia imune de qualquer dúvida. Os termos são simbólicos, são termos que encerram compromissos éticos”, disse o presidente do TSE, ministro Luiz Fux.

Conforme o documento, os partidos políticos que subscreveram o documento se comprometem a manter o ambiente de “higidez informacional, de sorte a reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso no próximo pleito, atuando como agentes colaboradores contra a disseminação de fake news nas eleições 2018”.

Roseana Sarney e a desarticulação política de seu grupo…

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

A falta de apoio político está causando uma situação um tanto quanto inusitada para o grupo Sarney. Com o domínio há décadas de vários partidos historicamente ligados ao clã, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entra, pela quinta vez, na disputa do governo, mas, pela primeira vez, sem o apoio de um número considerável de siglas.

Até o momento, com ela, além do MDB, apenas o PV, o PHS, o PMB e o PSD, o que gera especulações de que a chapa poderá sair “puro sangue”.

A perda mais significativa para Roseana são os partidos que hoje orbitam a base do governador Flávio Dino (PCdoB). Com diretórios espalhados por todo o estado e com uma grande fatia do horário político, PT, DEM, PR, PP, PTB e PRB farão uma grande diferença para a campanha da ex-governadora em 2018. Neles estão deputados e aliados com uma grande densidade de votos.

Outros partidos, que sempre estiveram ligados ao grupo Sarney, já declaram apoio a outras candidaturas. Maura Jorge, por exemplo, vai reunir PSL, PRTB, PSDC e o Podemos, antigo PTN.

Alguns partidos ainda estão indefinidos. O PMN do deputado Eduardo Braide pode encabeçar uma candidatura e ter o apoio do PSC. Além do PRP, que pode ter o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, como candidato ao governo.

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.