PSL lança site oficial para divulgar informações sobre o governo de transição de Bolsonaro

O PSL criou um site para informar sobre as decisões oficiais que serão tomadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro durante o governo de transição. O anúncio foi feito na página do partido no Twitter na quinta, 1º. Intitulado “Muda de Verdade”, o portal está no ar, mas ainda não tem publicações.

As decisões de Bolsonaro começarão a ser veiculadas ali a partir da próxima semana, quando a equipe de transição for oficialmente anunciada e iniciar os trabalhos. O partido criou ainda canais no Twitter (@portalmudabr), no Facebook e no Instagram.

“Uma nova história começa a ser escrita e o nosso país, se Deus quiser, será reerguido. Para ficar por dentro das informações oficiais sobre esse período de transição de governo e decisões de Bolsonaro, siga as redes do #PortalMudaDeVerdade, que será lançado em breve”, diz a mensagem do PSL.

O partido também lançou a hashtag #MudaDeVerdadeBrasil para perguntar aos internautas o que eles esperam do governo de Bolsonaro. Nos comentários, os eleitores pedem desde a “extinção de petistas” a propostas mais reais, citando medidas econômicas, como a privatização de estatais, ou pedindo uma solução para a violência e para a corrupção.

Eduardo Braide é convidado para se filiar ao PSL

O presidente estadual do PSL no Maranhão, vereador de São Luís, Francisco Carvalho, confirmou, nesta segunda-feira (29), em uma entrevista para a Rádio Difusora FM, que o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) foi convidado para se filiar ao PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Eduardo Braide foi eleito deputado federal pelo PMN, partido que não passou pela cláusula de barreira. O deputado ainda não confirmou se vai aceitar.

O convite para se filiar ao PSL faz parte de uma estratégia do partido que visa às eleições de 2020.

Eduardo Braide ficou em segundo lugar na disputa para a prefeitura de São Luís em 2016. Nessa última eleição, ele obteve mais de 189 mil votos para a Câmara dos Deputados.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, teve uma expressiva votação em São Luís e conseguiu dá status de partido grande ao PSL, após as eleições.

De nanico, PSL se torna cobiçado por políticos maranhenses

A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla

Quem pensou que a disputa pelo comando do PSL no Maranhão estivesse resumida apenas ao presidente da legenda, o vereador Francisco Carvalho, e à ex-candidata ao governo do Estado, Maura Jorge, está enganado. A sigla passou a atrair olhares de, pelo menos, uma dúzia de políticos maranhenses de olho no crescimento da sigla.

A disputa começou ainda na pré-campanha, quando já era dada como certa a candidatura do coronel reformado José Ribamar Monteiro, hoje no PHS. Com uma articulação via nacional, Maura Jorge chegou ao PSL e os problemas com o presidente estadual da legenda, Chico Carvalho, só aumentaram.

Após os resultados das urnas no primeiro turno, com o desempenho de Jair Bolsonaro e com o número expressivo de deputados federais eleitos e senadores – o que interfere diretamente no tempo de TV e rádio, além dos recursos do Fundo Partidário – mais políticos passaram a cortejar o partido.

Só nos últimos dias, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o senador Roberto Rocha (PSDB) visitaram o presidenciável Jair Bolsonaro. O candidato já teve declarações de apoio de vários integrantes do grupo Sarney, como a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão.

Os nomes dos deputados federais eleitos Eduardo Braide e o pastor Gildenemyr, eleitos pelo PMN, sigla que não passou pela cláusula de barreira, já são cotados para ingressar no partido.

A disputa pelo diretório do PSL da capital São Luís também já está bem acirrada. Nomes como o do deputado estadual eleito Pará Figueiredo e do ex-vereador Fábio Câmara já são ventilados por apoiadores na disputa pelo diretório.

Mesmo que ainda esteja em andamento, a eleição de 2018 não terminou, mas já acirra os ânimos de membros do partido de Jair Bolsonaro para os próximos anos.

Receoso em perder o PSL, Chico Carvalho expõe racha na legenda em momento decisivo do segundo turno

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações

O vereador de São Luís, Chico Carvalho (PSL), talvez tenha se transformado no maior criador de casos para a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão. Provavelmente, enciumado com o trabalho que a ex-prefeita Maura Jorge realiza, o vereador anda usando alguns amigos para expor problemas internos no PSL.

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações e ameaças que tem constrangido os apoiadores de Bolsonaro.

Segundo informações, Chico Carvalho estaria receoso de perder o controle do PSL. Em pleno segundo turno, ele ganhou espaço nos meios de comunicação ao ameaçar de processo até familiares da ex-candidata ao governo do Maranhão pela sigla que preside.

Expor problemas entre ele e uma importante filiada do PSL no Maranhão é uma péssima escolha para o parlamentar.

Maura Jorge, nos últimos dias fechou parcerias com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças para garantir a vitória de Bolsonaro neste segundo turno, esse deveria ser a melhor estratégia que Chico Carvalho poderia também executar.

Briga interna entre Maura Jorge e Chico Carvalho reflete em campanha de Bolsonaro no Maranhão

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha

Passadas as eleições regionais onde o resultado não foi um dos melhores para o PSL do Maranhão, as divergências dentro da legenda continuam e refletem no planejamento da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), no Estado.

Os atritos envolvendo o presidente da legenda no Maranhão, o vereador de São Luís Francisco Carvalho, e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, continuam e a tropa de farpas ganham todos os dias novos destaques.

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha, onde, segundo Maura, as atitudes de Chico Carvalho atrapalharam a construção de uma chapa majoritária competitiva para a disputa ao governo do Estado.

Dessa vez, foi a vez de Francisco Carvalho acusar pessoas ligadas a Maura de estarem compartilhando difamações sobre ele. Segundo o parlamentar, as atitudes serão levadas até a Justiça.

O certo é que, além da disputa presidencial, a briga pelo comando do PSL no Maranhão vai render muitos acontecimentos. Mas os representantes da legenda precisam acertar o mais rápido possível seus discursos, para não atrapalhar as estratégias do candidato no Estado.

Eleitor recusou parte da elite da política tradicional, diz cientista

Eleitores na fila. Foto: Marcelo Camargo

Agência Brasil 

O eleitor deu um “basta em parte da elite da política tradicional” no primeiro turno da eleição de 2018, na análise do cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau. Nicolau e outros cientistas políticos participaram, hoje (8), do Debate dos Resultados das Eleições 2018, organizado pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro.

De acordo com o cientista político, uma série de fatos que ocorreram desde o início da Operação Lava Jato, como a prisão de parlamentares e a difusão de aspectos negativos sobre a política em redes sociais levaram, a este sentimento do eleitor. “Isso tudo foi dando ao eleitor brasileiro uma sensação de enfado e de rejeição à política tradicional que apareceu com uma força incrível”, disse.

Segundo Nicolau, embora não se possa generalizar, o eleitor preferiu votar em figuras novas, rejeitando a política tradicional e os partidos mais conhecidos. “Políticos tradicionais tiveram muita dificuldade. Em alguns estados isso teve casado, como no Rio de Janeiro para o Senado e nas assembleias, e, em São Paulo, para o Senado. Há claramente uma rejeição à política tradicional, aos partidos mais importantes, que comandaram a política aqui [no Rio] durante tanto tempo”, disse.

Bolsonaro

Outro fator destacado pelo professor no cenário da eleição de 2018 foi o crescimento do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que favoreceu o fortalecimento da bancada do seu partido na Câmara, no Senado e nas assembleias estaduais.

Para o professor, diante do desempenho do PSL na eleição para deputados federais e senadores, a tendência é que haja uma migração de parlamentares no futuro para a legenda, especialmente, de integrantes de partidos que tiveram poucos eleitos em 2018.

“Os holofotes estão sobre o PSL. Os deputados cujos partidos não alcançaram a cláusula de 1,5% [de votos para ter acesso a recursos como fundo eleitoral e partidário e tempo de propaganda] têm a proteção legal para migrarem ano que vem quando abrir a janela de troca em 2020, aí todo mundo pode trocar”, disse.

PT

Na visão do cientista político da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), Octavio Amorim Neto, o PT errou ao fundir a campanha eleitoral de Fernando Haddad à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba.

“Havia várias questões no processo [do ex-presidente Lula] que poderiam ser eventualmente usadas na campanha, mas tinha que haver uma separação organizacional, política, tática e doutrinaria entre a campanha presidencial do candidato do PT, muito provavelmente o Haddad, e a defesa do ex-presidente Lula. O que houve foi a fusão radical desses dois movimentos, o que fortaleceu o antipetismo, o que na minha opinião, tornou-se a maior força política no país hoje em dia. E quem encarnou o antipetismo foi o Bolsonaro e não o PSDB”, disse.

Choque inédito

Segundo o cientista político do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Gwetulio Vargas (FGV CPDOC), Sérgio Praça, o sistema eleitoral brasileiro nunca sofreu uma mudança semelhante à que ocorreu no primeiro turno da eleição de 2018. Como exemplo, ele citou a redução de 31 parlamentares do MDB na Câmara Federal e a derrota de figurões do Senado, entre eles, Romero Jucá (MDB-RR), e políticos envolvidos com a Lava Jato, que não foram eleitos. “É realmente uma coisa simbólica muito marcante”.

Outra questão que vai pautar o presidente eleito, será o combate à corrupção. De acordo com o professor, vai ser algo delicado e qualquer dos dois que assuma, vai ter que saber lidar com isso. Ele destacou, no entanto, que caso o eleito seja Bolsonaro, ele precisará negociar com os parlamentares que integram partidos do chamado Centrão, que são resistentes à Operação Lava Jato e a medidas contra a corrupção.

“O centrão e os partidos mais implicados com os escândalos vão ter também que aceitar que o eleitor puniu muito na eleição e entender que vão ter que mudar se quiserem eleição daqui a quatro anos”, concluiu.

Líderes, PT e PSDB perdem mais de 30% dos votos para senador; PSL dispara e fica em 3º lugar

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos

O PT e o PSDB seguem como campeões de votos para senador em todo o país, mas os dois partidos tiveram quedas de mais de 30% neste ano em comparação com 2010, quando 54 vagas também foram disputadas para o Senado, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos.

O PT de Fernando Haddad (no 2º turno da disputa presidencial) elegeu quatro senadores neste ano e teve uma queda de 37,1% no número de votos. Há oito anos, a sigla recebeu 39,4 milhões de votos nos candidatos a senador; já em 2018, foram 24,8 milhões. Mesmo assim, o PT se mantém como o partido que mais recebeu votos na disputa.

O PSDB, que ocupava a segunda posição em 2010 e continua a ocupar em 2018, também teve uma queda grande no número de votos: 34,3%. O partido também elegeu quatro senadores neste ano.

Já o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, seguiu a tendência de maior participação partidária nestas eleições e teve uma alta de 4.247% no número de votos recebidos para senador. Em 2010, a sigla recebeu apenas 446,5 mil votos; já em 2018, foram 19,4 milhões. O partido elegeu quatro senadores.

O MDB, que em 2010 foi o terceiro partido a receber mais votos, teve uma queda de 46,7% e foi ultrapassado pelo PSL. Foram quase 24 milhões em 2010 contra 12,8 milhões em 2018.

Apesar de ter recebido bem menos votos que o PT, o PSDB e o PSL, porém, o MDB conseguiu eleger mais senadores que estes partidos: foram sete no total. Isso quer dizer que os votos dos outros partidos foram mais pulverizados entre seus candidatos que os do MDB, que teve uma maior concentração de votos em menos candidatos.

Nova Câmara deve aumentar bancadas de esquerda e direita

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados

Agência Brasil

A Câmara dos Deputados que sairá das urnas em outubro terá, além de um elevado índice de reeleição, nomes conhecidos na política brasileira, como deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-prefeitos, ex-secretários e ex-parlamentares, ocupando as vagas dos que não tentaram ou não conseguiram renovar o mandato. As caras novas virão da escolha de policiais, evangélicos e celebridades ou da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias políticas.

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados. Para reforçar as bancadas de deputado federal, que definem os repasses do fundo partidário e o horário partidário, as legendas escalaram seus principais nomes para a Câmara e fizeram coligações competitivas.

Uma movimentação dos senadores indica, além de uma preocupação individual com a derrota na eleição majoritária, a estratégia dos partidos de reforçar a Câmara. Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e Lídice da Mata (PSB-BA), por exemplo, disputam uma cadeira de deputado federal e tendem a puxar votos para suas legendas.

Nessa linha, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) concorre à Câmara, assim como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PPS-RJ), o ex-ministro do Trabalho Manuel Dias (PDT-SC) e o ex-deputado federal Marcelo Itagiba (PPS-RJ).

Segundo levantamento preliminar, coordenado pelo analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, a composição das bancadas não será muito diferente da atual. Conforme a análise, haverá um leve crescimento dos partidos de esquerda e de direita, acompanhado de uma discreta redução das legendas de centro.

O PT continuará tendo a maior bancada de deputados federais, com 55 a 65 integrantes, conforme o levantamento do Diap, seguido de MDB (44 a 50), PSDB (42 a 50), PP (40 a 48) e PSD (40 a 48). Em um segundo bloco, estão PR, DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas que devem ficar entre 20 e 40 deputados. PSL, PTB, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSOL e SD devem eleger entre dez e 20 deputados. Outros partidos não devem eleger mais do que dez parlamentares.

Sem dor e febre, Bolsonaro começa dieta branda

Jair Bolsonaro faz caminhada em hospital – Jair Bolsonaro/Redes Sociais

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, do PSL, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, desde o último dia 7, começou hoje uma “dieta branda”, o que significa uma evolução em relação à dieta leve que estava recebendo, com boa aceitação, segundo boletim médico divulgado nesta tarde (24). Ele teve alta da unidade de terapia semi-intensiva no último sábado (22) e permanece em quarto no hospital.

Bolsonaro permanece sem dor, sem febre nem sinais de infecção e sem disfunções orgânicas. Segundo o hospital, os exames laboratoriais estão estáveis. Ele tem boa evolução clínica e foram mantidas medidas de prevenção de trombose, além de exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Bolsonaro recebeu uma facada durante ato de campanha no último dia 6, em Juiz de Fora (MG). Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.