Chico Carvalho evidencia racha no PSL em entrevista para a Folha de Pernambuco

Ao falar de Maura Jorge, seu desafeto dentro do partido, o vereador afirmou que ela, “está em Brasília pleiteando cargos”

Em uma matéria da Folha de Pernambuco que abordou a procissão de políticos em busca de espaços no governo Bolsonaro, o presidente do PSL no Maranhão, o vereador de São Luís, Chico Carvalho, evidenciou mais uma vez o racha na legenda.

Sobre a nomeação para os órgãos federais no estado, Chico afirmou que não perdeu a esperança. “Estou aguardando, como presidente do partido, que estive à frente da candidatura de Bolsonaro aqui no Maranhão, estou aguardando ser chamado. Eu não vou atrás, estou esperando. Se não for chamado, paciência”, afirma Francisco Carvalho, presidente do PSL-MA.

Ao falar de Maura Jorge, seu desafeto dentro do partido, o vereador afirmou que ela, “está em Brasília pleiteando cargos”, deixando transparecer um afastamento entre eles, como aborda a matéria da Folha de Pernambuco.

Maura afirmou à reportagem que tem conversado com os ministros para mostrar “a necessidade de atenção sobre os órgãos federais, para que eles não sejam usados como instrumentos de manipulação política”.

As indicações para os órgãos federais estremeceram ainda mais a relação de Chico Carvalho e Maura Jorge, e pelo que tudo indica, a briga deve ser bem maior quando as nomeações começarem.

Entrada de Eduardo Braide no PSL teria resistência de Allan Garcês

A saída do deputado federal eleito Eduardo Braide do PMN e sua possível entrada no PSL do presidente Jair Bolsonaro ganhou mais um personagem. O médico e ex-candidato a deputado federal, Allan Garcês, estaria tendo resistência à entrada do parlamentar no PSL.

Allan já é pré-candidato pelo PSL na disputa para a prefeitura de São Luís em 2020. Com a entrada de Braide, ele teme ser retirado da corrida, já que o nome do deputado está em melhor posição do que o seu.

Eduardo Braide já teve dois mandatos de deputado estadual, foi eleito recentemente deputado federal e, em 2016, ficou em segundo lugar na disputa para a prefeitura de São Luís, surpreendendo a todos na eleição da capital.

Como o PMN não passou pela Cláusula de Barreira, Braide já anunciou que sairá da legenda e está em negociação com algumas legendas, entre elas o PSL.

Eduardo Braide deve anunciar novo partido nos próximos dias

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante

O deputado federal eleito, Eduardo Braide, vai deixar o PMN, que, juntamente com outras legendas, caíram na Cláusula de Barreira aprovada na última reforma política. Nove partidos ainda estão sem um futuro definido e ficarão sem verba do Fundo Partidário e sem o tempo na TV e no Rádio, entre eles está o PMN.

Eduardo Braide ainda não quis adiantar para qual partido pretende transferir sua filiação. Em entrevista à Rádio Mirante AM, o deputado disse apenas que deseja mudar para um partido com o qual tenha certa afinidade.

“Partido que eu tenha liberdade de votar de acordo com a minha consciência. Não me elegi de forma livre para que chegue em Brasília e o partido seja dono da minha consciência”, afirmou.

Questionado sobre sua eventual candidatura à prefeitura de São Luís em 2020, Braide não confirmou se entrará na empreitada. Entretanto, ao afirmar que um dos motivos de sua saída seria a falta de tempo de televisão, tudo indica que o parlamentar esteja escolhendo uma sigla que lhe permita ter tempo de TV na corrida municipal de 2020.

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante.

Deputado Pastor Gildenemyr de malas prontas para o PSL

Eleito com as bases da igreja Assembleia de Deus do Maranhão, Pastor Gildenemyr tem no PSL o partido com mais afinidades

Não é de hoje que a ida para o PSL do deputado federal Pastor Gildenemyr é ventilada nos bastidores da política. Eleito pelo PMN, o parlamentar maranhense vai ser obrigado a migrar para outra legenda após seu partido não passar pela Cláusula de Barreira.

Eleito com as bases da igreja Assembleia de Deus do Maranhão, Pastor Gildenemyr tem no PSL o partido com mais afinidades, já que as igrejas evangélicas foram uma das maiores porta-vozes da candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A aproximação do deputado com o PSL foi mostrada pelo presidente estadual da legenda no Maranhão, o vereador de São Luís, Chico Carvalho. “Está aqui a representação de que o PSL caminha cada vez mais fortalecido e unido para compor uma grande bancada na Câmara Federal. Estive com o vice-presidente nacional do partido, Antônio Rueda, que fez formalmente o convite de filiação ao deputado federal eleito pelo Maranhao Pastor Gildenemir, grande liderança política que consolidou seu caminho na vida pública ao ultrapassar os 47 mil votos no nosso Estado”, escreveu Chico em suas redes sociais.

“O Pastor Gildenemir foi eleito pelo PMN e o PSL abre os braços para o acolher nessa missão de trabalhar pelo nosso Maranhão ao lado do Presidente Jair Bolsonaro”, concluiu Chico.

PSL do Maranhão e a troca de farpas no Whatsapp

Aliados de Chico Carvalho afirmam que ele continua na direção da legenda, já os de Maura Jorge afirmam que ela vai ser eleita democraticamente presidente do PSL por meio do voto de seus filiados

Ainda sem sinal de trégua ou de tempos mais tranquilos, o PSL maranhense mostra que chegará à disputa pela presidência estadual, em abril, ainda mais dividido. Os grupos da ex-prefeita de Lago da Pedra e do presidente estadual, vereador de São Luís, Chico Carvalho, ainda não deram sinal de um possível entendimento e partiram para acusações no WhatsApp.

A matéria com o título “PSL decide, Maura Jorge está fora dos planos do partido!” postada em um grupo do WhatsApp foi prontamente respondida pela própria que escreveu: “Maura Jorge decide: Chico Carvalho está totalmente isolado do governo Bolsonaro”.

A troca de farpas entre os dois líderes do PSL começou ainda na pré-campanha de 2018 e pode se estender até abril quando acontece a eleição para o diretório do Maranhão.

Aliados de Chico Carvalho afirmam que ele continua na direção da legenda, já os de Maura Jorge afirmam que ela vai ser eleita democraticamente presidente do PSL por meio do voto de seus filiados. É aguardar para ver!

Major Vitor Hugo será o líder do governo na Câmara, confirma Bolsonaro

A escolha foi anunciada hoje (14) pelo presidente Jair Bolsonaro em sua conta pessoal no Twitter

O deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), de 41 anos, será o líder do governo na Câmara. A escolha foi anunciada hoje (14) pelo presidente Jair Bolsonaro em sua conta pessoal no Twitter.

O parlamentar, que cumprirá seu primeiro mandato a partir de fevereiro, tem dito aos mais próximos que seu ingresso na vida política foi incentivado pelo presidente da República.

“Comunico que a Liderança do Governo na Câmara será exercida pelo Deputado Federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), advogado e consultor legislativo concursado desde 2015”, escreveu Bolsonaro.

O Major Vitor Hugo também usou o Twitter para agradecer, em seguida, sua escolha para a liderança. “Força, presidente. Vamos juntos construir uma nova relação entre Executivo e Legislativo. O país precisa avançar nessa direção. Discussões em torno de ideias, independência a harmonia. Muito obrigadao pela confiança.”

Em sua biografia, o parlamentar aparece como major da reserva do Exército, consultor da Câmara dos Deputados, especialista em segurança pública e “apaixonado por Goiás”. Menciona vários cursos na área militar, inclusive com passagens no Maneuver Center of Excellence, Exército dos Estados Unidos da América (Fort Benning, Geórgia, Estados Unidos).

Na sua página no Facebook, o Major Vitor Hugo é descrito com “particular interesse no que diz respeito à defesa nacional, ao direito público e às relações internacionais”.

Encontro entre Chico Carvalho e Allan Garcês sinaliza trégua no PSL

O encontro realizado entre Chico e Allan deu o tom de entendimento e conciliação interna no PSL

Após algumas desavenças entre suas lideranças, o PSL do Maranhão caminha para finalmente viver dias mais tranquilos. Nesta terça-feira (08), o presidente estadual Francisco Carvalho e o ex-candidato Allan Garcês conversaram em Brasília e sinalizaram uma trégua nas disputas internas da legenda.

“Eu recebi aqui no hotel que estou hospedado em Brasília, Raimundo Filho, Pastor Sampaio e Allan Garcês. Na ocasião, Allan, propôs a unidade do PSL no Maranhão afim de acabar com as especulações de que estaria à margem das decisões partidárias. Essa imagem reflete a integração entre os correligionários que sempre tive como meta dentro do partido há mais de 15 anos. Obrigado pela visita! O PSL está aberto a todos que compartilham do desejo de trabalhar pelo nosso Estado e o nosso país junto ao Presidente Bolsonaro. ”, escreveu Chico Carvalho em suas redes sociais.

Chico Carvalho que está no PSL há 17 anos, tem sete mandatos de vereador por São Luís, deve seguir firme no comando do partido, já que nutre muita simpatia com o presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar.

Já Allan Garcês é uma das novas lideranças do PSL, foi candidato a deputado federal na última eleição, participou da equipe de transição e agora vai ocupar um cargo de diretor no Ministério da Saúde.

O encontro realizado entre Chico e Allan deu o tom de entendimento e conciliação interna para fortalecer o PSL no estado para os próximos anos.

Na disputa pela Câmara, Maia ganha apoio de PR e PSDB

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se encontrou com o governador de São Paulo, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Estadão

Em campanha pela reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-SP) ampliou o apoio dos partidos à sua candidatura, com a adesão do PR e do PSDB. No mesmo dia, um de seus adversários na disputa, o emedebista Fábio Ramalho (MG), se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e ofereceu votar “de graça”, sem “toma lá, dá cá”, a reforma da Previdência.

O PR deve oficializar o apoio a Maia nesta terça-feira, em um anúncio a ser feito pelo líder da legenda na Casa, o deputado José Rocha (PR-BA). O partido elegeu 33 deputados na eleição do ano passado, a sexta maior bancada. Em troca do apoio, Rocha negociou a continuidade do deputado Fernando Giacobo (PR-PR) na primeira- secretaria da Câmara.

“O Rodrigo é o que tem a maior viabilidade e isso garante a ele a reeleição”, disse Rocha ao Estadão/Broadcast. Já a confirmação do apoio do PSDB foi feita pelo atual líder da legenda na Casa, o deputado Nilson Leitão (MT). “Maia conduziu de forma equilibrada esse momento complicado no Brasil pós-impeachment”, afirmou Leitão. A sinalização do partido a Maia já havia sido feito na semana passada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Até então, cinco legendas haviam declarado apoio à recondução do democrata ao cargo. Com PSL – partido de Bolsonaro que elegeu a segunda maior bancada, com 52 deputados –, PRB, PSD e PPS, além do DEM, Maia teria a possibilidade de 153 votos dos 513 deputados. As bancadas do PR e do PSDB fazem o número subir para 215.

Depois de viajar para São Paulo, Goiás e Maranhão, Maia se reúne nesta terça-feira, 8, com os parlamentares eleitos pelo Piauí. A reunião será no escritório do governador Wellington Dias (PT), em Teresina.

Também em busca de apoio, um dos principais adversários do democrata à presidência da Câmara, o atual vice-presidente Fábio Ramalho fez nesta segunda-feira, 7, uma visita de cortesia a Bolsonaro, em audiência no Palácio do Planalto. “Eu vim dizer ao presidente que votarei pelas reformas de graça, sem toma lá, dá cá”, afirmou o emedebista sobre as principais medidas econômicas que devem ser analisadas pelo Congresso, como a reforma da Previdência.

A declaração foi uma indireta à negociação de posições estratégicas na Câmara para o PSL em troca do apoio a Maia. A chefia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi uma delas, assim como a Comissão de Finanças e Tributação e também uma vaga na Mesa Diretora.

Mesmo com esta sinalização oficial do PSL ao concorrente, Ramalho afirma ter votos no partido de Bolsonaro.

Conhecido por oferecer almoços no Congresso, Ramalho levou ao Planalto uma bolsa e uma sacola para presentear o presidente com queijo, linguiça, sorvete de queijo, manteiga de garrafa, azeite e pé de moleque. Segundo ele, Bolsonaro abriu e degustou os quitutes.

O PSL na busca do anti-Renan

Major Olímpio foi eleito senador pelo PSL de São Paulo

BR18

A candidatura do Major Olímpio ao Senado foi um balão de ensaio lançado enquanto o PSL e a base de Jair Bolsonaro tentam costurar um nome viável para se contrapor a Renan Calheiros (MDB) na eleição para a presidência do Senado.

Em entrevista ao Estadão, o futuro senador do PSL explicita a costura e diz que vai buscar esse nome de consenso entre os pré-candidatos até aqui postos.

Um nome também ventilado é o da líder do MDB na Casa, Simone Tebet (MS), considerada menos hostil ao governo dentro do maior partido.