Em nota, prefeitos do Brasil pedem saída do Ministro da Saúde

Por meio de nota publicada nesta terça-feira (16), a Confederação Nacional de Municípios, entidade que lidera o movimento municipalista no país, solicitou a troca de comando do Ministério da Saúde.

Na manifestação, a CNM cita a descrença irresponsável do Ministério da Saúde, como órgão de estado, na vacinação da população contra a Covid-19, além de atribuir incompetência na condução da pasta pelo sofrimento da população nas filas em busca da vacina. A falta de informações por parte do Ministério da Saúde aos prefeitos também vem gerando crise entre gestores e a população.

Confira a nota na íntegra:

O movimento municipalista, por meio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), vem a público, em nome dos gestores locais que assistem e vivem desesperadamente a angústia e o sofrimento da população que corre aos postos de saúde na busca de vacinas contra a Covid-19, manifestar sua indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicitar a troca de comando da pasta. A entidade tem acolhido relatos de prefeitas e prefeitos de várias partes de país, indicando a suspensão da vacinação dos grupos prioritários a partir desta semana, em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo Ministério.

Foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo. Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios. Com uma postura passiva, a atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País.

Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros.

“Com vacinas em falta, Presidente deveria estar trabalhando”, diz Dino

Diante da iminente falta de vacinas em todo o Brasil e da alta de mortes por coronavírus, as férias de Carnaval de Jair Bolsonaro, na praia, não pegaram bem.

O governador Flávio Dino (PCdoB) resumiu o sentimento.

“Com vacinas em falta e leitos de UTI lotados, o presidente da República deveria estar trabalhando, não passeando de jet ski na praia, curtindo um feriadão. Além de competência, falta dedicação ao trabalho”, disse.

Em tempo: Dino está cumprindo expediente nesta terça-feira gorda.

Sisu 2021: Prazo de adesão para universidades é prorrogado

O prazo para a adesão das instituições públicas de educação superior ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), foi ampliado para 23 de fevereiro pelo Ministério da Educação.

As inscrições que tiveram início em 8 de fevereiro tinham como prazo final o dia 12. A assinatura do termo de adesão de cada instituição deve ser feita por meio do site do Sisu http://sisugestao.mec.gov.br.

Para participar, é preciso ter garantido um bom desempenho nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a redação.

É de exclusiva responsabilidade da instituição participante descrever, no documento de adesão, as condições específicas de concorrência às vagas por ela ofertadas no âmbito do Sisu.