“No Brasil, faltam vacinas e sobram armas”, lamenta Zé Inácio

O deputado estadual Zé Inácio (PT), usou suas redes sociais nesta segunda-feira (15) para se posicionar contra a postura do presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, tem priorizado mais armas que vacinas.

“No Brasil faltam vacinas e sobram armas. O Brasil que Bolsonaro prioriza é sem vacina e com mais armas, que já somam 324.881 mortes”, declarou o parlamentar.

Zé Inácio também alertou sobre o total de 239.259 mortes sem vacina por Covid-19. “Com mais armas foram 43.892 mortes violentas em 2020, 5% a mais que em 2019”, acrescentou.

Sobre decretos de armas, Dino afirma que malucos sonham com uma nova ditadura no Brasil


Por meio de suas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou que quatro tipos de pessoas estão felizes com o decreto sobre armas no Brasil. Segundo ele, “a indústria que fabrica e vende armas; milícias e quadrilhas, pois haverá mais armas circulando no mercado; quem pode pagar R$ 3 mil ou mais por armas e os malucos que sonham com uma nova ditadura no Brasil”.
 
O presidente Jair Bolsonaro assinou na última sexta-feira (12) quatro decretos que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo no país. Entre as principais mudanças está o aumento no número máximo de armas que cada cidadão pode ter e, também, a quantidade máxima de munição que pode ser comprada por ano.

Em entrevista, Dino dispara: “Para perder de Bolsonaro, a gente tem que errar muito”

O governador Flávio Dino (PCdoB) defendeu, em entrevista ao jornal O Globo, a necessidade de diálogo e a formação de alianças para derrotar Jair Bolsonaro em 2022. Dino afirmou que seria um “erro monumental” a esquerda ter quatro candidaturas e completou: “Para perder de Bolsonaro, a gente tem que errar muito”.

Sobre a atual fragmentação da esquerda e da centro-direita, o governador acredita que ainda vai durar alguns anos até que se tenha um redesenho do quadro partidário.

Dino também admitiu que Bolsonaro é quem tem o projeto mais estruturado para 2022, mas acredita que se a popularidade do presidente continuar a sofrer estragos, o poder atrativo da caneta presidencial diminuirá.

Para Flávio Dino, o anúncio precoce da candidatura de Fernando Haddad pelo PT não é a melhor tática. Ele defende que as quatro candidaturas de esquerda postas no debate público – ele próprio, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) – podem ser um “ponto de partida”.

Ao final da entrevista, o governador ressaltou a necessidade de os partidos de esquerda reciclarem seus programas para dar conta da nova realidade, com novos segmentos da classe trabalhadora, como os motoristas e entregadores de aplicativos.